Bluetooth – Novos paradigmas no Marketing de Proximidade e na difusão de informação

 A tecnologia bluetooth permite a ligação para troca de dados sem fios (por comunicação simples usando rádio frequência), com baixo custo e reduzido consumo de energia, de dispositivos móveis o fixos de variados tipos, incluindo telemóveis, PDA’s, Smartphones  e computadores, entre outros.

 

Uma tecnologia simples

 “…o bluetooth tornou-se omnipresente nos dispositivos móveis actuais…”

Pela sua versatilidade e segurança o bluetooth é hoje uma tecnologia comum na maioria dos equipamentos portáteis e móveis, estando já presente em todo o tipo de telemóveis, PDA’s e computadores portáteis e seus periféricos, além de dispositivos como GPS’S, leitores multimédia MP4 e mp3 ou mesmo em equipamento como leitores de DVD, players multimédia e set top box  para TV.

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Marketing de Guerrilha no WebUrbanist

Uma excelente série de artigos sobre Marketing de Guerrilha pode ser encontrada no prestigioso blog Web Urbanist que constitui um local de passagem obrigatória para quem se interessa por design, sendo uma referência Web para visões alternativa nos vários campos da comunicação, arquitectura, arte e design.

Guerrilla Marketing 1: History of Guerrilla Marketing
Guerrilla Marketing 2: Origins and Evolution of Guerrilla Marketing
Guerrilla Marketing 3: Major Corporations Go for Guerrilla Marketing
Guerrilla Marketing 4: Guerrilla Marketing versus Viral Marketing
Guerrilla Marketing 5: Guerrilla Marketing for Good Causes
Guerrilla Marketing 6: 10 Types of Guerrilla Marketing
Guerrilla Marketing 7: Is Guerrilla Marketing Right for You?
Guerrilla Marketing 8: The Future of Guerrilla Marketing 

Ainda no mesmo blog alguns outros excelentes artigos, valem a pena uma passagem demorada e atenta:

15 Dramatic Guerrilla Marketing Campaigns
guerilla marketing for a social cause at the map village street editors
15 Amazing and Dramatic Guerrilla Marketing Campaigns | WebUrbanist
The Future of Guerrilla Marketing | WebUrbanist
29 Disturbingly Creative Ads for the Environment | WebEcoist
Social Guerrilla Marketing: Quit Smoking at Street Anatomy

 

Marketing One-To-One ou um universo à nossa imagem?

 

Personalização

Uma das tendencias dos meios interactivos digitais é, ainda que raramente nos apercebamos disso, a personalização da experiencia: aquilo que vemos e a informação que recebemos, incorpora já as nossas próprias experiências e preferências anteriores. O universo de informação é-nos apresentado já, através de filtros que nós próprios vamos criando inadvertida e inconscientemente.

Como funciona? Todos temos experiência dos sites Amazon, em que frequentemente nos são apresentadas sugestões de compra incrivelmente exactas em relação ao nosso gosto e interesse pessoal. O truque é simples: o site regista as nossas pesquisas anteriores, os nossos cliques, os nossos interesses, e depois procede com inteligência à utilização desta base de conhecimento para construir sugestões adicionais, que se enquadrem nos mesmos temas, géneros musicais, literários ou temáticos, idiomas, tipo de produto ou classe de preço.

A panóplia de informação que pode ser incorporada nesta “inteligência” é imensa: pesquisas anteriores, cliques, comentários deixados, produtos repetidamente revisitados, listas de compras futuras (“wish lists”), compras efectuadas no passado, àreas do site preferencialmente consultadas, etc. Mais obvia é a informação entrada quando preenchemos o nosso perfil: idade, sexo, profissão, educação, local de residencia, país, profissão, especialização, interesses, hobbies, associações a que pertencemos, grupos de interesse, etc.

Sites como o LinkedIn ou Facebook são capazes de sugerir pessoas que possivelmente conhecemos, ou grupos de interesse a que poderiamos ter interesse em pertencer, apenas pela análise da àrea geográfica, grupo de conhecidos actuais (“amigos”, “conhecidos”), profissão, ou grupos a que pertencemos.

Sites como Technorati são capazes de avaliar as nossas preferências para recriar a página que vemos, com base no histórico da nossa interacção. A recriação destas páginas e a selecção “personalizada” de informação, é feita com base na construção de um perfil, que analisa padrões, preferências com base num conjunto de pressupostos (sejam dos mais simples aos mais complexos passando, por exemplo, por algorítomos de fuzzy logic, redes neuronais, ou outros, em geral da àrea da inteligência artificial, ou em meros critérios de selecção dicotómica em àrvore de decisão), conseguem gerar um conjunto de filtros (subtractivos ou aditivos) que constitui o perfil funcional do utilizador.

Deste modo, conteudos dinâmicos são gerados, parecendo assentar como uma luva na nossa própria expectativa. Acabou a época da página internet em que viamos o que o webmaster lá punha, e pssámos a ver “o que nós lá pomos”…

Esta forma de gerar o fornecimento de informação, constitui uma experiência muito mais enriquecedora, limitando a necessidade de filtragem de informação pelo próprio individuo, aumentando o nivel de relevância e a coerência da informação recebida, ainda que subtilmente possa conter ela própria a intenção não expressa de conduzir e limitar a atenção do individuo, em função de critérios que lhe são alheios. Ninguém duvida hoje da relevância da publicidade que os aparece em páginas internet, gerada pelos sistemas AdSense e AdWord do goolge. A publicidade é personalizada e corresponde aos interesses demonstrados pelo utilizador e ao contexto em que aparece. No entanto continua a ser publicidade…só que mais eficaz. De facto é um marketing one-to-one totalmente automatizado.

E a pergunta que se põe é: É possivel fazer isto noutro meios?

A resposta é arrasadora: Sim! Mas ninguém está efectivamente a fazer!!!

Reflitamos sobre alguns dos meios em que uma utilização efectiva de perfis de utilizador pode ser eficaz e, sob o ponto de vista tecnico, realizável no curto prazo com os meios de que dispomos:

InStore

A loja é um ambiente em que o relacionamento one-to-one é critico: muitas vezes é o que produz o momentum e o impulso de compra. Com o aumento de meios de publicidade digital na loja (televisão no ponto de venda, expositores interactivos, etc.) cada vez mais convêm reflectir sobre estes assuntos: uma venda mais pode depender disso. Se vamos fazer publicidade na loja, que esta seja adaptada ao nosso cliente especifico. E os meios são muitos!

Os Cartões de fidelização

A proliferação de cartões de fidelização são um filão extraordinário para personalizar o marketing automatizado: cada cliente tem um, e este pode ser usado para interagir com os meios difitais presentes na loja, uma vez que pode representar e remeter para informações relevante sobre o seu possuidor: profissão, sexo, idade, histórico de compras… Como aproveitar este potencial? Recorrendo à tecnologia: cartões RFID, banda magnética ou chip, usando o cartão para accionar dispositivos: o cartão RFID pode ser lido pelo sistema de televisão no ponto de venda ou um video de demonstração de um produto pode ser accionado quando o cliente passa o cartão na instalação de demonstração. Mas o numero de possiveis interacções è extraordináriamente maior do que será possivel descrever neste espaço.

Os sistemas de reconhecimento de face

Sistemas de reconhecimento de face permitem saber quem está a olhar para os displays na loja, por classes (sexo, idade, grupo etnico) . Assim todo o sistema de televisão no ponto de venda pode adaptar os conteúdos aos espectadores: os conteudos para uma criança, serão diferentes daqueles para uma mulher madura, ou para o homem jovem. Esta adequação dos conteudos pode significar a diferença entre estar a publicitar pensos higiéicos para uma audiência homens, ou mesmo brinquedos para uma audiência de reformados… ou ter uma publicidade eficaz.

Os expositores interactivos

Se o cliente examina uma peça exposta na loja, ele demonstra interesse por esse tipo de produto. Um expositor inteligente pode pois disparar conteúdos que correspondam a esse interesse: se o cliente pega numa máquina fotográfica de um dado modelo, pode imediatamente ver nos ecrãs as suas caracteristicas. Se ega numa segunda, porque não fazer um comparativo? E que tal sugestões sobre o modelo mais aconselhada para um certo padrão de interesse (preço, marca, dimensão, caracteristicas, etc.), ao fim da terceira maquina examinada? Toda a loja pode funcionar desta maneira e ter zonas interactivas em que, as acções do cliente, direccionam a sua interacção com a loja. A loja ganha assim novos vendedores, e o cliente tem uma percepção de personalização e atenção na interacção com os meios digitais.

O marketing Bluetooth

O que é que todos nós temos no bolso do casaco, ou na mala que trás na mão? Um telemóvel, claro! Não seria o ideal que uma loja pudesse fornecer ao cliente o orçamento, a simulação de crédito ou apenas o catálogo do televisor em que ele está interessado de modo que ele o pudesse consultar mais tarde? E se isso não envolvesse o trabalho de um funcionário, e permitisse ao cliente experimentar e pesquisar sem a sensação de estar a ser chato? Ainda melhor! Receber este tipo de media no telemóvel é o que se consegue com a utilização de dispositivos que por bluetooth enviem esta informação directamente para o dispositivo que está no bolso do cliente.

