First Things First – A pobreza a nu…

Um site internet que visito com frequência, e um local que  bem conheço, é o Museu do Design em Londres (London Design Museum) . E vale a pena, quer a visita ao site, quer a visita ao museu.

Vem isto a proposito de ter hoje, de novo, olhado cuidadosamente para este site. Não vou comentar os textos e noticias que lá encontrei, nem tão pouco as exposições importantes que por lá passam, e muito menos o excelente design do site, que em nada se pode comparar com a pobreza dos sites dos museus portugueses. Não vou falar da riqueza de conteúdos no site, da sua irrepreensivel organização, ou da riqueza de informação disponivel e ligada (links externos e internos).

O site é impressionante a todos os niveis, é certo, quer para o publico em geral, em que simplicidade e funcionalidade, mas também a riqueza de conteúdos, salta à vista, quer para um especialista, em que a eficácia das soluções encontradas, a linguagem grafica e conceptual e o design, de funcionalidades até certo ponto dificeis de integrar, não passa despercebido; e os conteúdos são ricos, completos, cuidadosamente construidos segundo paradigmas de informação e comunicação digital, e seguindo muitas das mais modernas tecnicas e recomendações de especialistas de comunicação digital. Mas nem sequer é caso único nos museus ingleses; muito pelo contrário.

E aconselho especialmente um “work in progress”, no seio do site: a Design Library, onde artigos de extrema relevância falam sobre designers de relevância extrema. Relevante!

Mas um facto, em particular, chamou-me a atenção: directamente no menu há uma ligação para PodCasts.

Ora que importância tem isto? Nenhuma dirão alguns… muita digo eu. Basta entrarmos e ouvirmos algum dos podcasts e imediatamente tomamos consciência que aquilo não é um apêndice menor do site, lá posto para captar miudos: é, de facto, algo construido com cuidado e com objectivos, mas principalmente com uma grande propriedade na utilização dos meios. É provávelmente uma das grandes, entre tantas outras grandes apostas.

Comunicar com o público não é apenas saber que mensagem se quer passar: é principalmente saber escolher os meios para a passar! Não há mensagem, por mais valiosa que seja, que tenha qualquer efeito quando passada pelos meios errados, ou usando os meios de forma inadequada, e muito mais, inconsequente. Pois então aqui está um bom exemplo: um podcast atinge um target específico; um target de quem tem menos de 35 anos e não dispensa o seu portátil de bolso, não ouve musica a não ser no mp3 ou mp4, e está pouco disponivel para aturar sites feios, mal estruturados, textos enfadonhos, cores desajustadas e desapropriadas, grafismos obtusos e batidos, e modelos que já são antiquados no print, quanto mais no digital…

E a questão não é se há podcasts ou não: é todo o conceito, toda a atitude, todo o profissionalismo!… Grafico, programático e de conteúdos…não importa.

Não gosto de ser derrotista. Não sou um feroz crítico negativista. Não gosto de menorizar os esforços de quem faz o que pode… mas compare-se:

Museu Nacional de Arte Contemporânea (Museu do Chiado)
Museu Nacional de Arte Antiga
Museu Nacional Soares dos Reis
Museu Grão Vasco  Não tem site.
Museu José Malhoa

Julgo que nem é necessário comentar. Para bom entendedor, os exemplos bastam.

Gostei especialmente deste:  Museu da Musica

mm

 

Ah…e reparem na adequação e no bom senso: o importante é a determinação do concelho de ministros… o site do museu que se #%$£ !!!

Indústrias Criativas em John Hartley e em Stuart Cunningham

As questões de definição e enquadramento das Industrias criativas e culturais, num excelente artigo de Dora Santos Silva, no blog Culturoscópio, inititulado Indústrias Criativas em John Hartley e em Stuart Cunningham, onde são focadas as visões de duas referências mundiais das industrias criativas: Stuart Cunningham e John Hartley    

Stuart Cunningham é Professor de Media e Comunicação, na Queensland University of Technology, na Austrália, e é Director do ARC Centre of Excellence for Creative Industries and Innovation. É ainda Presidente do Council of Humanities, Arts and Social Sciences (CHASS) e participa como membro em diversos organismos das artes e industrias criativas.  As suas contribuições para o estudo do media, comunicação e cultura,  salientando a sua importância para as práticas industriais e politicas da administração pública.  Os seus livros incluem Featuring Australia (1991),  e Framing Culture (1992). Com Toby Miller, escreveu Contemporary Australian Television (1993). Escreveu ainda estudos de ambito global sobre a cultura televisiva com John Sinclair and Elizabeth Jacka: New Patterns in Global Television (1996), Australian Television and International Mediascapes (1996), e Floating Lives: The Media and Asian Diasporas (2001). Escreveu com Graeme Turner, The Australian TV Book (2001) e The Media and Communications in Australia (2006). Como co-autor é ainda responsável por inumeros relatórios, mais de 60 capitulos em livros e mais de 80 artigos em jornais e revistas. A sua ultima publicação inclui  What price a creative economy? (2006) e uma colecção de ensaios (a publicar) In the Vernacular: A Generation of Australian Culture and Controversy (2008). Ver mais na Wikipedia sobre Stuart Cunningham.

