Flash ou Shockwave?

macromedia shockwave playerFlash e Shockwave são duas tecnologias originárias na Macromédia. Actualmente, após aquisição, são detidas e desenvolvidas pela Adobe, ambas largamente usadas na internet. Até aqui, e geralmente, todos o sabem.

Em geral todos reconhecem conteúdos Flash, tipicamente animações ou àreas interactivas num website e até, quantas vezes, web sites integralmente realizados em flash. Eventualmente alguns de nós reconhecem a tecnologia Shockwave, principalmente em aplicações web do tipo jogos online, aplicações gráficas animadas ou interactivas, e em geral onde uma grande carga de programação é percebida, com animação de gráficos.
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As animações Urban Specials

Urban LogoUrban Specials é um restaurante. E um conceito: sabores urbanos do mundo, no centro do Porto.

Depois da realização do website (www.urbanspecials.com) era necessário levar os grafismos para o espaço fisico, dando-lhe vida e animando as paredes… onde por detrás de espelhos escuros se encontram paineis TFT, apenas visiveis quando iluminados por imagens.

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Clínicas Médicas e Farmácias: locais ideais para a Digital Signage

 

Ainda há dias me perguntavam porque razão eu digo que uma clinica médica ou uma farmácia são o local ideal para a colocação de sistemas de Digital Signage que incluam a Gestão de Atendimento (a vulgar chamada-de-vez).

Mais ainda, perguntaram-me porque é que sempre acrescento que em ambos os locais é perfeitamente desajustado, e NUNCA, EM CASO ALGUM deveria acontecer,  a opção por televisão com canais de acesso público, ou pelos antiquados displays numéricos de chamada do tipo de segmentos de LED (e já vi quem optasse por sistemas electromecânicos!!!), como por vezes se vê por aì… é fácil e vou explicar!

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Como funciona uma montra interactiva?

image00019_0Os conceitos de interactividade são hoje centrais no marketing, especialmente no marketing de proximidade. Nas culturas anglo-saxónicas fala-se inclusivamente em Interactive-Marketing.

Dos conceitos de interactive marketing para os quais a tecnologia mais contribuiu, sem duvida que o das montras interactivas é o mais interessante.

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Edigma cria mupis interactivos para Optimus

2009/03/19 publicado no jornal Briefing

“Para lançar o novo telemóvel LG Cookie, a Optimus transpôs para a rede de mupis uma réplica daquele modelo com características interactivas. 

Concebido pela Edigma este projecto, disponível em vários centros comerciais do país, tem por base uma aplicação interactiva que permite aos transeuntes interagirem com o mupi como se de um telemóvel se tratasse.”

 

Na Dreamfeel ficamos satisfeitos por ver que o mercado começa a aceitar bem este tipo de projectos multimedia que, pela nossa parte sempre temos proposto e defendido como um excelente investimento publicitário. Baseados em aplicações interactivas inteligentes, que cativam o público, prendem a atenção e são totalmente lúdicos, sem serem de qualquer modo intrusivos, este tipo de campanha é a que surte os efeitos mais surpreendentes há muito em vários paises, apesar de em Portugal só agora estar a começar ser usado.

A Dreamfeel tem concebido e proposto este e outro tipo de campanhas baseadas em objectos interactivos, aplicações multimédia e automatismos lúdicos e publicitários. 

Estamos também a propor campanhas com difusão de conteúdos multimédia por Bluetooth e WiFi, a partir de mupies, totems ou outdoors publicitários quer em ambiente de centro comercial, quer em instalações directamente na rua, paragens de autocarro, entrada ou interior de lojas e em àreas de descanso e espera, de ginásios a consultórios. O produto chama-se DreamPhone e engloba todas as tecnologias multimédia necessárias para um campanha. Conteudos como clips de video com o anuncio de produtos, teasers e imagens estáticas, video clips de musica, toques de telemóvel, fundos de ecrã, aplicações interactivas e geolocalizadas em Java, enfim…tudo pode ser difundido pelas campanhas bluetooth, para as quais estamos prontos a fornecer a tecnologia, a criatividade e a instalação em todo o país. Veja ainda a nossa animação exemplificativa da campanhas Bluetooth.

Estes são novos caminhos do marketing interactivo que, na Dreamfeel, estamos a trilhar, procurando a total liderança nas tecnologias que usamos e atentos a todos os desenvolvimentos, quer os provenientes dos nossos parceiros nacionais e internacionais, quer os provenientes de outras empresas actuando também no mercado.

Ainda que sendo produzido pela nossa concorrência, mas pela inovação ao mercado publicitário que de facto vão trazendo, aqui ficam os parabéns da Dreamfeel à Optimus e à Edigma.

Tesco desliga a ficha da rede de Digital Signage

Para quem segue a industria da Digital Signage houve no inicio deste mês uma notícia, afinal já há muito esperada, mas de qualquer modo surpreendente para quem não acompanhou: A cadeia inglesa Tesco desligou definitivamente aquela que foi durante anos a rede de Digital Signage mais citada, mais referida e mais usada como exemplo das boas e das más práticas.

A justificação foi que, integrada numa politica de actuação “verde” que vem desenvolvendo, não se justificava juntar mais umas toneladas  de carbono à atmosfera, apenas para ter uma rede de publicidade a funcionar nas suas lojas (cerca de 100 grandes superficies, numa rede de quase 2000 lojas) espalhadas pelo Reino Unido.

Na prática todos sabemos que a rede Tesco, tendo sido uma das primeiras redes de Digital Signage a ser implementada, flagship da industria, sempre enfermou de graves problemas. Relembremos brevemente a sua história:

Desde o inicio a aposta da Tesco foi em modernizar as suas lojas, em muitos casos recuperadas de velhas lojas de bairro, noutras bastante anónimas grandes construções novas de periferia ou de suburbio, estratégicamente colocadas para capitalizar na facilidade de estacionamento e nos trajecto de circulação lar/emprego, e injectar vida nova que lhes desse uma identidade marcada, que apenas a decoração tradicional dificilmente dava. Para isto usou uma estratégia de um crescimento rápido de uma rede de Digital Signage (a primeira desta dimensão no UK), colocando plasmas a um ritmo acelerado, e concebendo um modelo em que a conteúdos ludicos e informativos, se misturavam em partes iguais publicidade interna e externa. A exploração da  rede (da publicidade, de facto) foi de inicio entregue à JCDecaux (que apenas no UK e nos EUA opera redes de Digital Signage) e a operação manteve-se controlada internamente, com o apoio daquela empresa. Mais de 100 das suas grandes superfícies receberam a rede de plasmas.

Rápidamente se verificaram opiniões e se constataram factos que aparentemente são contraditórios: primeiro a rede dificilmente captou um nivel estável de anunciantes externos, quer pelas resistências existentes nas agencias de meios, a contratar um meio que era totalmente inovador e desconhecido (e lembremo-nos que já se passaram largos anos), quer pela dificuldade em convencer os anunciantes da eficácia do meio. No entanto a Tesco anunciava a sua própria publicidade com sendo um exito sem comparação possivel.

Por outro lado aquela que foi a rede de ensaio da industria enfermou de vários problemas na localização dos displays dentro das lojas: demasiado altos, nuns casos, relegados para cantos reconditos noutros, colocados sem cuidado de protecção de reflexos, ignorando que a melhor zona de colocação de Digital Signage são sempre os locais de passagem e de espera, e não aqueles em que as pessoas estão ocupadas, os layouts mostraram que houve pouca e pouco coerente definição de principios para os layouts de colocação de plasmas nas lojas, e que erros básicos cometidos e identificados logo no inicio se repetiram estupidamente em lojas que iam sendo fornecidas com novas instalações. Esta sempre foi a parte incompreensivel desta história de sucessos e de insucessos.

Ao longo dos anos algumas redefinições foram feitas e alguns layouts alterados e uniformizados, melhorados e tornados mais eficazes… ou não! Apontava-se como erro, a pobre localização dos plasmas de 42″, colocados em demasiado grande quantidade por loja (cerca de 40, quando num hipermercado, o normal é um especialista colocar de 12 a 20). O guia de conteúdos da JCDecaux preconizava uma programação de clips de no máximo 10 segundos em sucessão e com som… a sensação era quase de enjoo, ao fim de algum tempo de permanencia na loja, com 40 plasmas debitando cada um o seu conteúdo de 10 segundos, em rápida sucessão, e com uma cacofonia de sons vinda de todos os lados, todos emitindo flashadas de luz, e produzindo rápidos e coloridos. Mas apesar de todos os especilistas apontarem isto como um erro, nunca foi corrigido.

Foi noticia uma remodelação, dita total que no final, pouco mais que afectou que 10 das 100 grandes lojas, e mesmo nessas não reposicinou mais 20% dos plasmas… um insucesso, por falta de vontade.

Depois a rede teve altos e baixos, ao sabor da gestão e do marketing da cadeia: desde alterações radicais de programação, a períodos de verdadeiro abandono (chegou a haver queixas de clientes que diziam que haviam promoções ou informações desactualizadas mais de 2 meses!), alternando com períodos de verdadeiro brilho na programação, que em certo momento chegou a atrair gente só para ver um clip de musica que não passava em mais nenhum lugar…

Finalmente e com a falta de publicidade a JCDecaux acabou por ser substituida no ano passado por uma empresa do grupo Tesco, a Dunnhumby Retail Media, que ressuscitou a rede, com radicais alterações, nomeadamente reconhecendo finalmente que o som de loja não podia ser afectado pelo som da Digital Signage (erro há muito apontado à rede), reposicionando grande parte dos displays em lojas em que estavam miserávelmente posicionados, e recuperando admirávelmente a qualidade da programação.

O certo é que publicidade externa não apareceu em grande quantidade… mas a Tesco anunciou repetidamente, como já o tinha feito no passado, que todos os indicadores apontavam para que este era o melhor investimento em publicidade e comunicação com o público, inqueritos apontaram um aumento apreciável no reconhecimento pelo público da aposta na qualidade , por parte do grupo (campanha lançada apenas nesta rede), uma percepção de atenção ao cliente e alguns indicadores reconfirmaram a capacidade da rede em redireccionar vendas e influenciar o público.

Agora, a decisão de desligar esta rede. Analistas dizem que a Tesco é demasiado centrada nas acções que produzem lucro, e nunca internamente foi realmente compreendida a aposta neste meio, uma vez que não produzia qualquer tipo de lucro imediato. Por outro lado sempre houve dentro da Tesco teses contraditórias, reveladas por exemplo na forma como o resultado deste investimento foi apresentado em certos relatórios de contas, como sendo uma aposta parda a que se dedicavam um mero parágrafo no conjunto de vários capitulos dedicados ao marketing, branding e comunicação, contra a forma como o departamento de marketing sempre ressaltou o exito retumbante, muito além das espectativas iniciais , dos resultados obtidos com a rede.

Aparentemente, e uma vez que o modelo da rede era o de ela produzir receitas pela venda de publicidade, foi um negócio como qualquer outro, que foi abandonado porque não produzia lucro (e é um tipo de decisão em que a Tesco sempre se mostrou bastante radical), e isto contra a avaliação de outros factores, como por exemplo o instrumento eficaz de direcção de vendas que a rede constituia reconhecidamente. Mas venceu a tese economicista e que defendia que o negócio só se justificava se produzisse receitas efectivas na venda de publicidade. 

Em conclusão, este acontecimento, ao mesmo tempo que prova que uma rede implementada com problemas conhecidos não tem tendência a produzir os efeitos esperados, prova também que seja qual for a abordagem, o meodelo de exploração em que se esperam lucros de publicidade de uma rede deste tipo, está falido! Tal como sempre defendi! É que o negócio em que a Tesco é efectivamente eficaz é a vender bens alimentares, de higiene e utilidades domésticas, não é a vender publicidade!!! 

Quem espere obter lucro com uma rede de Digital Signage, vendendo publicidade, convença-se que para isso é preciso ser de facto especialista de publicidade… do mesmo modo que se algum publicitário decidir abrir um minimercado…convença.se que vai ter muito que aprender!

Moral da história

O que faliu não foi a rede da Tesco, foi o modelo de negócio que obstinadamente quiseram implementar e manter, mesmo quando já tinha sido repetidamente verificado que era insustentável: a rede não gerava receitas por venda de publicidade, gerava-as era pela imagem corporativa, pelo efeito de branding, e pelo direccionamento de vendas… e, especulo, bastou um director financeiro perguntar de novo “se isto não gera receita, não será de abandonar?” para mais uma vez ninguém ter paciencia para defender que esse não era o critério de avaliação a aplicar. É que a polémica já era longa, e vinha de há muito tempo… e a rede tinha graves problemas de layout que nunca ninguém enfrentou, e agora seria tarde demais.