Uma tag em cada produto

Mas outros meios estão hoje disponiveis: e sefotografando um produto em exposição, imediatamente recebesse no telemóvel o seu catálogo com preços e condições de pagamento? Fáceil, entre outras experiencias bem sucedidas, o uso de vários tags visuais digitais, colocados nas prateleiras, em produtos, em cartazes, ou mesmo em edificios, peças de museu ou de exposição, stands de feiras, ou qualquer coisa que se pretenda marcar, permite através de uma fotografia, que é processada no meomento, recorrer à internet para imediatamente, sem demora, receber no telemóvel informação digital referente a esse objecto, produto, empresa, edificio… imaginava isto possivel? Podemos instalá-lo hoje mesmo na sua loja, ou num qualquer trajecto turistico!

Outros meios

Outros meios podem ser usados para esta personalização da interacção na loja ou no ponto de venda: vão desde o uso de biometria até ao processamento de imagem que permite seguir todo e cada um dos clientes nos seus trajectos dentro do espaço comercial. Cada um destes meios pode recorrer a informação préviamente armazenada (ficha de cliente, histórico de compras, etc.) de gerar informação no momento (o cliente é homem/mulher, interessou-se por fatos de estilista, desprezou a zona de roupa informal, etc…

E toda esta informação pode influenciar decisivamente a TOTAL personalização dos conteudos digitais que se oferecem ao cliente.

O museu, exposição ou centro multimeios

Quem não gostaria de à entrada do museu com meios digitais, num qualquer ponto remoto do mundo, perceber que estes meios lhe apresentam automáticamente os conteúdos na sua própria lingua, sem ser necessário qualquer acção! Ou que estes meios sugerem museumoutras explorações que vão totalmente de encontro aos próprios interesses pessoais, e de uma forma perfeitamente automática? O facto é que tudo isto é perfeitamente realizável, com pouco investiment e com pouca dificuldade tecnica. Usando meios RFID inseridos no bilhete adquirido à entrada do museu ou da exposição, todos os visitantes podem estar identificados dentro do museu de modo que os meios digitais se adpatem automáticamente às suas caracteristicas, sem intervenção humana (idioma, interesses, referências culturais”).

Por outro lado, o uso de dispositivos moveis, como os smartphones e PDA´s, têm um potencial imenso de receber em cada momento informação digital diversa, referenciada por tags em cada objecto (como um quadro num museu).

O perfil de visitante

Cada visitante pode ter um perfil individual e pessoal, que vai sendo construido automáticamente ao longo de uma visita, aproveitado em visitas posteriores, usado para exploração posteriores através da internet, ou noutras acções em pontos diferentes do museu ou do equipamento cultural. Este perfil permite acumular as pesquisas, preferências, interesses, dados de selcção de conteúdos, registar trajectos…enfim! O museu pode pois “adaptar-se” ao seu visitante e, posteriormente, fornecer informação referenciada: pelos interesses de visita, pelos interesses expressamente registados pelo utilizador, pelo registo de histórico de consulta. E pode ser o motor para inumeras acções, além da adaptação da informação disponibilizada: sugestões de merchandising, sugestões na livraria do museu, geração de newsletters, etc.

O perfil de grupo

De quanto tempo dispõe o grupo de turistas para visitar o museu? Quais os niveis de formação e etários dos elementos do grupo? Qual a sua lingua? OK, o museu prepara-se para estes parametros. O guia leva um identificador e todo o museu produz um resultado completamente adaptado e diferente do resultado de cada um dos outros grupos que ao mesmo tempo circulam no mesmo espaço. O que é este “identificador”? Uma tag RFID, que representa o perfil do grupo. Ao longo do museu, dispositivos de leitura do tag vão sabendo onde está o grupo, e vão adaptando automáticamente os conteudos: duração dos audiovisuais, idioma, tipo de informação, tipo de interacção, indicações de percurso (possivelmente num aparelho do tipo video guia, ou possivelmente em displays na parede, ou nos próprios dispositivos audivisuais instalados no local). No final a visita foi efectuada no tempo previsto, sem atropelos, e sem perdas de tempo em informação irrelevante! O grupo de japoneses recebeu informação para as suas referências culturais, o grupo de portugueses ouviu falar do que sabe, e o grupo de americano viu um espectáculo de wrestling… todos visitaram o mesmo museu! Todos viram coisas diferentes.

O museu para levar para casa

E no final da visita, cada visitante coloca a sua pen-drive, ou flash memory num port USB, e leva para casa um documentário para ver calmamente no fim das ferias, com as recordações do museu. E se não tem um pen-drive? Ok, tem um dispositivo bluetooth? Ou WiFi? Tanto faz…também serve. Ou então, em qualquer momento vai ao site internet do museu, identifica-se ou ao grupo em que efectuou a visita, e ali está todo o multimedia relevante para download sob a forma de um video, uma animação, uma apresentação, ou nos mais prosaicos documentos pdf ou mesmo numa pagina web gerada dinâmicamente.

As cidades e os trajectos turisticos

Quando visitamos uma cidade desconhecida, gostamos de preparar a visita. Acumulamos mapas, prospectos, referências de restaurantes, monumentos, bares, salas de espectáculo, lojas e ruas, praças a e locais, estátuas e edificios, parques e museus, transportes publcios, linhas de comboio, horários e estações… Uhmmm

Um guia digital de visita

Então e se fizessemos isso prévimanete na internet, preparássemos a viagem e soubessemos que, chegados à cidade, lá nos esperariam locais em que poderiamos requisitar um guia electrónico, que conteria toda esta informação que tinhamos preparado e mais uma quanta automáticamente gerada, com base nos nossos interesses, demonstrados nessa preparação? Não necessitávamos de mapas, horários, guias em papel, prospectos, livro de apontamentos, nada…

Guia de orientação

Na posse deste guia ele funcionava como um aparelho de GPS para navegação, indicando-nos os trajectos para as visitas que quisessemos fazer, sugerindo o próximos pontos de interesse nas imediações, ou resolvendo rápidamente o nosso pedido de: encontra-me um restaurante nas imediações, que estou esfomeado!

Video Guia de visita

Chegados aos locais de destino, ele funcionaria como um video-guia, permitindo-nos ir explorando informação sobre cada quadro do museu, sobre a ementa e as sugestões do restaurante, sobre o edificio que estamos a ver. sobre o programa, horário e preços do teatro a que queremos ir…

Terminal interactivo

E se nos désse na cabeça uma noite mais requintada: reserva no restaurante chique, bilhetes para o concerto nessa noite, e entrada numa discoteca para a madrugada…Ok, numa cidade estranha, onde se fala uma lingua que não conhecemos??? Nem pensar! Errado! O nosso guia digital pode fazê-lo por nós… e bem… e na nossa lingua.

Bom… e se tudo isto pudesse ser posto no nosso iPhone, para quem o tem, claro? Ou num SmartPhone… assim nem necessitávamos de requisitar ou alugar o guia à chegada. Ele estaria disponivel que desde que saimos de casa! Simplesmente necessitariamos de instalar uma aplicação…e estávamos prontos para avançar!

 A verdade é que qualquer pessoa pode hoje na internet fazer o download de guias de visita para smartphones, para as principais cidades do mundo. Eles funcionam em várias plataformas, desde SmartPhones a qualquer dispositivo com Java instalado.  A diferença é uqe estes guias são estáticos, não personalizados, não interactivos, não dirigidos a cada um de nós individualmente. Quando os dispositivos têm acesso internet, tudo se pode modificar: não é necessário obter toda a informação préviamente (ela pode ser obtida interactivamente a cada passo, e portanto todo o tipo de detalhe pode estar suportado, alem de que ao introduzir a personalização, ao filtrar a informação através do perfil preparado, das preferências de viagem e de visita, e através da georeferenciação, a utilidade multiplica-se.

Conclusão

A verdade é que todo este cenário pode ser fácilmente desenvolvido com tudo o que temos hoje disponivel, com as tecnologias existentes e correntes, como quem desenvolve um web site… pouco mais! Tinham percepção disto?

A Dreamfeel, como empresa concentrada no marketing interactivo cria, investiga e projecta sistemas que, baseados nas tecnologias existentes, aportam mais valias imensas nas aplicações de marketing digital e multimedia, mas também na aplicação de multimedia em museus, guias de visita, centros interpretativos e outros recintos em que multimedia e interactividade, sob as formas tradicionais de  Dynamic Digital Signage ou a Interactive Signage, ou sob qualquer outra forma de sistemas digitais interactivos, podem ser aplicados com vantagem, como lojas digitais e lojas do futuro, montras interactivas, instalações e eventos multimedia e interactivos. 

Se tem uma ideia e pretende desenvolvê-la no seu negócio fale com a nossa equipa. Temos propostas inovadoras que vão surpreender os sues clientes ou o seu público.

