Os 10 Bloqueios ao pensamento criativo

O pensamento criativo caracteriza-se por chegar a resultados inteiramente novos, não convencionais, para uma dada questão ou problema. Mas o processo começa antes. De facto muito antes!

O processo começa na capacidade de olhar para a questão ou problema de forma completamente desligada das abordagens previsiveis, vendo apenas o problema e não as soluções convencionais. E, depois, de ser capaz de o entender de forma completamente desligada de visões do senso comum ou de preconceitos. E finalmente de usar todos os conhecimentos e capacidade intelectual para encontrar uma solução… mesmo que essa solução pareça estranha, pouco usual, ou impossivel.

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Electrical Creativity

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Ter uma abordagem original e limpa de preconceitos permite, resolver problemas que nos atormentam a vida, com objectos simples mas geniais.

Porque é que nunca me lembrei disto? Quem nunca fez esta pergunta?

A questão tem a ver com os preconceitos sobre os objectos tal como os conhecemos. Design é precisamente a abordagem que nos permite encarar os problemas e resolvê-los, de uma forma fresca, original e eficaz, desligada das soluções conhecidas e ineficazes (pelo menos sob certos pontos de vista).

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A lei de Metcalfe e a Web 3.0

Lei de Metcalfe - Valor de uma redeApresentada em primeiro lugar por George Gilder em 1993, mas atribuída a Robert Metcalfe quanto à sua aplicação à Internet, a desde então chamada lei de Metcalfe (mas de facto lei de Gilder) estabelece que para grandes números, o valor de uma rede de comunicações é proporcional quadrado do numero de utilizadores ligados ao sistema.

Esta lei no entanto remonta já a estudos de cerca de 1980, não em termos de utilizadores mas de compatibilidade de equipamentos de comunicação (por exemplo maquinas de fax). Numa utilização comum a lei de Metcalfe caracteriza muitos dos efeitos de redes de comunicação e redes do tipo da Internet.

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What Matters

A consultora McKinsey lançou um site chamado “What Matters” onde reúne artigos sobre grandes temas de sempre, mas especialmente relevantes na actualidade. Cidadania é também estar atento, conhecer a sociedade que nos rodeia, e o que pensam aqueles que como nós se preocupam com os grandes desafios que se colocam e que são gerados pela própria humanidade. A McKinsey demonstra com este site uma atenção mais lata que apenas aquela que coloca no seu próprio negócio, e ao fim e ao cabo esta é a justificação e a razão de ser do site. 

Este site é uma colectânea extensa de ensaios e entrevistas com lideres de opinião. Os conteúdos estão categorizados em 10 temas: Biotecnologias, Mudanças Climáticas, Crise do Credito, Energia, Geopoliticas, Globalização, Cuidados de Saude, Inovação, Internet, Organização.

Entre os autores estão muitos dos actuais pensadores mais relevantes, e entre eles alguns dos meus preferidos, como por exemplo Juan Henriquez, Jeffrey Pfeffer, Gary Hamel, Jacqueline Novogratz and John Thackara.

Vale a pena passar pelo site, e considerá-lo como um recursos de longo prazo, para revisitar regularmente, e principalmente como um reservatório de inteligência em que se pode beber quando necessário.

Design, Criatividade e Inovação

Três conceitos que nem sempre parecem ter parentesco… pelo menos no nosso país.

O certo é que, por muito que se tente agitar bandeiras individuais, e mesmo que se consiga, os três conceitos acabam por se enredar, por colar, e por se virarem contra quem tenta agitar cada um por si. Inovar não funciona se se reduz a reconduzir o obvio, a repor o requentado ou a lançar o tecnológico, sem que com isso se produza uma nova realidade, o novo e o não existente. É que nesse caso não se inova mais do que o decorador de interiores que pensa que é um criador ao colocar uma reprodução rasca  das Três Graças sobre uma parede mostarda, com uma moldura em aço inox… só porque o original está numa parede branca. E já nem me refiro refiro à moldura!…

Dificil não é provar que assim é…dificil é entender, realmente entender, interiorizar realmente, mesmo que se defenda, que o conceito de inovar é incompativel com reconduzir o já feito. E esse tem sido o problema em Portugal.

