Saving your Intellectual property

Propriedade intelectual, Direitos de Autor e Copyright são conceitos que não são de todo claros na sua aplicação, mas são regulados legalmente, de forma muito clara e, na maior parte dos casos para além de todas as dúvidas. A internet, em especial, criou zonas cinzentas de aplicação de Copyright e Direitos de autor, quer pela globalização, pela virtualização das utilizações dasobras intelectuais mas ainda pela criação de novas formas de utilização (por exemplo: um link viola ou não o copyright? A inclusão de uma página externa num site, ainda que claramente referente site original, é legal?).

Notemos que os conceitos de copyright (direito de copia, literalmente) e direitos de autor, são dois conceitos legais paralelos que se aplicam ao mesmo tipo de objecto, mas em ambientes legais distintos: o primeiro é o aplicável nos paises anglo-americanos (com origem na comon law) e o segundo é aplicável nos paises fundados no direito romano, isto é na Europa e paises latinos. Se bem que aplicável sobre os mesmos os conceitos são distintos: o primeiro centra-se nos direitos aplicáveis à coisa, à propriedade intelectual em si, e o segundo centra-se sobre os direitos do autor da coisa. Isto leva a dois quadros legais completamente diferentes e que devem ser bem distinguidos. Mesmo as convenções internacionais sobre o tema, não foram ainda suficientes para aproximar os direitos, obrigações, práticas e conceitos nos dois universos, uma vez que os fundamentos são diferentes e distintos.

Por hoje centremo-nos em dois sites que nos situam no universo do copyright e na propriedade intelectual sob este ponto de vista, aplicável ao universo Anglo-Americano. Em proxima ocasião verificamos como comparam com os direitos de autor aplicável na Europa. Assuntos proximos são também o da propriedade industrial e comercial. Mas isso fica para outra altura.

Dois lados de um mesmo tema:

Primeiro, como compreender e garantir a propriedade intelectual

http://www.securinginnovation.com/2009/01/guest-blog/saving-your-intellectual-property/

por outro uma excelente selecção de links e explicações sobre o que é, e quais as implicações legais do copyright, um tema geralmente pouco claro:

Copyright Explained: I May Copy It, Right?

De especial interesse é a secção que foca a aplicação do Copyright ao uso de informção online e, principalmente nos blogs. Realmente util.

First Things First – A pobreza a nu…

Um site internet que visito com frequência, e um local que  bem conheço, é o Museu do Design em Londres (London Design Museum) . E vale a pena, quer a visita ao site, quer a visita ao museu.

Vem isto a proposito de ter hoje, de novo, olhado cuidadosamente para este site. Não vou comentar os textos e noticias que lá encontrei, nem tão pouco as exposições importantes que por lá passam, e muito menos o excelente design do site, que em nada se pode comparar com a pobreza dos sites dos museus portugueses. Não vou falar da riqueza de conteúdos no site, da sua irrepreensivel organização, ou da riqueza de informação disponivel e ligada (links externos e internos).

O site é impressionante a todos os niveis, é certo, quer para o publico em geral, em que simplicidade e funcionalidade, mas também a riqueza de conteúdos, salta à vista, quer para um especialista, em que a eficácia das soluções encontradas, a linguagem grafica e conceptual e o design, de funcionalidades até certo ponto dificeis de integrar, não passa despercebido; e os conteúdos são ricos, completos, cuidadosamente construidos segundo paradigmas de informação e comunicação digital, e seguindo muitas das mais modernas tecnicas e recomendações de especialistas de comunicação digital. Mas nem sequer é caso único nos museus ingleses; muito pelo contrário.

E aconselho especialmente um “work in progress”, no seio do site: a Design Library, onde artigos de extrema relevância falam sobre designers de relevância extrema. Relevante!

Mas um facto, em particular, chamou-me a atenção: directamente no menu há uma ligação para PodCasts.

Ora que importância tem isto? Nenhuma dirão alguns… muita digo eu. Basta entrarmos e ouvirmos algum dos podcasts e imediatamente tomamos consciência que aquilo não é um apêndice menor do site, lá posto para captar miudos: é, de facto, algo construido com cuidado e com objectivos, mas principalmente com uma grande propriedade na utilização dos meios. É provávelmente uma das grandes, entre tantas outras grandes apostas.

Comunicar com o público não é apenas saber que mensagem se quer passar: é principalmente saber escolher os meios para a passar! Não há mensagem, por mais valiosa que seja, que tenha qualquer efeito quando passada pelos meios errados, ou usando os meios de forma inadequada, e muito mais, inconsequente. Pois então aqui está um bom exemplo: um podcast atinge um target específico; um target de quem tem menos de 35 anos e não dispensa o seu portátil de bolso, não ouve musica a não ser no mp3 ou mp4, e está pouco disponivel para aturar sites feios, mal estruturados, textos enfadonhos, cores desajustadas e desapropriadas, grafismos obtusos e batidos, e modelos que já são antiquados no print, quanto mais no digital…

E a questão não é se há podcasts ou não: é todo o conceito, toda a atitude, todo o profissionalismo!… Grafico, programático e de conteúdos…não importa.

Não gosto de ser derrotista. Não sou um feroz crítico negativista. Não gosto de menorizar os esforços de quem faz o que pode… mas compare-se:

Museu Nacional de Arte Contemporânea (Museu do Chiado)
Museu Nacional de Arte Antiga
Museu Nacional Soares dos Reis
Museu Grão Vasco  Não tem site.
Museu José Malhoa

Julgo que nem é necessário comentar. Para bom entendedor, os exemplos bastam.

Gostei especialmente deste:  Museu da Musica

mm

 

Ah…e reparem na adequação e no bom senso: o importante é a determinação do concelho de ministros… o site do museu que se #%$£ !!!

Marketing One-To-One ou um universo à nossa imagem?

 

Personalização

Uma das tendencias dos meios interactivos digitais é, ainda que raramente nos apercebamos disso, a personalização da experiencia: aquilo que vemos e a informação que recebemos, incorpora já as nossas próprias experiências e preferências anteriores. O universo de informação é-nos apresentado já, através de filtros que nós próprios vamos criando inadvertida e inconscientemente.

Como funciona? Todos temos experiência dos sites Amazon, em que frequentemente nos são apresentadas sugestões de compra incrivelmente exactas em relação ao nosso gosto e interesse pessoal. O truque é simples: o site regista as nossas pesquisas anteriores, os nossos cliques, os nossos interesses, e depois procede com inteligência à utilização desta base de conhecimento para construir sugestões adicionais, que se enquadrem nos mesmos temas, géneros musicais, literários ou temáticos, idiomas, tipo de produto ou classe de preço.

A panóplia de informação que pode ser incorporada nesta “inteligência” é imensa: pesquisas anteriores, cliques, comentários deixados, produtos repetidamente revisitados, listas de compras futuras (“wish lists”), compras efectuadas no passado, àreas do site preferencialmente consultadas, etc. Mais obvia é a informação entrada quando preenchemos o nosso perfil: idade, sexo, profissão, educação, local de residencia, país, profissão, especialização, interesses, hobbies, associações a que pertencemos, grupos de interesse, etc.

Sites como o LinkedIn ou Facebook são capazes de sugerir pessoas que possivelmente conhecemos, ou grupos de interesse a que poderiamos ter interesse em pertencer, apenas pela análise da àrea geográfica, grupo de conhecidos actuais (“amigos”, “conhecidos”), profissão, ou grupos a que pertencemos.

Sites como Technorati são capazes de avaliar as nossas preferências para recriar a página que vemos, com base no histórico da nossa interacção. A recriação destas páginas e a selecção “personalizada” de informação, é feita com base na construção de um perfil, que analisa padrões, preferências com base num conjunto de pressupostos (sejam dos mais simples aos mais complexos passando, por exemplo, por algorítomos de fuzzy logic, redes neuronais, ou outros, em geral da àrea da inteligência artificial, ou em meros critérios de selecção dicotómica em àrvore de decisão), conseguem gerar um conjunto de filtros (subtractivos ou aditivos) que constitui o perfil funcional do utilizador.