 

Referências
http://www.microsoft.com/tag/content/what/
http://securitysolutions.com/mag/security_rfid_takes_chicago/
http://newmuseums.blogspot.com/2007/03/rfid-and-museums.html

SEO – Acha que não necessita?

SEO Search Engine OptimizationVocê concebeu um site sensacional e conseguiu uma empresa que o produziu exactamente como o tinha imaginado. A realização ultrapassou até o conceito inicial. Com o site pronto, coloca-o online. Passam-se meses e o tráfego no site é quase nulo. Qual a razão? Já pensou que quase 95% do novo tráfego de um site empresarial (acessos por utilizadores que nunca o tinham feito) tem origem nos motores de busca?

Então que acontecerá se, como resultado de uma busca, o seu site aparecer em centésimo lugar na lista? Nada!!! Ninguém o visitará!

Que se pode então fazer para contrariar isso?

 SEO – Search Engine Optimization

Classificação de relevância de sites - SEOCada motor de busca usa algoritmos que permitem classificar a relevância de cada site, relativamente a cada busca efectuada. Isto permite na lista de sites resultantes de uma busca os primeiros resultados a aparecer sejam os mais relevantes… ou os que melhor usam as particularidades do algoritmo de busca. Optimizar um site, para que ele apareça bem posicionado nas buscas relevantes é uma arte e uma ciência, a que se chama SEO – Search Engine Optimization. Toda uma classe de profissionais dedicam-se a tempo inteiro ao marketing SEO, ou seja a todos os cuidados e optimizações necessárias para conduzir tráfego relevante para o site, através dos resultados dos motores de buscas. Mas não se pense que é fácil, ou acessível.

Os algoritmos determinam a relevância de um site por um conjunto de vários critérios, concorrentes para o resultado final. O primeiro e mais importante, é através de palavras chave. Grande parte do trabalho de optimização para motores de busca passa por analisar o site e detectar as palavras chave relevantes e que definem o conteúdo do site. Estas devem ser escolhidas de acordo com as palavras que se sabe que estatisticamente os utilizadores usam nos motores de busca. De nada serve optimizar um site para ser encontrado numa busca de “pinacoteca” se de facto as pessoas procuram “museu” e nada mais!

Mas existência de palavras chave no site, não garante por si só a sua relevância… muito pelo contrário. Isto porque os algoritmos estão preparados par eliminar as batotas! No limite poder-se-ia construir um site só de palavras chave… apareceria nos primeiros lugares em muitas buscas… mas seria irrelevante. Isto está protegido! Quais os critérios então?

Em primeiro lugar que fique bem claro que os critérios não são estáticos: eles vão evoluindo na medida em que é necessário ir evitando utilizações menos honestas das suas características e falhas. Os critérios de hoje, podem não ser os mesmos de daqui a um mês…pelo menos não exactamente os mesmos.

SEO - Credibilidade baseada no numero de ligaçõesDepois há um critério de relevância que se prende com a credibilidade de um site (autoridade): um site é tanto mais credível quantos mais sites o referirem. Mas é irrelevante se os sites que o referirem forem eles próprios irrelevantes ou não credíveis. Assim não adianta nada construir uma rede de dezenas de sites que se apontam entre si: apenas se reforçará o critério da irrelevância do conjunto de todos eles. Em alguns motores, este critério chama-se também “autoridade”. Mas se muitos sites credíveis referem o seu…o mais provável é que o seu contenha conteúdos relevantes. E ai a existência de palavras chave passa a ser importante… desde que os seus conteúdos não sejam cópias de conteúdos já existentes e classificados no motor de busca. Nesse caso o seu site levará um rótulo de incredível, sem apelo nem agravo!!!

A quantidade de factores que influenciam esta classificação, por parte dos motores, é elevado e a sua natureza e interacção complexa, principalmente por não estar claro em nenhum ponto quais os critérios aplicados em qualquer momento em particular e como funcionam; o trabalho de os descobrir, investigar e entender, é uma actividade a tempo inteiro. Aplicar eficientemente estes critérios em cada site de modo a mantê-lo optimizado para as buscas, é um trabalho de especialistas.

Técnicas alternativas

Muitas vezes a optimização do site para aparecer nas buscas revela-se difícil ou infrutífera, mesmo quando se aplicam as melhores técnicas. E isto é tanto mais verdade quanto mais verdade for a existência de sites concorrentes, também eles a usar as mesmas técnicas de optimização e relevância.

Uma técnica alternativa e extremamente eficaz é a de usar sites altamente credíveis, onde se colocam links para o nosso site, em que garantimos os primeiros lugares em certas palavras chave, permitindo que o utilizador depois use os links para chegar ao nosso site. Acreditem que em muitos casos é a única solução viável. noutros casos é o atalho rápido para conseguir uma visibilidade no curto prazo. Mas o risco é também elevado. Quando se usa esta técnica corre-se o risco de inviabilizar a classificação de relevância do nosso site, se o motor de busca detecta que a única intenção da presença nos sites externos é aumentar a visibilidade (ou a autoridade). E nesse caso, retira toda a autoridade ao nosso site…

Conclusão

Para o utilizador comum, e mesmo para webdesigners e programadores web menos conhecedores das técnicas efectivamente usadas pelos motores de busca,  tudo acaba por parecer uma grande confusão! Práticas que pareceriam muito úteis para a visibilidade de um site, revelam-se na prática um passaporte para o site desaparecer dos resultados de busca (links a partir de sites não credíveis, excesso de links, excesso de palavras chave, palavras chave e links sem reflexo no contexto, etc.). Na Dreamfeel usámos bastante tempo a experimentar e a investigar este assunto. Não somos “OS” especialistas de SEO, mas lidamos bem com ele, e somos capazes de colocar os sites que produzimos e optimizamos em bom lugar nos resultados dos motores de  busca, directa ou indirectamente. Se buscarem “montra interactiva”,  … certamente entenderão o que digo!

No futuro analisaremos algumas das técnicas aplicáveis e algumas das práticas comuns e suas razões. Mas no final…isto não é nunca um trabalho para amadores!

Recursos:
Para quem se interessar pelo assunto:
http://www.davidairey.com/7-seo-blogs-21-seo-articles/
http://www.wolf-howl.com/seo/seo-plugins-for-wordpress-part-ii/
Marketing de Busca e SEO
Como medir a qualidade de um link

Quando os logos são parecidos

Num excelente post no site  logodesignlove-250px-copy, com o titulo “When logos look alike”, Mike Davidson faz uma comparação de 22 logos que apresentam semelhanças espantosas. Não se trata de plágio… trata-se mesmo de coincidência.

Nos nossos dias, a quantidade de grafismos corporativos que circulam, a semelhança das referências e influências dos designers, e ao fim e ao cabo a própria educação estética comum, que funciona como um backgroud para a criatividade, resultam na necessidade de realmente ser muito criativo, para evitar colagens a grafismos já existentes. E mesmo assim…

A velha frase pessimista de que “já tudo foi feito” não é justificação para nada fazer: criar é um acto tantas vezes solitário e individual, que sempre haverá algo de novo a criar. Simplesmente as regras do mercado, a educação, o acompanhamento das correntes, encaminham as estéticas e influenciam decisivamente as opções. Mas acima de tudo, e é um ponto raramente focado, as ferramentas disponiveis (software), com as suas limitações e facilidades particulares, são tantas vezes a fonte de se tomarem caminhos convergentes.

Quando há uns anos atrás o Corel Draw se impôs, era praticamente impossivel não detectar um logo desenhado com base nessa ferramenta: as curvas de Bezier, os dégrades, enfim… uma infinidade de detalhes que constituiam mais valias do software, ferramentas fundamentais, mas que conduziram a um abuso de efeitos “directos” que permitiam com facilidade a identificação. E depois… as limitações. No caso eram as dificuldades com as transparências, com as linhas finas, as limitações com os typeface disponiveis, com a coloração e os efeitos de cor na tipografia. Tudo contribuia para uma quase imediata identificação.

Hoje a variedade de software disponivel é maior…mas não muito maior. Designer que se preza usa pelo menos duas ou três  peças de software mainstream, com caracteristicas bem marcadas, ferramentas poderosas, mas mesmo assim limitadoras. O resultado é fatal…

Também as estéticas e principios gráficos, predominantes no mercado, limitam e encaminham. A criatividade não é totalmente livre: está condicionada por aquilo que é a moda, a preferência do publico, a teoria, as directivas de qualidade grafica, a prática comum, etc.

No final, só admira: como é possivel que não ocorra muito mais vezes? Apenas pela qualidade dos profissionais, pela informação que circula, pelo acesso que hoje é possivel ter, em qualquer parte do mundo, ao que se vai fazendo noutros lugares. Uma base de conhecimento comum que permite distinguir o trigo do joio, eliminar criações que possam ser colagens a grafismos existentes e, enfim à posteriori, avaliar o trabalho desenvolvido e evitar amargos de boca…

Afinal quem não se lembra de alguns casos portugueses…

 

 

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Livros e catálogos digitais interactivos

A busca por um formato digital para publicação de documentos de modo fiel ao objecto real, e que ao mesmo tempo seja de agradável uso e leitura, simulando o objecto real que é o livro ou a revista, há muito ocupa os designers de aplicações multimedia.

