Flash ou Shockwave?

macromedia shockwave playerFlash e Shockwave são duas tecnologias originárias na Macromédia. Actualmente, após aquisição, são detidas e desenvolvidas pela Adobe, ambas largamente usadas na internet. Até aqui, e geralmente, todos o sabem.

Em geral todos reconhecem conteúdos Flash, tipicamente animações ou àreas interactivas num website e até, quantas vezes, web sites integralmente realizados em flash. Eventualmente alguns de nós reconhecem a tecnologia Shockwave, principalmente em aplicações web do tipo jogos online, aplicações gráficas animadas ou interactivas, e em geral onde uma grande carga de programação é percebida, com animação de gráficos.
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The Khan Academy


Acredita que quase tudo o que pode aprender num curso universitário, pelo menos em certas áreas, está disponivel de forma organizada, em aulas fáceis de seguir, na internet?

Pois é verdade. E o site chama-se “The Khan Academy”…

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Ter um bom WebSite fica caro?

 

É espantosa a quantidade de WeSites de baixa qualidade que se vê por essa internet!

E é ainda mais assustador quando, esses websites, pertencem a empresas com aspiração a uma presença marcante no mercado e que, em todos os outros campos do marketing, fazem tudo bem feito! Que se passa então?

A resposta não é dificil: desleixo e desconhecimento! É que todos os outros meios de marketing são visiveis, e envergonham quando não têm qualidade. A Web não (pensa-se!!!). O pensamento ainda é: catálogos, cartazes, embalagens, expositores, publicidade televisiva, encomenda-se a gente competente pois temos que ter resultados de vendas e uma boa imagem… a web logo se vê.

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Revista Museu (br)

A revista Museu é uma revista brasileira online de museologia. 

Apesar da não ter publicação em papel, a revista constitui uma referência brasileira no tema. O seu site apresenta um bom numero dos artigos publicados, nas diversas temáticas tratadas, sendo que alguns são temas bem locais, outros são temas de interesse universal.

Com um site algo confuso, o acesso aos artigos é no entanto fácil, dispondo ainda de um eficaz motor de busca interna, que permite rápidamente encontrar com precisão o que se pretende. O site apresenta ainda um noticiário actualizado com boa periodicidade, além de loja online, agenda de eventos (brasileiros e mundiais) além de secções sobre legislação, endereços brasilerios, glossário, e lista de links (apesar de estes terem um acesso pouco eficaz.

Apesar de um site pouco organizado os artigos são de bom nivel e as temáticas interessantes. Vale a pena adicionar à lista de favoritos.

Referências:
Revista Museu (Br)

Revista Nuova Museologia (it)

 

A revista Nuova Museologia é desde 2001, ano da sua fundação, uma referência da museologia, lida e referenciada em todo o mundo. Actualmente, e desde 2005 é o Órgão oficial da Associazione Italiana di Studi Museologici, e publica artigos sobre todas as àreas de conhecimento directamente ligadas aos museus e museologia.

Centrada principalmente nas problemáticas dos museus de arte e históricos, não descura uma visão global de todas as temáticas de museus, nomeadamente com artigos já publicados sobre museus arqueológicos, regionais, particulares, antropológicos e etnográficos, musicais, de ciência, tecnologia, entre outros. A revista contém artigos de elevada qualidade, nomeadamente estudos teóricos, casos reais, teses e opiniões, reportagem de museus, principalmente italianos, mas também um pouco por toda a Europa, artigos de referência e informação de carácter geral.

O site é absolutamente básico, e está bastante mal construido, além de apresentas diversas falhas técnicas, de concepção, usabilidade e ignorar completamente os principiios de design. No entanto vale por disponibilizar online os números publicados até ao Nº13 de Novembro de 2006  (actualmente foi publicado o Nº 17),  em formato PDF. Só por isso compensa já uma visita.

Referências:
Nuova Museologia

Uma biblioteca valiosa: Criatividade e inovação

Não são muitos os recursos organizados, disponiveis na net sobre Criatividade e sobre Inovação. Este é um que não se pode ignorar:

http://www.ideo.com/publications/articles/#pos1470

..na conhecida agência de criatividade IDEO. Imperdivel e incontornável, para quem se interessa pelo assunto.

New-media num museu? – Parte V

Há pouco mais de um ano atrás, vi uma das mais maravilhosas peças de multimedia interactiva que tive até hoje oportunidade de observar. Não era baseada em tecnologias inovadoras; não era uma peça carissima, não eram conteudos do outro mundo. Não estava num museu.

Entrei no atrio de uma fábrica, e nele existia uma peça industrial (uma máquina, uma mera frezadora de pantografo) abatida do activo, mas recuperada como peça decorativa.

Ao seu lado um painel de plasma de grande dimensão, passava um video sobre os tempos gloriosos de funcionamento daquela frezadora, na fábrica que se encontrava ao nosso lado, e que podiamos ver através de uma janela enorme.

Som ambiente, quase imperceptivel, passava a banda sonora do video: os ruidos fabris, e do funcionamento da
frezadora.

A certa altura, subtil e lentamente, o tal documentário video, em imagem real, cheio de detalhes e pormenores, tranformava-se numa animação 3D colorida e claramente técnica, que, peça por peça nos mostrava o funcionamento da máquina e a articulação entre todas as partes. Ao mesmo tempo cada peça, na propria máquina (pelo menos algumas delas) iam sendo movimentadas, e discretamente iluminada, de forma a referenciar o observador.

E, como me disse o “inventor”, se tivesse alguem que lhe programasse isso, gostava de poder deixar manipular a animação 3D, para o visitante poder avançar e recuar, repetir partes tantas vezes quantas necessitasse para entender completamente o funcionamento de cada parte. Pessoalmente eu repetiria o funcionamento do pantógrafo, já que é uma peça que sempre me fascinou e fez parte do meu “imaginário mecânico” ( as outras são as juntas homocinéticas, as de cardan, e as transmissões “sem fim”… enfim, pancas!)

Esta peça maravilhosa, foi obra de um amador, engenheiro, é certo, director industrial a caminho da reforma, professor pardal como lhe chamam os funcionários, que apenas recorreu ao seu proprio gabinete de desenho industrial para a produção da animação 3D. Todo o resto foi trabalho de amador. De amador dedicado, que tinha um plano e um conceito, um objectivo claro um conhecimento profundo, e que, quase sem meios, produziu uma das mais didáticas instalações que eu já vi até à data!

Infelizmente, por razões de necessidade de espaço, a peça já teve que ser desmantelada. Mas permanece a engenhosidade de quem a concebeu, a eficácia daquela representação, o didatismo daquela realização.

E se os meios não eram os ideiais, o resultado foi sensacional e, para mim que me interesso por qualquer mecanismo que esteja num raio de 1000 metros, foi uma experiência iluminadora!

Moral da história: com pouco se faz muito, quando os conceitos e a concepção têm substância.

E esta substância, quase naif, neste caso, pode ser completamente diferente em ambiente museológico: bem fundamentada, com todo o background de estudo, com todo o conjunto de conhecimentos, recomendações e experiências a sustentar opçoes, com todo o corpo de saber acumulado que, felizmente, não faltam nesta àrea de actividade. E qualquer especialista se sentiria no sétimo céu perante a perspectiva de um projecto desta natureza…ou de muitos similares. E nem seria preciso recorrer a sucata, como neste caso, porque provávelmente a maquetagem e o fac simille seriam mais apropriados.

