Apoio às industrias criativas?

“Fundo Capital Criativo” é o instrumento financeiro de apoio às Indústrias Culturais e Criativas cuja constituição foi aprovada pelo Ministério da Economia e da Inovação e pelo Ministério da Cultura no passado dia 1 de Outubro de 2009.

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Indústrias Criativas em John Hartley e em Stuart Cunningham

As questões de definição e enquadramento das Industrias criativas e culturais, num excelente artigo de Dora Santos Silva, no blog Culturoscópio, inititulado Indústrias Criativas em John Hartley e em Stuart Cunningham, onde são focadas as visões de duas referências mundiais das industrias criativas: Stuart Cunningham e John Hartley    

Stuart Cunningham é Professor de Media e Comunicação, na Queensland University of Technology, na Austrália, e é Director do ARC Centre of Excellence for Creative Industries and Innovation. É ainda Presidente do Council of Humanities, Arts and Social Sciences (CHASS) e participa como membro em diversos organismos das artes e industrias criativas.  As suas contribuições para o estudo do media, comunicação e cultura,  salientando a sua importância para as práticas industriais e politicas da administração pública.  Os seus livros incluem Featuring Australia (1991),  e Framing Culture (1992). Com Toby Miller, escreveu Contemporary Australian Television (1993). Escreveu ainda estudos de ambito global sobre a cultura televisiva com John Sinclair and Elizabeth Jacka: New Patterns in Global Television (1996), Australian Television and International Mediascapes (1996), e Floating Lives: The Media and Asian Diasporas (2001). Escreveu com Graeme Turner, The Australian TV Book (2001) e The Media and Communications in Australia (2006). Como co-autor é ainda responsável por inumeros relatórios, mais de 60 capitulos em livros e mais de 80 artigos em jornais e revistas. A sua ultima publicação inclui  What price a creative economy? (2006) e uma colecção de ensaios (a publicar) In the Vernacular: A Generation of Australian Culture and Controversy (2008). Ver mais na Wikipedia sobre Stuart Cunningham.

John Hartley é Professor na Queensland University of Technology, na Austrália, Professor adjunto da Australian National University e director de investigação do CCI (Art Centre of Excellence for Creative Industries and Inovation). É ainda lider do Citizen Consumer Program e membro do  ARC Federation Fellow, e responsável pelo Uses of Multimedia project no CCI. Pensador e escritor sobre assuntos de criatividade, comunicação e inovação, tem mais de 18 livros publicados sobre o assunto e campos relacionados, incluindo Television Truths (2008), tv50 exhibition catalogue (2006) Creative Industries (ed., 2005), A Short History of Cultural Studies (2003), The Indigenous Public Sphere (with A. McKee, 2000), Uses of Television (1999) and Popular Reality (1996). É ainda Editor do International Journal of Cultural Studies. É uma das referências mundiais sobre industrias criativas e culturais.  

Vale a pena pesquisar um pouco as publicações do CCI em http://cci.edu.au/publications/, até porque focam inumeros assuntos relacionados com criatividade, industrias criativas e culturais, comunicação, media, e aspectos de relacionamento da cultura, comunicação e criatividade com a economia e sociedade.

Referências
Industrias Criativas em John Hartley e em Stuart Cunningham
culturascopio.wordpress.com

Stuart Cunningham, no CCI
John Hartley, no CCI

Uma biblioteca valiosa: Criatividade e inovação

Não são muitos os recursos organizados, disponiveis na net sobre Criatividade e sobre Inovação. Este é um que não se pode ignorar:

http://www.ideo.com/publications/articles/#pos1470

..na conhecida agência de criatividade IDEO. Imperdivel e incontornável, para quem se interessa pelo assunto.

Dreamfeel propõe a criação de um Clube de Empreendedorismo Criativo

No decurso dos Encontros Para a Competitividade – Indústrias Criativas, que decorrem em Serralves, e no ambito restrito do grupo de trabalho “Empreendedorismo  Criativo”, onde estavam presentes empresas de variados sectores da industria criativa, com especial relevo para algumas tradicionalmente presentes no tecido empresarial do norte de portugal (nomeadamente, Joalharia, Textil e Design de Moda), entre outras, e em que nomeadamente se integra a Dreamfeel, foram sendo identificadas várias dificuldades encontradas pelos empresários do sector.

Sendo que muitas das dificuldades não são especificas do sector das industrias criativas, em muitos casos elas são agravadas pela especificidade do mesmo e do seu funcionamento.