Deste modo, conteudos dinâmicos são gerados, parecendo assentar como uma luva na nossa própria expectativa. Acabou a época da página internet em que viamos o que o webmaster lá punha, e pssámos a ver “o que nós lá pomos”…

Esta forma de gerar o fornecimento de informação, constitui uma experiência muito mais enriquecedora, limitando a necessidade de filtragem de informação pelo próprio individuo, aumentando o nivel de relevância e a coerência da informação recebida, ainda que subtilmente possa conter ela própria a intenção não expressa de conduzir e limitar a atenção do individuo, em função de critérios que lhe são alheios. Ninguém duvida hoje da relevância da publicidade que os aparece em páginas internet, gerada pelos sistemas AdSense e AdWord do goolge. A publicidade é personalizada e corresponde aos interesses demonstrados pelo utilizador e ao contexto em que aparece. No entanto continua a ser publicidade…só que mais eficaz. De facto é um marketing one-to-one totalmente automatizado.

E a pergunta que se põe é: É possivel fazer isto noutro meios?

A resposta é arrasadora: Sim! Mas ninguém está efectivamente a fazer!!!

Reflitamos sobre alguns dos meios em que uma utilização efectiva de perfis de utilizador pode ser eficaz e, sob o ponto de vista tecnico, realizável no curto prazo com os meios de que dispomos:

InStore

A loja é um ambiente em que o relacionamento one-to-one é critico: muitas vezes é o que produz o momentum e o impulso de compra. Com o aumento de meios de publicidade digital na loja (televisão no ponto de venda, expositores interactivos, etc.) cada vez mais convêm reflectir sobre estes assuntos: uma venda mais pode depender disso. Se vamos fazer publicidade na loja, que esta seja adaptada ao nosso cliente especifico. E os meios são muitos!

Os Cartões de fidelização

A proliferação de cartões de fidelização são um filão extraordinário para personalizar o marketing automatizado: cada cliente tem um, e este pode ser usado para interagir com os meios difitais presentes na loja, uma vez que pode representar e remeter para informações relevante sobre o seu possuidor: profissão, sexo, idade, histórico de compras… Como aproveitar este potencial? Recorrendo à tecnologia: cartões RFID, banda magnética ou chip, usando o cartão para accionar dispositivos: o cartão RFID pode ser lido pelo sistema de televisão no ponto de venda ou um video de demonstração de um produto pode ser accionado quando o cliente passa o cartão na instalação de demonstração. Mas o numero de possiveis interacções è extraordináriamente maior do que será possivel descrever neste espaço.

Os sistemas de reconhecimento de face

Sistemas de reconhecimento de face permitem saber quem está a olhar para os displays na loja, por classes (sexo, idade, grupo etnico) . Assim todo o sistema de televisão no ponto de venda pode adaptar os conteúdos aos espectadores: os conteudos para uma criança, serão diferentes daqueles para uma mulher madura, ou para o homem jovem. Esta adequação dos conteudos pode significar a diferença entre estar a publicitar pensos higiéicos para uma audiência homens, ou mesmo brinquedos para uma audiência de reformados… ou ter uma publicidade eficaz.

Os expositores interactivos

Se o cliente examina uma peça exposta na loja, ele demonstra interesse por esse tipo de produto. Um expositor inteligente pode pois disparar conteúdos que correspondam a esse interesse: se o cliente pega numa máquina fotográfica de um dado modelo, pode imediatamente ver nos ecrãs as suas caracteristicas. Se ega numa segunda, porque não fazer um comparativo? E que tal sugestões sobre o modelo mais aconselhada para um certo padrão de interesse (preço, marca, dimensão, caracteristicas, etc.), ao fim da terceira maquina examinada? Toda a loja pode funcionar desta maneira e ter zonas interactivas em que, as acções do cliente, direccionam a sua interacção com a loja. A loja ganha assim novos vendedores, e o cliente tem uma percepção de personalização e atenção na interacção com os meios digitais.

O marketing Bluetooth

O que é que todos nós temos no bolso do casaco, ou na mala que trás na mão? Um telemóvel, claro! Não seria o ideal que uma loja pudesse fornecer ao cliente o orçamento, a simulação de crédito ou apenas o catálogo do televisor em que ele está interessado de modo que ele o pudesse consultar mais tarde? E se isso não envolvesse o trabalho de um funcionário, e permitisse ao cliente experimentar e pesquisar sem a sensação de estar a ser chato? Ainda melhor! Receber este tipo de media no telemóvel é o que se consegue com a utilização de dispositivos que por bluetooth enviem esta informação directamente para o dispositivo que está no bolso do cliente.

Uma tag em cada produto

Mas outros meios estão hoje disponiveis: e sefotografando um produto em exposição, imediatamente recebesse no telemóvel o seu catálogo com preços e condições de pagamento? Fáceil, entre outras experiencias bem sucedidas, o uso de vários tags visuais digitais, colocados nas prateleiras, em produtos, em cartazes, ou mesmo em edificios, peças de museu ou de exposição, stands de feiras, ou qualquer coisa que se pretenda marcar, permite através de uma fotografia, que é processada no meomento, recorrer à internet para imediatamente, sem demora, receber no telemóvel informação digital referente a esse objecto, produto, empresa, edificio… imaginava isto possivel? Podemos instalá-lo hoje mesmo na sua loja, ou num qualquer trajecto turistico!

Outros meios

Outros meios podem ser usados para esta personalização da interacção na loja ou no ponto de venda: vão desde o uso de biometria até ao processamento de imagem que permite seguir todo e cada um dos clientes nos seus trajectos dentro do espaço comercial. Cada um destes meios pode recorrer a informação préviamente armazenada (ficha de cliente, histórico de compras, etc.) de gerar informação no momento (o cliente é homem/mulher, interessou-se por fatos de estilista, desprezou a zona de roupa informal, etc…

E toda esta informação pode influenciar decisivamente a TOTAL personalização dos conteudos digitais que se oferecem ao cliente.

O museu, exposição ou centro multimeios

Quem não gostaria de à entrada do museu com meios digitais, num qualquer ponto remoto do mundo, perceber que estes meios lhe apresentam automáticamente os conteúdos na sua própria lingua, sem ser necessário qualquer acção! Ou que estes meios sugerem museumoutras explorações que vão totalmente de encontro aos próprios interesses pessoais, e de uma forma perfeitamente automática? O facto é que tudo isto é perfeitamente realizável, com pouco investiment e com pouca dificuldade tecnica. Usando meios RFID inseridos no bilhete adquirido à entrada do museu ou da exposição, todos os visitantes podem estar identificados dentro do museu de modo que os meios digitais se adpatem automáticamente às suas caracteristicas, sem intervenção humana (idioma, interesses, referências culturais”).

Por outro lado, o uso de dispositivos moveis, como os smartphones e PDA´s, têm um potencial imenso de receber em cada momento informação digital diversa, referenciada por tags em cada objecto (como um quadro num museu).

O perfil de visitante

Cada visitante pode ter um perfil individual e pessoal, que vai sendo construido automáticamente ao longo de uma visita, aproveitado em visitas posteriores, usado para exploração posteriores através da internet, ou noutras acções em pontos diferentes do museu ou do equipamento cultural. Este perfil permite acumular as pesquisas, preferências, interesses, dados de selcção de conteúdos, registar trajectos…enfim! O museu pode pois “adaptar-se” ao seu visitante e, posteriormente, fornecer informação referenciada: pelos interesses de visita, pelos interesses expressamente registados pelo utilizador, pelo registo de histórico de consulta. E pode ser o motor para inumeras acções, além da adaptação da informação disponibilizada: sugestões de merchandising, sugestões na livraria do museu, geração de newsletters, etc.

O perfil de grupo

De quanto tempo dispõe o grupo de turistas para visitar o museu? Quais os niveis de formação e etários dos elementos do grupo? Qual a sua lingua? OK, o museu prepara-se para estes parametros. O guia leva um identificador e todo o museu produz um resultado completamente adaptado e diferente do resultado de cada um dos outros grupos que ao mesmo tempo circulam no mesmo espaço. O que é este “identificador”? Uma tag RFID, que representa o perfil do grupo. Ao longo do museu, dispositivos de leitura do tag vão sabendo onde está o grupo, e vão adaptando automáticamente os conteudos: duração dos audiovisuais, idioma, tipo de informação, tipo de interacção, indicações de percurso (possivelmente num aparelho do tipo video guia, ou possivelmente em displays na parede, ou nos próprios dispositivos audivisuais instalados no local). No final a visita foi efectuada no tempo previsto, sem atropelos, e sem perdas de tempo em informação irrelevante! O grupo de japoneses recebeu informação para as suas referências culturais, o grupo de portugueses ouviu falar do que sabe, e o grupo de americano viu um espectáculo de wrestling… todos visitaram o mesmo museu! Todos viram coisas diferentes.