Eis como entendo o multimédia em espaço museológico: utilizado para transmitir o que de outro modo não seria possivel; para completar os gaps, em certos casos; de forma adequada e apropriada; activa e interactiva; e envolvolvendo o visitante na descoberta, sem falsos espectáculos, sem fogo de artificio. Mas com uma utilidade profunda, baseada num objectivo bem definido de transmissão de conhecimento, de captação de interesse.

No site do seu conceito Smart Grid a GE tem um exemplo extraordinário de um pequeno efeito de realidade aumentada, baseado numa tecnologia open source já bem explorada, mas que é de um efeito impressionante. Apreciem o video e deliciem-se:

http://ge.ecomagination.com/smartgrid/ar/movie.html

ge-grid

A parte interessante é que, este efeito que poderia parecer uma curiosidade (sem duvida), mas inutil e gratuito, ganha todo o significado quando enquadrado no site geral do conceito que se pretende mostrar, todo ele uma montra de design multimedia, mas também de conceitos profundos que omultimedia apenas explica. Não deixem de o entender:

http://ge.ecomagination.com/smartgrid/?c_id=googbrandgenerics#/landing_page

New-media num museu

New-media num museu? – Parte I
New-media num museu? – Parte II
New-media num museu? – Parte III
New-media num museu? – Parte IV
New Media num museu? – Parte V

New-media num museu? – Parte IV

Quando há uns tempos atrás tomei contacto com alguns projectos museológicos ou de desenvolvimento de conceitos e conteudos multimedia com aplicação museológica, e esgravatei os conceitos e teorias subjacentes, fui ficando surpreendido com a profundidade do que estava a ser feito.

Não tenho qualquer pretensão a especialista em muito destes campos. Acho que poucos podemos ter em Portugal. Deixo aqui alguns projectos, para quem quiser explorar com mais profundidade alguns dos conceitos.

Interactive Multimedia Group
Louvre DNP – Museum Lab
Natural Interactions e IO Agency

People naturally communicate through gestures, expressions, movements. Research work in Natural Interaction is to invent and create systems that understand these actions and engage people in a dialogue, while allowing them to interact naturally with each other and the environment. People don’t need to wear any device or learn any instruction, interaction is intuitive. Natural Interfaces follow new paradigms in order to respect human perception. Interaction with such systems is easy and seductive for everyone.

Bill Buxton

 Bill Buxton is a relentless advocate for innovation, design, and – especially – the appropriate consideration of human values, capacity, and culture in the conception, implementation, and use of new products and technologies.

LM3Labs
Museum Interactive Multimedia

Um repositório de documentação com alguns trabalhos muito interessantes.

Interactive Multimedia Technology

Um blog dedicado a interactive multimedia.
This blog focuses on how interactive technology can support collaboration, communication, and engaged learning. It also touches on ways technology can support intervention & prevention efforts in health, mental health, and related fields. You’ll find information about interactive touch screen applications, HCI, universal usability and accessibility, Universal Design for Learning, serious games, and innovations. Enter a term or phrase in the search box to find something that interests you!

Uma série de artigos:

New-media num museu? – Parte I
New-media num museu? – Parte II
New-media num museu? – Parte III
New-media num museu? – Parte IV
New Media num museu? – Parte V

New-media num museu? – Parte III

Para quem nasceu com internet em casa, quem usa um portátil diáriamente, com net de banda larga, tem o google permanentemente acessivel, cria albuns de fotografias e de recordações no Facebook, e no Flicker, regista notas em blogs, quem usa um iPhone, passa o dia georeferenciado, ouve musica num mp4, e já quase não sabe o que é um CD, chegar a um museu, tal como os temos em Portugal, entra em estado de choque imediato: é quase  como entrar repentinamente num mundo surrealista e confuso, de ausencia total de informação, e de referências, de comunicação e de processos conhecidos.

Num mundo de meta informação, tudo contém ligações e referências para algo, que o contextualiza e completa. A meta-informação está acessivel e contida em cada objecto. Para uma mente “google” é impensável um local onde existe uma peça, sobre a qual não se pode clicar numa ligação ou ir à caixa de pesquisa e, daí, entender para que serve, de onde vem e o que significa, e depois explorar as ligações e ir parar a outras peças, fisicas ou virtuais, ideias e conceitos, relacionados ou já apontando novas direcções. Para que queremos os museus?

Infelizmente pode já ser tarde, pois que afastámos definitivamente as gerações emergentes, destes locais no sense à luz do seu proprio raciocinio. E aquilo que são processos de exploração, que se criam na infância e na adolescência, é já incompativel com o que nos esquecemos de colocar nos museus. Podemos agora lá colocar multimedia, meta informação, interacção e exploração, meios digitais e conteudos complementares ricos. A incompatibilidade já foi criada, e “geração google” já não será recuperada, pois não será entre dois empregos que se reformulam processos de raciocinio e de entendimento do conhecimento. Para estas gerações o esforço é inutil. Pensemos então nas proximas, já que estamos a perder as actuais.

Tive a sorte de poder trabalhar (ainda que indirectamente) com arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha , premio Pritzker em 2006, como consultor para o estudo previo do projecto expositivo do futuro Museu dos Coches em Lisboa.

Apesar de o conhecer, entre outras obras, como autor de uma das mais bem sucedidas experiencias museológicas recentes, ficaria surpreendido com a sua capacidade de entender como as tecnologias digitais podem contribuir, participar, potenciar e complementar um ambiente expositivo. Trata-se do Museu da Lingua Portuguesa em São Paulo, em que aliás  Portugal participou, não certamente com fornecimento de tecnologia expositiva!

Poderia (escrevi eu) ficar surpreendido (por oposição ao que cá se tem feito) com o quanto é obvio e natural, para este extraordinário arquitecto a interacção e integração total entre edificio, tecnologias, exposição, media, conceito expositivo, e museu como um todo funcional. Mas não fico, porque também para mim é obvio…

Ao trabalhar diáriamente com conceitos criativos na àrea multimedia e interactiva, a quantidade de conceitos inovadores que todos os dias naturalmente me surgem e se poderia desenvolver para ambientes expositivos, é gigantesco. Houvesse quem aplicasse 1% deles e teriamos certamente alguns dos mais inovadores museus do mundo… e dos mais cheios de gente participativa. E não excluo a hipotese, de que certamente teriamos também nos museus um dos mais valiosos equipamentos e meios de promoção cultural da população Portuguesa.

O que me surpreende é a pobreza das soluções, do pouco que se tem timidamente tentado, baseado na espectacularidade, tanto como na inutilidade, gratuito e descontextualizado, servindo nenhum propósito que se detecte, ou apenas encher a parede ou a sala em que se instala, espelho perfeito da pobreza do resto do arraial museológico, e que depois aparece noticiado como se fossem grandes realizações tecnológicas… serão, mas à dimensão de quem as fez, sem qualquer intuito depreciativo, nesta afirmação. É que muito mais teria que ser feito para, no minimo, ser util, e não apenas espectacular, pois isso é fácil. Já a utilidade, a propriedade e a adequação é outra conversa. Exige estudo cuidadoso, inventividade, criatividade e conhecimentos multidisciplicnares. E meia duzia de aparelhos multimedia, comprados no supermercado das peças electrónicas, não fazem um salto tecnológico. Só fazem mais rico quem as fabricou, e quem pelo caminho lhes aumentou o preço… e o nome… até serem multimedia interactiva.