Formato Adobe PDF

Há muito que o formato PDF da  Adobe se instalou como o formato generalizado para distribuição de documentação digital, mesmo quando isso é feito online.

Este formato apresenta inumeras vantagens, sendo algumas delas as seguintes:

  • Formato versátil, contendo varios tipos de informação (texto, imagem, graficos vectoriais e raster, formulários, anotações, revisões)
  • Permite um rendering fiel à versão real em papel (imagem raster das páginas originais)
  • Portabilidade (funciona em multiplas plataformas)
  • Self-Contained (todo o documento está contida num unico ficheiro)
  • Depende apenas de um leitor gratuito
  • Resultados uniformes em todas as plataformas (o documento fica sempre com o mesmo aspecto, independentemente da plataforma
  • Capacidade de funcionar como formulário para preenchimento (com lógica de validação)
  • Suporte de modos de segurança (autor, revisor, bloqueamento de funcionalidades e alterações, como impressão, edição, cópia, etc.)
  • Compatibilidade total com post-script, podendo funcionar como formato de arte grafica digital final.
  • Suporte a diferentes resoluções e modos de cor

Mas isso não é um livro!

Pois não! Nem parece um livro ou revista! É um formato de ficheiro. É o que temos…

No entanto, e apesar da beleza e eficácia deste formato, quantos de nós não se viram já confrontados com downloads de pdf’s que parecem não acabar, ficheiros enormes guardados no disco, documentos que abrem dentro do browser, no meio de uma janela atulhada de barras de ferramentas, de páginas que só se conseguem ler com zoom elevado perdendo-se a percepção da página como um todo, enfim… de livros que deixam de parecer livros!!! Ou então, para que o download seja rápido o documento é uma desilusão: baixa qualidade, o texto não é pesquisável, as imagens parecem borradas e ilegiveis… enfim… tudo tem os seus prós e contras!

O facto é que nada substitui o livro no seu formato impresso: as sensações do cheiro e textura do papel, a manipulação, as capas, o marcar e comparar páginas diferentes rápidamente, voltar atrás, enfim o folhear… e tudo isso se perde com o formato digital. Certo? Pois não é verdade!

Há alternativa?

Conscientes de que a leitura online de documentos digitais não é cómoda, que o feeling do livro se perde nos formatos digitais existentes, já há algum tempo que os designers e programadores se lançaram ao desenvolvimento de um formato mais cómodo para leitura online. 

Neste formato as páginas deveriam poder ser desfolhadas e marcadas; a sensação visual deveria ser proxima da de um livro real; o zoom deveria ser algo natural, como a nossa aproximação do livro aos olhos quando algo não se consegue ler bem a uma certa distancia. Enfim, um interface que faça jus, ou pelo menos se aproxime, de algumas das caracteristicas do livro real!

DreamBook/FluidBook – Livro e Catálogo digital interactivo

logo-book-8x3E o resultado foi o produto que a Dreamfeel comercializa com o nome DreamBook! Este é um formato de leitura online que simula um livro real em 3D. Permite ler, folhear, marcar páginas, fazer zoom a uma secção… mas mais ainda: permite inserir todo o tipo de multimedia (som, imagem, video, animações, graficos e esquemas, fotos 360) ou até páginas Web, como conteudo de cada página. O produtor original da solução é a empresa francesa FluidBook, parceira da Dreamfeel neste desenvolvimento.

Os Livros Digitais Interactivos permitem colocar na Web toda comunicação impressa existente, sejam catálogos, mostruários, folhetos, publicações periódicas, ou tudo aquilo que desejar. Partindo de artes finais digitais, de material já impresso, ou concebendo os livros de raiz, o utilizador final dispõe sempre de um meio cómodo de consulta da literatura.

Powered by DreamBook / FluidBook

Veja o e-flyer!

Veja o Press Release

Processo de Produção

O processo de produção é simples: o cliente entrega um PDF, e este é transformado num DreamBook/FluidBook, por processos automáticos. Depois o interface é costumizado (logotipo, cores, navegação) com as cores e identidade do cliente.

E se não existir o PDF já disponivel? Se não existe a publicação em formato digital PDF, mas apenas em papel, o processo tem apenas mais um passo: a publicação em papel é digitalizada, com a qualidade apropriada, e transformada num PDF, antes do inicio do processo.

Finalmente, basta alojar a publicação num servidor Web, banal, sem requesitos especiais, e em menos de 72 horas a publicação estará online. Se o cliente não quiser usar um alojamento fornecido pela Dreamfeel, pode usar o seu próprio alojamento ou servidor web: Todos os ficheiros necessários são sempre fornecidos, de modo a permitir uma instalação directa e simples num servidor privado. Simples e eficaz! 

FAQ

Como é que a qualidade é tão elevada? As imagens originais do documento são cuidadosamente tratadas para visualização no ecran; a sua resolução ajustada, para obter o justo balanço entre rapidez e qualidade; a imagem da página completa é de média resolução; a imagem em zoom é uma imagem de altissima resolução, carregada em background ou apenas quando necessária.

E como é que o carregamento ainda assim é rápido? O Dreambook/Fluidbook apresenta um processo inteligente de carregamento de páginas e imagens: estas estão a ser carregadas em background, segundo um processo probabilistico de avaliação de qual será a proxima página visionada. O utilizador geralmente só espera o carregamento de uma página, nunca o carregamento do documento completo!

E o texto é pesquisável? Claro que é: no processo de produção, todo o texto presente nas imagens é convertido em texto digital, por um processo de OCR de altissima qualidade.

Que tipo de multimedia posso incluir? Animações e aplicações Flash, video, som, fotos, aplicações Java e JavaScript…enfim, todo o tipo de multimedia que se pode colocar numa página HTML. 

Posso colocar links para sites ou páginas web? E para ficheiros para download? Claro que sim. Podem ser colocados links internos (entre páginas ou àreas de página) e externos. As àreas clicáveis podem ser palavras, frases, imagens, áreas, ou em geral o mesmo que se pode fazer numa página web.   

Aplicações

A aplicação do Dreambook em web sites, em montras interactivas ou em quiosques interactivos, normais ou especialmente concebidos para os suportar, permite uma extraordinária interacção natural e intuitiva entre o utilizador e o conteúdo. Uma aplicação que ficou famosa é a do livro do futuro, em que o quiosque tem a forma de um pedestal com um livro, que mais não é que um ecrã TFT, com sensores, que permitem ao utilizador passar a mão sobre o ecrã como se estivesse a folhear naturalmente um livro de papel.

Criar um catálogo de produtos para leitura online, tornar este catálogo interactivo, de modo que cada produto ganha animação, ou apresentar um video para cada produto presente no catálogo, ligar os produtos a um carrinho de compras e automáticamente tranferir o utilizador para a loja online, de modo a que feche a encomenda e efectue o pagamento online, é uma brincadeira de crianças.

Mas imaginem agora uma biografia de um actor de cinema, feita neste formato! Mantem o formato de livro, agradável de manipular, mas rápidamente se podem incluir clips e cenas de cinema, retirados da filmografia, entrevistas e depoimentos em video, clips de som, musica de fundo, entrevistas de rádio, albuns de fotgrafias manipuláveis na página do livro, etc. Ou uma história do Jazz ou do Rock, feita de clips de som. Ou um manual escolar feito de esquemas animados, videos, e experiencias interactivas. Tudo isto está incluido no formato DreamBook/FluidBook que a Dreamfeel apresenta.

E já pensou quanto poderá poupar na publicação dos manuais técnicos de software, de máquinas, de componentes mecânicos electricos e electrónicos, na publicação dos documentos de congressos, conferências e feiras, na publicação de colecções de livros, reedição de revistas e jornais

A beleza da solução é que se o leitor quiser ainda assim manter guardado no seu próprio sistema uma versão do livro, pode, do mesmo modo, fazer o download do ficheiro PDF, exactamente igual à versão online, excepto nas funcionalidades não são suportadas pelo formato PDF. Outro aspecto interessante, é que dada a versatilidade do formato, se pode construir um site integralmente baseado num livro digital interactivo. É uma solução rápida e de baixo custo, principalmente quando já se dispõe de um documento em papel ou formato PDF (catálogo, brochura corporativa, company profile, etc.)

Relatório de Sustentabilidade TMN

Note-se também que dado o formato ser digital, de leitura muito mais cómoda, ser uma solução inovadora e de prestígio, e o seu custo de produção ser baixo, muitas empresas optam por ele para a distribuição online de documentos de publicação obrigatória (relatórios de contas, relatórios de gestão, actas, etc). É o caso da TMN, que publicou o seu Relatório de Sustentabilidade 2008 neste formato.