 

Referência

http://www.brandrepublic.com/News/886386/Tesco-finally-pulls-plug-in-store-TV-network/
http://digitalsignagenews.blogspot.com/2009/03/morning-press-digital-signage-news-for.html
http://www.wirespring.com/dynamic_digital_signage_and_interactive_kiosks_journal/articles/Tesco_s_digital_signage_advertising_network_may_be_struggling-258.html
http://www.canadianbusiness.com/technology/trends/article.jsp?content=20060522_77701_77701

Televisão no ponto de venda

A imagem em movimento é uma poderosa captadora de atenção para o ser humano. Se se lhe juntar luz, cor e uma criteriosa escolha de conteúdos, com uma programação milimétricamente preparada para atingir os objectivos, e se colocar tudo isto no interior de uma loja, o que temos? Televisão no ponto de venda, o mais poderoso instrumento de marketing de proximidade à disposição de um lojista.

As televisões no ponto de venda generalizaram-se nos ultimos anos, com o aparecimento dos paineis de Plasma e TFT’s de grande qualidade, bem como a proliferação dos players de conteudos, baseados em hardware ou software, de fácil administração e baixo custo. Os conteúdos digitais, de fácil produção, fizeram o resto.

Hoje em dia a televisão no ponto de venda já é vista como um instrumento indispensável. Os paineis de plasma ou TFT’s na loja, criam ambiente, passam mensagens audiovisuais de prestigio e de publicidade, de elevado impacto, são fontes de interesse para o cliente, são ludicos e produzem a comunicação de marca que faltava. Nas situações de espera, melhoram drásticamente a experiência do cliente,diminuindo a percepção de passagem de tempo. E tudo com uma capacidade de permanente renovação de conteúdos, de actualização, de adaptação da publicidade quase em tempo real, reagindo às necessidades de gestão e  baixo custo de manutenção.

Manter um sistema de televisão no ponto de venda evita a necessidade de produção de materiais estáticos impressos, como cartazes, muppies, totems, e outros suportes, que perdem o impacto rápidamente ao fim de pouco tempo e por essa razão têm que ser frequentemente substituidos, sob risco de perda de eficácia. E o custo de substituir material impresso é, no medio prazo, muito mais elevado que o de substituir audiovisuais digitais.

Seja qual for o negócio, a televisão no ponto de venda marca presença: perfumarias, relojoarias, moda, stands de automóveis, agências de viagens, gasolineiras, restaurantes, bares, e principalmente nas grandes superfícies onde a grande quantidade de pessoas a circular, a grande àrea de loja, o necessidade de permanente actualização, a necessidade de agilidade na actualização de conteúdos, entre outras razões, tornam este meio especialmente apropriado.

As vantagens

  • A imagem em movimento, a cor e a luz são atraentes,
  • Captação fácil da atenção
  • Dependendo dos conteúdos escolhidos, e do perfil de design do canal, criação de um ambiente específico de loja,   (activo e estimulante, provocador, calmo e relaxante, de prestigio e sofisticação, tecnico e específico, etc.) 
  • A televisão é um meio com multiplas possibilidades de comunicação, e publicidade mais eficaz que os meios estáticos e impresso.
  • Muitas marcas usam meios audiovisuais com meio preferencial de comunicação, e portanto muitos conteúdos estão disponiveis para uso nestes meios.
  • Medio custo de investimento inicial, mas baixissimo custo de manutenção do sistema.
  • Agilidade extrema e baixo custo de manutenção do canal
  • Facilidade de renovação e actualização de conteúdos.
  • Facilidade de gestão em tempo real (promoções diárias, diferentes publicidades a diferentes horas, adequação ao momento do dia, adequação a diferentes públicos em diferentes momentos)

Lembremo-nos que segundo a POPAI, mais de 70% das decisões de marca se dão no ponto de venda. Um meio eficaz como a televisão, no ponto de venda, são uma mais valia inestimável. Por outro lado a taxa de recordação de marca, sobre canais de televisão no ponto de venda é superior ao dobro da verificada nos meios estáticos. Definitivamente este é um meio que não pode ser desprezado.

A selecção de um sistema

A oferta no mercado já é grande de sistemas deste tipo. Mas na hora de escolher, qual é o melhor sistema, e quais os critérios a usar para uma escolha? Os sistemas mais divulgados são de IPTV, em que se usam sistemas digitais (servidores e players de video) interligados através de redes de dados. Estes são os sistemas mais eficazes, com infraestruturas mais simples e adaptáveis, e com maior facilidade de configuração. No entanto, sob este nome, muitas estruturas fisicas diferentes dicam englobadas: players em hardware, set top boxes, sistemas baseados em PC’s e software, players dedicados, mas baseados em software, etc…

Sistemas tradicionais

Os sistemas tradicionais dispõem de uma qualquer fonte de sinal (leitor de cassetes, leitor de DVD, sintonizador de televisão ou outro) e distribuem o sinal de televisão sob a forma analógica (em sinal video ou modulado em RF) através de uma rede apropriada de cabo (geralmente coaxial). Sendo o sinal analógico, degrada-se com a extensão do cabo, e é susceptivel a interferências. A gestão da programação só pode ser feita ou com meios muito caros (são verdadeiras regies de televisão), ou manualmente, pela troca de cassetes e DVD’s. O sistema foi já universalmente abandonado nos novos projectos.

Sistemas IPTV

Nestes sistemas todos os audiovisuais são digitais em todos os pontos da rede, sendo o sistema gerido por computadores ou appliances (appliances são equipamentos especializados, geralmente computadores, mas com funções fixas, não utilizáveis para outros fins, como por exemplo as set top boxes). As comunicações fazem-se através de rede TCP/IP nomeadamente através da internet ou de ligações xDSL (ADSL, etc…).  O software implementado na infraestrutura e que controla cada ponto da rede, permite controlar toda a rede a partir de um ponto centralizado, ou em vários pontos distribuidos, nomeadamente alteração de programação em tempo real, transmissão de video em streaming ou transmissão prévia de media, depois executada por players locais (em cada display, ou em cada local), monitorização remota, etc. Sendo toda a rede digital, não há degradação de sinal ou qualidade, a rede é robusta pois baseia-se em protocolos routed, a administração pode ser feita em tempo real, remotamente, a rede pode suportar vários canais diferentes (um por cada player, que no limite são um por cada painel de display), com o mesmo ou com difrentes conteudos, podendo ser coordenados ou não os vários “canais” assim produzidos.

Os equipamentos de IPTV podem ser baseados em computadores banais e software, em computadores dedicados e concebidos especificamente para este fim (por exemplo small form ou fanless computers com montagem VESA, que podem ser montados nos proprios displays), também com software, ou em appliances (equipamentos digitais especializados e dedicados), ou dispositivos proprietários e dedicados (com o software já embebido, e que não pode ser fácilmente alterado).

Os canais de IPTV podem funcionar em streaming (o canal é transmitido digitalmente em tempo real, a partir de uma unidade central que executa a playlist), ou em modo assincrono (os media – videos, animações, etc – são transmitidos em qualquer momento para players locais, que depois os executam no momento certo, determinado por uma playlist local).

As tecnologias fisicas e cablagens

Muitos dos sistemas de rede de distribuição de video têm duas partes distintas de interligação e cablagem.

1 .De um lado, a ligação dos players aos servidores centrais e outros pontos de rede ou, nos sistemas mais pequenos o acesso de um banal PC de administração/gestão do canal ao player.
2. Do outro lado, a ligação do player (que geralmente é um sistema digital, do tipo computador) aos vários displays (televisores ou monitores)

Parte 1 da rede: Dos servidor ou outros pontos da rede ->  players
Na primeria parte de rede, as tecnologias mais usadas hoje em dias são as mesmas das vulgares redes de dados: os players ligam-se à rede de dados TCP/IP ethernet com suporte fisico de velocidades de 10Mbps, 100Mbps ou 1Gbit ethernet, ou rede WiFi com cobertura no local, existente ou instalada propositadamente, e partilham com outros meios informáticos a sua utilização; é através desta rede que acedem à internet,  quando necessário, e nesta ligação usa-se também as ligações TCP/IP sobre tecnologias xDSL (como por exemplo o vulgar ADSL que temos em nossas casa).

  • Poder-se-iam aqui distinguir ainda dois tipos de sistemas (mais um adicional):
    Nuns é o player que procura periódicamente o servidor para proceder às actualizações de conteúdos e playlists, bem como para fornecer dados de log e de monitorização (o acesso faz-se portanto do player para a internet, e desta para o servidor) – sistema em modo Pull
  • Noutros é o servidor que tenta contactar os vários players, e fazer os envios de conteúdos, e portanto o servidor liga à internet, desta às redes locais, e através destas aos players – sistema em modo Push
  • Um terceiro tipo de sistemas, a que chamos P2P ou Pear to Pear, todos os dispositivos activos na rede (players, servidores, controladores, etc) comunicam entre si de forma ordenada, gerindo automáticamente a necessidade de transmissão de dados (em vez de um video ser transmitido pela internet 10 vezes, uma para cada player, pode ser transmitido apenas uma secção para cada player, que depois trocam as secções que possuem entre si, até completarem o video total… evita-se sobreutilização da internet, da rede, e optimiza-se a utilização da largura de banda, além de ser criado um sistema mais robusto em que qualquer elemento activo pode assumir papel activo de fornecimento de conteudos, em conjunto com qualquer outro conjunto de dispositivos)

Parte 2 da rede: Dos players ->  displays
Quanto a segunda parte da rede, ou seja a ligação do player aos displays, também várias tecnologias podem ser usadas.

  • Como o player é geralmente um computador, o uso mais comum é usar um vulgar cabo VGA, como o de um monitor de computador, ou HDMI (alta definição digital) que liga o player ao display. Se necessitarmos de ligar mais displays ao mesmo player usam-se splitters adequados. Este tipo de ligação tem uma limitação importantissima: os cabos devem ser curtos (no máximo pouco mais de uma dezena de metros), após o que o sinal se degrada irremediávelmente. Para estender o alcance podem usar-se aparelhos activos chamados video extenders que permitem recondicionar o sinal, amplificá-lo e portanto aumentar o seu alcance; consegue-se uma alcance de uma centena de metros no total… Mas este tipo uso introduz aparelhos na transmissão do sinal, estes introduzem ruido e degradação de sinal, e portanto além da limitação de distância, a qualidade da imagem degrada-se. 
  • Outra alternativa é modular o sinal em RF à saida do player, e usar paineis com desmodulação RF. O alcance é muito maior, consegue-se estender a rede por vários milhares de metros quadrados, mas a introdução da modulação e desmodulação causa degradação de imagem, e a qualidade média destes sistemas é baixa.
  • Uma terceira opção é o uso de uma tecnologia que usa pequenos codificadores e descodificadores, e transmite a imagem por cabos do tipo STP (Shielded Twisted Pair) Classe 6 (pelo menos) iguais aos usados nas redes de dados, e que apresentam grandes vantagens: elevada largura de banda, com quase nula degradação de sinal, alcance de algumas centenas de metros sem perda de sinal, ou ainda mais alcance com recuperadores de sinal introduzidos a meio caminho, cablagem barata e fácil de instalar, tecnologia universalmente disponivel e uma elevada imunidade a ruidos e interferências (pode mesmo ser usado em ambientes electricamente ruidosos, como zonas de frio e congelação ou fábricas).
  • Existe ainda uma tecnologia semelhante usando cabo de fibra optica, em vez de STP Classe 6, mas ainda é bastante mais cara. A vantagem desta última é que permite alcances de vários milhares de metros.
  • Outros sistemas menos comuns podem usar outros tipos de cablagem e ligação (há inumeros sistemas de transmissão de imagem video, como RGB, sVideo, Composto, YMC, ou outros), mas a sua relevância é nula ou reduzida, e os resultados são muito menos fiáveis e reprodutiveis.

A selecção – critérios

A Dreamfeel dispõe de várias plataformas alternativas, com caracteristicas e especificidades distintas. Para a selecção do melhor sistema em cada situação usamos menos de uma duzia de critérios, que basicamente são os seguintes:

1. Sistema em rede ou stand alone? Em muitas situações apenas é necessário um player, mesmo que haja vários paineis ou displays no local. De facto, em muitas situações, os vários paineis passarão o mesmo canal em simultâneo. Neste caso não necessitamos de sistemas complicados, de suporte para redes de players, ou de administrações complexas. Um sistema simples, com distribuição tradicional do sinal de video é suficiente. Caso contrário, se necessitamos que cada painel passe um conteudo diferente, convêm dispor de um sistema que possa funcionar em rede, com administração centralizada de todos os canais.

2. Administração remota ou local? Necessários serviços de gestão de canal? Se se pretende que a gestão de canal seja feita no próprio local, não é necessário qualquer tipo de serviço remoto, suportados centralmente por um centro de operações. O sistema de administração é local, deve rodar num PC que é usado pelo gerente da loja, ou por um funcionário que se especializa. Mas o interface de gestão deve ser fácil de manipular, intuitivo e simples de alterar. No caso de os conteudos serem muitos, os canais serem complexos, ou a necessidade de actualização ser frequente, mais vale recorrer a um serviço externo, em que a administração dos canais é remota e feita por especialistas, que por um baixo custo efectuam todos os procedimentos e validações necessárias.