É que um mapa, quer esteja em papel, quer esteja num ecrã de plasma… continua a ser um mapa estático. Multimedia, é quando o mapa ganha cores, e sons, zoom, ligações a informação externa, e de cada ponto saltam icons e marcas, voam fotos e se espraiam videos e infografias. E interação é quando é o utilizador que comanda tudo isso, que encaminha, que interage e diz o que quer ver e o que não lhe interessa! Já sei…isso custa dinheiro! Principalmente quando não se sabe o que se quer, e se pede hollywood inteiro metido num cartão SD… depois queixem-se!  Pois digo que é mais barato fazer um mapa multimédia, do que um mapa em papel, para depois lhe tirar uma fotografia para o pôr em plasma (não se riam, que já vi esse processo de…”fabrico”!)… Outra conversa é o preço que o mercado pede. Mas isso é porque, por ignorância se deixa e permite!

E apesar de tudo, em alguns dos novos projectos, principalmente se construídos de raiz, a atitude tem sido a correcta e o multimedia e a interactividade, sob diversas formas (não obrigatoriamente digitais – veja-se o imaginarium), tem sido incluído, mas… nos outros, continua a ser “uma chatice”!

E o certo é que nunca ouvi dizer que atirando dinheiro para cima de um urso, ele passasse a ter carta de condução… também não basta colocar multimedia, é necessário saber para quê…e isso… cada um sabe do que é capaz, e a mais não o podemos obrigar.

E se um museu é já por si uma instituição cara, dificil de manter, dificil de justificar, pior se de repente se lhe põe multimedia, que não se entende bem para que serve. Pior ainda se isso não serve clara e esclarecidamente um propósito efectivo qualquer, seja de promoção cultural, de atracção do público a temas específicos, proporcionando o contacto com realidades e objectos que lhe não são acessiveis de outro modo, proporcionando as ferramentas necessárias para os interpretar e para os contextualizar, e as pistas necessárias para explorar e para lhes dar enquadramento cultural, histórico, tecnico, social, etc., e sem esquecer a função museológica de ao mesmo tempo os preservar para as gerações vindouras. E se no aspecto da conservação, me permito dar o beneficio da duvida…quanto à atracção do público, e ao interesse cultural, educativo e formativo, mas principalmente quanto às ferramentas de interpretação e contextualização não tenho dúvida nenhuma: um museu estático, expositivo apenas, atrai hoje tanto publico quanto um urubu coxo no meio do deserto… e dele se entende tanto quanto se entendia no momento em que se entrou na porta do museu; mas pior ainda que isto, é um urubu coxo, no deserto e carregado de multimedia!

Ao menos que se delicie os olhos, mas nem nisso os nossos museus (com as devidas excepções) são bons!…e no entanto os meios para fazer diferente são, infinitamente mais acessiveis financeira e tecnológicamente, eficazes e efectivos, reprodutivos e formativos, que qualquer investimento em novos edificios, e sem duvida nenhuma que em estádios, aeroportos, expo’s, TGV’s, reformas educativas, pontes, autoestradas e “novas oportunidades”… é que alguém está a falhar o alvo!

E esta alvo falha-se da mesma maneira que um vizinho meu que após concluir a sua nova vivenda, encomendou 12 metros de livros. Nem mais, nem menos. Ah…verdes e vermelhos e meia duzia deles castanhos e pretos, para condizer e fazer conjunto com os cortinados e sofás. Nos poucos casos em Portugal, corremos o risco de que alguém compre 12 metros de multimedia, apenas para actualizar o museu ali da esquina… felizmente podemos ter a sorte de que não venha a acontecer… até porque em Portugal será dificil de encontrar um museu ali naquela esquina. Mas com tudo isto despreza-se e ignora-se as verdadeiras recomendações internacionais e tudo o que o bom senso e a percepção das mudanças profundas na maneira como as novas gerações interpretam o mundo e a comunicação, aconselham.

Também confesso que não gostaria de ir a um museu ver um Rembrandt em desenhos animados. Está certo! Mas preferia mil vezes ver os tais desenhos animados se, ao olhar em volta, não me visse sozinho e isolado numa sala de museu rodeado de obras primas da pintura, de 200 anos de história artistica desaproveitada; e eventualmente terei sido um dos 10 ou 15 visitantes nessa tarde, num país de 10 milhões! Ah…havia jogo de futebol, e deviam lá estar os tais 25.000 adeptos, a encher os lugares construidos à custa do museu em que eu estou sozinho. Claro que se alguém metesse 25.000 no museu, se tinham construido tantos museus como estádios. Mas ia ser mau, porque 25.000 adeptos de futebol num museu, seria como um elefante em loja de porcelanas.

E triste é querer saber mais sobre Rembrandt, e a única resposta que tenho é uma placa na parede, diria ranhosa, o que nem era o caso, com pouco mais que o nome, principalmente se, em casa, posso projectar o mesmo autoretrato na parede, junto com milhares de textos que me descrevem a obra, exploram e referenciam a época, textos criticos, textos biográficos, entrevistas que discutem as correntes de pintura, enfim…   a tudo o que me interessa saber para apreciar a obra. Bom.. resta-me sempre ir à livraria do museu… mas assim sai-me cara a visita, e nem todos levam livros para casa!

…pelo menos se não tiverem a medida certa!

Deixem lá, não faz mal, nem faz falta tirar a medida…tenho internet de banda larga. Da proxima não venho ao museu, fico em casa a consultar a wikipedia.

Uma série de artigos:

 

New-media num museu? – Parte I
New-media num museu? – Parte II
New-media num museu? – Parte III
New-media num museu? – Parte IV
New Media num museu? – Parte V


New-media num museu? – Parte II

Nesta série de artigos, e do lado das experiencias positivas em museologia, aplicando novas tecnologias, temos de relatar algumas conhecidas.

Uma experiencia continuada na aplicação de tecnologias a museus, é uma experiencia real e em curso, e que dá um background de tal modo vasto, de tal modo conclusivo, de tal modo rico, que na realidade só um verdadeiro especialista o pode entender. Acho que poucos em Portugal o entendem. Tirem as conclusões que quiserem, mas não digam aquilo que eu não disse!

Refiro-me a uma experiencia que já leva uns bons três anos e que dá pelo nome de  ”Museum Lab – Louvre DNP” e no site do próprio projecto, é descrito como:

“Born of the collaboration between Dai Nippon Printing (DNP) and the Musée du Louvre, the Louvre – DNP Museum Lab joint project seeks to explore new approaches to artworks, particularly through the use of multimedia tools. “

Este é um espaço expositivo (no Japão) em que as novas tecnologias digitais, especialmente as multimedia e interactivas (e note-se que não são a mesma coisa, nem umas implicam as outras), e que procura criar experiencias de visita imersivas e ricas através do recurso a meios digitais para a introdução de conteudos ricos, de ambientes estimulantes, multisensoriais e participativos. Não sei que mais poderiamos querer!  Acho que nada…

Museum Lab – Video <- Vejam este video! É imperdivel.

O objectivo do Museum Lab é meramente experimental, é certo, e é apenas de avaliar a potencialidade das tecnologias e lançar experiencias que, sabendo-se que serão de grande potencial, permitam avaliar o real impacto na forma como o público encara o museu, como participa, como interpreta. Afinar estratégias, valorizar tecnologias, selecionar ideias e modelos, é o principal objectivo. Por isso é um “Lab”. Mas em ambiente real de museu, por isso é Museum Lab.