John Hartley é Professor na Queensland University of Technology, na Austrália, Professor adjunto da Australian National University e director de investigação do CCI (Art Centre of Excellence for Creative Industries and Inovation). É ainda lider do Citizen Consumer Program e membro do  ARC Federation Fellow, e responsável pelo Uses of Multimedia project no CCI. Pensador e escritor sobre assuntos de criatividade, comunicação e inovação, tem mais de 18 livros publicados sobre o assunto e campos relacionados, incluindo Television Truths (2008), tv50 exhibition catalogue (2006) Creative Industries (ed., 2005), A Short History of Cultural Studies (2003), The Indigenous Public Sphere (with A. McKee, 2000), Uses of Television (1999) and Popular Reality (1996). É ainda Editor do International Journal of Cultural Studies. É uma das referências mundiais sobre industrias criativas e culturais.  

Vale a pena pesquisar um pouco as publicações do CCI em http://cci.edu.au/publications/, até porque focam inumeros assuntos relacionados com criatividade, industrias criativas e culturais, comunicação, media, e aspectos de relacionamento da cultura, comunicação e criatividade com a economia e sociedade.

Referências
Industrias Criativas em John Hartley e em Stuart Cunningham
culturascopio.wordpress.com

Stuart Cunningham, no CCI
John Hartley, no CCI

Encontros para a competitividade, indústrias criativas em Serralves

logo_sombra_pqA Dreamfeel participa no Primeiro Encontro para a Competitividade, que decorre hoje e amanhã,  dias 19 e 20, em Serralves, dedicado às indústrias criativas, promovido pelo IAPMEI numa parceria com a Fundação de Serralves e o GPEARI – Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e relações Internacionais do Ministério da Cultura. 

Tendo como objectivo facilitar o debate de uma estratégias de desenvolvimento para o sector, através da análise de formas de cooperação e da indução de dinâmicas de inovação que representem oportunidades de crescimento para as empresas, a iniciativa integra-se no ciclo de Encontros que o IAPMEI tem vindo a desenvolver no âmbito da assistência empresarial.

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Livros e catálogos digitais interactivos

A busca por um formato digital para publicação de documentos de modo fiel ao objecto real, e que ao mesmo tempo seja de agradável uso e leitura, simulando o objecto real que é o livro ou a revista, há muito ocupa os designers de aplicações multimedia.

Formato Adobe PDF

Há muito que o formato PDF da  Adobe se instalou como o formato generalizado para distribuição de documentação digital, mesmo quando isso é feito online.

Este formato apresenta inumeras vantagens, sendo algumas delas as seguintes:

  • Formato versátil, contendo varios tipos de informação (texto, imagem, graficos vectoriais e raster, formulários, anotações, revisões)
  • Permite um rendering fiel à versão real em papel (imagem raster das páginas originais)
  • Portabilidade (funciona em multiplas plataformas)
  • Self-Contained (todo o documento está contida num unico ficheiro)
  • Depende apenas de um leitor gratuito
  • Resultados uniformes em todas as plataformas (o documento fica sempre com o mesmo aspecto, independentemente da plataforma
  • Capacidade de funcionar como formulário para preenchimento (com lógica de validação)
  • Suporte de modos de segurança (autor, revisor, bloqueamento de funcionalidades e alterações, como impressão, edição, cópia, etc.)
  • Compatibilidade total com post-script, podendo funcionar como formato de arte grafica digital final.
  • Suporte a diferentes resoluções e modos de cor

Mas isso não é um livro!

Pois não! Nem parece um livro ou revista! É um formato de ficheiro. É o que temos…

No entanto, e apesar da beleza e eficácia deste formato, quantos de nós não se viram já confrontados com downloads de pdf’s que parecem não acabar, ficheiros enormes guardados no disco, documentos que abrem dentro do browser, no meio de uma janela atulhada de barras de ferramentas, de páginas que só se conseguem ler com zoom elevado perdendo-se a percepção da página como um todo, enfim… de livros que deixam de parecer livros!!! Ou então, para que o download seja rápido o documento é uma desilusão: baixa qualidade, o texto não é pesquisável, as imagens parecem borradas e ilegiveis… enfim… tudo tem os seus prós e contras!