3. O sistema deverá suportar vários locais (rede de lojas, centros comerciais, rede de franchising, recintos desportivos) ? Nesse caso é necessário prever um forte suporte de ligação em rede, monitorização remota do funcionamento, administração centralizada dos vários canais. E mais importante que tudo, é necessário prever métodos geridos de suporte à distribuição de conteúdos. É preciso lembrarmo-nos que todos os conteudos do canal devem ser transmitidos através da rede de dados, e isso ocupa largura de banda, que pode ser necessária para outros fins, como por exemplo operação de multibanco, POS’s e aplicações de gestão corrente da loja (ou mesmo outros canais de voz, ou imagem, como os videos de vigilancia, etc.). O sistema de televisão deve pois prever calendarização da actualização de conteúdos, em horários mortos de ocupação da rede e da internet, como por exemplo a noite, sincronização e validação assincrona dos vários players e locais, e limitação/gestão de larguras de banda usadas.

4. Que tipo de conteúdos devem ser suportados? Os sistemas baseados em hardware (players digitais) geralmente não são capazes de passar todo o tipo de conteúdos, reduzindo-se a imagens estáticas, passadas em slideshow (formatos jpeg, gif, tiff) e videos (em formato mpeg ou xDIV e DIVx). Os conteudos digitais actuais tem muitos outros formatos (por exemplo animações em Adobe Flash, ou conteúdos em HTML puro, incorporação de feeds Atom e RSS, ou outras) e é conveniente prever que esses formatos são muitas vezes mais apropriados para conteudos que devem ser actualizados frequentemente, online, ou interactivamente, ou mudar rápidamente em função de criterios comerciais, de calendário ou outros, além de o seu custo de produção ser muito mais baixo . Nesse caso os sistemas baseados em software e plataformas PC, ou semelhante, são os mais apropriados.

5. Que layout de ecrã é pretendido? Se se pretende apenas passar videos em ecrãinteiro, até um simples aparelho de DVD poderia ser suficiente. Claro que o DVD não pode ser mudado remotamente, mas um player digital (do tipo Set Top Box) pode ser suficiente. O facto é que um sistema digital de televisão no ponto de venda torna-se efectivo quando se podem usar todas as potencialidades destes meios: ecrãs divididos com vários conteudos, uns estáticos outros dinâmicos. Os designs de canais mais bem sucedidos incluem imagens estáticas, video, animações e textos a passar em rodapé, que no seu conjunto constituem um todo coerente e eficaz do ponto de vista de comunicação. Mas o sistema deve suporta-lo.

6. Pretende-se passar sinal de televisão? Muitas vezes pretende-se misturar no canal, um sinal de televisão (digital, em sinal aberto ou de cabo) de um canal tradicional ou mesmo imagens provenientes de câmaras de video instaladas no local (exemplos disto são lojas com eventos de moda, como a passagem de modelos, salas de espectáculo em que o palco ou a sala estão permanentemente visivel noutras zonas como o Foyer e a cafetaria, ou restaurantes em que as imagens da zona infantil devem ser passadas na sala do restaurante, para permitir a vigilancia dos pais). Isto só será possivel nos sistemas que permitam a mistura de sinais video externos. e lembremo-nos que no minimo necessitamos de um processo de selecção deste sinal externo (muitas vezes também de sintonizadores, descodificadores, etc.).  O sistema escolhido suporta e prevê esta utilização? E se os players vão estar espalhados pelo espaço de loja, e a sua comunicação é baseada em rede de dados digital, como levar o sinal analógicoa todos os pontos onde temos players? Colocando uma cabalagem analógica pararela? Há no sistema suporte para a distribuição digital destes sinais? Este é um ponto muitas vezes esquecido. Uma solução elegante é constituida pela existência de um servidor central de video em streaming digital, que faz circular este streaming pela rede digital já implementada, e que os vários players incorporam no canal, em zonas definidas do ecrã. O sistema suporta incorporação de streaming digital de video?

7. A loja vai ter senhas de gestão vez (gestão de atendimento)? Esta é uma situação frequente em locais com grande procura (talhos, frutarias, peixarias, padarias, farmácias, administração publica e regional, serviços de saúde). Se vai ter gestão de atendimento, a chamada do cliente pode ser feita nos ecrãs! Até porque desse modo o cliente/utente estará mais atento aos paineis de televisão e, portanto, aos conteudos publicitários ou promocionais que lá passam. O sistema escolhido suporta esta opção? Necessita de um sistema externo adiconal para o fazer, ou está embebido no próprio sistema? Muitos sistemas incorporam nativamente todo o suporte de gestão de atendimento; outros admitem-no como um add-on; outros ainda não têm suporte específico e é necessário usar truques, como incorporação de sinal de video externo (o que nem sempre resulta bem!).

8. É necessário som? O sistema permite uma fácil gestão de som? Alguns sistemas não o permitem, outros têm um fraco suporte, outros têm suporte muito específico. Os melhores gerem som digital (mp3, acc, wav, wmf…)  como se de qualquer outro contéudo se tratasse, e permitem todo o tipo de sincronizações e dependencias entre conteúdos.

Acima de tudo, o critério mais importante é: o excesso de funcionalidades complica o sistema e encarece-o, dificultando a sua operação; mas se o sistema não tiver as funcionalidades minimas de funcionamento para a aplicação que se pretende, nunca será eficaz e a sua operação será sempre limitada e muitas vezes dficultada.

É portanto essencial uma correcta definição prévia do tipo de utilização que se pretende, e um amadurecimento da ideia de canal. Com base nesta definição a escolha do melhor sistema é geralmente uma escolha feita por critérios técnicos e estritamente objectivos.

A Gestão e os conteúdos

Como pensa fazer a gestão do canal?

Está preparado para efectuar conversões de formato de video, validação de resoluções, qualidade, duração, tratamento de côr, montagem e pós produção? Tudo isto se pode fazer num simples computador, mas é sua intenção fazer, ou ter na sua loja alguém que o faça, este tipo de tarefas? E design gráfico e animações em Flash? E estas tarefas são necessárias mesmo quando os seus fornecedores lhe asseguram um fluxo continuo de conteúdos: é que certamente estes conteúdos não lhe serão entregues num formato que possa ser usado directamente! Um aspecto importante a pensar com cuidado é, pois, o serviço de PRODUÇÃO, CONVERSÃO e VALIDAÇÃO de conteúdos.

Mas lembremo-nos que também a GESTÃO DE CANAL implica muitas e variadas tarefas especializadas, que, quando feitas por profissionais, são simples, mas quando é necessário faze-las na propria loja, implicam a existência regular de uma pessoa competente, além de que esta, por apenas o fazer esporádicamente, terá dificuldade em resolver problemas tecnicos que sempre ocorrem (como resolver a programação se se estraga um dos ficheiros digitais? Como coordenar a duração de diferentes conteudos que deveriam aparecer em conjunto em duas àreas de ecrã? Como resolver problemas de videos com baixa resolução, com dimensão inferior ou superior à necessária, e a actualização de playlists para conteúdos que são sazonais, ou especificos de uma época do ano, de um dia da semana, de uma data específica? etc…)

Também se pretende que nunca haja ecrãs desligados, com má imagem, com erros de software a aparecerem permanentemente. E se falta a luz e o player não arrranca? É pois importante assegurar um serviço de MONITORIZAÇÃO do canal e de ASSISTÊNCIA em tempo util.

O mais simples e barato, para resolver tudo isto, é recorrer à oferta que geralmente é feita pelos fornecedores, de um serviço profissional por avença, que engloba um pacote básico completo de todos estes serviços, por um baixo custo: os custos são controlados, e fica assegurada a alimentação de conteúdos ao canal sem interrupções e sem surpresas, sem qualquer preocupação e de uma forma totalmente transparente, sob o ponto de vista da loja. 

A Dreamfeel propõe sempre este pacote de serviços, suportado no nosso centro de gestão de canais que é usado de modo partilhado por todos os canais que implementamos, o que assegura portanto uma optimização de elevado nível e de baixo custo.logo_sombra_pq

Referencias
Internet Protocol Television (IPTV)

Software de suporte multi-touch

O suporte aos interfaces multi-touch depende de dois aspectos: hardware e software.

Pelo lado do hardware, os dispositivos devem poder identificar mais do que um toque e mantê-los perfeitamente identificados, cada um deles, como independentes e distintos, enquanto perdurem. Nos ecrãs sensiveis ao toque tradicionais apenas um toque é identificado, e se há mais do que um toque isso produz pouco mais que uma alternância entre a identificação de um e outro toque ou eventualmente apenas é identificado o toque pela média dos dois (depende das tecnologias). Nas tecnologias multitouch cada toque, cada ponto de contacto, é identificado por si próprio, e é seguido independentemente de qualquer outro toque que vá ocorrendo entretanto.

Já quanto ao software, vários aspectos há a considerar, desde o  driver de suporte ao hardware que necessita de poder conhecer a existência dos vários toques, o interpretador de acções (o que significam dois toques rápidos? o que significa um toque que se mantém e é arrastado pelo ecrã? etc.), até aspectos do próprio interface gráfico (que feedback gráfico ao toque, que acções são suportadas pelo interface, suporte a novas acçõespossiveis com multitouch, como rodar, zoom, pan, suporte a multi-utilizador, interacção entre vários utilizadores simultâneos, etc).

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Marketing One-To-One ou um universo à nossa imagem?

 

Personalização

Uma das tendencias dos meios interactivos digitais é, ainda que raramente nos apercebamos disso, a personalização da experiencia: aquilo que vemos e a informação que recebemos, incorpora já as nossas próprias experiências e preferências anteriores. O universo de informação é-nos apresentado já, através de filtros que nós próprios vamos criando inadvertida e inconscientemente.

Como funciona? Todos temos experiência dos sites Amazon, em que frequentemente nos são apresentadas sugestões de compra incrivelmente exactas em relação ao nosso gosto e interesse pessoal. O truque é simples: o site regista as nossas pesquisas anteriores, os nossos cliques, os nossos interesses, e depois procede com inteligência à utilização desta base de conhecimento para construir sugestões adicionais, que se enquadrem nos mesmos temas, géneros musicais, literários ou temáticos, idiomas, tipo de produto ou classe de preço.

A panóplia de informação que pode ser incorporada nesta “inteligência” é imensa: pesquisas anteriores, cliques, comentários deixados, produtos repetidamente revisitados, listas de compras futuras (“wish lists”), compras efectuadas no passado, àreas do site preferencialmente consultadas, etc. Mais obvia é a informação entrada quando preenchemos o nosso perfil: idade, sexo, profissão, educação, local de residencia, país, profissão, especialização, interesses, hobbies, associações a que pertencemos, grupos de interesse, etc.

Sites como o LinkedIn ou Facebook são capazes de sugerir pessoas que possivelmente conhecemos, ou grupos de interesse a que poderiamos ter interesse em pertencer, apenas pela análise da àrea geográfica, grupo de conhecidos actuais (“amigos”, “conhecidos”), profissão, ou grupos a que pertencemos.

Sites como Technorati são capazes de avaliar as nossas preferências para recriar a página que vemos, com base no histórico da nossa interacção. A recriação destas páginas e a selecção “personalizada” de informação, é feita com base na construção de um perfil, que analisa padrões, preferências com base num conjunto de pressupostos (sejam dos mais simples aos mais complexos passando, por exemplo, por algorítomos de fuzzy logic, redes neuronais, ou outros, em geral da àrea da inteligência artificial, ou em meros critérios de selecção dicotómica em àrvore de decisão), conseguem gerar um conjunto de filtros (subtractivos ou aditivos) que constitui o perfil funcional do utilizador.

Deste modo, conteudos dinâmicos são gerados, parecendo assentar como uma luva na nossa própria expectativa. Acabou a época da página internet em que viamos o que o webmaster lá punha, e pssámos a ver “o que nós lá pomos”…

Esta forma de gerar o fornecimento de informação, constitui uma experiência muito mais enriquecedora, limitando a necessidade de filtragem de informação pelo próprio individuo, aumentando o nivel de relevância e a coerência da informação recebida, ainda que subtilmente possa conter ela própria a intenção não expressa de conduzir e limitar a atenção do individuo, em função de critérios que lhe são alheios. Ninguém duvida hoje da relevância da publicidade que os aparece em páginas internet, gerada pelos sistemas AdSense e AdWord do goolge. A publicidade é personalizada e corresponde aos interesses demonstrados pelo utilizador e ao contexto em que aparece. No entanto continua a ser publicidade…só que mais eficaz. De facto é um marketing one-to-one totalmente automatizado.

E a pergunta que se põe é: É possivel fazer isto noutro meios?

A resposta é arrasadora: Sim! Mas ninguém está efectivamente a fazer!!!