É certo também que um ambiente de laboratório, declaradamente experimental, permite assumir maiores riscos, experimentar tecnologias menos consensuais, ensaiar protótipos e conceitos mais elaborados (mas provávelmente mais “dificeis”) e provávelmente menos ensaidos, fora do ambiente. Mas em contrapartida, o facto de ser um ambiente real de museu, permite uma total avaliação. E quantidade de tecnologias experiementadas, avaliadas, ensaiadas, fornece já um caixa de ferramentas de luxo, para qualquer museu que não se queira limitar a sistemas mutimedia mais ou menos consensuais e banais, sem real mais valia, a montagens interactivas mais ou menos main stream. e de pouco valor acrescentado. O valor de uma experiência como esta é enorme. Simplesmente está anos luz à frente do que alguma vez foi sequer sonhado para qualquer museu português… e esse e que é o busilis da questão.

Não me apetece dizer que em Portugal estamos na idade da pedra relativamente aos museus. Porque não estamos… já demos um ou dois passos em direcção ao futuro. Faltam agora apenas alguns milhões de outros passos, para nos pormos pelo menos a par da nossa época (mais uma vez, ressalvadas algumas honrosas excepções, principalmente na esfera privada). Ou falta alguma vontade politica… que dote de orçamentos aceitáveis as instituições existentes (e nada disto é assim tão caro, antes pelo contrário), para que, mais do que limpar o pó uma vez por semana, possamos investir na sua modernização ( não só em multimedia ou interactividade!).

Bem sei que um museu moderno rende poucos  votos… na melhor das hipoteses rende pouco mais que os votos dos tecnicos competentes que entendem, e há muito sabem, o que deveria ser feito. Mas há critérios de valor que ultrapassam largamente motivações eleitorais. E os meios são simples. É apenas necessário ter a percepção de como a sociedade mudou, de como a expectativa do publico é diferente, mas fundamentada.

E entender que as mais valias conseguidas ultrapassam, com muito menor custo todos os esforços de formação, de educação e de reconversão de uma sociedade, baseados em meio escolar ou de formação profissional (sem que os excluam, obviamente). É que a capacidade de interpretação, do conhecimento e do mundo que nos rodeia, é a base sine qua non da elevação do nivel cultural, da literacia numa sociedade, e principalmente numa sociedade que se confronta com as transformações com que se defronta a nossa,na actualidade.

E notemos que tenho visto abertura de concursos, em que o peso do multimedia é grande… mas inutil. Inutil porque desenquadrado, porque nada criativo, porque decalcado de outras situações (mas isso e outro assunto). É que a isso não chamo interactividade nem multimedia: chamo electrodomésticos HiTech…e até se pode comprar em 10 vezes sem juros (desde que se subscreva o cartão de fidelização).

E aquilo que um museu vivo, interactivo, motivador, rico em experiências e vivencias, em estimulos e em provocações, em informação e em pistas, fornece, é a capacidade de entender o que de outro modo seriam apenas refugos e restos de um passado.

“In the last fifty years the development world has made the shift from an industrial to an information society. This change, for all its benefits, has led to increasing crime, reduced fertility, unstable family structures, a slump in institutional trust, a drop in confidence and the triumph of individualism over community”. 1
The emergence of the media-market has given more information to more people with the effect of emerging isolation. Bill Gates has changed our world, financially, politically and socially. We are on our way from a society of ‘planners’ to a new ‘risk society’.2 .
Unable to rely on ‘lifelong patterns’, either in our jobs, our relationships ,our class position, or within our social group we have to find new strategies for our everyday life within our changing society. In this context also the work place has changed from being, from a place for production to a place for thinking. Thinking includes also promoting individual creativity which plays a growing importance in both our working and our social lives.
These conditions evoce more focussing on creative problem solving and decision making by developing skills to adapt new situations and structures. We move from an information age to a new ‘learning’ age. 3
“Built environment education is essentially about relationships between people and place. It includes consideration of the built heritage, architecture, planning, environmental design, landscape architecture, public art, building, construction and civil engineering.
It addresses issues of environmental liberacy and participation. It aims to help people understand how the environment has come to be the way it is, what it is not only to develop awareness and understanding of built form, but to involve people in debate about environmental issues and enable them to participate in the processes which shape their environment…Education for sustainable development is about the learning needed to maintain and improve our quality of life and the quality of life of generations to come.
It is about equipping individuals, communities, groups, business and government to live and act sustainably; as well as giving them an understanding of the environmental, social and economic issues involved. It is about preparing the world in which we will live in the next century, and making sure we are not found wanting.”4
___________________
1 Francis Fukuyama, The Great Disraption, p.8
2 Paul Bélanger: lecture held in the Gothenburg conference of the Socrates project MUSAEAM in 1999
3 Sylvia Lahav, The Learning Age” held in the Gothenburg conference of the Socrates project MUSAEAM 1999
4 Sara Selwood, Cultural Trands, Issue 32, 1998, p.87

Relembremos uma citação já usada em artigo anterior:

“The integration of sound and image data into museum collections databases offered a new opportunity for recording the depth of information about works in museum collections, and interpreting their significance. New interactive multimedia interpretive tools also provided ways of communicating the rich context and meaning embodied by museum artifacts.”

Não podemos concordar mais!!!…com as devidas correcções, referentes a novas possibilidades que nem os maiores gurus da tecnologia terão previsto, pelo menos da maneira exacta que aconteceram e que, mais do que contrariar algo, apenas estenderam as possibilidades e a pertinência do caminho indicado.

 

Uma série de artigos:

 

New-media num museu? – Parte I
New-media num museu? – Parte II
New-media num museu? – Parte III
New-media num museu? – Parte IV
New Media num museu? – Parte V


New-media num museu? – Parte I

Fiquei espantado, há uns tempos atrás, quando ouvi da boca de um técnico de museologia uma afirmação do género: “Os museus não são uma feira! O multimedia digital não encaixa num museu!”

Que os museus não são uma feira, acho que estamos de acordo…quanto ao resto, talvez venha a ser uma desagradável surpresa para esse técnico. No minimo anda desatento… mas temo que já há muito tenha perdido o comboio!

Num documento do International Council of Museums (ICOM), datado de September 1996 (há já 13 anos, portanto!!!), e intitulado Introduction to Multimedia in Museums podia ler-se:

“The integration of sound and image data into museum collections databases offered a new opportunity for recording the depth of information about works in museum collections, and interpreting their significance. New interactive multimedia interpretive tools also provided ways of communicating the rich context and meaning embodied by museum artifacts.”

É que hoje em dia, isto nem se põe em questão… mas vale a pena recordar o que ainda na pré história do multimedia se dizia. E, nos desenvolvimentos da tecnologia, nada nos fundamentos destas afirmações o contrariam…

“Multimedia is an opportunity for museums. It offers a paradigm for capturing and preserving the multi-faceted information embodied in the objects of our culture. It also offers new capabilities for structuring and communicating knowledge of our collections.
By surrounding objects with a gloss that includes description, representation, interpretation, derivation and appreciation, we can document and communicate the cultural significance of artifacts. Meaning is preserved as well as physical form.”

É certo que podemos percorrer a maioria dos museus em Portugal, e parece que vivemos ainda no século XIX. Problemas de orçamento? Sem duvida, em todos os casos. Em Portugal gosta-se mais de construir de novo, sem raiz e sem referência, quando toca a investir… ou então em manter tudo como está, estático e estagnado, com reduzidos orçamentos, e com a manutenção básica assegurada…mas pouco mais.

Mas o facto é que a tecnologia não parou, os paradigmas de comunicação também não…e muito menos ficaram à espera dos museus. Se a tendência arrasadora de transferência para os meios digitais do interesse das novas gerações, arredaram para um plano obscuro o material impresso, livros, revistas, imprensa em geral, como veiculos de estudo e referencia (não conheço ninguém teenager que pegue numa enciclopédia impressa, já que a versão digital ou a propria internet faz o serviço mais depressa, num ambiente mais familiar, com mas potencialidade de aproveitamento, de citação e de manipulação, de relacionamento de informação e referência rápida a outras fontes), a forma e conteudo de um museu tradicional é algo que não encaixa na mentalidade de geek… e geeks somos todos hoje em dia.