É pela percepção destas dificuldades, potenciando a sua resolução, mas promovendo e criando também um clima de networking, de formação permanente dos quadros, de alargamento de horizontes, nomeadamente por participação conjunta em eventos, por representação conjunta do sector, por promoção da colaboração e partenariado entre empresas, e no sentido de promover a reflexão sobre os caminhos a percorrer para ultrapassar as limitações, nomedamente as decorrentes da pequena dimensão e isolamento, que João Ledo Fonseca da Dreamfeel Lda propõs, no ambito deste grupo, a criação de um Clube de Empreendedores das Empresas Criativas.

…João Ledo Fonseca da Dreamfeel Lda propôs, no ambito deste grupo, a criação de um Clube de Empreendedores das Empresas Criativas.

Entre as dificuldades sentidas foram identificadas algumas como a dificuldade de financiamento, de acesso a informação, ou de acesso a mercados.

De outro âmbito, até decorrente da natureza e motivação dos principais  intervenientes na industria criativa (que são os proprios criativos), ficou também patente a dificuldade existente em entender e lidar com os aspectos mais ligados à gestão da empresa (como um negócio) e de projectar e transformar as mais valias geradas pela criação (de todas as naturezas, mas até artistica) em vendas, em acesso aos mercados e em gerar sustentabilidade e capacidade de investimento.

Lidar com aspectos de gestão, de consolidação e crescimento do negócio, aparece como uma dificuldade emergente de várias empresas deste sector. Como causas apontaram-se os fracos componentes de gestão na formação de criativos, mas também uma inexistente percepção, em muitos casos, das necessidade de complementar as competencias criativas com competências de gestão, internas ou externas às empresas, com know how especializado de gestão. Notou-se também alguma ausência de uso de tecnologias, hoje consideradas indispensáveis, e facilitadoras de negócio, como o uso da internet, o networking de empresas e pessoas, o reconhecimento das redes sociais e o partenariado como forma de potenciar a capacidade empresarial e de acesso a mercados, tecnologias e desenvolvimento do negócio.

Em muitos casos a pequenissima dimensão das empresas é também um factor limitativo, no sentido de que não permite a coexistência interna das variadas competências que concorrem, e são necessárias, ao funcionamento com exito de uma empresa, como negócio, e limitam a capacidade de manter informação e acção especializada nos vários aspectos necessários (nomeadamente no ambito de gestão financeira, de marketing, de R&D, etc.), e inviabilizam o estabelecimento de práticas essenciais ao bom funcionamento e posicionamento perante a envolvente, pela ocupação e dedicação integral ou quase integral das pessoas aos aspectos de criação, que são a sua maior motivação.

Edificio sede da fundação de Serralves ou Casa de Serralves e respectivos jardins.

Um Clube de Empreendedores poderia promover o diálogo, a cooperação, o networking, a formação, a consultoria, a identificação de boas práticas, de soluções, de desafios e tendencias, mas poderia ser também um agregador de vontades que permitisse obter massa critica para o lançamento de acções para que individualmente os empreendedores não possuem capacidade e dimensão: criação de imagem comum, projecção nos mercados, nomeadamente no mercado global, estabelecimento de parcerias comerciais, de marketing, de R&D,  de branding, enfim, uma infinidade de acções que só com alguma dimensão das organizações se pode obter.

Um Clube desta natureza poderia inclusivamente ser o motor, do lado dos empresários, da criação de condições para a mais rápida concretização do cluster de industrias criativas que é afinal a motivação destes encontros. 

O desafio está lançado, no ambito restrito deste grupo de trabalho, e será lançado para todos os participantes nos restantes grupos de trabalho destes encontros, na continuação das sessões. Vamos agora ver como reagem todos os participantes, mas com a esperança de que uma ideia desta natureza terá, sem sombra de duvida, uma adesão quase unânime.

Recursos:
Industrias Criativas em Serralves

Encontros para a competitividade, indústrias criativas em Serralves

logo_sombra_pqA Dreamfeel participa no Primeiro Encontro para a Competitividade, que decorre hoje e amanhã,  dias 19 e 20, em Serralves, dedicado às indústrias criativas, promovido pelo IAPMEI numa parceria com a Fundação de Serralves e o GPEARI – Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e relações Internacionais do Ministério da Cultura. 

Tendo como objectivo facilitar o debate de uma estratégias de desenvolvimento para o sector, através da análise de formas de cooperação e da indução de dinâmicas de inovação que representem oportunidades de crescimento para as empresas, a iniciativa integra-se no ciclo de Encontros que o IAPMEI tem vindo a desenvolver no âmbito da assistência empresarial.

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