Reflitamos sobre alguns dos meios em que uma utilização efectiva de perfis de utilizador pode ser eficaz e, sob o ponto de vista tecnico, realizável no curto prazo com os meios de que dispomos:

InStore

A loja é um ambiente em que o relacionamento one-to-one é critico: muitas vezes é o que produz o momentum e o impulso de compra. Com o aumento de meios de publicidade digital na loja (televisão no ponto de venda, expositores interactivos, etc.) cada vez mais convêm reflectir sobre estes assuntos: uma venda mais pode depender disso. Se vamos fazer publicidade na loja, que esta seja adaptada ao nosso cliente especifico. E os meios são muitos!

Os Cartões de fidelização

A proliferação de cartões de fidelização são um filão extraordinário para personalizar o marketing automatizado: cada cliente tem um, e este pode ser usado para interagir com os meios difitais presentes na loja, uma vez que pode representar e remeter para informações relevante sobre o seu possuidor: profissão, sexo, idade, histórico de compras… Como aproveitar este potencial? Recorrendo à tecnologia: cartões RFID, banda magnética ou chip, usando o cartão para accionar dispositivos: o cartão RFID pode ser lido pelo sistema de televisão no ponto de venda ou um video de demonstração de um produto pode ser accionado quando o cliente passa o cartão na instalação de demonstração. Mas o numero de possiveis interacções è extraordináriamente maior do que será possivel descrever neste espaço.

Os sistemas de reconhecimento de face

Sistemas de reconhecimento de face permitem saber quem está a olhar para os displays na loja, por classes (sexo, idade, grupo etnico) . Assim todo o sistema de televisão no ponto de venda pode adaptar os conteúdos aos espectadores: os conteudos para uma criança, serão diferentes daqueles para uma mulher madura, ou para o homem jovem. Esta adequação dos conteudos pode significar a diferença entre estar a publicitar pensos higiéicos para uma audiência homens, ou mesmo brinquedos para uma audiência de reformados… ou ter uma publicidade eficaz.

Os expositores interactivos

Se o cliente examina uma peça exposta na loja, ele demonstra interesse por esse tipo de produto. Um expositor inteligente pode pois disparar conteúdos que correspondam a esse interesse: se o cliente pega numa máquina fotográfica de um dado modelo, pode imediatamente ver nos ecrãs as suas caracteristicas. Se ega numa segunda, porque não fazer um comparativo? E que tal sugestões sobre o modelo mais aconselhada para um certo padrão de interesse (preço, marca, dimensão, caracteristicas, etc.), ao fim da terceira maquina examinada? Toda a loja pode funcionar desta maneira e ter zonas interactivas em que, as acções do cliente, direccionam a sua interacção com a loja. A loja ganha assim novos vendedores, e o cliente tem uma percepção de personalização e atenção na interacção com os meios digitais.

O marketing Bluetooth

O que é que todos nós temos no bolso do casaco, ou na mala que trás na mão? Um telemóvel, claro! Não seria o ideal que uma loja pudesse fornecer ao cliente o orçamento, a simulação de crédito ou apenas o catálogo do televisor em que ele está interessado de modo que ele o pudesse consultar mais tarde? E se isso não envolvesse o trabalho de um funcionário, e permitisse ao cliente experimentar e pesquisar sem a sensação de estar a ser chato? Ainda melhor! Receber este tipo de media no telemóvel é o que se consegue com a utilização de dispositivos que por bluetooth enviem esta informação directamente para o dispositivo que está no bolso do cliente.

Uma tag em cada produto

Mas outros meios estão hoje disponiveis: e sefotografando um produto em exposição, imediatamente recebesse no telemóvel o seu catálogo com preços e condições de pagamento? Fáceil, entre outras experiencias bem sucedidas, o uso de vários tags visuais digitais, colocados nas prateleiras, em produtos, em cartazes, ou mesmo em edificios, peças de museu ou de exposição, stands de feiras, ou qualquer coisa que se pretenda marcar, permite através de uma fotografia, que é processada no meomento, recorrer à internet para imediatamente, sem demora, receber no telemóvel informação digital referente a esse objecto, produto, empresa, edificio… imaginava isto possivel? Podemos instalá-lo hoje mesmo na sua loja, ou num qualquer trajecto turistico!

Outros meios

Outros meios podem ser usados para esta personalização da interacção na loja ou no ponto de venda: vão desde o uso de biometria até ao processamento de imagem que permite seguir todo e cada um dos clientes nos seus trajectos dentro do espaço comercial. Cada um destes meios pode recorrer a informação préviamente armazenada (ficha de cliente, histórico de compras, etc.) de gerar informação no momento (o cliente é homem/mulher, interessou-se por fatos de estilista, desprezou a zona de roupa informal, etc…

E toda esta informação pode influenciar decisivamente a TOTAL personalização dos conteudos digitais que se oferecem ao cliente.

O museu, exposição ou centro multimeios

Quem não gostaria de à entrada do museu com meios digitais, num qualquer ponto remoto do mundo, perceber que estes meios lhe apresentam automáticamente os conteúdos na sua própria lingua, sem ser necessário qualquer acção! Ou que estes meios sugerem museumoutras explorações que vão totalmente de encontro aos próprios interesses pessoais, e de uma forma perfeitamente automática? O facto é que tudo isto é perfeitamente realizável, com pouco investiment e com pouca dificuldade tecnica. Usando meios RFID inseridos no bilhete adquirido à entrada do museu ou da exposição, todos os visitantes podem estar identificados dentro do museu de modo que os meios digitais se adpatem automáticamente às suas caracteristicas, sem intervenção humana (idioma, interesses, referências culturais”).

Por outro lado, o uso de dispositivos moveis, como os smartphones e PDA´s, têm um potencial imenso de receber em cada momento informação digital diversa, referenciada por tags em cada objecto (como um quadro num museu).

O perfil de visitante

Cada visitante pode ter um perfil individual e pessoal, que vai sendo construido automáticamente ao longo de uma visita, aproveitado em visitas posteriores, usado para exploração posteriores através da internet, ou noutras acções em pontos diferentes do museu ou do equipamento cultural. Este perfil permite acumular as pesquisas, preferências, interesses, dados de selcção de conteúdos, registar trajectos…enfim! O museu pode pois “adaptar-se” ao seu visitante e, posteriormente, fornecer informação referenciada: pelos interesses de visita, pelos interesses expressamente registados pelo utilizador, pelo registo de histórico de consulta. E pode ser o motor para inumeras acções, além da adaptação da informação disponibilizada: sugestões de merchandising, sugestões na livraria do museu, geração de newsletters, etc.

O perfil de grupo

De quanto tempo dispõe o grupo de turistas para visitar o museu? Quais os niveis de formação e etários dos elementos do grupo? Qual a sua lingua? OK, o museu prepara-se para estes parametros. O guia leva um identificador e todo o museu produz um resultado completamente adaptado e diferente do resultado de cada um dos outros grupos que ao mesmo tempo circulam no mesmo espaço. O que é este “identificador”? Uma tag RFID, que representa o perfil do grupo. Ao longo do museu, dispositivos de leitura do tag vão sabendo onde está o grupo, e vão adaptando automáticamente os conteudos: duração dos audiovisuais, idioma, tipo de informação, tipo de interacção, indicações de percurso (possivelmente num aparelho do tipo video guia, ou possivelmente em displays na parede, ou nos próprios dispositivos audivisuais instalados no local). No final a visita foi efectuada no tempo previsto, sem atropelos, e sem perdas de tempo em informação irrelevante! O grupo de japoneses recebeu informação para as suas referências culturais, o grupo de portugueses ouviu falar do que sabe, e o grupo de americano viu um espectáculo de wrestling… todos visitaram o mesmo museu! Todos viram coisas diferentes.

O museu para levar para casa

E no final da visita, cada visitante coloca a sua pen-drive, ou flash memory num port USB, e leva para casa um documentário para ver calmamente no fim das ferias, com as recordações do museu. E se não tem um pen-drive? Ok, tem um dispositivo bluetooth? Ou WiFi? Tanto faz…também serve. Ou então, em qualquer momento vai ao site internet do museu, identifica-se ou ao grupo em que efectuou a visita, e ali está todo o multimedia relevante para download sob a forma de um video, uma animação, uma apresentação, ou nos mais prosaicos documentos pdf ou mesmo numa pagina web gerada dinâmicamente.

As cidades e os trajectos turisticos

Quando visitamos uma cidade desconhecida, gostamos de preparar a visita. Acumulamos mapas, prospectos, referências de restaurantes, monumentos, bares, salas de espectáculo, lojas e ruas, praças a e locais, estátuas e edificios, parques e museus, transportes publcios, linhas de comboio, horários e estações… Uhmmm

Um guia digital de visita

Então e se fizessemos isso prévimanete na internet, preparássemos a viagem e soubessemos que, chegados à cidade, lá nos esperariam locais em que poderiamos requisitar um guia electrónico, que conteria toda esta informação que tinhamos preparado e mais uma quanta automáticamente gerada, com base nos nossos interesses, demonstrados nessa preparação? Não necessitávamos de mapas, horários, guias em papel, prospectos, livro de apontamentos, nada…

Guia de orientação

Na posse deste guia ele funcionava como um aparelho de GPS para navegação, indicando-nos os trajectos para as visitas que quisessemos fazer, sugerindo o próximos pontos de interesse nas imediações, ou resolvendo rápidamente o nosso pedido de: encontra-me um restaurante nas imediações, que estou esfomeado!

Video Guia de visita

Chegados aos locais de destino, ele funcionaria como um video-guia, permitindo-nos ir explorando informação sobre cada quadro do museu, sobre a ementa e as sugestões do restaurante, sobre o edificio que estamos a ver. sobre o programa, horário e preços do teatro a que queremos ir…

Terminal interactivo

E se nos désse na cabeça uma noite mais requintada: reserva no restaurante chique, bilhetes para o concerto nessa noite, e entrada numa discoteca para a madrugada…Ok, numa cidade estranha, onde se fala uma lingua que não conhecemos??? Nem pensar! Errado! O nosso guia digital pode fazê-lo por nós… e bem… e na nossa lingua.

Bom… e se tudo isto pudesse ser posto no nosso iPhone, para quem o tem, claro? Ou num SmartPhone… assim nem necessitávamos de requisitar ou alugar o guia à chegada. Ele estaria disponivel que desde que saimos de casa! Simplesmente necessitariamos de instalar uma aplicação…e estávamos prontos para avançar!

 A verdade é que qualquer pessoa pode hoje na internet fazer o download de guias de visita para smartphones, para as principais cidades do mundo. Eles funcionam em várias plataformas, desde SmartPhones a qualquer dispositivo com Java instalado.  A diferença é uqe estes guias são estáticos, não personalizados, não interactivos, não dirigidos a cada um de nós individualmente. Quando os dispositivos têm acesso internet, tudo se pode modificar: não é necessário obter toda a informação préviamente (ela pode ser obtida interactivamente a cada passo, e portanto todo o tipo de detalhe pode estar suportado, alem de que ao introduzir a personalização, ao filtrar a informação através do perfil preparado, das preferências de viagem e de visita, e através da georeferenciação, a utilidade multiplica-se.

Conclusão

A verdade é que todo este cenário pode ser fácilmente desenvolvido com tudo o que temos hoje disponivel, com as tecnologias existentes e correntes, como quem desenvolve um web site… pouco mais! Tinham percepção disto?

A Dreamfeel, como empresa concentrada no marketing interactivo cria, investiga e projecta sistemas que, baseados nas tecnologias existentes, aportam mais valias imensas nas aplicações de marketing digital e multimedia, mas também na aplicação de multimedia em museus, guias de visita, centros interpretativos e outros recintos em que multimedia e interactividade, sob as formas tradicionais de  Dynamic Digital Signage ou a Interactive Signage, ou sob qualquer outra forma de sistemas digitais interactivos, podem ser aplicados com vantagem, como lojas digitais e lojas do futuro, montras interactivas, instalações e eventos multimedia e interactivos. 

Se tem uma ideia e pretende desenvolvê-la no seu negócio fale com a nossa equipa. Temos propostas inovadoras que vão surpreender os sues clientes ou o seu público.

 

Referências
http://www.microsoft.com/tag/content/what/
http://securitysolutions.com/mag/security_rfid_takes_chicago/
http://newmuseums.blogspot.com/2007/03/rfid-and-museums.html

A Digital Signage e a Publicidade – Que modelo de negócio?

Durante todos estes anos que por cá tenho andado, tenho visto empresas, na àrea de Digital Signage, basearem o seu modelo de negócio num único formato: fazer crescer, por investimento próprio, redes de difusão em locais chave, como as grandes superfícies, de retalho ou distribuição, os shoppings, etc., para depois se lançarem na exploração da publicidade, que supostamente traria o retorno ao investimento. A colocação das redes, em espaços alheios, teria (supostamente) como contrapartida, nuns casos, a disponibilização ao proprietário do espaço, de tempo de programação, que este poderia usar em proveito próprio, noutros casos, receitas adicionais geradas por derrama das receitas de publicidade. Em alguns casos vi mesmo quem se tivesse convencido que nestes locais as marcas presentes seriam suficientes para gerar a totalidade das receita publicitária necessárias, e que os próprios detentores dos espaços funcionariam, eles próprios, como vendedores dessa publicidade.  