O museu para levar para casa

E no final da visita, cada visitante coloca a sua pen-drive, ou flash memory num port USB, e leva para casa um documentário para ver calmamente no fim das ferias, com as recordações do museu. E se não tem um pen-drive? Ok, tem um dispositivo bluetooth? Ou WiFi? Tanto faz…também serve. Ou então, em qualquer momento vai ao site internet do museu, identifica-se ou ao grupo em que efectuou a visita, e ali está todo o multimedia relevante para download sob a forma de um video, uma animação, uma apresentação, ou nos mais prosaicos documentos pdf ou mesmo numa pagina web gerada dinâmicamente.

As cidades e os trajectos turisticos

Quando visitamos uma cidade desconhecida, gostamos de preparar a visita. Acumulamos mapas, prospectos, referências de restaurantes, monumentos, bares, salas de espectáculo, lojas e ruas, praças a e locais, estátuas e edificios, parques e museus, transportes publcios, linhas de comboio, horários e estações… Uhmmm

Um guia digital de visita

Então e se fizessemos isso prévimanete na internet, preparássemos a viagem e soubessemos que, chegados à cidade, lá nos esperariam locais em que poderiamos requisitar um guia electrónico, que conteria toda esta informação que tinhamos preparado e mais uma quanta automáticamente gerada, com base nos nossos interesses, demonstrados nessa preparação? Não necessitávamos de mapas, horários, guias em papel, prospectos, livro de apontamentos, nada…

Guia de orientação

Na posse deste guia ele funcionava como um aparelho de GPS para navegação, indicando-nos os trajectos para as visitas que quisessemos fazer, sugerindo o próximos pontos de interesse nas imediações, ou resolvendo rápidamente o nosso pedido de: encontra-me um restaurante nas imediações, que estou esfomeado!

Video Guia de visita

Chegados aos locais de destino, ele funcionaria como um video-guia, permitindo-nos ir explorando informação sobre cada quadro do museu, sobre a ementa e as sugestões do restaurante, sobre o edificio que estamos a ver. sobre o programa, horário e preços do teatro a que queremos ir…

Terminal interactivo

E se nos désse na cabeça uma noite mais requintada: reserva no restaurante chique, bilhetes para o concerto nessa noite, e entrada numa discoteca para a madrugada…Ok, numa cidade estranha, onde se fala uma lingua que não conhecemos??? Nem pensar! Errado! O nosso guia digital pode fazê-lo por nós… e bem… e na nossa lingua.

Bom… e se tudo isto pudesse ser posto no nosso iPhone, para quem o tem, claro? Ou num SmartPhone… assim nem necessitávamos de requisitar ou alugar o guia à chegada. Ele estaria disponivel que desde que saimos de casa! Simplesmente necessitariamos de instalar uma aplicação…e estávamos prontos para avançar!

 A verdade é que qualquer pessoa pode hoje na internet fazer o download de guias de visita para smartphones, para as principais cidades do mundo. Eles funcionam em várias plataformas, desde SmartPhones a qualquer dispositivo com Java instalado.  A diferença é uqe estes guias são estáticos, não personalizados, não interactivos, não dirigidos a cada um de nós individualmente. Quando os dispositivos têm acesso internet, tudo se pode modificar: não é necessário obter toda a informação préviamente (ela pode ser obtida interactivamente a cada passo, e portanto todo o tipo de detalhe pode estar suportado, alem de que ao introduzir a personalização, ao filtrar a informação através do perfil preparado, das preferências de viagem e de visita, e através da georeferenciação, a utilidade multiplica-se.

Conclusão

A verdade é que todo este cenário pode ser fácilmente desenvolvido com tudo o que temos hoje disponivel, com as tecnologias existentes e correntes, como quem desenvolve um web site… pouco mais! Tinham percepção disto?

A Dreamfeel, como empresa concentrada no marketing interactivo cria, investiga e projecta sistemas que, baseados nas tecnologias existentes, aportam mais valias imensas nas aplicações de marketing digital e multimedia, mas também na aplicação de multimedia em museus, guias de visita, centros interpretativos e outros recintos em que multimedia e interactividade, sob as formas tradicionais de  Dynamic Digital Signage ou a Interactive Signage, ou sob qualquer outra forma de sistemas digitais interactivos, podem ser aplicados com vantagem, como lojas digitais e lojas do futuro, montras interactivas, instalações e eventos multimedia e interactivos. 

Se tem uma ideia e pretende desenvolvê-la no seu negócio fale com a nossa equipa. Temos propostas inovadoras que vão surpreender os sues clientes ou o seu público.

 

Referências
http://www.microsoft.com/tag/content/what/
http://securitysolutions.com/mag/security_rfid_takes_chicago/
http://newmuseums.blogspot.com/2007/03/rfid-and-museums.html

Twitter e WordPress – “Estes negócio, não liga, não?”

Ganhando popularidade mas, ainda assim, fica a dúvida sobre a sua utilidade: ninguem pode ignorar o twitter.

Seja qual for a utilidade, aqui fica uma lista de ferramentas que permitem a interacção entre Twitter e um blog WordPress.

Twitter Badge – Esta é uma ferramenta oficial. Um código JavaScript que podes colocar no teu blog e que mostra aos leitores o que tens escrito no Twitter. 
The Twitter Updater – Um plugin para Worpress que cria entradas automáticas no twitter a partir, para cada post criado no blog.
TwitThis – Um btão no blog, para criar Twittes a partir dele (nos posts, ou no sidebar). 
Twitter Tools – De facto é uma constelação de várias funcionalidades que integram o Blog WordPress com o Twitter: lista os twittes no blog, e cria twittes a partir das entradas do Blog (em Javascript). 
Twitt-Twoo – Um plugin para actualizar Twitter a partir da sidebar (usa AJAX).  
RSS to Twitter – Criar um feed RSS a partir das entradas Twitter, é possivel com este script PHP. De utilidade duvidosa (o próprio twitter é já por si um feed… se bem que não seja RSS…), mas mesmo assim pode ser interessante.

Para quem tem  o seu blog alojado em wordpress.com, infelizmente os pluggins e scripts em javascript não podem ser executados. Nesse caso um útil addon é o “AddThis“.

AddThis – Este botão que permite adicionar a página em que é instalado, a umas boas três dezenas de sites de internat social (incluindo twitter, digg, del.icio.us, Facebook, MySpace, entre outros) não pode funcionar totalmente no wordpress.com. No entanto as funcionalidades que restam (que são as que não dependem de JavaScript nem de pluggins), continuam operacionais. A experimentar.

Referências
http://muiomuio.net/twitter-para-wordpress/
http://www.addthis.com/

Smashing Magazine

smashing-magA Smashing Magazine é, desde que apareceu em Stembro de 2006, uma referência online para o Web Design, apresentando artigos e recursos de inestimável valor sobre  esta àrea.

A explorar especialmente a àrea Inspiration e Showcases onde se podem encontrar reunidos num só lugar dezenas de exemplos, portfolios, artigos, designs, numa verdadeira montra do state of the art.

http://www.smashingmagazine.com/

Desenhar Icons – 50 Tutoriais

Um artigo intitulado “50 tutoriais sobre ícones” está disponivel no site Six Revision

Uma vasta seleção de tutoriais e recursos de excelente qualidade ajudam a compreender o processo de desenvolvimento de um icon, e fornecem excelentes dicas para melhorar o processo.

http://sixrevisions.com/graphics-design/50-excellent-icon-design-tutorials/

O que é a Web 2.0? Ou a saga da internet participativa…

 

PREÂMBULO

Posso dizer que tenho ouvido muito disparate? Bom…já disse. “Quem não sabe, não mexe!”, dizia o meu bisavô. Quem não sabe, não fale, digo eu.  Mas vamos ao que interessa? Vamos lá então…

PARTE I

Pergunta: O que é a Web 2.0?
Resposta: NADA! Apenas uma Internet feita por idiotas *), atentos à natureza humana.