O argumento de custo não tem fundamento. Ainda há meses a Dreamfeel propunha a um organismo responsável, a criação de Video Guias para um museu, baseados nos comuns iPods. Os nossos filhos passeiam-se com eles nas escolas, e no entanto a resposta foi, de modo um pouco mais elaborado: isso é muito caro! Acredito, sinceramente. Fica bem mais barato ter o museu vazio. Cada um tem os museus que merece. Acho, na qualidade de cidadão português (não como técnico, claro, que aí diria de modo bem mais elaborado, mas com consequencias bem mais gravosas), e não tenho problema em dizê-lo, é que há gente que não está nos lugares certos; por nada deste mundo!

E não ponho em causa competências. Ponho em causa atitudes. É que uma coisa é afirmar que não há orçamento, e aí só fica em causa quem é responsável pelas decisões que atribuem orçamentos de miséria a museus. Outra completamente diferente é afirmar que é caro! Ok. Fica então para outra oportunidade, em que a cultura, o conhecimento, mereçam mais, e os responsáveis saibam que um iPod não é caro, em lugar nenhum do mundo, para a função que poderiam exercer num museu. Mas claro que acaba por se compreender que as referências, destas pessoas, são o próprio ambiente em que se movimentam. E acabo por reconhecer que é assim menor a culpa.

Expositores estáticos, quadros pendurados nas paredes, peças metidos em redomas, e pó… pode ter funcionado no século passado. Neste século queremos mais! E não admitimos menos. Aliás, de pouco serve ter menos… é que ninguém já entende museus estáticos, cristalizados em objectos expostos, mas mortos, por muito que se tente pôr-lhes um cenário. Já não é assim que comunicamos! Já não é assim que entendemos e interagimos com o mundo. E isto porque as nossas referências, as referências da nossa sociedade, são o próprio ambiente em que nos movimentamos, com as suas vantagens e desvantagens, mas essencialmente com as suas regras intrinsecas.

O valor cultural de um objecto exposto, com uma legenda de 2 ou três linhas, não encaixa numa mentalidade de “um click para ter à disposição tudo o que se escreveu sobre o assunto”! Não é viável que uma “mentalidade google” chegue a um museu e não tenha ao lado de cada peça um caixa de pesquisa google… não faz sentido! Não funciona! Não serve! Esse museu perdeu o futuro. Já perdeu o presente e ainda não entendeu isso… perdeu as gerações emergentes, essas… as da PlayStation, da Wii, da internet móvel, do Magalhães, do MP4, dos iPods, dos SmartPhones, do iPhones, do GPS, da televisão HD. E vai perdê-las para sempre, que estas coisas não se recuperam entre um emprego e outro: criam-se durante a educação, e na formação de uma personalidade em transição pela infância e adolescência, em direcção a adulto.

Em museus criados por parametros modernos,

“The applications are often the most popular, visitors use them for a long time, enjoy the novelty of the technology, and have a memorable experience. The use and presence of the computers affects the way they behave in the museum, often encouraging them to stay longer and pay closer attention to the objects and exhibition themes. In some cases, the program raises new issues and encourages visitors to challenge, their perceptions.”

E no desenvolvimento:

The question we have to face in this context is the mission of every museum. Is it enough to convey knowledge, or should we invest more in the visitor dynamic with all the entails in terms of impact in museum organisation? A museum is not a school. It leaves ample rooms for fantasy and the individual approach.

On the other hand: the museum can and should address all aspects of social life: it holds the keys to a better understanding of society and its evolution. Acquisition without regard for the visitor’s perspective makes no sense.“The educational role of museums is at the core of their service to the public. This assertion must be clearly stated in every museum’s mission and central to every museums’s activities.”

E é nisto que não se compreendem museus estáticos, meros repositórios, por muitos banners e paineis estáticos que incluam. Certo que não se alcançam estes objectivos apenas com o uso de multimédia, mas sendo esta uma das ferramentas disponiveis, e sendo a linguagem que melhor alcança a maioria da população não nos parece legitimo insistir em ignorar a sua importância. No mesmo texto é citada uma afirmação lapidar:

It is not acceptable for museums to justify their existence to a significant degree in terms of their educational value to society, and yet to be unable to specify what that value is in concrete and practical terms and unable to say whether what they do meets generally accepted definitions of quality. Most museum directors, if asked to demonstrate that the museum benefits society, would be unable to do so. No museum should be funded at a time when money is so scarce, unless it is prepared to declare that the main purpose is public education, and to demonstrate that it is working to achieve this. We cannot afford to support bad museums.
David Anderson

Calha aqui mais uma citação:

… museum-education is not any more an ‘add-on’; it becomes an increasing core function integral to all museums activities.
Otherwise the fulfilment of the museum’s mission cannot be afford which could raise the crucial question why museums in general should be obtained. And this possibly leads in the final consequence to its disappearance.
David Anderson

Não seria tão radical…mas que estamos lá perto, não duvido. E repensar os museus, passa certamente por uma reflexão, que nem precisa de ser muito profunda. Basta que seja atenta e referenciada. Referenciada a quê? À sociedade, que é, em ultima análise, a quem um museu tem que servir. A presente e a futura… que a passada já…passou.

 

Uma série de artigos:

 

New-media num museu? – Parte I
New-media num museu? – Parte II
New-media num museu? – Parte III
New-media num museu? – Parte IV
New Media num museu? – Parte V


Smashing Magazine

smashing-magA Smashing Magazine é, desde que apareceu em Stembro de 2006, uma referência online para o Web Design, apresentando artigos e recursos de inestimável valor sobre  esta àrea.

A explorar especialmente a àrea Inspiration e Showcases onde se podem encontrar reunidos num só lugar dezenas de exemplos, portfolios, artigos, designs, numa verdadeira montra do state of the art.

http://www.smashingmagazine.com/

Freebies – Indispensável

O site Six Revision apresenta uma espantosa selecção de freebies, indispensáveis a qualquer designer web. Explore e delicie-se:

Six Revision – Freebies

Desenhar Icons – 50 Tutoriais

Um artigo intitulado “50 tutoriais sobre ícones” está disponivel no site Six Revision

Uma vasta seleção de tutoriais e recursos de excelente qualidade ajudam a compreender o processo de desenvolvimento de um icon, e fornecem excelentes dicas para melhorar o processo.

http://sixrevisions.com/graphics-design/50-excellent-icon-design-tutorials/

O que é a Web 2.0? Ou a saga da internet participativa…

 

PREÂMBULO

Posso dizer que tenho ouvido muito disparate? Bom…já disse. “Quem não sabe, não mexe!”, dizia o meu bisavô. Quem não sabe, não fale, digo eu.  Mas vamos ao que interessa? Vamos lá então…

PARTE I

Pergunta: O que é a Web 2.0?
Resposta: NADA! Apenas uma Internet feita por idiotas *), atentos à natureza humana.

Ok… disparate, reconheço! REWIND… (… e que tal agora, com uma postura um pouco mais sensata, OK?)

Pergunta: O que é a Web 2.0?
Resposta: “Nada. Apenas mais do mesmo, mas agora EM BOM **) !”