Neste modelo, e segundo as propostas típicas, o break even point para o investidor na rede seria pois atingido rápidamente (e vi previsões e business plans, em que este ponto se situava em pouco mais de um ano), as redes no ponto de venda estariam atulhadas de publicidade, as marcas disputariam lugar na programação, seria uma guerra nas agências para colocarem as suas marcas no ponto de venda, as receitas geradas floresceriam para além de tudo o qualquer outro meio geraria, e o negócio tinha uma potencialidade imensa.

A realidade?

Basta irmos ao centro comercial perto de nossa casa para vermos que nada disto se passa: as redes continuam tão pequenas como no dia em que nasceram em piloto, a programação é miserável, reprodução eterna de meia duzia de clips batidos, com umas imagens rascas de uns supostos desportos radicais, eventos de moda, festas de sociedade, locais paradisiacos para férias e pouco mais; a publicidade não passa do cartão de visita da oficina de bate-chapas do Sr. José, a qual fica ali na próxima esquina, passado num scanner rasca, para colocar no ecrã (publicidade dinâmica???) , os ecrãs avariam e vão ficando, cores degradadas, imagens com falta de sincronismo, flicker e fantasma… Nas redes nacionais sectoriais, que se situam nos pontos de venda (e são poucas) a gestão do canal pouco tem a ver com as aspirações do detentor do espaço, e o canal não serve os seus propósitos e o propósito do espaço que afinal cedeu: a digital signage presente não é mais que uma intromissão exógena, no seu espaço, sem vantagem e, tantas vezes com elevada desvantagem, pois chega a publicitar produtos concorrentes dos únicos que ali vende… enfim… com algumas raras excepções, o panorama é desolador.

E o mais confrangedor, para quem como nós somos especialistas, é que um modelo de canal bem concebido, com todos os factores tomados em consideração, não seria, nunca, nada disto! E cada caso é um caso, e deve ser avaliado ao detalhe e sériamente, sendo dada toda a atenção aos variados factores que sabemos que têm influencia decisiva na maneira como ele é avaliado, quer pelo público, quer por quem administra os espaços.

E a tecnologia permite tanta versatilidade: é fácil e barato manter uma programação de boa qualidade, pois as plataformas permitem-no; é fácil manter a comunicação a um nivel que mantenha o interesse do espectador/cliente, pois os parâmetros da psicologia de comunicação, nestes meios, está bem estabelecida e estabelece regras (e boas práticas comprovadas) que são já bem estudadas e claras, para o especialista; a tecnologia permite monitorização remota de avarias, e de falha de serviço, para proceder a reparações imediatas; o baixo custo de manutenção nem sequer deveria permitir haver a mais pequena falha ou falta de qualidade que permacesse sem reparação; a tecnologia permite que mesmo em programações geradas centralmente, cada nó da rede decline essa programação em função das suas próprias necessidades locais, podendo cada loja ter a sua propria lista de filtragem de conteúdos, seus proprios conteudos especificos, e ao fim e ao cabo permite que cada proprietário de um espaço modele um canal á sua própria necessidade.

Mas nada disto está a ser feito… a seguir por estes caminhos, a viagem vai terminar, com toda a certeza, em muitos fracassos, em muita resistência do público e dos interessados e em muita insatisfação… aliás, ela está aí!!!

O que correu mal?  

Não é preciso ser especialista para fazer a análise das razões, mas se formos, melhor. Algumas das razões deste aparente insucesso em Portugal, foram já objecto de estudo, que toda a gente parece querer continuar a ignorar. Outras nem de estudo precisam: são do bom senso! Sem grande intenção de ser exaustivo, vamos lá ver algumas delas:

1. Uma objecção das agencias de meios é de que este meio não é mensurável. Quantos contactos? Que custo por contacto? Que retorno no investimento para o anunciante?
A objecção é colocada há anos, e nunca ninguém se preocupou em a desmontar e desmistificar!
Temos disponiveis tecnologias de processamento de imagem, desenvolvidas localmente ou distribuidas por marcas internacionais e crediveis, que permitem, por exemplo, analisar em todos os instantes quantas faces estão voltadas para os ecrans, dividilas em classes de sexo e idade, e relacionar essas medidas com os conteúdos presentes nos ecrans. A Dreamfeel, como outras empresas podem instalar isso enquanto o diabo esfrega um olho…mas quem já o fez? E que outro meio permite este tipo de análise e métrica? Nenhum!  
Mais ainda, pode-se, sem grande dificuldade, seguir individualmente cada individuo dentro de uma loja, no seu percurso de compras ou visita, e saber exactamente os seus comportamentos em cada momento (não é barato, mas funciona, e isto pode ser feito em instalação temporária, apenas durante um período de execução do estudo) . O anuncio da marca X teve influencia no consumidor? É só analisar os percursos antes, durante e após o momento de passagem do anuncio. É fácil de fazer; existe a tecnologia; os meus parceiros dispõem do equipamento, do know how e do software para desenvolvimento de todo o tipo de algoritomos que se pretenda, para todas as análises que se queiram fazer; eu sei fazer a integração, como pratica comum de projecto de uma rede. Mas quem já o fez, e quem já o instalou?
E se correlacionarmos, por exemplo, a passagem de uma campanha (e podemos ir ao detalhe de passagem de cada anuncio, um por um), com a quantidade vendida de um produto na loja, nos mesmos momentos, e num horizonte temporal definido?
Então o meio não é mensurável?!!! Na realidade o meio é mensurável, mais que qualquer outro, com mais precisão que qualquer outro, com tecnologia mais barata que qualquer outro. Façam isto com publicidade estática ou com a televisão de sinal aberto!… De facto não existe qualquer outro meio que seja tão mensurável como este!!!
E esta ojecção, usada como argumento para a não aquisção de espaço publicitário no meio, é a causa imediata da ausência de publicidade nestes canais, e a principal causa da falta de saude financeira na sua exploração e a razão directa da sua falta de qualidade…

2. A objecção numero 2, que dificulta, ou impede mesmo, a venda de publicidade é a de que as redes são pequenas. O argumento está desfeito: há em Portugal canais de Digital Signage que ultrapassam largamente em audiência potencial, efectiva e em número de contactos, toda uma legião de canais de televisão ditos tradicionais, nos quais nunca tal objecção foi colocada! Há inclusivamente um canal de Digital Signage que se posicionará como 4º ou 5º nas audiências … Mas já alguém se preocupou em demonstrá-lo efectivamente?
E se um canal é de dimensão mais limitada, não é também, por essa mesma razão, uma ferramenta de publicidade dirigida a targets mais específicos, sejam regionais, sejam de género, sejam de escalão etário, sejam de classe socio-económica, seja de qualquer outra natureza? E o marketing com targets especificos não é cada vez mais procurado? E o marketing One-to-One? Pois uma rede em farmácias, outra em clínicas médicas, outra em laboratórios de análises, outra em ginásios, é o quê? E uma rede em Club Houses de golf, em oficinas de automóveis, em perfumarias, em restaurantes de charme e gourmet ou em qualquer outra coisa que se possa imaginar? É uma rede já totalmente segmentada à partida!!! O sonho de qualquer anunciante… mas então porque é que ainda não entenderam isto?
O facto é que poucos se preocuparam até hoje em fazer estudos sérios sobre o perfil do seu próprio canal, e em posicioná-lo correctamente, transformando esta objecção num argumento de de venda.
 Noutros casos o planeamento inicial dos canais nem sequer foi feito com esta visão de segmentação. Não admira: quem cria os canais em geral não é do meio e até agora não tinha dado importância ao facto. Mas com isso garante metade da probabilidade do seu insucesso… e genéricamente do insucesso do meio globalmente para a venda de publicidade.

3. Confiar em que uma empresa de distribuição, uma agencia de viagens, uma imobiliária,padaria ou uma perfumaria vai poder vender publicidade aos seus fornecedores, é como pedir ao pintor de paredes que nos mude a canalização…não aconselho! Afinal a empresa de distribuição, ou o franchising, sabem é do seu negócio; não sabe certamente de vender e comprar espaços publicidade… se soubesse era uma agência de meios…pouca gente parece saber este… “segredo”!

4. O argumento de as redes não terem massa critica (em dimensão) para interessarem suficientemente as agencias de meios e competirem com outras ofertas mais tradicionais, cai por terra quando se olha directamente para as marcas: estas apostam em eventos de pequena dimensão, em presenças em feiras, sabem apostar em montras, em cartazes, expositores, banners e mupies no ponto de venda. Onde está a massa critica de uma presença numa feira sectorial? Ou de um evento na discoteca da esquina, ou mesmo uma apresentação de produto feita na nova loja de bairro? E a da barraca, na campanha de praia? Mas as marcas fazem-no! As marcas sabem avaliar o impacto, as agências de meios é que possivelmente não… ou não lhes interessou até agora, pelo pequeno valor FINANCEIRO que isso pode representar! Ai quando as marcas descobrirem que afinal foram as agências que lhes andaram a sonegar este impacto potencial… Mas quem detem as redes pouco fez por isso, e possivelmente, sem qualquer culpa, pois pouco saberá fazer. É que não se fala a mesma linguagem…

5. O comodismo. Claro que é mais comodo continuar a encaminhar orçamentos para meios que deixaram há muito de corresponder ao valor que cobram, mas cujo argumentário está construido, cujo valor, grande ou pequeno é reconhecido. No final é copiar o orçament odo ano anterior, ajustar os preços e aplicar um factor percentual que ajuste os gastos ao valor disponivel…qualquer ignorante o sabe fazer. E só quando, repentinamente, o comprador de publicidade descobrir que o concorrente o está a ultrapassar, usando outros meios, é que alguém vai finalmente olhar para a Digital Signage com olhos de ver e ouvidos de ouvir… até lá somos como os três macacos.

Aconteceu o mesmo com a internet… lembram-se??? Aconteceu o mesmo com a Digital Signage nos EUA há anos atrás, quando a Wall Mart começou a ganhar vantagem sobre a concorrência pelo volume de vendas…ou no UK quando a Tesco apareceu subitamente, depois de corrigir os problemas iniciais detectados na rede de Digital Signage (a primeira de alguma dimensão alguma vez feita no UK), como lider incontestado na percepção do cliente sobre aspectos tão criticos como a atenção ao consumidor, qualidade nos procedimentos internos, qualidade do produto e da oferta, modernidade de procedimentos…e o factor primordial e grande aposta tinham sido a sua divulgação na rede de Digital Signage…a mesma que serviu para manipular cirurgicamente as vendas de marca, em função das necessidades e conveniências de gestão…  e nestas situações algumas agências de meios viram-se em maus lençois, pois não estavam devidamente posicionadas.

6. A desadequação de conteudos e linguagem: Digital Signage não é televisão! O espectador não está de pantufas na sua sala, descontraido, atento e disponivel! Está de facto sob tensão, num ambiente com muitos ruidos de comunicação, desatento, com objectivos especificos, com pressa e pressionado, em posições incómodas, tantas vezes carregado e cansado, preocupado, a fazer contas de cabeça. E a audiencia muda a todos os instantes, pois as pessoas circulam, passam e seguem o seu caminho. E é um ambiente em que geralmente não há som compreensivel. Qualquer peça tem uma reduzida janela de 2 a 3 segundos para captar e manter a atenção do publico, e depois transmitir a sua mensagem à sua audiencia, e tem ainda que a marcar na memória do espectador. Porque se insiste em não compreender tudo isto? Porque se usam linguagens desadequadas? Porque se pensa que se pode transplantar um anuncio de televisão de 30 ou 50 segundos para este meio? Porque se usam peças que só fazem sentido quando têm som? Porque se insiste em passar conteudos que só se justificam se se seguir a história desde pequenino…isto em 3 segundos…

7. A rejeição e a consequente indiferença, face a um serviço que não satisfaz, mas sustentado num contrato que obriga à permanencia. Quem gere um espaço não fica satisfeito com o que vê: no seu espaço, que pode ser uma loja  (ou não), local em que todos os detalhes são criticos para o exito do negócio, e vê uma má programação, um elemento desolador, contrariando o seu esforço, um mau serviço prestado a si e ao seu cliente, um elemento exógeno que lhe entra pela porta dentro, que não tem como controlar, que não o beneficia nem ao seu negócio (isto quando não chega a prejudica-lo expressamente – como é possivel termos chegado a isto!),  que nada lhe pergunta, e tudo contra o anunciado na fase inicial e nas expectativas criadas. Mas nada pode fazer… a não ser sublimar… passar a ignorar aquela peça de dor de cabeça que ali tem…aliaz como o cliente, o público, que também que percebe que aquilo “não pertence àquele filme”!

Não há outro modelo?