Ok… disparate, reconheço! REWIND… (… e que tal agora, com uma postura um pouco mais sensata, OK?)

Pergunta: O que é a Web 2.0?
Resposta: “Nada. Apenas mais do mesmo, mas agora EM BOM **) !”

Uhmmm… de disparate em disparate, até à verdade final. (…parece que uma postura um pouco mais académica não faria mal nenhum! Que achas?). Ok…vamos lá outra vez:

Pergunta: O que é a Web 2.0?
Resposta: “É a MESMA internet! Só que afectada por uma mudança de paradigma: de um paradigma da DIFUSÃO (como dizem os ingleses “bróadqueiste” ***) ), passamos a um paradigma da PARTICIPAÇÃO (como dizem os ingleses “participaichiom” ***) ).”

Estamos entendidos? Infelizmente, temo e presumo que não! (…Eh pah… troca-me isso por miudos! Ok, eu troco… eu até ando vidrado na Maieutica…). “Well…here we go again, with all the details and footnotes, now !”:  Take #4 ..ACTION!!!

Pergunta: O que é a Web 2.0?
Resposta: Básicamente: Não é uma versão 2.0 de nenhuma tecnologia, protocolo, rede, site, software, conteúdo, estatuto ou regulamento (adoro estas definições pela negativa…são mesmo inteligentes…): é apenas a mesma “tecnologia internet” usada de uma maneira diferente (radicalmente diferente), sob o ponto de vista de conceitos, consubstanciados no paradigma que os rege.

Desenvolvendo: Na prática, passamos de uma “antiga” Internet difusora de informação, produzida centralmente por editores dos sites (formato decalcado, portanto, dos media tradicionais – imprensa, rádio e televisão…), a uma Internet participativa, em que os conteúdos são criados pelos próprios utilizadores, e dinâmicamente geridos, alterados, melhorados, classificados, escolhidos, quer de uma forma declarada, quer intrinsecamente pelo proprio uso que lhe dão, o qual, avaliado pelos processos automáticos subjacentes e estatisticos, gera alteração na forma de apresentação, preponderância, visibilidade e classificação desses mesmos conteúdos (Tag-Cloud, Most-Viewed, User Content Classification, SEO, etc.)

E deste modo, além do paradigma da PARTICIPAÇÃO surge naturalmente o paradigma da ENVOLVÊNCIA: cada utilizador sente que faz parte de um todo com o qual colabora e comunica, marca posição, partilha ideias, recebe estimulos e criticas. Enfim, pela envolvência, participar: e participar é fazer parte…termo mágico…de uma rede social

DIALÉTICA? E neste contexto, as redes sociais não definem, portanto, a Web 2.0! São, isso sim, uma consequencia. Mas a discussão deste ponto podia levar-nos a tentar saber se o que nasceu primeiro foi a internet ou ovo (ou galinha, ou lá o que é…). Mas lembremo-nos que Web 2.0 não é outra coisa que “Apenas mais do mesmo, mas agora EM BOM”… e em TEMPO REAL!!!

Estamos entendidos? Infelizmente, temo (e presumo) que não!

Footnotes, for the main body of the article:
*) Idiota – O que, ou aquele, que tem ideias.
**) EM BOM – expressão que indica a versão bem executada de uma qualquer acção, objecto, opinião, conceito, etc.
***) Versões fonéticas das expressões inglesas “broadcast”, “participation” e “trailer”. Depois podemos visionar a “treila” ***) no YouTube ****)
****) YouTube – um site da “internet participativa” (ou Web 2.0!), de partilha de conteúdos video, em que estes são produzidos, fornecidos, classificados, geridos e comentados quase (QUASE!!!) em exclusivo pelos cibernautas (pois….é que, como em tudo, há excepções…e todos sabemos que o motocontinuo não é fisicamente realizável e, no processo, dissipa-se sempre energia ou, dito de outro modo, se não houvesse excepções não servia para manipular nada, e seria inútil e morria!…digo eu!…ou talvez não. E por azar é capaz de ser aí que está a força que faz crescer isso que andamos a ver se sabemos definir e que chamamos Web 2.0!).

 

PARTE II

O termo “Web 2.0” foi criado pela empresa O’Reilly Media, em 2004, como titulo para uma série de conferências. Pretendia, na sua utilização, definir uma mudança nas aplicações internet, referindo-se a uma segunda geração de serviços, que colocam a colaboração dos utilizadores e partilha de informação no centro e no âmago da sua definição, ao contrário da velhinha “presença” e “disponiilização” de conteudos. De título de uma série de conferências o termo torna-se definidor de um conjunto de “sites”/serviços que verificam aqueles pressupostos.

De qualquer modo as vozes criticas contra o uso deste termo são também muitas, e alegam que é nada mais que um mero e vazio truque de “marketing”…cada um vê o que pode, eu diria…

… mas da argumentação da PARTE I deduziriamos imediatamente que nunca uma tão radical mudança de paradigma, é um truque vazio… ou uma operação de marketing! Quem dera aos especialistas de marketing serem capazes de tal…

De facto, o termo refere uma realidade MUITO MAIS profunda que uma mera “mudança de versão da internet”. E nisso o termo é curtinho…

A mudança de realidade a que assistimos é uma RADICAL e completa redefinição do relacionamento do utilizador com a internet, e portanto da relação utilizador/site ou utilizador/serviço.

Na prática o utilizador deixa de ver a internet como um conjunto de sites que difundem informação (tipo biblioteca onde vamos buscar uns livros, tirar umas fotocópias de umas páginas que nos interessam), e que constitui o velho paradigma da DIFUSÃO, e passa a ver a internet como um conjunto de outros utilizadores com quem se relaciona, e com quem PARTICIPA na  CRIAÇÃO de CONTEÚDOS, e que resulta na construção de COMUNIDADES e REDES SOCIAIS virtuais, de gente com os mesmos interesses ou motivações, ou estéticas, ou… e que mais não são que a extensão das redes sociais reais.

Visto do lado dos criadores dos serviços, a mudança de atitude é tão radical, que se definem agora novas “regras de concepção” de sites/serviços ditos Web 2.0 (criamos sempre regras em tudo, não é? Pelo menos assim os menos geniais podem sempre dizer que estão a cumprir as regras…), entre as quais a não menos importante é “desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência colectiva”.

A Wikipedia vive dessa “inteligência colectiva”, ao permitir a qualquer um criar ou editar uma entrada numa enciclopédia em constante actualização. O Digg valoriza as sugestões de páginas que têm mais votos, mais cliques e mais links, enquanto o Del.icio.us utiliza um sistema semelhante mas com os favoritos (“bookmarks”) de milhões de pessoas. O Last.FM aprende com as escolhas de musica do utilizador do serviço, e sugere outras peças semelhantes, que o utilizador classifica, aceita, ou recusa, refinando sempre mais o seu perfil… e depois começa a sugerir pessoas com perfis que apresentem proximidade ou pontos de contacto…e quando o utilizador usa os seus “vizinhos” de perfil, descobre novas musicas que nunca iria descobrir de outra maneira…e passa a fazer parte de novos grupos de vizinhos…e tudo isto se vai reflectindo de maneira dinâmica na forma como o utilizador vê o site Last.FM… “H’ve you got it?”

E notemos que estas mudanças não surgem por acaso; e a mudança é tão profunda e envolve tantas outras razões e causas, que assistimos também a algo que diriamos é o espelho deste fenómeno: as redes sociais reais/fisicas, passaram cada vez mais a virtualizar-se, quer como consequência da envolvência nas redes sociais virtuais, quer por outros fenómenos bem mais significativos e importantes; a saber: pela omnipresença das telecomunicações móveis, como meio de contacto permanente, PRINCIPALMENTE para as novas gerações, que desde cedo passaram a conviver com telemóvel, SMS, internet móvel, PC-Portáteis, PDA’s, iPhones, messenger, chats, twitter… what are you doing? (perceberam?).