Quando olhamos o panorama em Portugal, vemos um tecido empresarial, um conjunto de organismos e a a própria administração pública inovando, porque colocam as Três Graças em paredes amarelo mostarda… com caixilhos de aço inox…escovado… e quando nos apontam a excepção…enfim…só nos confirmam a regra.

Eu prefiro paredes brancas, e sobre elas instalar uma original pintura das TRÊS GRAÇAS, sem moldura… Ou paredes mostarda… mas sem GRAÇAS… sem moldura… ou outra coisa qualquer; que venha quem possa inventar outras soluções…

Inovar é, isso sim, patrocinar actos criativos, transformar em consequentes, actos criativos e, em concretizações, actos de design. E para isso é necessário entender quer a criatividade, na sua essencia, quer o design, no seu conceito mais intrinseco, mais do que querer inovação. Tipos de fato cinzento a assinar inovação… enfim…cheira-me a paredes amarelo mostarda. Já se tivessem fatos mostarda… E de facto quando a criatividade empregue, se reduz ao “Oh pá, escreve lá uma sinfonia para a inauguração!” que tenho aqui no orçamento uma verba para musica, e o design se passa no ambito do  “decora-me lá este àtrio com design”, que quero receber aqui ministros, está tudo dito! A inovação fica por isso mesmo: uma sinfonia nova, e um àtrio com design. Já de inovação, tem a mesma do orçamento que lhe deu origem: nenhuma; está orçamentado!

Inovar é criar novo! Inovar é partir de zero e chegar a 99%. Inovar é, com o novo, fazer mais… se calhar, também, fazer design, que se produza. Quando alguém é criativo, claramente produz algo que não se enquadra e não se referencia no que existe. Quando se define inovação, espartilhada em quadros do conhecido (vejam-se os programas públicos de financiamento e estimulo à inovação, para as empresas), o que estamos a patrocinar são paredes amarelo mostarda. E um Botticcelli em cima… emoldurado em aço escovado… E se vamos inovar…”Eh pá, põe aço anodizado, em vez de escovado”… OK…

Já quando se espera da criatividade, que em nada se enquadre, e do design que se defina na própria criatividade, inovação surge por si própria, e fora dos referenciais do conhecido. Estimular a inovação é pois uma opção que em nada se pode referenciar ao existente, mas apenas ao não existente, pela própria definição de inovar, ou seja, criar novo. E se é novo, e não existe, o quadro de avaliação da concessão de estimulos não pode ser referenciado ao que existe, mas tão só ao que não existe, ou seja a um universo de possiblidades não definivel! E note-se que um aparente parodoxo se resolve tão só com a consciencia de que nem tudo tem que vir nas regras, mas sim que muitas regras podem definir apenas o que não é acitável. E fica o pardoxo resolvido… e sem equivoco.

Na prática a diferença é a mesma que entre uma caderno de encargos para fornecimentos público num país anglo saxonico, sociedades em que a criatividade  tem autonomia a recebe desinteressado e sincero mecenato, apenas pelo que é como inovação, e um caderno de encargos português: no primeiro define-se o problema  a resolver, e espera-se a proposta de uma solução criativa; enquanto no segundo se define a priori a solução pretendida, sem qualquer preocupação com problema e sem esperar efectivamente uma solução…inovadora, mas tão só a mesma solução que nunca resolveu o problema, e tornou necessário criar um caderno de encargos, num novo fornecimento. 

E, portanto, quando se pretende inovar, definindo à priori a inovação, talvez se inove… mas sem resolver o problema…isto é, sem inovar.