Uhmmm… de disparate em disparate, até à verdade final. (…parece que uma postura um pouco mais académica não faria mal nenhum! Que achas?). Ok…vamos lá outra vez:

Pergunta: O que é a Web 2.0?
Resposta: “É a MESMA internet! Só que afectada por uma mudança de paradigma: de um paradigma da DIFUSÃO (como dizem os ingleses “bróadqueiste” ***) ), passamos a um paradigma da PARTICIPAÇÃO (como dizem os ingleses “participaichiom” ***) ).”

Estamos entendidos? Infelizmente, temo e presumo que não! (…Eh pah… troca-me isso por miudos! Ok, eu troco… eu até ando vidrado na Maieutica…). “Well…here we go again, with all the details and footnotes, now !”:  Take #4 ..ACTION!!!

Pergunta: O que é a Web 2.0?
Resposta: Básicamente: Não é uma versão 2.0 de nenhuma tecnologia, protocolo, rede, site, software, conteúdo, estatuto ou regulamento (adoro estas definições pela negativa…são mesmo inteligentes…): é apenas a mesma “tecnologia internet” usada de uma maneira diferente (radicalmente diferente), sob o ponto de vista de conceitos, consubstanciados no paradigma que os rege.

Desenvolvendo: Na prática, passamos de uma “antiga” Internet difusora de informação, produzida centralmente por editores dos sites (formato decalcado, portanto, dos media tradicionais – imprensa, rádio e televisão…), a uma Internet participativa, em que os conteúdos são criados pelos próprios utilizadores, e dinâmicamente geridos, alterados, melhorados, classificados, escolhidos, quer de uma forma declarada, quer intrinsecamente pelo proprio uso que lhe dão, o qual, avaliado pelos processos automáticos subjacentes e estatisticos, gera alteração na forma de apresentação, preponderância, visibilidade e classificação desses mesmos conteúdos (Tag-Cloud, Most-Viewed, User Content Classification, SEO, etc.)

E deste modo, além do paradigma da PARTICIPAÇÃO surge naturalmente o paradigma da ENVOLVÊNCIA: cada utilizador sente que faz parte de um todo com o qual colabora e comunica, marca posição, partilha ideias, recebe estimulos e criticas. Enfim, pela envolvência, participar: e participar é fazer parte…termo mágico…de uma rede social

DIALÉTICA? E neste contexto, as redes sociais não definem, portanto, a Web 2.0! São, isso sim, uma consequencia. Mas a discussão deste ponto podia levar-nos a tentar saber se o que nasceu primeiro foi a internet ou ovo (ou galinha, ou lá o que é…). Mas lembremo-nos que Web 2.0 não é outra coisa que “Apenas mais do mesmo, mas agora EM BOM”… e em TEMPO REAL!!!

Estamos entendidos? Infelizmente, temo (e presumo) que não!

Footnotes, for the main body of the article:
*) Idiota – O que, ou aquele, que tem ideias.
**) EM BOM – expressão que indica a versão bem executada de uma qualquer acção, objecto, opinião, conceito, etc.
***) Versões fonéticas das expressões inglesas “broadcast”, “participation” e “trailer”. Depois podemos visionar a “treila” ***) no YouTube ****)
****) YouTube – um site da “internet participativa” (ou Web 2.0!), de partilha de conteúdos video, em que estes são produzidos, fornecidos, classificados, geridos e comentados quase (QUASE!!!) em exclusivo pelos cibernautas (pois….é que, como em tudo, há excepções…e todos sabemos que o motocontinuo não é fisicamente realizável e, no processo, dissipa-se sempre energia ou, dito de outro modo, se não houvesse excepções não servia para manipular nada, e seria inútil e morria!…digo eu!…ou talvez não. E por azar é capaz de ser aí que está a força que faz crescer isso que andamos a ver se sabemos definir e que chamamos Web 2.0!).

 

PARTE II

O termo “Web 2.0” foi criado pela empresa O’Reilly Media, em 2004, como titulo para uma série de conferências. Pretendia, na sua utilização, definir uma mudança nas aplicações internet, referindo-se a uma segunda geração de serviços, que colocam a colaboração dos utilizadores e partilha de informação no centro e no âmago da sua definição, ao contrário da velhinha “presença” e “disponiilização” de conteudos. De título de uma série de conferências o termo torna-se definidor de um conjunto de “sites”/serviços que verificam aqueles pressupostos.

De qualquer modo as vozes criticas contra o uso deste termo são também muitas, e alegam que é nada mais que um mero e vazio truque de “marketing”…cada um vê o que pode, eu diria…

… mas da argumentação da PARTE I deduziriamos imediatamente que nunca uma tão radical mudança de paradigma, é um truque vazio… ou uma operação de marketing! Quem dera aos especialistas de marketing serem capazes de tal…

De facto, o termo refere uma realidade MUITO MAIS profunda que uma mera “mudança de versão da internet”. E nisso o termo é curtinho…

A mudança de realidade a que assistimos é uma RADICAL e completa redefinição do relacionamento do utilizador com a internet, e portanto da relação utilizador/site ou utilizador/serviço.

Na prática o utilizador deixa de ver a internet como um conjunto de sites que difundem informação (tipo biblioteca onde vamos buscar uns livros, tirar umas fotocópias de umas páginas que nos interessam), e que constitui o velho paradigma da DIFUSÃO, e passa a ver a internet como um conjunto de outros utilizadores com quem se relaciona, e com quem PARTICIPA na  CRIAÇÃO de CONTEÚDOS, e que resulta na construção de COMUNIDADES e REDES SOCIAIS virtuais, de gente com os mesmos interesses ou motivações, ou estéticas, ou… e que mais não são que a extensão das redes sociais reais.

Visto do lado dos criadores dos serviços, a mudança de atitude é tão radical, que se definem agora novas “regras de concepção” de sites/serviços ditos Web 2.0 (criamos sempre regras em tudo, não é? Pelo menos assim os menos geniais podem sempre dizer que estão a cumprir as regras…), entre as quais a não menos importante é “desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência colectiva”.

A Wikipedia vive dessa “inteligência colectiva”, ao permitir a qualquer um criar ou editar uma entrada numa enciclopédia em constante actualização. O Digg valoriza as sugestões de páginas que têm mais votos, mais cliques e mais links, enquanto o Del.icio.us utiliza um sistema semelhante mas com os favoritos (“bookmarks”) de milhões de pessoas. O Last.FM aprende com as escolhas de musica do utilizador do serviço, e sugere outras peças semelhantes, que o utilizador classifica, aceita, ou recusa, refinando sempre mais o seu perfil… e depois começa a sugerir pessoas com perfis que apresentem proximidade ou pontos de contacto…e quando o utilizador usa os seus “vizinhos” de perfil, descobre novas musicas que nunca iria descobrir de outra maneira…e passa a fazer parte de novos grupos de vizinhos…e tudo isto se vai reflectindo de maneira dinâmica na forma como o utilizador vê o site Last.FM… “H’ve you got it?”

E notemos que estas mudanças não surgem por acaso; e a mudança é tão profunda e envolve tantas outras razões e causas, que assistimos também a algo que diriamos é o espelho deste fenómeno: as redes sociais reais/fisicas, passaram cada vez mais a virtualizar-se, quer como consequência da envolvência nas redes sociais virtuais, quer por outros fenómenos bem mais significativos e importantes; a saber: pela omnipresença das telecomunicações móveis, como meio de contacto permanente, PRINCIPALMENTE para as novas gerações, que desde cedo passaram a conviver com telemóvel, SMS, internet móvel, PC-Portáteis, PDA’s, iPhones, messenger, chats, twitter… what are you doing? (perceberam?).