Algumas publicações periódicas estão também a adoptar o formato, prestando assim um serviço de leitura online, em tudo semelhante ao de leitura da versão em papel, e já não com a necessidade de manter duas versões distintas da mesma publicação (em papel e online).

Esta é uma solução de futuro, que transforma a leitura de documento online, numa tarefa agradável e com a sensação de ser um livro real.

Para mais informação,  por favor contacte a Dreamfeel Lda

Bluetooth Marketing for Digital Networks

Um excelente artigo do Digital Signage Resource Directory,  com o titulo  Bluetooth Marketing for Digital Networks, analisa detalhadamente as funcionalidades da tecnologia Bluetooth e WiFi na sua aplicação ao Marketing Interactivo, Marketing de Proximidade e à Dynamic Digital Signage, como um meio de difundir conteudos no espaço público e no ponto de venda. 

O ultimo ano foi de explosão da procura do marketing bluetooth, que apesar de estar ainda a dar os primeiros passo, com algumas experiencias que foram verdadeiros casos de sucesso, e apenas uma ou outra menos bem sucedidas, por deficiencia na forma como as campanhas foram concebidas de base (o uso de modo push, em que a tentativa de envio do conteudo por parte do hot spot é forçada, contra o modo pull – que é o mais interessante, em que o utilizador é que solicita ou aceita a recepção do conteudo). As grandes marcas já entenderam o conceito, viram as vantagens e já aderiram, optando definitivamente pelos modelos de campanha que mais seguros resultados garantem. 

O estudo dos modelos experimentados por todo o mundo, e cuidadosas parcerias com lideres nacionais e europeus nesta tecnologia, levaram a Dreamfeel a conceber, apurar e a poder oferecer no mercado, um modelo de campanha de difusão de conteudos  multimedia para dispositivos móveis (PC´s, Telemóveis, SmartPhones, iPhones, PDA´s, etc) que podem ser desde simples clips musicais ou de video, trailors de filmes e espectáculos, fotos e imagem estática, contendo publicidade de marca e produtos, vouchers de desconto, campanhas promocionais, documentos em ficheiros de formato standard (PDF, .txt, PowerPoint, .doc Word, etc) contendo especificações técnicas, brochuras, publicações ou até manuais. Campanhas deste tipo podem ter aplicação em publicidade, marketing, informação, formação ou até no suporte ao cliente.

A grande vantagem das campanhas Bluetooth e WiFi é a sua total independencia em relação aos operadores, baixando drásticamente o preço da campanha (o que não acontece com as campanhas em SMS e MMS), a capacidade de perfeita geolocalização, permitindo o marketing de proximidade (a dimensão de um hotspot bluetooth, por exemplo dentro de uma loja ou numa rua comercial, pode ser de aproximadamente 10 metros)  e a forma como conteudos ricos podem ser entregues ao publico para que os tenha disponiveis em mobilidade, no dispositivo que qualquer pessoa hoje em dia mais usa; o seu telemóvel.

Com o advento dos SmartPhones, iPhones e a disseminação dos PDA’s, ou mesmo dos computadores portáteis, mesmo os mais complexos documentos e peças multimedia podem  ser visualizados em qualquer lugar. Certamente que será uma mais valia para o consumidor poder guardar as fotos do imovel que lhe interessou na imobiliária, o catálogo digital do carro que lhe foi apresentado no stand, ou até daquele televisor cujas caracteristicas pretende comparar mais tarde com o da outra marca; e que dizer a levar as fotografias dos locais em que vai ser instalado, nas férias que acabou de comprar na agência de viagens.

Estas e outras utilizações podem fácilmente ser implementadas em qualquer lugar com a tecnologia Bluetooth, dentro ou fora da loja, numa montra, num corredor de centro comercial, num local de espera ou ponto de encontro de um aeroporto ou estação de comboio, ou em qualquer rua comercial. Hot spots WiFi, espalhados na via pública, num centro comercial, ou dentro de um estabelecimento de grande superficie, permitem obter efeitos semelhantes com maior àrea de cobertura, e com distintos targets (neste caso dispositivos WiFi enabled, como PDA´s, SmartPhones e PC’s portáteis). Um hotspot de difusão WiFi pode mesmo ser o ideal para a distribuição de documentação digital numa conferência, palestra, feira ou exposição ou mesmo numa apresentação  de produto ou acção de formação empresarial.

Qualquer deste tipo de hot spot (bluetooth ou WiFi), aplicado numa campanha, tal como concebida pela Dreamfeel, conduz a um sucesso garantido, sendo uma presença que pode ir do discreto ao muito visivel (com adição, por exemplo, de um canal de Dynamic Digital Signage ou de um simples totem interactivo), não-intrusivo (pois funciona em modo pull, isto é, o utilizador é sempre quem pede os conteudos, após o anuncio da sua presença) e com sucesso apenas dependente dos conteudos que se pretende difundir, mas uma mais valia grandemente apreciada pelo publico, quando bem concebido, segundo os principios de comunicação desenhados pela Dreamfeel para estas campanhas.

Para mais informações sobre hot spots Bluetooth e WiFi,

por favor contacte a Dreamfeel Lda

MODCOM – Incentivos ao Comérico – 4ª fase

Estão abertas, de 22 de Janeiro até 11 de Março de 2009, as candidaturas ao MODCOM – Sistema de Incentivos a Projectos de Modernização do Comércio – 4ª fase, apoiado pelo IAPMEI – Instituto de apoio às pequenas e médias empresas e à inovação. Este programa visa a modernização e a revitalização da actividade comercial, em especial, em centros de comércio com predomínio do comércio independente de proximidade, em zonas urbanas ou rurais.

As entidades que podem candidatar-se a estes incentivos são as micro e pequenas empresas do comércio inseridas nas CAE’s (classificação das actividades económicas) 45, 46 e 47 e 94110 (Rev 3-2007), bem como organizações e associações de comerciantes.

A quarta fase do MODCOM está dividida em três acções, nomeadamente a

  • Acção A –Projectos empresariais de modernização comercial,
  • Acção B – Projectos de integração comercial
  • Acção C – Projectos de promoção comercial.

A Dreamfeel Lda apresenta um conjunto de propostas de tecnologia de comunicação digital que são enquadráveis em qualquer uma das três acções, modernizando o espaço comercial e melhorando a percepção que o cliente tem do produto, do ponto de venda e do espaço público comercial:

  • TV no Ponto de Venda,
  • Marketing Bluetooth,
  • Montras interactivas,
  • Touch-screens e quiosques multimedia
  • Design corporativo e Catálogos Digitais
  • Concepção de websites e aplicações de e-comerce,
  • PackShot Creator – Estudio fotográfico profissional de secretária para PC,

Propomos que nos contacte para saber mais sobre a possibilidade de inclusão na sua candidatura: Dreamfeel Lda

MP3 mirror for bathroom

Todos sabem que a nossa voz soa melhor no duche. Em vez de cantar’Acappella’ um designer italiano resolveu levar o iPod para a casa de banho. Antonio Lupi integrou o dock do iPod no espelho e criou assim uma forma de esconder os cabos, e evitar o perigo de lidar com electricidade no banho.  

O sistema funcionará com qualquer espelho que contenha uma moldura metálica e algum espaço disponivel, e o o botão on/off constituido por leds “touch-sensitive”   fica convenientemente escondido na parte inferior do espelho . Neste design o espelho é convenientemente iluminado para aquelas noites especiais na casa de banho. Não há ainda nenhuma outra indicaão sobre disponibilidade ou preço do produto. 

em DEVICE

Criatividade, Tecnologia e ainda alguma inercia

Lojas, hoteis, restaurantes, feiras, exposições, àtrios, zonas de circulação, equipamentos desportivos, espaços públicos: porquê desperdiçar o enorme potencial que estes espaços têm para uma publicidade que se adapta àquilo que são os formatos de comunicação das novas gerações? Dinamismo, variedade, espectacularidade, adaptação ao momento, côr, luz e ambiente… tudo isso se consegue com criatividade e sistemas de digital signage cuidadosamente planeados para um objectivo específico.

Plasmas, TFT´s, as projecções em vidro, projecções interactivas e criativas no chão ou nas paredes, mobiliário que reage à interecção do público, mensagens especificamente dirigidas e seleccionadas, em função da audiência específica presente, por simples análise da imagem de quem olha um ecrã, ou por interacções mais elaboradas, nomeadamente pelo uso de cartões de fidelização, interacção com dispositivos móveis, RFID e outros meios… a palete é imensa para os criativos que cxconstituem a equipa da Dreamfeel. Qualquer dos milhares de montras, vidros, janelas, frontarias envidraçadas de edificios, que existem neste país poderiam ser aproveitados para a criação de eventos de comunicação, pois a tecnologia permite aproveitar qualquer superfície para nela se projectarem imagens em movimento … em permanência ou como um evento pontual.