Não haverá outro modelo de utilização de Digital Signage? Claro que há! Muitos outros!
Não haverá outro modelo de negócio? Claro que sim…

Nenhum aeroporto quer publicidade a passear pelo meio dos quadros de horários de chegadas e partidas…pelo menos não o aceita fácilmente. Nenhum museu quer sabonetes e preservativos a serem publicitados no seu átrio. Mas isso também é Digital Signage, só que nem por delirio esperam que a publicidade lhes venha a pagar o investimento, ou a ser uma fonte de receitas: ele pága-se por todas as vantagens inerentes à informação ao publico e pelo cumprimento desses objectivos.

O Sr. António do talho sabe é vender carne, e é para o ajudar a fazer isso que ele quer a publicidade dinâmica dentro da sua loja: a sua própria publicidade dinâmica. Ele investe em Digital Signage, porque está a investir na sua própria publicidade no ponto no seu ponto de venda.

O centro de formação quer mostrar e explicar os seus cursos, as universidades querem noticiar os eventos que vão decorrendo, concursos que vão sendo abertos, mostrar casos de sucesso… o seu investimento é pago, pela difusão e divulgação da sua informação, pelo reforço e melhoria da sua imagem institucional.

A agencia imobiliária vende um produto de que dificilmente tem amostras na loja; a agencia de viagens vende um conjunto de serviços que é imaterial, vende destinos que não pode pôr na prateleira; a agencia bancária não pode ter expositores de rendimentos em blister, nem pode distribuir titulos em lineares… a Digital Signage paga-se, pela sua função de facilitadora do negócio.

A sala de espera precisa de algo que entretenha o doente/cliente/utilizador que espera… e a Digital Signage é um investimento em bem estar e conforto, melhorando significativamente a percepção que o doente/cliente/utilizador tem da qualidade do serviço.

A industria precisa de criar confiança, por exemplo tecnológica ou de solidez financeira, no potencial cliente que a visita ou ser uma mostra da qualidade de gestão, da qualidade de produto ou da satisfação de outros clientes. A Digital Signage é um investimento em imagem corporativa ou de vendas, em marketing portanto, que se paga estritamente nessa qualidade, e ao cumprir essa função, como qualquer outro investimento em imagem e em marketing.

… aqui temos inumeros outros modelos de uso de Digital Signage… Ok… não geram é receitas de publicidade de milhões, em minutos…. mas afinal os outros modelos também não!

Talvez nos devessemos, em Portugal, concentrar em todos estes modelos alternativos de utilização de Digital Signage… e por arrastamento, quando todos estivessemos a fazer as coisas bem feitas e o mercado a entender as mais valias, subitamente, iamos descobrir que havia pressão para colocar publicidade e comprar esses espaço aos seus detentores: na Digital Signage da sala de espera da clinica, na sala do ginásio, no hotel e no restaurante, no àtrio de recepção de clientes, da empresa industrial, na agência de viagens ou imobiliária e  até no aeroporto e museu… foi isso que aconteceu noutros paises, e resultou; mas não quiseram foi começar a construção directamente pelo telhado! Começaram mesmo pelos alicerces… É que a unica coisa que se começa a construir por cima, são os poços! E porque os players do mercado a começaram a construir por cima, é que a Digital Signage em Portugal tem sido um buraco fundo, um poço, onde têm caido e desaparecido muitos projectos que de outro modo seriam de enorme potencial…

A Digital Signage não é (só) um veiculo de venda a terceiros de espaço de Publicidade Dinâmica, e não se justifica só como fonte de receitas decorrentes de venda de publicidade. Outros objectivos podem justificar muito mais fácilmente um investimento em Digital Signage, do que a mera esperança em vir a fazer uns cobres em venda de espaço de publicidade!

Quem faz Digital Signage e se fixa em modelos de venda de espaço de publicidade dinâmica, para pagar o investimento está, para já, destinado a um risco imenso de fracasso. É que está mais que provado, pela experiência, pela prática, e pelos resultados que estão à vista de todos, que o modelo não funciona, ou só funcionam quando nas mãos de especialistas, em situações sériamente estudadas e preparadas para o seu exito (e apesar de tudo há casos!); e isto porque as más experiencias levam a uma situação em que o mercado ainda não entendeu ou não aceitou, em todos os seus aspectos, a Digital Signage nas utilizações em que verdadeiramente trás retornos significativos (não financeiros) ao investimento efectuado. Quem insiste em modelos de venda de espaço publicitário, como meio de financiar as redes, deveria considerar sériamente repensar o seu posicionamento no negócio e perante o mercado, sempre que não adopta uma atitude de abordar séria, fundamentada e comprometidamente a implementação de uma rede, e não é capaz de usar todas as ferramentas disponiveis para garantir o sucesso do modelo. E isso sim, poderia ser um bom serviço prestado à Digital Signage e também à publicidade dinâmica.

A Geolocalização – Nova tendencia do Marketing de Proximidade

Wired magazine geolocalizaçãoHá dias percorria várias das e-mags que visito regularmente e a minha atenção prendeu-se num artigo de Mathew Honan, na WIRED News, sobre a revolução da geolocalização.

Nesse artigo, intitulado “I Am Here: One Man’s xperiment With the Location-Aware Lifestyle”, descrevendo a sua experiência com a aplicação WhosHere (para iPhone) que basicamente permite conhecer quem está à nossa volta, num dado local (e vice-versa, claro), usando a mesma aplicação e uma vez identificadas essas pessoas, percorrer o seu “profile”  e, se se pretender, iniciar a interacção, possivelmente um chat, com alguma dessas pessoas.

Continue reading “A Geolocalização – Nova tendencia do Marketing de Proximidade”

MODCOM – Incentivos ao Comérico – 4ª fase

Estão abertas, de 22 de Janeiro até 11 de Março de 2009, as candidaturas ao MODCOM – Sistema de Incentivos a Projectos de Modernização do Comércio – 4ª fase, apoiado pelo IAPMEI – Instituto de apoio às pequenas e médias empresas e à inovação. Este programa visa a modernização e a revitalização da actividade comercial, em especial, em centros de comércio com predomínio do comércio independente de proximidade, em zonas urbanas ou rurais.

As entidades que podem candidatar-se a estes incentivos são as micro e pequenas empresas do comércio inseridas nas CAE’s (classificação das actividades económicas) 45, 46 e 47 e 94110 (Rev 3-2007), bem como organizações e associações de comerciantes.

A quarta fase do MODCOM está dividida em três acções, nomeadamente a

  • Acção A –Projectos empresariais de modernização comercial,
  • Acção B – Projectos de integração comercial
  • Acção C – Projectos de promoção comercial.

A Dreamfeel Lda apresenta um conjunto de propostas de tecnologia de comunicação digital que são enquadráveis em qualquer uma das três acções, modernizando o espaço comercial e melhorando a percepção que o cliente tem do produto, do ponto de venda e do espaço público comercial:

  • TV no Ponto de Venda,
  • Marketing Bluetooth,
  • Montras interactivas,
  • Touch-screens e quiosques multimedia
  • Design corporativo e Catálogos Digitais
  • Concepção de websites e aplicações de e-comerce,
  • PackShot Creator – Estudio fotográfico profissional de secretária para PC,

Propomos que nos contacte para saber mais sobre a possibilidade de inclusão na sua candidatura: Dreamfeel Lda

The ads are watching you

If you are watching an ad on a video screen in a mall or supermarket, it might be watching back. Face-tracking technology is the new growing trend in media. It’s also known as face-based audience measurement, gaze-tracking, face counting and countless other variations.

Whatever you call it, the concept is simple and not at all as “Big Brother” creepy as it sounds. Small cameras are embedded in or around the video screen to actually track the faces of people watching and determine their age, gender and sometimes ethnicity. If the camera recognizes you as a male, it might show you an ad for razors rather than birth control. If it identifies a teen it might show an ad for video games.

Face-tracking also allows advertisers to see if they are reaching the right  people. It would be a shame if a brand put out an ad for in-home senior care and only teenage girls were seeing it.

The technology is not widespread, by any means. So more than likely you aren’t being watched, yet. Yet. It’s growing quickly and could be a big idea in the future.

The concept might be off-putting to people at first. I had the same jerk reaction accompanied by frowns and a furrowed brow–maybe even a scoff. But then I realized it only categorizes people by outward appearances. The technology can’t drill down to any personal information. The man isn’t capturing and storing information about “Jane Doe” on Strongs Blvd. They just want to show the right people the right ads, so you don’t have to sit there watching stuff you don’t care about.

Posted in http://ourblahg.com/2009/02/03/the-ads-are-watching-you/

A tecnologia de face detection, tracking and recognition

A tecnologia não é nova e a Dreamfeel anda a ensaia-la há já uns meses. Constitui um meio muito estável e fiável de produzir metrica sobre meios de Digital Signage, mas mais que isso, permite efectivamente ajustar os conteúdos mostrados à audiência real em cada momento, ajustando portanto a playlist, que de outro modo seria estática e indiferente a quem está a assistir. 
 
Imagem de faces processadas pelo software de identificação.
Imagem de faces processadas pelo software de identificação.
Género (feminino, masculino), segmento etário (distinguir classes de 10 anos aproximadamente é perfeitamente possiveis), e mesmo algum tipo de identificação etnica (se bem que em menor escala ou com menor fiabilidade), são algumas das capacidades dos sistemas existentes, mas também o registo e contagem de faces efectivamente a olhar para o display, em cada momento, ao segundo.
 
 
O sistema é anónimo, não regista dados individuais ou imagens (não são portanto câmaras de vigilancia) mas apenas dados processados, isto é, quantidade e tipo, por unidade de tempo, dados esses que pode fornecer também, em tempo real, ao sistema de gestão da playlist.
 
Melhor métrica que esta??? Nenhum outro meio a tem…
 
Para saber mais fale comnosco: Dreamfeel Lda
 
 
 

“The top 10 digital signage trends for 2009″

 

O site Digital Signage Today publicou em 6 de Janeiro passado o artigo “The top 10 digital signage trends for 2009″ onde Keith Kelsen reune, ponto por ponto, as 10 tendencias e preocupações da industria da Digital Signage relativamente ao desenvolvimento destes meios digitais no ano que agora se inicia.

  • Trend #1: Content is the next main talking point for the industry
  • Trend #2: Traditional broadcasters are getting into the digital signage marketplace
  • Trend #3: Agencies are awaking to the power of digital signage
  • Trend #4: Brands are shifting money to this market from traditional TV
  • Trend #5: Cross-platform and interaction with cell phones is critical
  • Trend #6: Interactivity and measurement
  • Trend #7: Data-driven content or ad search for DOOH
  • Trend #8: Cost of LCD and players is entering next phase of cost down
  • Trend #9: Consolidation and failures will continue
  • Trend #10: Growth for the industry is moderate, but positive

A estas tendências, Jorge Oliveira faz um interessante comentário no blog http://blog.activemedia.pt/2009/01/19/top-10-digital-signage-trends-2009/, onde diz, nomeadamente: “Ponto a ponto, Keith Kelsen fala das 10 tendências para o mercado do digital signage ou dos canais multimédia ou corporate tv ou… ponto a ponto fiz a minha leitura.” Também eu fiz a minha leitura e, em muitos pontos estamos completamente de acordo; Noutros discordamos radicalmente, quase sempre apenas por uma diferente visão do universo a que se aplica a análise. Para quem não me conhece, a minha visão da digital signage é muito mais uma visão de marketing interactivo, adaptável, one-to-one, do que uma visão de canal de difusão televisiva. E isso afecta a maneira como vejo as coisas.

Nenhuma das minhas análises aqui colocadas é novidade, e nenhuma das tendências apresentadas pela Digital Signage Today traz qualquer novidade ao que tenho dito durante o ultimo ano. Veja-se o dossie da Briefing de Dezembro de 2008, sobre Digital Signage, em que as minhas afirmações em entrevista são transcritas, as quais, no geral, vão ainda mais longe do que as tendencias assumidas por Keith Kelsen na Digital Signage Today já em Janeiro deste ano, apesar de baterem certo ponto por ponto. Ficheiro: Entrevista de João Ledo Fonseca no jornal BRIEFING Dezembro de 2008

Trend #1: Content is the next main talking point for the industry

Este é de facto uma das principais tendências, agora que, finalmente, as empresas, instituições, os operadores e as agencias de publicidade e meios FINALMENTE entenderam que este é, como todos os outros, um meio com linguagem específica e que só com esta consciencia é possivel tirar todo o partido do potencial que tem. De nada serve esgrimir argumentos como métrica de audiências, brand recall, capacidade de comunicação one-to-one, capacidade de influenciar a escolha de marca directamente no ponto de venda, quando no final se usam conteudos produzidos para outro meio, completamente desadaptados, ou produções de baixo custo, seguindo principios dubios ou nenhuns principios. A digital signage é um meio já maduro, mas com uma linguagem própria, específica e já bem estabelecida. NÃo é televisão! Não é publicidade estática! Há quem pense que a questão é apenas uma questão de “qualidade dos conteúdos”! Mas não é! É uma questão de ESPECIFICIDADE do meio, de psicologia de comunicação… o espectador não está própriamente sentado na sua sala, com o copo de whisky na mão, pronto a “ver” os conteudos… está, isso sim, a mover-se, a comprar, a tratar dos seus assuntos, concentrado noutras mensagens, motivado por outras actividades, estimulado por outros meios; passa pelo ecrã e segue a sua vida, e a janela de oportunidade de comunicação reduz-se a uns meros 3 ou 4 segundos… ainda pouca gente percebeu que TUDO tem que ser diferente na linguagem da digital signage.