O que se passou é que, mesmo as redes sociais reais, se virtualizaram quase completamente ou, pelo menos, passaram a circular pelos mesmos meios que suportam as virtuais… e passaram elas próprias e usar ferramentas que vieram também a gerar, simultâneamente, as redes sociais virtuais (entenderam um padrão?): quem não tem um curriculum online? e quem não o mandou já pelo Messenger? e se esse curriculum estiver no LinkedIn, bastante melhor… e o LinkedIn é anterior ao fenómeno, não é? e no LinkedIn, onde se colocou o curriculum, adicionaram-se também os nossos conhecidos (conhecidos REAIS – e o site frisa bem essa condição)… mas, com eles, criam-se grupos virtuais de interesses profissionais (ou não…) … que são redes sociais… e as páginas no LinkedIn, fomos nós que a fizemos, com os nossos dados, informações, links, fotos, interesses … e enviámos participações nossas, para as páginas dos nossos conhecidos… “recomendações”, assim se chamam, nuns casos… participámos; criámos os conteúdos; administrámos a nossa página, influenciámos as páginas dos conhecidos.

Ah…mas afinal isto já existia! Pois…mas nem tinha nome, nem era tão omnipresente, nem tão ubiquo; e ainda não tinha provocado uma mudança radical dos comportamentos! Certo? E as alterações chamadas no seu conjunto de “Web 2.0” provocaram tudo isso, e em catadupa.

… parece-me, portanto, que um “truque vazio” de sentido, é dizer que “Web 2.0”  é um truque vazio, uma mera operação de marketing… acho que alguém fixou o olhar obsessivamente na árvore e ignorou a floresta… Enfim, admitamos, isso sim, que o termo é curto, demasiado curto, para tão profunda mudança na forma (ou nos suportes) de socialização do ser humano mas, à falta de outro, serve! O termo tem um significado mais ou menos conhecido e aceite por todos… e um nome é um nome… se lhe chamassem BATATINHA 3.5, também servia…

Na realidade apetece-me perguntar é: quem terá sido o tipo do marketing que terá concebido tal golpada, de inventar um termo vazio e destituido de sentido, como “WEB 2.0”, e foi tão genial… que conseguiu com isso mudar todo o relacionamento humano e comunicação, na sociedade contemporânea. Eu contrato-o. O tipo é um génio do marketing!…

 A não perder
http://www.paulgraham.com/web20.html

 

PS: Se gostou do texto, expresse isso num comentário, para que todos o saibamos, e transformemos isto num “Blog 2.0” (participe na nossa rede social!). Se não gostou… depois falamos por telefone, pode ser?

Livros e catálogos digitais interactivos

A busca por um formato digital para publicação de documentos de modo fiel ao objecto real, e que ao mesmo tempo seja de agradável uso e leitura, simulando o objecto real que é o livro ou a revista, há muito ocupa os designers de aplicações multimedia.

Formato Adobe PDF

Há muito que o formato PDF da  Adobe se instalou como o formato generalizado para distribuição de documentação digital, mesmo quando isso é feito online.

Este formato apresenta inumeras vantagens, sendo algumas delas as seguintes:

  • Formato versátil, contendo varios tipos de informação (texto, imagem, graficos vectoriais e raster, formulários, anotações, revisões)
  • Permite um rendering fiel à versão real em papel (imagem raster das páginas originais)
  • Portabilidade (funciona em multiplas plataformas)
  • Self-Contained (todo o documento está contida num unico ficheiro)
  • Depende apenas de um leitor gratuito
  • Resultados uniformes em todas as plataformas (o documento fica sempre com o mesmo aspecto, independentemente da plataforma
  • Capacidade de funcionar como formulário para preenchimento (com lógica de validação)
  • Suporte de modos de segurança (autor, revisor, bloqueamento de funcionalidades e alterações, como impressão, edição, cópia, etc.)
  • Compatibilidade total com post-script, podendo funcionar como formato de arte grafica digital final.
  • Suporte a diferentes resoluções e modos de cor

Mas isso não é um livro!

Pois não! Nem parece um livro ou revista! É um formato de ficheiro. É o que temos…

No entanto, e apesar da beleza e eficácia deste formato, quantos de nós não se viram já confrontados com downloads de pdf’s que parecem não acabar, ficheiros enormes guardados no disco, documentos que abrem dentro do browser, no meio de uma janela atulhada de barras de ferramentas, de páginas que só se conseguem ler com zoom elevado perdendo-se a percepção da página como um todo, enfim… de livros que deixam de parecer livros!!! Ou então, para que o download seja rápido o documento é uma desilusão: baixa qualidade, o texto não é pesquisável, as imagens parecem borradas e ilegiveis… enfim… tudo tem os seus prós e contras!

O facto é que nada substitui o livro no seu formato impresso: as sensações do cheiro e textura do papel, a manipulação, as capas, o marcar e comparar páginas diferentes rápidamente, voltar atrás, enfim o folhear… e tudo isso se perde com o formato digital. Certo? Pois não é verdade!

Há alternativa?

Conscientes de que a leitura online de documentos digitais não é cómoda, que o feeling do livro se perde nos formatos digitais existentes, já há algum tempo que os designers e programadores se lançaram ao desenvolvimento de um formato mais cómodo para leitura online. 

Neste formato as páginas deveriam poder ser desfolhadas e marcadas; a sensação visual deveria ser proxima da de um livro real; o zoom deveria ser algo natural, como a nossa aproximação do livro aos olhos quando algo não se consegue ler bem a uma certa distancia. Enfim, um interface que faça jus, ou pelo menos se aproxime, de algumas das caracteristicas do livro real!

DreamBook/FluidBook – Livro e Catálogo digital interactivo

logo-book-8x3E o resultado foi o produto que a Dreamfeel comercializa com o nome DreamBook! Este é um formato de leitura online que simula um livro real em 3D. Permite ler, folhear, marcar páginas, fazer zoom a uma secção… mas mais ainda: permite inserir todo o tipo de multimedia (som, imagem, video, animações, graficos e esquemas, fotos 360) ou até páginas Web, como conteudo de cada página. O produtor original da solução é a empresa francesa FluidBook, parceira da Dreamfeel neste desenvolvimento.

Os Livros Digitais Interactivos permitem colocar na Web toda comunicação impressa existente, sejam catálogos, mostruários, folhetos, publicações periódicas, ou tudo aquilo que desejar. Partindo de artes finais digitais, de material já impresso, ou concebendo os livros de raiz, o utilizador final dispõe sempre de um meio cómodo de consulta da literatura.

Powered by DreamBook / FluidBook

Veja o e-flyer!

Veja o Press Release

Processo de Produção

O processo de produção é simples: o cliente entrega um PDF, e este é transformado num DreamBook/FluidBook, por processos automáticos. Depois o interface é costumizado (logotipo, cores, navegação) com as cores e identidade do cliente.

E se não existir o PDF já disponivel? Se não existe a publicação em formato digital PDF, mas apenas em papel, o processo tem apenas mais um passo: a publicação em papel é digitalizada, com a qualidade apropriada, e transformada num PDF, antes do inicio do processo.

Finalmente, basta alojar a publicação num servidor Web, banal, sem requesitos especiais, e em menos de 72 horas a publicação estará online. Se o cliente não quiser usar um alojamento fornecido pela Dreamfeel, pode usar o seu próprio alojamento ou servidor web: Todos os ficheiros necessários são sempre fornecidos, de modo a permitir uma instalação directa e simples num servidor privado. Simples e eficaz! 