O que se passou é que, mesmo as redes sociais reais, se virtualizaram quase completamente ou, pelo menos, passaram a circular pelos mesmos meios que suportam as virtuais… e passaram elas próprias e usar ferramentas que vieram também a gerar, simultâneamente, as redes sociais virtuais (entenderam um padrão?): quem não tem um curriculum online? e quem não o mandou já pelo Messenger? e se esse curriculum estiver no LinkedIn, bastante melhor… e o LinkedIn é anterior ao fenómeno, não é? e no LinkedIn, onde se colocou o curriculum, adicionaram-se também os nossos conhecidos (conhecidos REAIS – e o site frisa bem essa condição)… mas, com eles, criam-se grupos virtuais de interesses profissionais (ou não…) … que são redes sociais… e as páginas no LinkedIn, fomos nós que a fizemos, com os nossos dados, informações, links, fotos, interesses … e enviámos participações nossas, para as páginas dos nossos conhecidos… “recomendações”, assim se chamam, nuns casos… participámos; criámos os conteúdos; administrámos a nossa página, influenciámos as páginas dos conhecidos.

Ah…mas afinal isto já existia! Pois…mas nem tinha nome, nem era tão omnipresente, nem tão ubiquo; e ainda não tinha provocado uma mudança radical dos comportamentos! Certo? E as alterações chamadas no seu conjunto de “Web 2.0” provocaram tudo isso, e em catadupa.

… parece-me, portanto, que um “truque vazio” de sentido, é dizer que “Web 2.0”  é um truque vazio, uma mera operação de marketing… acho que alguém fixou o olhar obsessivamente na árvore e ignorou a floresta… Enfim, admitamos, isso sim, que o termo é curto, demasiado curto, para tão profunda mudança na forma (ou nos suportes) de socialização do ser humano mas, à falta de outro, serve! O termo tem um significado mais ou menos conhecido e aceite por todos… e um nome é um nome… se lhe chamassem BATATINHA 3.5, também servia…

Na realidade apetece-me perguntar é: quem terá sido o tipo do marketing que terá concebido tal golpada, de inventar um termo vazio e destituido de sentido, como “WEB 2.0”, e foi tão genial… que conseguiu com isso mudar todo o relacionamento humano e comunicação, na sociedade contemporânea. Eu contrato-o. O tipo é um génio do marketing!…

 A não perder
http://www.paulgraham.com/web20.html

 

PS: Se gostou do texto, expresse isso num comentário, para que todos o saibamos, e transformemos isto num “Blog 2.0” (participe na nossa rede social!). Se não gostou… depois falamos por telefone, pode ser?

“Lorem ipsum dolor sit amet”

Durante anos fui encontrando, e fui-me perguntando que raio de texto seria este “Lorem ipsum dolor sit amet, consetetur sadipscing elitr…”, que via espalhado por todos os projectos gráficos e de paginação, layouts e design de websites,  e até em ficheiros .dot do word, do velhinho Page Maker ou em inumeras ferramentas graficas e de paginação digital.

… história curiosa a que encontrei.

Depois disso, e por muitos anos, tenho passado horas da minha vida a responder a inumeras pessoas, à pergunta   “que raio de texto é este “Lorem ipsum dolor sit amet, consetetur sadipscing elitr” que aparece por todo o lado… pois bem… aqui fica a explicação, para os mais curiosos.

O texto “Lorem ipsum” (ou “lipsum” – como lhe chamam coloquialmente os anglo-saxonicos) é simplesmente um texto falso, sem sentido, standard da indústria tipográfica para representar manchas de texto, no design grafico e visual. É também utilizado como um “place-holder” em desenhos e projectos graficos, em que o texto ainda tenha que vir a ser composto ou escrito, e inserido posteriormente no produto final. A este tipo de utilização chama-se também greeking.

A sua origem remonta ao ano de 1500, em que um impressor tomou uma passagem (secções 1.10.32 e 1.10.33), do tratado latino de ética “De finibus bonorum et malorum” (“Sobre os objectivos dos bons e dos maus”, em tradução literal), escrito por Marcus Tullius Cícero em 45 a.C (há mais de 2000 anos), livro este bastante popular durante a época Renascentista, e misturou o texto de forma a criar um livro de fontes tipográficas, em que o texto fosse ilegivel. O objectivo era criar uma mancha de texto em que a atenção não fosse desviada pela sua leitura.

O texto manteve-se em utilização todos estes mais de 500 anos e passou naturalmente a ser utilizado pela indústria de edição electrónica.

A primeira linha do texto “Lorem ipsum dolor sit amet…” pode ser lida da primeira linha da secção 1.10.32 do original, que é a seguinte: “Neque porro quisquam est qui dolorem ipsum quia dolor sit amet, consectetur, adipisci velit”, ou seja “Não há ninguém que goste da dor em si mesma, que a procure e a queira ter, apenas porque seja uma dor…”.

O texto “Lorem ipsum” é pois um texto falso, ilegivel. E esta é a razão do seu uso.

Está há muito estabelecido que qualquer leitor é distraido pelo conteudo do texto de uma página, quando analisa o seu layout. Quando se pretende focar a atenção no layout propriamente dito, um texto com sentido seria completamente contraproducente, pois desviaria a atenção dos elementos graficos e de layout

Por contrapartida é também sabido que o contrário também se aplica: um layout grafico exuberante (ou desapropriado), geralmente desvia a atenção do significado do próprio texto, tornando-o ineficaz… mas isso já é outra história… e bem mais complicada!

A razão porque o texto lorem ipsum resulta, é porque apesar de não ser um texto com qualquer sentido, ou palavras reconheciveis, contem ainda assim uma distribuição bastante uniforme de letras e palavras, muito semelhante a um texto real.

Por outro lado, mas seguramente não menos importante (…e que o digam alguns designers gráficos, tipógrafos e revisores!),  é mais seguro usar “Lorem ipsum” como texto falso, do que qualquer referencia menos elegante a um politico conhecido, ou algum texto politicamente incorrecto … apenas para o caso de alguem se esquecer de o trocar pelo texto definitivo, antes da publicação…

Recursos

http://en.wikipedia.org/wiki/Lorem_ipsum
http://www.lipsum.com/
http://www.loremipsum.net/translations.html

Livros e catálogos digitais interactivos

A busca por um formato digital para publicação de documentos de modo fiel ao objecto real, e que ao mesmo tempo seja de agradável uso e leitura, simulando o objecto real que é o livro ou a revista, há muito ocupa os designers de aplicações multimedia.

Formato Adobe PDF

Há muito que o formato PDF da  Adobe se instalou como o formato generalizado para distribuição de documentação digital, mesmo quando isso é feito online.

Este formato apresenta inumeras vantagens, sendo algumas delas as seguintes:

  • Formato versátil, contendo varios tipos de informação (texto, imagem, graficos vectoriais e raster, formulários, anotações, revisões)
  • Permite um rendering fiel à versão real em papel (imagem raster das páginas originais)
  • Portabilidade (funciona em multiplas plataformas)
  • Self-Contained (todo o documento está contida num unico ficheiro)
  • Depende apenas de um leitor gratuito
  • Resultados uniformes em todas as plataformas (o documento fica sempre com o mesmo aspecto, independentemente da plataforma
  • Capacidade de funcionar como formulário para preenchimento (com lógica de validação)
  • Suporte de modos de segurança (autor, revisor, bloqueamento de funcionalidades e alterações, como impressão, edição, cópia, etc.)
  • Compatibilidade total com post-script, podendo funcionar como formato de arte grafica digital final.
  • Suporte a diferentes resoluções e modos de cor

Mas isso não é um livro!

Pois não! Nem parece um livro ou revista! É um formato de ficheiro. É o que temos…

No entanto, e apesar da beleza e eficácia deste formato, quantos de nós não se viram já confrontados com downloads de pdf’s que parecem não acabar, ficheiros enormes guardados no disco, documentos que abrem dentro do browser, no meio de uma janela atulhada de barras de ferramentas, de páginas que só se conseguem ler com zoom elevado perdendo-se a percepção da página como um todo, enfim… de livros que deixam de parecer livros!!! Ou então, para que o download seja rápido o documento é uma desilusão: baixa qualidade, o texto não é pesquisável, as imagens parecem borradas e ilegiveis… enfim… tudo tem os seus prós e contras!