Ao olharmos para o que está a ser feito noutros países e para a imensidão de ideias que fervilham na nossa equipa, espanta-nos o estado em que Portugal ainda está neste campo. E não é uma questão de orçamentos baixos, uma vez que os nossos estudos apontam que com orçamentos relativamente moderados se conseguem efeitos fantásticos, que ultrapassam largamente tudo o que se consegue com publicidade estática, a qual tem um custo muitas vezes superior a longo prazo. Com o digital e com imagens projectadas a passagem de uma campanha a outra faz-se instantâneamente, substituindo os conteudos no mesmo segundo, sem custos de deslocação, de substituição de meios, de reprodução fisica de suportes. De que estamos à espera? Possivelmente só alguma inercia de quem decide impede maior utilização destes meios. Na Deramfeel estamos apostados em desenvolver, criar e levar às empresas as melhores propostas,  de entre todas as ideias criativas capazes de marcar a diferença e projectar marcas, produtos e vebdas para o grande publico. 

Digital Signage e linguagem de comunicação

Ao contrário do que se pode pensar, a linguagem a usar nos meios de Digital Signage, apesar de comungar muitos dos princípios da linguagem televisiva e de outros meios, é de facto radicalmente diferente daquela usada na televisão.

Profissionais e especialistas podem dominar esta linguagem com eficácia, existindo já um bom conjunto de princípios estabelecidos, baseados numa imensa base de experimentação e estudos, nomeadamente da área da psicologia de comunicação, que nos guiam e nos permitem usar estes meios com elevada eficácia. Porém deve-se ter sempre presente que estes meios têm características próprias.

Basta pensar que em presença de um ecrã de Digital Signage o espectador não está confortavelmente sentado na sua sala, nem predisposto a passar um bom bocado frente aos ecrãs, e muito menos numa atitude de total passividade, pronto a ser manipulado emocionalmente, ou capaz de absorver grande quantidade de detalhes ou informação. Televisão no ponto de venda não é televisão generalista.

De facto na Digital Signage temos um espectador que passa e circula livremente, raramente se detendo frente ao ecrã; geralmente motivado para a compra, focado noutras actividades; que está num local com múltiplas solicitações e com múltiplos elementos de distracção e dispersão; quase nunca em situação de conforto. Neste caso temos com outros elementos presentes uma disputa activa pela atenção do público, a qual está pronta a ser provocada e estimulada pelo meio que melhor o possa fazer; e isto muda todos os parâmetros de linguagem, impondo nomeadamente técnicas bem definidas de captação de atenção, a passagem rápida e repetida da mensagem, uma vez que o espectador raramente permanece; a necessidade de repetidamente captar a atenção de novo público, e a necessidade imperativa de integrar, com objectividade, o canal, no ambiente em que se situa. E esse é outro elemento fundamental da linguagem a usar nos conteúdos de Digital Signage: a perfeita adaptação a cada local, a cada ambiente, e a cada contexto, podendo ela própria ser elemento de criação desse ambiente e contexto.

Tudo isto só é possível pelo uso da linguagem específica apropriada.

Publicidade Dinâmica – Anunciantes, a que dar atenção?

Quando me perguntam qual deve ser a principal preocupação de um anunciante em meios de Digital Signage, a resposta é clara: Usar a linguagem apropriada, através de conteúdos de comunicação concebidos e realizados especificamente para Digital Signage, e com isto aproveitar todas as potencialidades destes meios.

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Publicidade Dinâmica ou Meios estáticos?

Os meios de Digital Signage apresentam um conjunto tão vasto e decisivo de vantagens, perante os outros meios, que até espanta que em Portugal, ao contrário de muitos outros mercados desenvolvidos, a sua penetração tenha sido tão lenta e hesitante, até ao momento, e as resistências, felizmente já desvanecidas ao longo dos últimos anos, tão acentuadas, principalmente por parte dos operadores do sector, e refiro-me por exemplo, aos responsáveis de marca, de marketing e de produto, ou às agências de comunicação, de meios e de publicidade.

Sobre as vantagens, desde logo se pode dizer que os meios de Publicidade Dinâmica ou Digital Signage estão presentes directamente no ponto de venda, onde grande parte das decisões de compra são tomadas, ao contrário dos meios televisivos, a rádio, a publicidade na imprensa ou em outdoor. Essa vantagem é a óbvia e já bem conhecida.

Outras vantagens têm sido menos exploradas e são talvez menos conhecidas.
Desde logo a atracção e impacto que a imagem em movimento, a luz, e o tipo de mensagem veiculada, exerce sobre a atenção do consumidor; isto é ainda mais potenciado pela familiaridade do público com linguagens mais televisivas e cinematográficas, bem como com as linguagens e estéticas da Web, factor decisivo para a comunicação com as gerações mais novas.

Outro factor decisivo é o dinamismo de gestão de comunicação e canal, que os meios digitais permitem; a capacidade de alterar a comunicação, em função das necessidades do anunciante e da audiência presente, é outro factor de peso; tudo isto marca a diferença relativamente a todos os outros meios, incluindo os estáticos e os mais ou menos dinâmicos.

Uma objecção tradicional no passado, foi a incapacidade de criar uma métrica de audiência nestes meios. Este argumento sempre foi uma falácia, no sentido de que nunca ninguém o usou em relação, por exemplo, à publicidade estática, colocado no mesmo local, com maiores custos de manutenção a longo prazo, e só justificável pela incapacidade de aceitar e entender que um canal de Digital Signage não é de modo nenhum uma extensão do canal de televisão de sinal aberto, muito pelo contrário, é um meio autónomo e com características próprias. E apesar de tudo, a industria reagiu e, hoje, pode-se com relativa facilidade, ao contrário do que acontecia no passado, conhecer métricas exactas e detalhadas ao segundo, em quantidade, sexo, idade e número efectivo de contactos e audiência real nestes meios, por simples analise em tempo real da imagem das faces que efectivamente têm um olhar fixado num ecrã em cada instante. Nenhum outro meio possibilita levar a métrica tão longe e tal nível de detalhe.

Não é ainda de desprezar que a mesma tecnologia que permite obter métricas detalhadas, permite também adaptar os conteúdos em tempo real, com modificação instantânea da mensagem, e sua personalização e adaptação à audiência presente, permitindo por exemplo o seu ajuste por sexo ou escalão etário. No limite, há meios que permitem a segmentação por perfil pessoal de comprador, através de tecnologias como a identificação de cartões de fidelização por RFId ou por biometria: a comunicação one-to-one levada ao seu limite. Nenhum outro meio permite tal segmentação em tempo real!

Mas também o baixo custo da publicidade dinâmica, baseada em meios digitais, é uma vantagem objectiva, relativamente aos outros meios, sejam eles estáticos ou dinâmicos, sejam nos pontos de venda ou em outros locais. O investimento inicial em Digital Signage, como aliás em qualquer meio digital, ligeiramente mais elevado do que noutros meios, tem como contrapartida a redução drástica do custo de comunicação com o mercado, no médio e longo prazo, proporcionando adicionalmente todas as outras imensas vantagens destes meios.

Dynamic Signage e meios tradicionais, cruzamento possivel?

Os meios digitais, de um modo global, usam, ou podem usar, um e um só conjunto coerente de tecnologias. Separar a web de uma montra digital interactiva não faz sentido; separar os meios digitais no ponto de venda, da comunicação digital sobre um canal de Digital Signage no espaço público, não faz sentido; não aproveitar as sinergias de comunicação na televisão e no site internet, também não faz sentido; e isto é já claro para todos. Também não faz sentido considerar que os meios digitais dispensarão todos os outros meios mais tradicionais: eles não são substitutos, mas sim complementos potenciados (como em qualquer outro caso) pelo cruzamento de meios.

Digital Signage - pode cruzar-se com outros meios?

Digital Signage – pode cruzar-se com outros meios? Um ecran de um canal produzido pela Dreamfeel. Além do canal foi produzido um stand de feira, uma brochura e alguns banners. Todos os meios contribuiram para uma presença brilhante no evento.

Uma mensagem ouvida na rádio, ou televisão, pode ser reforçada e direccionada no ponto de venda por uma campanha em Digital Signage; os meios estáticos de publicidade complementam, de uma forma permanentemente presente, a mensagem dinâmica, mas volátil, dos ecrãs de Digital Signage; uma campanha espalha-se por muppies e outdoors estáticos, que distribuem conteúdos digitais por bluetooth, ou proporcionam na via pública, onde estão instalados, uma zona de acesso WiFi gratuita, com publicidade às lojas que os circundam, onde as mensagens e o Cross Selling é realizado por Digital Signage; a mensagem emocional do anúncio televisivo é secundada e transformada em mensagem tecnicamente detalhada no expositor interactivo da loja de desporto, segundo o perfil de cliente, presente no cartão de fidelização. Enfim, nada é improvável, e muito pouco é irrealizável.

A capacidade de cruzamento de meios estáticos e dinâmicos, digitais e tradicionais, de um modo geral, só depende da vontade e criatividade de quem concebe e realiza as campanhas. Na Dreamfeel achamos que a comunicação não se pode fazer apenas com base em abordagens tradicionais, mas sim na aplicação da criatividade a todos os meios existentes e ás potencialidades das plataformas tecnológicas disponíveis e emergentes. E a mudança geracional já está a impor esta mudança.