FAQ

Como é que a qualidade é tão elevada? As imagens originais do documento são cuidadosamente tratadas para visualização no ecran; a sua resolução ajustada, para obter o justo balanço entre rapidez e qualidade; a imagem da página completa é de média resolução; a imagem em zoom é uma imagem de altissima resolução, carregada em background ou apenas quando necessária.

E como é que o carregamento ainda assim é rápido? O Dreambook/Fluidbook apresenta um processo inteligente de carregamento de páginas e imagens: estas estão a ser carregadas em background, segundo um processo probabilistico de avaliação de qual será a proxima página visionada. O utilizador geralmente só espera o carregamento de uma página, nunca o carregamento do documento completo!

E o texto é pesquisável? Claro que é: no processo de produção, todo o texto presente nas imagens é convertido em texto digital, por um processo de OCR de altissima qualidade.

Que tipo de multimedia posso incluir? Animações e aplicações Flash, video, som, fotos, aplicações Java e JavaScript…enfim, todo o tipo de multimedia que se pode colocar numa página HTML. 

Posso colocar links para sites ou páginas web? E para ficheiros para download? Claro que sim. Podem ser colocados links internos (entre páginas ou àreas de página) e externos. As àreas clicáveis podem ser palavras, frases, imagens, áreas, ou em geral o mesmo que se pode fazer numa página web.   

Aplicações

A aplicação do Dreambook em web sites, em montras interactivas ou em quiosques interactivos, normais ou especialmente concebidos para os suportar, permite uma extraordinária interacção natural e intuitiva entre o utilizador e o conteúdo. Uma aplicação que ficou famosa é a do livro do futuro, em que o quiosque tem a forma de um pedestal com um livro, que mais não é que um ecrã TFT, com sensores, que permitem ao utilizador passar a mão sobre o ecrã como se estivesse a folhear naturalmente um livro de papel.

Criar um catálogo de produtos para leitura online, tornar este catálogo interactivo, de modo que cada produto ganha animação, ou apresentar um video para cada produto presente no catálogo, ligar os produtos a um carrinho de compras e automáticamente tranferir o utilizador para a loja online, de modo a que feche a encomenda e efectue o pagamento online, é uma brincadeira de crianças.

Mas imaginem agora uma biografia de um actor de cinema, feita neste formato! Mantem o formato de livro, agradável de manipular, mas rápidamente se podem incluir clips e cenas de cinema, retirados da filmografia, entrevistas e depoimentos em video, clips de som, musica de fundo, entrevistas de rádio, albuns de fotgrafias manipuláveis na página do livro, etc. Ou uma história do Jazz ou do Rock, feita de clips de som. Ou um manual escolar feito de esquemas animados, videos, e experiencias interactivas. Tudo isto está incluido no formato DreamBook/FluidBook que a Dreamfeel apresenta.

E já pensou quanto poderá poupar na publicação dos manuais técnicos de software, de máquinas, de componentes mecânicos electricos e electrónicos, na publicação dos documentos de congressos, conferências e feiras, na publicação de colecções de livros, reedição de revistas e jornais

A beleza da solução é que se o leitor quiser ainda assim manter guardado no seu próprio sistema uma versão do livro, pode, do mesmo modo, fazer o download do ficheiro PDF, exactamente igual à versão online, excepto nas funcionalidades não são suportadas pelo formato PDF. Outro aspecto interessante, é que dada a versatilidade do formato, se pode construir um site integralmente baseado num livro digital interactivo. É uma solução rápida e de baixo custo, principalmente quando já se dispõe de um documento em papel ou formato PDF (catálogo, brochura corporativa, company profile, etc.)

Relatório de Sustentabilidade TMN

Note-se também que dado o formato ser digital, de leitura muito mais cómoda, ser uma solução inovadora e de prestígio, e o seu custo de produção ser baixo, muitas empresas optam por ele para a distribuição online de documentos de publicação obrigatória (relatórios de contas, relatórios de gestão, actas, etc). É o caso da TMN, que publicou o seu Relatório de Sustentabilidade 2008 neste formato.

Algumas publicações periódicas estão também a adoptar o formato, prestando assim um serviço de leitura online, em tudo semelhante ao de leitura da versão em papel, e já não com a necessidade de manter duas versões distintas da mesma publicação (em papel e online).

Esta é uma solução de futuro, que transforma a leitura de documento online, numa tarefa agradável e com a sensação de ser um livro real.

Para mais informação,  por favor contacte a Dreamfeel Lda

OUTSOURCING de serviços de segurança de dados?

Os recentes acontecimentos com o site Ma.gnolia levaram muitos responsáveis a repensar a opção pelas aplicações online, mas principalmente pelos provedores de armazenamento de dados online.Ver http://technologizer.com/2009/01/30/magnolia-toast/ e http://blog.wired.com/business/2009/01/magnolia-suffer.html

O risco existe, e não pode ser ignorado. Confiar o armazenamento de dados a um provedor de armazenamento online pode ser mais arriscado do que coloca-los simplesmente num servidro interno, mesmo que este não posssa ser administrado e submetido a regras de segurança mais elaboradas; é que os riscos ficam fora de controlo da empresa, os processos são simplesmente exogenos, e mesmo politicas de segurança muito claras podem rápidamente revelar-se bem mais frágeis que replicação “in-house”. Em contrapartida é certo que provedores suficientemente profissioonais terão uma abordagem seguramente mais avisada das questões de segurança, do que será alguma vez possivel implementar internamente em pequenas organizações. O tempo encarregar-se-à de distinguir o trigo do joio, e não será certamente um acidente, um imenso imprevisto feito de coincidências que dificilmente se repetirão, como o caso do Ma.gnolia, que irá parar a tendencia de outsourcing de alguns dos serviços de armazenamento de dados.

No entanto alguns cuidados devem ser postos antes de optar por uma destas soluções, e a consciencia de que os riscos são inversamente proporcionais ao cuidado com que analisa as seguintes questões:

  • Antes de contratar, esclareça completamente quais as formas de recuperar os seus dados.
  • Estabeleça seguramente se há ferramentas propriétárias para a recuperação de dados, e evite-o.
  • Esclareça completamente que taxas serão cobradas para a recuperação de dados e a sua migração para as suas proprias plataformas
  • Verifique qualquer condição particular contratada que limite ou condicione a recuperação de dados, bem como a sua migração para outras plataformas (outros provedores)
  • Garanta que no final do contrato os seus dados serão automáticamente devolvidos, num formato standard, nomeadamente num qualquer dispositivo removivel, compativel com os seus proprios sistemas. 
  • Nunca faça outsourcing dos seus meios primários de armazenamento. Estes devem ser feitos localmente e sob o seu inteiro domínio. Use os serviços externos apenas para garantir a replicação, e a recuperação de segurança em caso de falha dos sistemas internos.
  • Faça as mesmas perguntas de segurança, e analises de risco sobre o seu fornecedor de serviços, que faria sobre o seu proprio sistema interno de replicação de dados. Não se intimide com os detalhes, e não se contente com afirmações genéricas e não técnicas.
  • Verifique que o serviço que contrata segue as suas proprias politicas: de nada serve um backup diário, se o seu processamento de dados é mensal, e vice-versa.
  • Assegure-se que os formatos de armazenamento são standard e abertos (não propriétários) e tão isentos da necessidade de ferramentas e protocolos próprios quanto possivel.
  • Verifique regularmente que pode recuperar os dados, através de exercicios de simulação.

Por fim, um ultimo conselho: nunca subcontrate um serviço de segurança, excepto se tem a certeza que ele será efectuado melhor do que o faria internamente, em TODAS as condições.