O facto é que nada substitui o livro no seu formato impresso: as sensações do cheiro e textura do papel, a manipulação, as capas, o marcar e comparar páginas diferentes rápidamente, voltar atrás, enfim o folhear… e tudo isso se perde com o formato digital. Certo? Pois não é verdade!

Há alternativa?

Conscientes de que a leitura online de documentos digitais não é cómoda, que o feeling do livro se perde nos formatos digitais existentes, já há algum tempo que os designers e programadores se lançaram ao desenvolvimento de um formato mais cómodo para leitura online. 

Neste formato as páginas deveriam poder ser desfolhadas e marcadas; a sensação visual deveria ser proxima da de um livro real; o zoom deveria ser algo natural, como a nossa aproximação do livro aos olhos quando algo não se consegue ler bem a uma certa distancia. Enfim, um interface que faça jus, ou pelo menos se aproxime, de algumas das caracteristicas do livro real!

DreamBook/FluidBook – Livro e Catálogo digital interactivo

logo-book-8x3E o resultado foi o produto que a Dreamfeel comercializa com o nome DreamBook! Este é um formato de leitura online que simula um livro real em 3D. Permite ler, folhear, marcar páginas, fazer zoom a uma secção… mas mais ainda: permite inserir todo o tipo de multimedia (som, imagem, video, animações, graficos e esquemas, fotos 360) ou até páginas Web, como conteudo de cada página. O produtor original da solução é a empresa francesa FluidBook, parceira da Dreamfeel neste desenvolvimento.

Os Livros Digitais Interactivos permitem colocar na Web toda comunicação impressa existente, sejam catálogos, mostruários, folhetos, publicações periódicas, ou tudo aquilo que desejar. Partindo de artes finais digitais, de material já impresso, ou concebendo os livros de raiz, o utilizador final dispõe sempre de um meio cómodo de consulta da literatura.

Powered by DreamBook / FluidBook

Veja o e-flyer!

Veja o Press Release

Processo de Produção

O processo de produção é simples: o cliente entrega um PDF, e este é transformado num DreamBook/FluidBook, por processos automáticos. Depois o interface é costumizado (logotipo, cores, navegação) com as cores e identidade do cliente.

E se não existir o PDF já disponivel? Se não existe a publicação em formato digital PDF, mas apenas em papel, o processo tem apenas mais um passo: a publicação em papel é digitalizada, com a qualidade apropriada, e transformada num PDF, antes do inicio do processo.

Finalmente, basta alojar a publicação num servidor Web, banal, sem requesitos especiais, e em menos de 72 horas a publicação estará online. Se o cliente não quiser usar um alojamento fornecido pela Dreamfeel, pode usar o seu próprio alojamento ou servidor web: Todos os ficheiros necessários são sempre fornecidos, de modo a permitir uma instalação directa e simples num servidor privado. Simples e eficaz! 

FAQ

Como é que a qualidade é tão elevada? As imagens originais do documento são cuidadosamente tratadas para visualização no ecran; a sua resolução ajustada, para obter o justo balanço entre rapidez e qualidade; a imagem da página completa é de média resolução; a imagem em zoom é uma imagem de altissima resolução, carregada em background ou apenas quando necessária.

E como é que o carregamento ainda assim é rápido? O Dreambook/Fluidbook apresenta um processo inteligente de carregamento de páginas e imagens: estas estão a ser carregadas em background, segundo um processo probabilistico de avaliação de qual será a proxima página visionada. O utilizador geralmente só espera o carregamento de uma página, nunca o carregamento do documento completo!

E o texto é pesquisável? Claro que é: no processo de produção, todo o texto presente nas imagens é convertido em texto digital, por um processo de OCR de altissima qualidade.

Que tipo de multimedia posso incluir? Animações e aplicações Flash, video, som, fotos, aplicações Java e JavaScript…enfim, todo o tipo de multimedia que se pode colocar numa página HTML. 

Posso colocar links para sites ou páginas web? E para ficheiros para download? Claro que sim. Podem ser colocados links internos (entre páginas ou àreas de página) e externos. As àreas clicáveis podem ser palavras, frases, imagens, áreas, ou em geral o mesmo que se pode fazer numa página web.   

Aplicações

A aplicação do Dreambook em web sites, em montras interactivas ou em quiosques interactivos, normais ou especialmente concebidos para os suportar, permite uma extraordinária interacção natural e intuitiva entre o utilizador e o conteúdo. Uma aplicação que ficou famosa é a do livro do futuro, em que o quiosque tem a forma de um pedestal com um livro, que mais não é que um ecrã TFT, com sensores, que permitem ao utilizador passar a mão sobre o ecrã como se estivesse a folhear naturalmente um livro de papel.

Criar um catálogo de produtos para leitura online, tornar este catálogo interactivo, de modo que cada produto ganha animação, ou apresentar um video para cada produto presente no catálogo, ligar os produtos a um carrinho de compras e automáticamente tranferir o utilizador para a loja online, de modo a que feche a encomenda e efectue o pagamento online, é uma brincadeira de crianças.

Mas imaginem agora uma biografia de um actor de cinema, feita neste formato! Mantem o formato de livro, agradável de manipular, mas rápidamente se podem incluir clips e cenas de cinema, retirados da filmografia, entrevistas e depoimentos em video, clips de som, musica de fundo, entrevistas de rádio, albuns de fotgrafias manipuláveis na página do livro, etc. Ou uma história do Jazz ou do Rock, feita de clips de som. Ou um manual escolar feito de esquemas animados, videos, e experiencias interactivas. Tudo isto está incluido no formato DreamBook/FluidBook que a Dreamfeel apresenta.

E já pensou quanto poderá poupar na publicação dos manuais técnicos de software, de máquinas, de componentes mecânicos electricos e electrónicos, na publicação dos documentos de congressos, conferências e feiras, na publicação de colecções de livros, reedição de revistas e jornais

A beleza da solução é que se o leitor quiser ainda assim manter guardado no seu próprio sistema uma versão do livro, pode, do mesmo modo, fazer o download do ficheiro PDF, exactamente igual à versão online, excepto nas funcionalidades não são suportadas pelo formato PDF. Outro aspecto interessante, é que dada a versatilidade do formato, se pode construir um site integralmente baseado num livro digital interactivo. É uma solução rápida e de baixo custo, principalmente quando já se dispõe de um documento em papel ou formato PDF (catálogo, brochura corporativa, company profile, etc.)

Relatório de Sustentabilidade TMN

Note-se também que dado o formato ser digital, de leitura muito mais cómoda, ser uma solução inovadora e de prestígio, e o seu custo de produção ser baixo, muitas empresas optam por ele para a distribuição online de documentos de publicação obrigatória (relatórios de contas, relatórios de gestão, actas, etc). É o caso da TMN, que publicou o seu Relatório de Sustentabilidade 2008 neste formato.

Algumas publicações periódicas estão também a adoptar o formato, prestando assim um serviço de leitura online, em tudo semelhante ao de leitura da versão em papel, e já não com a necessidade de manter duas versões distintas da mesma publicação (em papel e online).

Esta é uma solução de futuro, que transforma a leitura de documento online, numa tarefa agradável e com a sensação de ser um livro real.

Para mais informação,  por favor contacte a Dreamfeel Lda

Localização!!!

Geolocalização na web e smartphonesQuando na campanha de Obama foi distribuída entre os apoiantes uma aplicação iPhone que procedia à geolocalização e personalizava a interacção com o utilizador (além do seu próprio perfil de apoiante) em função dessa geolocalização, fornecendo apenas interacções relevantes para a data e o local onde a pessoa se encontrava, muita gente pensou Wow! That´s it…

Na realidade, que interessa fornecer insistentemente o calendário das acções em LA, se o apoiante se encontra em NY?…

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Campanha de Obama

Este texto já é antigo, mas fica aqui como registo de uma pesquisa que me apaixonou.

Uso “tradicional” da internet na campanha politica

O uso das “novas tecnologias nas campanhas politicas não é novidade: o e-mail, como elemento de difusão de apelos, manifestos e declarações politicas, os sites partidários e portais internet, como elemento de distribuição de elementos diversos, como documentação, comunicados, publicações ou como meio de divulgação de simples informação noticiosa, politica ou de agenda, elemento adicional de comunicação electrónica que secunda os meios impressos, a rádio e a televisão, e finalmente os blogs, mais recentes, geridos e alimentados por opinion makers, ou por pessoas que, sem pretenderem manifestar envolvimento directo na campanha, têm ainda assim opiniões formadas (e formadoras), que secundam e são subscritas pela própria campanha.