Campanha de Obama

Este texto já é antigo, mas fica aqui como registo de uma pesquisa que me apaixonou.

Uso “tradicional” da internet na campanha politica

O uso das “novas tecnologias nas campanhas politicas não é novidade: o e-mail, como elemento de difusão de apelos, manifestos e declarações politicas, os sites partidários e portais internet, como elemento de distribuição de elementos diversos, como documentação, comunicados, publicações ou como meio de divulgação de simples informação noticiosa, politica ou de agenda, elemento adicional de comunicação electrónica que secunda os meios impressos, a rádio e a televisão, e finalmente os blogs, mais recentes, geridos e alimentados por opinion makers, ou por pessoas que, sem pretenderem manifestar envolvimento directo na campanha, têm ainda assim opiniões formadas (e formadoras), que secundam e são subscritas pela própria campanha.

A Internet e os meios digitais em geral têm funcionado assim como elementos complementares de difusão da mensagem politica, a qual tem sido sempre difundida primariamente através de meios mais tradicionais. Os meios tradicionais mais usados, centram-se essencialmente no uso privilegiado da televisão, na apetência pelo uso da rádio, em normalmente também na imprensa escrita, neste ultimo caso, pelo menos a nível da cobertura noticiosa de campanha e da divulgação de opiniões, declarações e ideias.

Veja-se o uso da internet feito em França, durante a campanha para a Presidência da República, pela candidatura de Nicolas Sarkozy, nomeadamente com sites e portais cuidados, actualizados várias vezes ao dia e, principalmente, muito informativos; o envio massivo de e-mails com declarações politicas e apelo ao voto, o número elevado de blogs que cumpriram funções de difusão das opiniões e posições oficiais da campanha, ou mesmo de apelo ao eleitorado.

Também em Inglaterra, durante a última campanha eleitoral, o email e os sites e portais foram uma ferramenta fundamental de contacto dos candidatos com os seus eleitores, situação fundamental, num sistema uninominal, como o inglês.

No Brasil, onde o número de candidaturas é elevadíssimo, seja nas eleições locais ou nas eleições federais, e onde o subsidio das candidaturas é difícil, os meios internet, de baixíssimo custo são usados, sendo os sites e portais internet um elemento de difusão e o e-mail o elemento de apelo directo.

Os próprios EUA, não foram nunca excepção, desde o advento da internet, e os partidos usam fortemente a internet para a divulgação e difusão da sua mensagem, para a criação da imagem institucional dos candidatos, para a difusão de documentação e agenda politica e de campanha, tudo isto através de e-mail, sites e portais, documentação electrónica e blogs de opinião, patrocinados directamente, nuns casos, ou provenientes de opinion makers, umas vezes ligados a grupos lobby, outras patrocinados directamente pelos partidos.

A internet tem pois assumido, nos últimos 5 a 10 anos, uma importância cada vez mais relevante, pelo menos no peso do seu uso pelas campanhas, acompanhando também o crescimento da sua penetração junto das populações, e assumindo em alguns casos um papel de completa duplicação de todos os outros media tradicionais já usados.

Um aspecto a não desprezar é também a funções de comunicação e coordenação interna das campanhas que a internet proporciona, como aliás em todos os outros aspectos da sociedade: a comunicação rápida, directa e de baixo custo com, por exemplo, uso do e-mail, Messenger e Skype, e a disponibilização universal de documentação, noticiário e posições, com a disponibilização de documentos electrónicos, e publicação em intranets ou em repositórios de acesso limitado aos elementos da própria campanha. Neste aspecto o uso da internet pelas campanhas politicas seguiu até agora o padrão empresarial.É evidente também, que este crescente uso da internet pelas campanhas politicas, lhes permite também uma drástica redução do custo, e atingir, com menos meios logísticos uma maior quantidade de resultados.

A comunicação na internet com o eleitorado, parece pois secundar o uso feito dos outros media, mais tradicionais, mas vai replicando a comunicação neles gerada, seguindo-a sempre de perto, algumas vezes até, em antecedência, pela rapidez de divulgação no meio digital. Como vantagem óbvia adicional salienta-se a capacidade de tirar algum proveito dos efeitos gráficos e visuais, da facilidade de apresentação de imagem (seja fotografia ou vídeo) e da capacidade de difundir documentos e ideias com elevada facilidade e baixo custo. A internet vai pois reproduzindo, com vantagem, noticias, muitas vezes disponibilizando-as antes dos jornais, rádio e televisão, divulgando comunicados, declarações e discursos, apelando ao voto e divulgando agenda.

Um aspecto fundamental que se salienta: toda esta panóplia de usos da internet na campanha politica tem sido feita, no uso das ferramentas disponíveis, segundo o paradigma dos meios de comunicação social, reproduzido-o (no digital): difusão da mensagem para o estabelecimento de relações.

Campanha Obama – O que mudou

A campanha de Barak Obama desde o inicio apostou na internet e no uso da tecnologia. Nisso não se diferenciou de outros candidatos. Mas cedo mostrou que a sua compreensão da internet e do uso da tecnologia, ultrapassava largamente tudo o que até ao momento se tinha visto. A compreensão de que as pessoas usam a tecnologia e a internet de forma muito própria, e que esse uso alterou radicalmente o padrão de comunicação, foi um trunfo desde o inicio.

Desde cedo foi mostrada uma aposta em novas formas de comunicação e de uso da internet, quer na escolha da equipa tecnológica de suporte, quer ainda das opções e das acções que decorrente do trabalho desta equipa, foi surgindo ao longo da campanha.

A inovação da abordagem está em vários vectores, e destes diríamos que os principais foram:

1) Paradigma do relacionamento em rede
Compreender que a forma como as pessoas usam a internet, não adere aos modelos de comunicação de massas tradicional (paradigma da difusão), mas sim a um novo modelo mais próximo do relacionamento interpessoal (relacionamento em rede, envolvimento pessoal, comunicação personalizada) usando os meios tecnológicos para criar estes relacionamentos em rede

2) Paradigma da Mobilidade
Compreender que outros meios tecnológicos, com importância fundamental na vida do publico, estabelecem o mesmo padrão no dia a dia das pessoas, acompanhando-as nas suas actividades (meios moveis – telemóveis, iPhone, iPods, MP4, PDA´s) e constituindo o elemento fundamental da sua identidade no relacionamento com terceiros

3) Paradigma do envolvimento
Compreender que a internet se tornou um meio que se destacou completamente do padrão de media de comunicação e se tornou numa “internet participativa” em que as pessoas criam envolvimentos, relacionamentos, compromissos, descobrem actividades, e as coordenam. A internet é agora, por si própria, um media autónomo: mas não é um media de difusão, mas sim um media de interacção. E esta é uma das grandes diferenças de abordagem.

4) Paradigma da comunidade
A nova internet permite estender os relacionamentos em rede à criação de redes sobrepostas de pessoas com interesses, objectivos, ou problemas comuns. Estas redes constituem fortes elementos de identidade e de interacção, e criam o que se designa por comunidades. A comunicação dentro das comunidades é forte, as mensagens são passadas autonomamente na rede, e arrasta as pessoas emocionalmente, pelo fenómeno de identificação com o grupo.

5) Paradima da personalização
A comunicação absolutamente personalizada é a única natural no ser humano e as tecnologias (internet incluída) permitem esta comunicação. A georeferenciação da informação, permite por exemplo, pôr no iPhone de cada um, apenas as actividades de campanha que decorrem nas suas imediações, na sua cidade, na sua empresa, no local em que está. Isto potencia a oferta de oportunidades de voluntariado, de actividades geridas central e automaticamente, mas aparentemente 100% personalizadas. O mesmo se passa na consulta de agendas de actividades na internet, na disponibilização de vídeos de campanha no YouTube, de fotos no Flickr ou de TODA a comunicação produzida.

6) Paradigma dos dados uteis
A quantidade de informação acumulada sobre cada um dos targets da comunicação, que inclui desde o local em que reside e trabalha, que revistas assina, o numero de filhos, o nível de formação, a profissão, as associações a que pertence pode constituir uma base de dados interessante. Mas pode também ser absolutamente inútil, se não for explorada. A tecnologia permite explorar toda esta informação de modo dinâmico, em tempo real, segundo critérios que podem ser redefinidos a cada momento, em função da necessidade instantânea (esta também gerida automaticamente) permite uma personalização absoluta da comunicação.

6) Paradigma da participação
A personalização da informação, dos apelos e das ofertas, permitem oferecer oportunidades de participação na campanha, com actividades à medida exacta de cada um e do local em que se encontra. E isso permite uma adesão imensa de voluntariado. Este voluntariado vê reflectida na comunicação da campanha o seu empenhamento pessoal. Participa, porque a comunicação reconhece a sua participação, e a forma de participação.