Muitos anos de experiência em digital signage e um acumular gigantesco de situações estudadas, levam-me a afirmar: esta é efectivamente uma das grandes tendências; finalmente começa-se a perceber que não é só mesmo uma questão de “qualidade”, mas sim uma questão de construção e linguagem dos conteúdos. Ainda bem… sempre disse isso.

E principalmente, devemos lembrar-nos que quem mais tem errado nisto é quem pensa que pode transplantar um conteudo produzido para televisão, para um meio como este, completamente diferente!!!

“As a new medium, digital signage needs to define its own creative approach to content.”

E o principal desafio é para quem produz conteúdos mas principalmente quem produz a publicidade. É radicalmente diferente a linguagem a usar num canal de televisão, visionado no conforto e tranquilidade da nossa sala, da linguagem a usar num ecrã que se vai ver durante 3 segundo entre a prateleira de feijão em lata e a do oleo alimentar, ou durante 10 segundos enquanto percorremos as montras de um centro comercial, entre distrações e solicitações visuais diversas e atraentes. E quem não entender isto vai falhar o alvo por completo…

O conjunto de principios que regem a linguagem a aplicar na Digital Signage constitui hoje um corpo de conhecimento valiosissimo, mas infelizmente ainda não genéricamente aplicado… só entre os profissionais que desde cedo têm ensaiado e experimentado, estudado e destilado os principios da psicologia da comunicação, estes principios se estabeleceram. E é falhar completamente pensar que saber produzir para a televisão ou para a Web é suficiente para produzir para Digital Signage…infelizmente é o erro mais comum, mesmo de quem pensa que está a acertar no alvo!!!

Trend #2: Traditional broadcasters are getting into the digital signage marketplace

Em Portugal alguns dos operadores já o tentaram, alguns rentabilizaram conteúdos que detinham, cedendo-os, vendendo-os peça a peça, ou usando-os em redes de digital signage, outros lançaram-se na exploração das redes.  E isto já há alguns anos. Internacionalmente não é o caso e as poucas experiências que foram feitas resultaram em sucessos muito relativos ou em insucessos rotundos (como aliás em Portugal), mas cada vez o interesse é maior, uma vez que as redes são cada vez em maior numero, maiores e mais omnipresentes, e o interesse económico na sua exploração é cada vez maior. É que,  e aqui uma vez mais, as linhas da comunicação na digital signage são absoluta e radicalmente diferentes daquelas nos meios de difusão. Quem não perceber isto uma vez mais vai falhar. Quem o entender tem uma porta aberta para o sucesso.  

Infelizmente (ver “as minhas tendencias”) o mercado já está a deixar a Digital Signage para trás (e nós em Portugal somos pioneiros) e está a passar para conceitos muito mais evoluidos de Dynamic Signage, Interactive Signage, Interactive Marketing e One-to-One-Signage, em modelos muito variados e diversos, que incorporam uma quantidade de pequenos desenvolvimentos e tecnologias mas que afastam cada vez mais a Digital Signage de qualquer paradigma de difusão. Aparentemente os operadores da difusão tradicional vão ter completa incapacidade de o entender e seguir, até porque a “nova Digital Signage” se baseia numa lógica completamente diferente da lógica de difusão de massa, e muito mais na do marketing One-To-One ou marketing de proximidade. Mas também em conceitos mais modernos como Urban Computing, Pervasive Computing e outros ainda menos concetâneos com os paradigmas actuais. 

Trend #3: Agencies are awaking to the power of digital signage

“In-store media is the new frontier for agencies looking to expand product presence and increase sales at the shelf. The good news is that the media is measurable with real sales-lift as proof.”

Finalmente as agências começam a interessar-se pelo meio, numa época em que os orçamentos começam a ter que ser esmagados, e aqui a digital signage bate tudo e todos, incluindo mesmo os meios mais pobres como a publicidade estática, e os anunciantes exigem mais e mais eficazes meios de comunicar. Os novos desenvolvimentos tecnológicos aportarão enormes mais valias e os conceitos de interactividade, personalização e one-to-one farão o resto da revolução. Na Dreamfeel desenvolvemos sistemas interactivos e que personalizam a informação há já algum tempo. Notamos que o factor “Wow!” é decisivo mas, numa exploração mais profunda das potencialidades, repentinamente é como tirar o tapete debaixo dos pés dos criativos da publicidade: as potencialidades são tantas e tão gigantescas que de certo modo se perdem as referências da prática de muitos anos… e portanto vai ser necessário reaprender a profissão.

O argumento falacioso usado até ao momento de que o meio não era mensurável cai por terra: desde sempre foi mensurável e agora ainda mais, com o uso de produtos e tecnologias que permitem uma métrica exacta ecrã por ecrã, segundo a segundo… na realidade nenhum outro meio é tão mensurável como a digital signage!!! Mas esta sempre foi uma boa justificação para os comodistas que preferiram manter-se nos meios tradicionais, que conheciam e dominavam, e eximir-se a oferecer aos seus anunciantes estes novos e muito mais eficazes meios.

No entanto o papel das agências de publicidade e comunicação fundamental, e terá o papel decisivo na forma como o negócio se desenvolverá, mesmo sob o ponto de vista tecnológico, uma vez que o financiamento da incorporação de todos estes conceitos só pode vir de redes de difusão que se paguem a si próprias, que fiquem populadas de publicidade e que aproveitem os potencias tecnicos do meio. É preciso que colaborem, que acompanhem, que proponham, que arrisquem e que entendam o novo meio.

Trend #4: Brands are shifting money to this market from traditional TV

“For brands to survive and retain customers, they must spend money at the point of sale, or risk losing customers to generic brands. Once lost, a customer is tough to win back — and expensive.”

A saturação dos meios e o duvidoso retorno efectivo das campanhas tradicionais quando comparados com meios alternativos, levam a que esta seja uma tendência sem duvida forte dos proximos tempos. A eficaz comunicação de marca passa tantas vezes por surpreender, inovar, ser fresco e criativo e as possibilidades que os meios alternativos trazem são tão vastas e tão desafiantes que é quase tautológico afirmar esta como uma tendência. No entanto a barreira das agências tem que ser vencida e se todos os casos em que a marca recorre directamente a quem instala e gere estes meios têm sido sucessos sistemáticos (veja-se em portugal os casos Vodafone, Optimus e TMN, BP ou REPSOL), a digital signage como meio em que se compra tempo ou espaço, pura e simplesmente não existe ou tem importância marginal em Portugal, porque as agencias de meio insistiram até agora em ignorar o meio.

E o potencial aumenta tremendamente quando se pensa no cruzamento de meios. Um cenário tipico (seguido e já largamente experimentado por marcas internacionais) usa a digital signage no ponto de venda, como o complemento central e fundamental, das campanhas desenvolvidas nos outros meios. Nestes casos as campanhas são pensadas de raiz para se espalharem e desenvolverem pelos varios meios, e não apenas transplantadas de uns para outros… para isto é necessário know-how, que felizmente temos desenvolvido ao longo dos anos.

A real mais valia dos meios interactivos, tecnológicos, e do mesmo modo da digital signage tradicional, está na capacidade de no ponto de venda acrescentar comunicação one-to-one aos meios mais tradicionais e permitir, no cruzamento de meios, obter efeitos surpreendentes no momento da decisão de compra. Esta mais valia já é reconhecida pelas marcas. Lidar co isto ainda não está nos horizontes de muitos dos players do mercado de meios.

Trend #5: Cross-platform and interaction with cell phones is critical

“Tracking these interactions to measure the success of a network will also play a part in the overall success of the campaign. Digital signage will take a front seat in this area, adding value to the entire digital communications grid.”

Para muitos, mesmo para alguns especialistas, esta interacção reduz-se ainda aos já usados SMS’s e à, só agora explorada, tecnologia, Bluetooth. Para outros reduz-se ainda ao download de aplicações para o telemóvel; alguns já o vêm como um potencial meio para mais tarde, já fora da loja, obter mais informação, ver as promoções, as agendas de eventos e etc, prolongam a experiência do utilizador para além do canal e do espaço físico da loja. No entanto, e para outros como nós próprios, as possibilidades são imensamente mais vastas, e esta será sem duvida a tendencia #1 nos próximos anos:  é preciso notar que os dispositivos móveis têm uma audiencia infinitamente maior que todos os outros meios somados, estão no bolso do consumidor, são usados a cada passo e em cada momento…  a campanha de Obama, e apenas de numa utilização muito incipiente, mas radicalmente inovadora, provou o seu potencial; e o mais que por aí vem!!!..

Na Dreamfeel, em alguns exercícios de criatividade de no campo do cruzamento de meios, incluindo dispositivos móveis,  baseados na nossa longa experiência com meios digitais e digital signage, chegámos rápidamente a largas dezenas de cenários de cruzamento dos meios moveis com o digital signage e com outros meios de publicidade, cenários esses completamente revolucionários, inimagináveis há algum tempo atrás, radicalmente inovadores, e a carteira de propostas possiveis cifra-se já em centenas  de ideias e possibilidades, das quais as mais básicas passam pelo simples difusão bluetooth de media, e as mais complexas por completas aplicações que, via internet, colocam  a loja  no bolso de todo o potencial comprador, passando por listas de compras e de desejos, pelo seguimento online de tendencias, preços, produtos e sua disponibilidade, ou pela interacção activa do publico com os paineis de publicidade num cenário de interactividade one-to-one.

Trend #6: Interactivity and measurement

“The engagement of the consumer adds tactile to visual, and helps to create an emotional connection with the brand and product.”

Esta é uma àrea que se desenvolverá rápidamente, assim a criatividade de publicidade e de comunicação consiga seguir a velocidade da criatividade tecnológica. As lojas do futuro, as experiências das lojas Vodafone, TMN e Optimus, entre outras, são marcantes… mas os projectos e as propostas concretas que diáriamente saem da nossa imaginação e das nossas equipas criativas são tantos e tão diversos, tão variados e inovadores, que acredito que se possam contar por milhares os projectos que, apenas em Portugal, todos nós, os profissionais da digital signage e do marketing interactivo, possam estar a magicar.

É claro que ainda há no mercado quem insista em modelos ultrapassados de interactividade: os feiosos quiosques interactivos, os touch-screens com aplicações segundo um “modelo internet” de há 5 anos atrás… enfim. Hoje falamos de outra coisa: qualquer superficie pode ser interactiva, qualquer superficie pode conter uma projecção de imagem, o vidro das montras transforma-se em ecrã, em superficie  touch-sensitive, interfaces interactivos de identificação gestual permitem uma interacção natural, sensores de presença, de força, de temperatura, de acelaração ou de posicionamento espacial permitem multiplas interacções, RFID, WiFi, GPS e GPRS permitem geolocalização, mecatrónica permite interacção mecanica nos dois sentidos… um mundo de interactividade que qualquer marca pode aproveitar para se projectar de modo inesquecivel para o publico. 

Trend #7: Data-driven content or ad search for DOOH

“Just as with Internet search engines, metadata for content and screens will ultimately be matched for the right time, place, target and behavioral attitudes.”

Pois… temos tentado dizer que hoje a tecnologia já o sabe fazer… nós já sabemos… o one-to-one em toda a plenitude… assim haja vontade para investir. E o investimento nem sequer é principalmente financeiro, mas sim de aposta estratégica e operacional. Mais uma vez, se há coisa que a campanha de Obama nos EUA mostraram é que tudo isto é possivel de ser feito de forma fácil, rápida e eficaz…de que estamos à espera? Sem duvida que será uma tendencia…ou uma realidade, apenas acessivel a quem entende do que estamos a falar.

Trend #8: Cost of LCD and players is entering next phase of cost down

“Innovations on the media player side will also bring pricing down.”

A industria tem reagido bem ao aumento da demanda, quer com novos produtos (hardware e software), quer com a baixa de preço, quer ainda com a inclusão de funcionalidades. O cruzamento de produtos desenvolvidos para consumo (set top boxes, media centers, MP4’s, mediaplayers, car computers, servidores NAS, etc.) contendo funcionalidades interessantes, com os produtos desenvolvidos com especificações profissionais (media players, fanless computers, media servers) tem permitido chegar a baixos preços em produtos com interessantes performances profissionais.

No nosso conceito podemos rápidamente chegar a conceitos de digital signage do tipo “cartão de carregamento” como nos telemoveis: o cliente compra uma caixa (um player) contendo também uma licença, carrega a sua conta, via internet, edita o seu canal numa aplicação online, e tem digital signage no seu ponto de venda enquanto for recarregando a conta, terminando o serviço quando já não lhe interessar… falem comigo que tenho algumas ideias interessantes a apresentar neste campo!!! 