A Internet e os meios digitais em geral têm funcionado assim como elementos complementares de difusão da mensagem politica, a qual tem sido sempre difundida primariamente através de meios mais tradicionais. Os meios tradicionais mais usados, centram-se essencialmente no uso privilegiado da televisão, na apetência pelo uso da rádio, em normalmente também na imprensa escrita, neste ultimo caso, pelo menos a nível da cobertura noticiosa de campanha e da divulgação de opiniões, declarações e ideias.

Veja-se o uso da internet feito em França, durante a campanha para a Presidência da República, pela candidatura de Nicolas Sarkozy, nomeadamente com sites e portais cuidados, actualizados várias vezes ao dia e, principalmente, muito informativos; o envio massivo de e-mails com declarações politicas e apelo ao voto, o número elevado de blogs que cumpriram funções de difusão das opiniões e posições oficiais da campanha, ou mesmo de apelo ao eleitorado.

Também em Inglaterra, durante a última campanha eleitoral, o email e os sites e portais foram uma ferramenta fundamental de contacto dos candidatos com os seus eleitores, situação fundamental, num sistema uninominal, como o inglês.

No Brasil, onde o número de candidaturas é elevadíssimo, seja nas eleições locais ou nas eleições federais, e onde o subsidio das candidaturas é difícil, os meios internet, de baixíssimo custo são usados, sendo os sites e portais internet um elemento de difusão e o e-mail o elemento de apelo directo.

Os próprios EUA, não foram nunca excepção, desde o advento da internet, e os partidos usam fortemente a internet para a divulgação e difusão da sua mensagem, para a criação da imagem institucional dos candidatos, para a difusão de documentação e agenda politica e de campanha, tudo isto através de e-mail, sites e portais, documentação electrónica e blogs de opinião, patrocinados directamente, nuns casos, ou provenientes de opinion makers, umas vezes ligados a grupos lobby, outras patrocinados directamente pelos partidos.

A internet tem pois assumido, nos últimos 5 a 10 anos, uma importância cada vez mais relevante, pelo menos no peso do seu uso pelas campanhas, acompanhando também o crescimento da sua penetração junto das populações, e assumindo em alguns casos um papel de completa duplicação de todos os outros media tradicionais já usados.

Um aspecto a não desprezar é também a funções de comunicação e coordenação interna das campanhas que a internet proporciona, como aliás em todos os outros aspectos da sociedade: a comunicação rápida, directa e de baixo custo com, por exemplo, uso do e-mail, Messenger e Skype, e a disponibilização universal de documentação, noticiário e posições, com a disponibilização de documentos electrónicos, e publicação em intranets ou em repositórios de acesso limitado aos elementos da própria campanha. Neste aspecto o uso da internet pelas campanhas politicas seguiu até agora o padrão empresarial.É evidente também, que este crescente uso da internet pelas campanhas politicas, lhes permite também uma drástica redução do custo, e atingir, com menos meios logísticos uma maior quantidade de resultados.

A comunicação na internet com o eleitorado, parece pois secundar o uso feito dos outros media, mais tradicionais, mas vai replicando a comunicação neles gerada, seguindo-a sempre de perto, algumas vezes até, em antecedência, pela rapidez de divulgação no meio digital. Como vantagem óbvia adicional salienta-se a capacidade de tirar algum proveito dos efeitos gráficos e visuais, da facilidade de apresentação de imagem (seja fotografia ou vídeo) e da capacidade de difundir documentos e ideias com elevada facilidade e baixo custo. A internet vai pois reproduzindo, com vantagem, noticias, muitas vezes disponibilizando-as antes dos jornais, rádio e televisão, divulgando comunicados, declarações e discursos, apelando ao voto e divulgando agenda.

Um aspecto fundamental que se salienta: toda esta panóplia de usos da internet na campanha politica tem sido feita, no uso das ferramentas disponíveis, segundo o paradigma dos meios de comunicação social, reproduzido-o (no digital): difusão da mensagem para o estabelecimento de relações.

Campanha Obama – O que mudou

A campanha de Barak Obama desde o inicio apostou na internet e no uso da tecnologia. Nisso não se diferenciou de outros candidatos. Mas cedo mostrou que a sua compreensão da internet e do uso da tecnologia, ultrapassava largamente tudo o que até ao momento se tinha visto. A compreensão de que as pessoas usam a tecnologia e a internet de forma muito própria, e que esse uso alterou radicalmente o padrão de comunicação, foi um trunfo desde o inicio.

Desde cedo foi mostrada uma aposta em novas formas de comunicação e de uso da internet, quer na escolha da equipa tecnológica de suporte, quer ainda das opções e das acções que decorrente do trabalho desta equipa, foi surgindo ao longo da campanha.

A inovação da abordagem está em vários vectores, e destes diríamos que os principais foram:

1) Paradigma do relacionamento em rede
Compreender que a forma como as pessoas usam a internet, não adere aos modelos de comunicação de massas tradicional (paradigma da difusão), mas sim a um novo modelo mais próximo do relacionamento interpessoal (relacionamento em rede, envolvimento pessoal, comunicação personalizada) usando os meios tecnológicos para criar estes relacionamentos em rede

2) Paradigma da Mobilidade
Compreender que outros meios tecnológicos, com importância fundamental na vida do publico, estabelecem o mesmo padrão no dia a dia das pessoas, acompanhando-as nas suas actividades (meios moveis – telemóveis, iPhone, iPods, MP4, PDA´s) e constituindo o elemento fundamental da sua identidade no relacionamento com terceiros

3) Paradigma do envolvimento
Compreender que a internet se tornou um meio que se destacou completamente do padrão de media de comunicação e se tornou numa “internet participativa” em que as pessoas criam envolvimentos, relacionamentos, compromissos, descobrem actividades, e as coordenam. A internet é agora, por si própria, um media autónomo: mas não é um media de difusão, mas sim um media de interacção. E esta é uma das grandes diferenças de abordagem.

4) Paradigma da comunidade
A nova internet permite estender os relacionamentos em rede à criação de redes sobrepostas de pessoas com interesses, objectivos, ou problemas comuns. Estas redes constituem fortes elementos de identidade e de interacção, e criam o que se designa por comunidades. A comunicação dentro das comunidades é forte, as mensagens são passadas autonomamente na rede, e arrasta as pessoas emocionalmente, pelo fenómeno de identificação com o grupo.

5) Paradima da personalização
A comunicação absolutamente personalizada é a única natural no ser humano e as tecnologias (internet incluída) permitem esta comunicação. A georeferenciação da informação, permite por exemplo, pôr no iPhone de cada um, apenas as actividades de campanha que decorrem nas suas imediações, na sua cidade, na sua empresa, no local em que está. Isto potencia a oferta de oportunidades de voluntariado, de actividades geridas central e automaticamente, mas aparentemente 100% personalizadas. O mesmo se passa na consulta de agendas de actividades na internet, na disponibilização de vídeos de campanha no YouTube, de fotos no Flickr ou de TODA a comunicação produzida.

6) Paradigma dos dados uteis
A quantidade de informação acumulada sobre cada um dos targets da comunicação, que inclui desde o local em que reside e trabalha, que revistas assina, o numero de filhos, o nível de formação, a profissão, as associações a que pertence pode constituir uma base de dados interessante. Mas pode também ser absolutamente inútil, se não for explorada. A tecnologia permite explorar toda esta informação de modo dinâmico, em tempo real, segundo critérios que podem ser redefinidos a cada momento, em função da necessidade instantânea (esta também gerida automaticamente) permite uma personalização absoluta da comunicação.

6) Paradigma da participação
A personalização da informação, dos apelos e das ofertas, permitem oferecer oportunidades de participação na campanha, com actividades à medida exacta de cada um e do local em que se encontra. E isso permite uma adesão imensa de voluntariado. Este voluntariado vê reflectida na comunicação da campanha o seu empenhamento pessoal. Participa, porque a comunicação reconhece a sua participação, e a forma de participação.