A campanha de Obama reconheceu que a internet e os meios móveis nas suas múltiplas formas, e no seu conjunto, atingiam todo o universo de eleitores, de forma mais eficaz. E devemos lembrar-nos de algumas características americanas que hoje são determinantes, mas que em boa parte são também exemplares do que se passa hoje em todo o resto do mundo, e evoluindo a uma velocidade cada vez mais alucinante:

  1. A internet tem uma presença em 70% dos lares americanos
  2. Cerca de 90% da população americana tem acesso diário á internet
  3. O eleitorado americano é essencialmente jovem,
  4. O jovem médio americano já gasta mais horas na internet que a ver televisão
  5. Ao aumento do uso da internet corresponde um decréscimo acentuadíssimo e irreversível do uso de meios impressos, rádio e televisão
  6. Os meios móveis nas suas múltiplas formas são usados por mais 80% da população
  7. Na população jovem a internet e os meios moveis são usados essencialmente segundo os novos paradigmas de comunicação: a comunicação e a internet participativa, do relacionamento em rede e em comunidade.

Este reconhecimento fez com que a aposta nos meios tecnológicos fosse uma aposta decisiva, sem qualquer tipo de constrangimento e a sobrepor-se decisivamente a todas as outras estratégias de comunicação.

É significativo que o anuncio da escolha do Vice Presidente tivesse tivesse sido feita por SMS e MMS, e não em conferência de imprensa televisionada como era habitual, e que as comunicações semanais do candidato tivessem sido feitas no YouTube, e não na televisão. É significativo também que no total a campanha de Obama tenha preparado mais de 2000 horas de vídeos para o YouTube, onde colocou mais de 1100 vídeos com origem directamente na campanha oficial, mais de 4 vezes os vídeos referentes a McCain ( e estes nem todos oficiais) quando em contrapartida as acções televisionadas, com origem na campanha se tenham reduzido a umas meras poucas centenas, e que a principal ferramenta de coordenação do voluntariado de campanha tenha sido uma aplicação para iPhone, disponível nas lojas Apple para descarga livre por Bluetooth, que geria informação personalizada nos dois sentidos, comunicada através de internet móvel.

Nesta aplicação para iPhone qualquer pessoa podia analisar as actividades de campanha nas suas imediações, verificar os pedidos de voluntariado para de acções de campanha que correspondam ao seu perfil, gerir essas participações, receber informação oficial da campanha, declaração politicas e citações sobre posições assumidas, etc. Cada um podia ainda assim configurar os seus interesses, e receber a informação já filtrada. A campanha estava no bolso de cada um; cada um participa de forma personalizada; cada um retorna à campanha a sua participação e sente que faz parte dela, envolve-se e tem intrumentos para envolver a sua comunidade e os que directamente o rodeiam.

Mais arrasador, é o número de entradas em blogs, de fotos colocadas em sites comunitários como o Flicker, Facebook, e outros semelhantes, o número de mensagens personalizadas, com apelos directos a uma actividade de voluntariado mandadas por SMS ou uma sem numero de outras acções semelhantes. Em todos estes casos estas acções curto-circuitaram os media normais e atingiram directamente o eleitorado, permitindo-lhe ter tudo em primeira-mão, nos media que usam, e de uma forma que lhes permite reenviar às outras pessoas da sua comunidade. Esta actividade torna-se viral, infecciosa, e em minutos milhares de comunidades estão a trocar informações, a discutir a comunicação recebida, usando o mesmo meio em que se sentem confortáveis e através do qual receberam a comunicação. Há vídeos de Obama, publicados no YouTube visionados mais de 440,000 vezes nas primeiras horas após a sua colocação.

Pensa-se que uma das grandes apostas da campanha foi na constituição de uma base de dados limpa, referenciada, credível e completa sobre todos os eleitores. Para isso pode ter sido usada muita informação disponível, desde dados provenientes do próprio partido, até dados das empresas de telecomunicações, assinaturas de revistas, associações profissionais ou sociais, etc. até dados com origem na própria internet (redes sociais, grupos de interesse, etc.). Outro grande trabalho foi tornar esta informação útil em tempo real, através da construção de georeferenciação, de ferramentas de filtragem automática, de segmentação, de selecção e valorização automática por critérios. Mas essa é uma história ainda com muito para contar. O resultado foi uma automatização total de envio de SMS personalizadas, de respostas automáticas em sites, de envio de e-mail, de personalização da informação disponibilizada.

Um analista de comunicação americano, de referencia, refere que a campanha é uma lição de compreensão da evolução da comunicação e desenvolve a ideia de que de um paradigma em que se comunica para obter participação, passou-se a um paradigma, natural com a internet, em que obtém participação para comunicar.

A Equipa


Tudo isto não se fez sem uma extraordinária equipa tecnológica. Extraordinária, não na sua dimensão, não no seu custo, não na sua organização, mas sim na sua visão, na sua forma de compreender a internet e o mundo. A campanha de Obama convidou os fundadores, os gurus de comunicação, os responsáveis de estratégia de algumas das mais inovadoras empresas da internet, as quais estão a estabelecer a nova internet, designada por Web 2.0.

O lançamento faz-se no inicio de 2007 quando Joe Rospars de 27 anos, mas um veterano da campanha de Dean e do Democratic National Committee é contratado como director de media. Nas semanas seguintes é montada uma equipa que inclui, entre outros um fundador da comunidade Facebook, um produtor premiado da CNN e um especialista de mensagens de texto e multimédia em telemóveis. Nesse dia determinou-se a vitória de Obama. Rapidamente este grupo cresceu para 11 pessoas com o mesmo tipo de perfil.

A rapidez com que esta equipa estabeleceu a estratégia mostra que havia ideias bem definidas. O seu desenvolvimento foi também rápido, foi ensaiado e foi afinado.

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Internet

Temas a desenvolver:
A utilização massiva da internet, que aliás não é novidade (veja-se campanha de Sarkozy, em França, e a campanha para o parlamento Inglês).
Ao contrário das utilizações anteriores, em que se usava o paradigma da difusão de informação, no qual a internet era apenas mais um veiculo ou media, adicional à imprensa escrita, falada/rádio, ou televisão, reproduzindo portanto esses formatos em mais um meio,  uso do paradigma da internet participativa (novo paradigma da WEB 2.0)

A internet participativa:

  • Envolvimento do individuo (de forma personalizada)
  • Baseada nas redes sociais e na comunicação personalizada, tipo Facebook, MySpace.
  • Uso dos meios moveis
  • Gadgets moveis, iPhone, aplicação de campanha downloadable
  • Tempo real (Chat, Twitter, etc.)
  • Informação geolocalizada e personalizada
  • Bases de dados poderosas e auto-construidas 

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Bibliografia

1. Obama’s Wide Web – From YouTube to Text Messaging, Candidate’s Team Connects to Voters
By Jose Antonio Vargas, Washington Post Staff Writer,
August 20, 2008
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/story/2008/08/19/ST2008081903613.html

2. Five Ws from the Barack Obama campaign
by Jack D. Lailm (News Director of Innovation for the Knoxville News Sentinel)
no blog Random Mumblings
November 16, 2008
http://www.jacklail.com/blog/archives/2008/11/five-ws-from-the-barack-obama.html

3. What Next for Obama’s Text-Messaging Database?
By Jose Antonio Vargas, Washington Post Staff Writer,
Nov 2, 2008
http://voices.washingtonpost.com/the-trail/2008/11/02/what_next_for_obamas_text-mess.html

4. What the Obama campaign could teach the record business
by Ethan Kaplan
no blog Blackrimglasses
November 13th, 2008
http://blackrimglasses.com/archives/2008/11/13/what-the-obama-campaign-could-teach-the-record-business/

5. Marketing lessons from Barack Obama
By Patrick Byers, Patrick is the President + CEO of Outsource Marketing
The Responsible Marketing Blog
November 5th, 2008
http://responsiblemarketing.com/blog/?p=679

6. Clicking and Choosing – The Election According to YouTube
By VIRGINIA HEFFERNAN, coluna The Médium
The New York Times – Magazine
November 14, 2008
http://www.nytimes.com/2008/11/16/magazine/16wwln-medium-t.html?_r=1&ref=magazine

7. Noticias e colunas diversas dos jornais
Washington Post
New York Times

10 Logotipos ao longo do tempo

Deparei-me com este interessante artigo sobre a evolução de logos corporativos, representativos de algumas tendencias do design de imagem corporativo ao longo dos anos.

Corporate Brand Logo Evolution

Se alguma coisa ressalta, em comum de todos eles, diria que se enquadra numa das seguintes classes:

Simplificação
Legibilidade
Originalidade discreta
“Volumização” (tendencia para os efeitos 3D)

O mesmo site contem bons artigos no tema, mas infelizmente nada sobre o nosso rectangulo. Ainda está por fazer a história dos logos corporativos em portugal, mas teriamos bons casos de estudo, dos quais, assim de repente, me lembro do da CGD, do Totta, CP, EDP, RTP, Delta, Casal, entre tantos outros. Para quando um estudo sério sobre este assunto?