Trend #9: Consolidation and failures will continue

“Though we may see failures undermining the integrity of the industry, the pieces will be picked up and business models changed to improve the industry overall in 2009;(…).”

Há sempre quem tente fazer omoletas sem ovos… quem pense que isto é mais do mesmo… ou “try to unscramble, scrambled eggs”…

Trend #10: Growth for the industry is moderate, but positive

“Digital signage networks have the opportunity to reduce costs, save resources and communicate powerful messages.”

Já muitos perceberam que um canal de digital signage não é mais “um piloto” nem pode ser feito em modo experimental, sem métrica e sem condições de ensaio, sem abordagens profissionais e sem o aconselhamento de consultores competentes. Um projecto de digital signage é possivelmente um dos meios mais poderosos ao alcance das mãos dos profissionais de marketing. É uma caixa de pandora se mal controlado…é um el dorado se usado com competência e estratégia apropriada.

Nos EUA, a que se refere este estudo, cada ponto de venda dispõe já de inumeros plasmas e TFT´s, bem ou mal explorados, não está em questão, e o crescimento vais ser mais do lado da prestação de serviços profissionais, na adequação do existente e na implementação de novos conceitos, do que na implantação de projectos de raiz. Entre nós vai ser o contrário… muitos projectos de raiz ainda nascerão, muito haverá a criar.

Na Europa e culturalmente, somos mais criativos e menos complacentes com conceitos standard,  mais exigentes com os meios e os fins. Muito se fará ainda e muito espaço haverá para crescimento destes meios, quer em projectos standard e de massas, quer em projectos especiais, inovadores, rompendo com padrões, surpreendendo e criando eventos pelo simples facto de serem diferentes. As questões do baixo custo desta publicidade em Digital Signage e o imenso potencial de marketing das ferramentas interactivas e da Dynamic Signage prometem ainda ser um campo para se explorar largamente e por muitos anos. Na europa o crescimento do mercado será ainda grande, e o da industria também… assim nos consigamos livrar dos conceitos standard e de massas presentes no mercado americano.

Ficheiro: Entrevista BRIEFING Dezembro de 2008 (João Ledo Fonseca fala sobre Digital Signage)
O post original: “The top 10 digital signage trends for 2009″

Criatividade, Tecnologia e ainda alguma inercia

Lojas, hoteis, restaurantes, feiras, exposições, àtrios, zonas de circulação, equipamentos desportivos, espaços públicos: porquê desperdiçar o enorme potencial que estes espaços têm para uma publicidade que se adapta àquilo que são os formatos de comunicação das novas gerações? Dinamismo, variedade, espectacularidade, adaptação ao momento, côr, luz e ambiente… tudo isso se consegue com criatividade e sistemas de digital signage cuidadosamente planeados para um objectivo específico.

Plasmas, TFT´s, as projecções em vidro, projecções interactivas e criativas no chão ou nas paredes, mobiliário que reage à interecção do público, mensagens especificamente dirigidas e seleccionadas, em função da audiência específica presente, por simples análise da imagem de quem olha um ecrã, ou por interacções mais elaboradas, nomeadamente pelo uso de cartões de fidelização, interacção com dispositivos móveis, RFID e outros meios… a palete é imensa para os criativos que cxconstituem a equipa da Dreamfeel. Qualquer dos milhares de montras, vidros, janelas, frontarias envidraçadas de edificios, que existem neste país poderiam ser aproveitados para a criação de eventos de comunicação, pois a tecnologia permite aproveitar qualquer superfície para nela se projectarem imagens em movimento … em permanência ou como um evento pontual.

Ao olharmos para o que está a ser feito noutros países e para a imensidão de ideias que fervilham na nossa equipa, espanta-nos o estado em que Portugal ainda está neste campo. E não é uma questão de orçamentos baixos, uma vez que os nossos estudos apontam que com orçamentos relativamente moderados se conseguem efeitos fantásticos, que ultrapassam largamente tudo o que se consegue com publicidade estática, a qual tem um custo muitas vezes superior a longo prazo. Com o digital e com imagens projectadas a passagem de uma campanha a outra faz-se instantâneamente, substituindo os conteudos no mesmo segundo, sem custos de deslocação, de substituição de meios, de reprodução fisica de suportes. De que estamos à espera? Possivelmente só alguma inercia de quem decide impede maior utilização destes meios. Na Deramfeel estamos apostados em desenvolver, criar e levar às empresas as melhores propostas,  de entre todas as ideias criativas capazes de marcar a diferença e projectar marcas, produtos e vebdas para o grande publico. 

Digital Signage no Retalho e Distribuição

A Digital Signage no retalho e na distribuição é uma poderosa ferramenta que permite a comunicação dirigida a um target específico, a mensagem adaptada a uma estratégia de comunicação, a adaptação ao momento e objectivo imediato. Vejam o video

 

Digital Signage e linguagem de comunicação

Ao contrário do que se pode pensar, a linguagem a usar nos meios de Digital Signage, apesar de comungar muitos dos princípios da linguagem televisiva e de outros meios, é de facto radicalmente diferente daquela usada na televisão.

Profissionais e especialistas podem dominar esta linguagem com eficácia, existindo já um bom conjunto de princípios estabelecidos, baseados numa imensa base de experimentação e estudos, nomeadamente da área da psicologia de comunicação, que nos guiam e nos permitem usar estes meios com elevada eficácia. Porém deve-se ter sempre presente que estes meios têm características próprias.

Basta pensar que em presença de um ecrã de Digital Signage o espectador não está confortavelmente sentado na sua sala, nem predisposto a passar um bom bocado frente aos ecrãs, e muito menos numa atitude de total passividade, pronto a ser manipulado emocionalmente, ou capaz de absorver grande quantidade de detalhes ou informação. Televisão no ponto de venda não é televisão generalista.

De facto na Digital Signage temos um espectador que passa e circula livremente, raramente se detendo frente ao ecrã; geralmente motivado para a compra, focado noutras actividades; que está num local com múltiplas solicitações e com múltiplos elementos de distracção e dispersão; quase nunca em situação de conforto. Neste caso temos com outros elementos presentes uma disputa activa pela atenção do público, a qual está pronta a ser provocada e estimulada pelo meio que melhor o possa fazer; e isto muda todos os parâmetros de linguagem, impondo nomeadamente técnicas bem definidas de captação de atenção, a passagem rápida e repetida da mensagem, uma vez que o espectador raramente permanece; a necessidade de repetidamente captar a atenção de novo público, e a necessidade imperativa de integrar, com objectividade, o canal, no ambiente em que se situa. E esse é outro elemento fundamental da linguagem a usar nos conteúdos de Digital Signage: a perfeita adaptação a cada local, a cada ambiente, e a cada contexto, podendo ela própria ser elemento de criação desse ambiente e contexto.

Tudo isto só é possível pelo uso da linguagem específica apropriada.

Publicidade Dinâmica – Anunciantes, a que dar atenção?

Quando me perguntam qual deve ser a principal preocupação de um anunciante em meios de Digital Signage, a resposta é clara: Usar a linguagem apropriada, através de conteúdos de comunicação concebidos e realizados especificamente para Digital Signage, e com isto aproveitar todas as potencialidades destes meios.

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Publicidade Dinâmica ou Meios estáticos?

Os meios de Digital Signage apresentam um conjunto tão vasto e decisivo de vantagens, perante os outros meios, que até espanta que em Portugal, ao contrário de muitos outros mercados desenvolvidos, a sua penetração tenha sido tão lenta e hesitante, até ao momento, e as resistências, felizmente já desvanecidas ao longo dos últimos anos, tão acentuadas, principalmente por parte dos operadores do sector, e refiro-me por exemplo, aos responsáveis de marca, de marketing e de produto, ou às agências de comunicação, de meios e de publicidade.

Sobre as vantagens, desde logo se pode dizer que os meios de Publicidade Dinâmica ou Digital Signage estão presentes directamente no ponto de venda, onde grande parte das decisões de compra são tomadas, ao contrário dos meios televisivos, a rádio, a publicidade na imprensa ou em outdoor. Essa vantagem é a óbvia e já bem conhecida.

Outras vantagens têm sido menos exploradas e são talvez menos conhecidas.
Desde logo a atracção e impacto que a imagem em movimento, a luz, e o tipo de mensagem veiculada, exerce sobre a atenção do consumidor; isto é ainda mais potenciado pela familiaridade do público com linguagens mais televisivas e cinematográficas, bem como com as linguagens e estéticas da Web, factor decisivo para a comunicação com as gerações mais novas.

Outro factor decisivo é o dinamismo de gestão de comunicação e canal, que os meios digitais permitem; a capacidade de alterar a comunicação, em função das necessidades do anunciante e da audiência presente, é outro factor de peso; tudo isto marca a diferença relativamente a todos os outros meios, incluindo os estáticos e os mais ou menos dinâmicos.

Uma objecção tradicional no passado, foi a incapacidade de criar uma métrica de audiência nestes meios. Este argumento sempre foi uma falácia, no sentido de que nunca ninguém o usou em relação, por exemplo, à publicidade estática, colocado no mesmo local, com maiores custos de manutenção a longo prazo, e só justificável pela incapacidade de aceitar e entender que um canal de Digital Signage não é de modo nenhum uma extensão do canal de televisão de sinal aberto, muito pelo contrário, é um meio autónomo e com características próprias. E apesar de tudo, a industria reagiu e, hoje, pode-se com relativa facilidade, ao contrário do que acontecia no passado, conhecer métricas exactas e detalhadas ao segundo, em quantidade, sexo, idade e número efectivo de contactos e audiência real nestes meios, por simples analise em tempo real da imagem das faces que efectivamente têm um olhar fixado num ecrã em cada instante. Nenhum outro meio possibilita levar a métrica tão longe e tal nível de detalhe.

Não é ainda de desprezar que a mesma tecnologia que permite obter métricas detalhadas, permite também adaptar os conteúdos em tempo real, com modificação instantânea da mensagem, e sua personalização e adaptação à audiência presente, permitindo por exemplo o seu ajuste por sexo ou escalão etário. No limite, há meios que permitem a segmentação por perfil pessoal de comprador, através de tecnologias como a identificação de cartões de fidelização por RFId ou por biometria: a comunicação one-to-one levada ao seu limite. Nenhum outro meio permite tal segmentação em tempo real!

Mas também o baixo custo da publicidade dinâmica, baseada em meios digitais, é uma vantagem objectiva, relativamente aos outros meios, sejam eles estáticos ou dinâmicos, sejam nos pontos de venda ou em outros locais. O investimento inicial em Digital Signage, como aliás em qualquer meio digital, ligeiramente mais elevado do que noutros meios, tem como contrapartida a redução drástica do custo de comunicação com o mercado, no médio e longo prazo, proporcionando adicionalmente todas as outras imensas vantagens destes meios.

Dynamic Signage e meios tradicionais, cruzamento possivel?

Os meios digitais, de um modo global, usam, ou podem usar, um e um só conjunto coerente de tecnologias. Separar a web de uma montra digital interactiva não faz sentido; separar os meios digitais no ponto de venda, da comunicação digital sobre um canal de Digital Signage no espaço público, não faz sentido; não aproveitar as sinergias de comunicação na televisão e no site internet, também não faz sentido; e isto é já claro para todos. Também não faz sentido considerar que os meios digitais dispensarão todos os outros meios mais tradicionais: eles não são substitutos, mas sim complementos potenciados (como em qualquer outro caso) pelo cruzamento de meios.

Digital Signage - pode cruzar-se com outros meios?

Digital Signage – pode cruzar-se com outros meios? Um ecran de um canal produzido pela Dreamfeel. Além do canal foi produzido um stand de feira, uma brochura e alguns banners. Todos os meios contribuiram para uma presença brilhante no evento.

Uma mensagem ouvida na rádio, ou televisão, pode ser reforçada e direccionada no ponto de venda por uma campanha em Digital Signage; os meios estáticos de publicidade complementam, de uma forma permanentemente presente, a mensagem dinâmica, mas volátil, dos ecrãs de Digital Signage; uma campanha espalha-se por muppies e outdoors estáticos, que distribuem conteúdos digitais por bluetooth, ou proporcionam na via pública, onde estão instalados, uma zona de acesso WiFi gratuita, com publicidade às lojas que os circundam, onde as mensagens e o Cross Selling é realizado por Digital Signage; a mensagem emocional do anúncio televisivo é secundada e transformada em mensagem tecnicamente detalhada no expositor interactivo da loja de desporto, segundo o perfil de cliente, presente no cartão de fidelização. Enfim, nada é improvável, e muito pouco é irrealizável.

A capacidade de cruzamento de meios estáticos e dinâmicos, digitais e tradicionais, de um modo geral, só depende da vontade e criatividade de quem concebe e realiza as campanhas. Na Dreamfeel achamos que a comunicação não se pode fazer apenas com base em abordagens tradicionais, mas sim na aplicação da criatividade a todos os meios existentes e ás potencialidades das plataformas tecnológicas disponíveis e emergentes. E a mudança geracional já está a impor esta mudança.