A campanha de Obama reconheceu que a internet e os meios móveis nas suas múltiplas formas, e no seu conjunto, atingiam todo o universo de eleitores, de forma mais eficaz. E devemos lembrar-nos de algumas características americanas que hoje são determinantes, mas que em boa parte são também exemplares do que se passa hoje em todo o resto do mundo, e evoluindo a uma velocidade cada vez mais alucinante:

  1. A internet tem uma presença em 70% dos lares americanos
  2. Cerca de 90% da população americana tem acesso diário á internet
  3. O eleitorado americano é essencialmente jovem,
  4. O jovem médio americano já gasta mais horas na internet que a ver televisão
  5. Ao aumento do uso da internet corresponde um decréscimo acentuadíssimo e irreversível do uso de meios impressos, rádio e televisão
  6. Os meios móveis nas suas múltiplas formas são usados por mais 80% da população
  7. Na população jovem a internet e os meios moveis são usados essencialmente segundo os novos paradigmas de comunicação: a comunicação e a internet participativa, do relacionamento em rede e em comunidade.

Este reconhecimento fez com que a aposta nos meios tecnológicos fosse uma aposta decisiva, sem qualquer tipo de constrangimento e a sobrepor-se decisivamente a todas as outras estratégias de comunicação.

É significativo que o anuncio da escolha do Vice Presidente tivesse tivesse sido feita por SMS e MMS, e não em conferência de imprensa televisionada como era habitual, e que as comunicações semanais do candidato tivessem sido feitas no YouTube, e não na televisão. É significativo também que no total a campanha de Obama tenha preparado mais de 2000 horas de vídeos para o YouTube, onde colocou mais de 1100 vídeos com origem directamente na campanha oficial, mais de 4 vezes os vídeos referentes a McCain ( e estes nem todos oficiais) quando em contrapartida as acções televisionadas, com origem na campanha se tenham reduzido a umas meras poucas centenas, e que a principal ferramenta de coordenação do voluntariado de campanha tenha sido uma aplicação para iPhone, disponível nas lojas Apple para descarga livre por Bluetooth, que geria informação personalizada nos dois sentidos, comunicada através de internet móvel.

Nesta aplicação para iPhone qualquer pessoa podia analisar as actividades de campanha nas suas imediações, verificar os pedidos de voluntariado para de acções de campanha que correspondam ao seu perfil, gerir essas participações, receber informação oficial da campanha, declaração politicas e citações sobre posições assumidas, etc. Cada um podia ainda assim configurar os seus interesses, e receber a informação já filtrada. A campanha estava no bolso de cada um; cada um participa de forma personalizada; cada um retorna à campanha a sua participação e sente que faz parte dela, envolve-se e tem intrumentos para envolver a sua comunidade e os que directamente o rodeiam.

Mais arrasador, é o número de entradas em blogs, de fotos colocadas em sites comunitários como o Flicker, Facebook, e outros semelhantes, o número de mensagens personalizadas, com apelos directos a uma actividade de voluntariado mandadas por SMS ou uma sem numero de outras acções semelhantes. Em todos estes casos estas acções curto-circuitaram os media normais e atingiram directamente o eleitorado, permitindo-lhe ter tudo em primeira-mão, nos media que usam, e de uma forma que lhes permite reenviar às outras pessoas da sua comunidade. Esta actividade torna-se viral, infecciosa, e em minutos milhares de comunidades estão a trocar informações, a discutir a comunicação recebida, usando o mesmo meio em que se sentem confortáveis e através do qual receberam a comunicação. Há vídeos de Obama, publicados no YouTube visionados mais de 440,000 vezes nas primeiras horas após a sua colocação.

Pensa-se que uma das grandes apostas da campanha foi na constituição de uma base de dados limpa, referenciada, credível e completa sobre todos os eleitores. Para isso pode ter sido usada muita informação disponível, desde dados provenientes do próprio partido, até dados das empresas de telecomunicações, assinaturas de revistas, associações profissionais ou sociais, etc. até dados com origem na própria internet (redes sociais, grupos de interesse, etc.). Outro grande trabalho foi tornar esta informação útil em tempo real, através da construção de georeferenciação, de ferramentas de filtragem automática, de segmentação, de selecção e valorização automática por critérios. Mas essa é uma história ainda com muito para contar. O resultado foi uma automatização total de envio de SMS personalizadas, de respostas automáticas em sites, de envio de e-mail, de personalização da informação disponibilizada.

Um analista de comunicação americano, de referencia, refere que a campanha é uma lição de compreensão da evolução da comunicação e desenvolve a ideia de que de um paradigma em que se comunica para obter participação, passou-se a um paradigma, natural com a internet, em que obtém participação para comunicar.

A Equipa


Tudo isto não se fez sem uma extraordinária equipa tecnológica. Extraordinária, não na sua dimensão, não no seu custo, não na sua organização, mas sim na sua visão, na sua forma de compreender a internet e o mundo. A campanha de Obama convidou os fundadores, os gurus de comunicação, os responsáveis de estratégia de algumas das mais inovadoras empresas da internet, as quais estão a estabelecer a nova internet, designada por Web 2.0.

O lançamento faz-se no inicio de 2007 quando Joe Rospars de 27 anos, mas um veterano da campanha de Dean e do Democratic National Committee é contratado como director de media. Nas semanas seguintes é montada uma equipa que inclui, entre outros um fundador da comunidade Facebook, um produtor premiado da CNN e um especialista de mensagens de texto e multimédia em telemóveis. Nesse dia determinou-se a vitória de Obama. Rapidamente este grupo cresceu para 11 pessoas com o mesmo tipo de perfil.

A rapidez com que esta equipa estabeleceu a estratégia mostra que havia ideias bem definidas. O seu desenvolvimento foi também rápido, foi ensaiado e foi afinado.

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Internet

Temas a desenvolver:
A utilização massiva da internet, que aliás não é novidade (veja-se campanha de Sarkozy, em França, e a campanha para o parlamento Inglês).
Ao contrário das utilizações anteriores, em que se usava o paradigma da difusão de informação, no qual a internet era apenas mais um veiculo ou media, adicional à imprensa escrita, falada/rádio, ou televisão, reproduzindo portanto esses formatos em mais um meio,  uso do paradigma da internet participativa (novo paradigma da WEB 2.0)

A internet participativa:

  • Envolvimento do individuo (de forma personalizada)
  • Baseada nas redes sociais e na comunicação personalizada, tipo Facebook, MySpace.
  • Uso dos meios moveis
  • Gadgets moveis, iPhone, aplicação de campanha downloadable
  • Tempo real (Chat, Twitter, etc.)
  • Informação geolocalizada e personalizada
  • Bases de dados poderosas e auto-construidas 

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Bibliografia

1. Obama’s Wide Web – From YouTube to Text Messaging, Candidate’s Team Connects to Voters
By Jose Antonio Vargas, Washington Post Staff Writer,
August 20, 2008
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/story/2008/08/19/ST2008081903613.html

2. Five Ws from the Barack Obama campaign
by Jack D. Lailm (News Director of Innovation for the Knoxville News Sentinel)
no blog Random Mumblings
November 16, 2008
http://www.jacklail.com/blog/archives/2008/11/five-ws-from-the-barack-obama.html

3. What Next for Obama’s Text-Messaging Database?
By Jose Antonio Vargas, Washington Post Staff Writer,
Nov 2, 2008
http://voices.washingtonpost.com/the-trail/2008/11/02/what_next_for_obamas_text-mess.html

4. What the Obama campaign could teach the record business
by Ethan Kaplan
no blog Blackrimglasses
November 13th, 2008
http://blackrimglasses.com/archives/2008/11/13/what-the-obama-campaign-could-teach-the-record-business/

5. Marketing lessons from Barack Obama
By Patrick Byers, Patrick is the President + CEO of Outsource Marketing
The Responsible Marketing Blog
November 5th, 2008
http://responsiblemarketing.com/blog/?p=679

6. Clicking and Choosing – The Election According to YouTube
By VIRGINIA HEFFERNAN, coluna The Médium
The New York Times – Magazine
November 14, 2008
http://www.nytimes.com/2008/11/16/magazine/16wwln-medium-t.html?_r=1&ref=magazine

7. Noticias e colunas diversas dos jornais
Washington Post
New York Times