O facto é que nada substitui o livro no seu formato impresso: as sensações do cheiro e textura do papel, a manipulação, as capas, o marcar e comparar páginas diferentes rápidamente, voltar atrás, enfim o folhear… e tudo isso se perde com o formato digital. Certo? Pois não é verdade!

Há alternativa?

Conscientes de que a leitura online de documentos digitais não é cómoda, que o feeling do livro se perde nos formatos digitais existentes, já há algum tempo que os designers e programadores se lançaram ao desenvolvimento de um formato mais cómodo para leitura online. 

Neste formato as páginas deveriam poder ser desfolhadas e marcadas; a sensação visual deveria ser proxima da de um livro real; o zoom deveria ser algo natural, como a nossa aproximação do livro aos olhos quando algo não se consegue ler bem a uma certa distancia. Enfim, um interface que faça jus, ou pelo menos se aproxime, de algumas das caracteristicas do livro real!

DreamBook/FluidBook – Livro e Catálogo digital interactivo

logo-book-8x3E o resultado foi o produto que a Dreamfeel comercializa com o nome DreamBook! Este é um formato de leitura online que simula um livro real em 3D. Permite ler, folhear, marcar páginas, fazer zoom a uma secção… mas mais ainda: permite inserir todo o tipo de multimedia (som, imagem, video, animações, graficos e esquemas, fotos 360) ou até páginas Web, como conteudo de cada página. O produtor original da solução é a empresa francesa FluidBook, parceira da Dreamfeel neste desenvolvimento.

Os Livros Digitais Interactivos permitem colocar na Web toda comunicação impressa existente, sejam catálogos, mostruários, folhetos, publicações periódicas, ou tudo aquilo que desejar. Partindo de artes finais digitais, de material já impresso, ou concebendo os livros de raiz, o utilizador final dispõe sempre de um meio cómodo de consulta da literatura.

Powered by DreamBook / FluidBook

Veja o e-flyer!

Veja o Press Release

Processo de Produção

O processo de produção é simples: o cliente entrega um PDF, e este é transformado num DreamBook/FluidBook, por processos automáticos. Depois o interface é costumizado (logotipo, cores, navegação) com as cores e identidade do cliente.

E se não existir o PDF já disponivel? Se não existe a publicação em formato digital PDF, mas apenas em papel, o processo tem apenas mais um passo: a publicação em papel é digitalizada, com a qualidade apropriada, e transformada num PDF, antes do inicio do processo.

Finalmente, basta alojar a publicação num servidor Web, banal, sem requesitos especiais, e em menos de 72 horas a publicação estará online. Se o cliente não quiser usar um alojamento fornecido pela Dreamfeel, pode usar o seu próprio alojamento ou servidor web: Todos os ficheiros necessários são sempre fornecidos, de modo a permitir uma instalação directa e simples num servidor privado. Simples e eficaz! 

FAQ

Como é que a qualidade é tão elevada? As imagens originais do documento são cuidadosamente tratadas para visualização no ecran; a sua resolução ajustada, para obter o justo balanço entre rapidez e qualidade; a imagem da página completa é de média resolução; a imagem em zoom é uma imagem de altissima resolução, carregada em background ou apenas quando necessária.

E como é que o carregamento ainda assim é rápido? O Dreambook/Fluidbook apresenta um processo inteligente de carregamento de páginas e imagens: estas estão a ser carregadas em background, segundo um processo probabilistico de avaliação de qual será a proxima página visionada. O utilizador geralmente só espera o carregamento de uma página, nunca o carregamento do documento completo!

E o texto é pesquisável? Claro que é: no processo de produção, todo o texto presente nas imagens é convertido em texto digital, por um processo de OCR de altissima qualidade.

Que tipo de multimedia posso incluir? Animações e aplicações Flash, video, som, fotos, aplicações Java e JavaScript…enfim, todo o tipo de multimedia que se pode colocar numa página HTML. 

Posso colocar links para sites ou páginas web? E para ficheiros para download? Claro que sim. Podem ser colocados links internos (entre páginas ou àreas de página) e externos. As àreas clicáveis podem ser palavras, frases, imagens, áreas, ou em geral o mesmo que se pode fazer numa página web.   

Aplicações

A aplicação do Dreambook em web sites, em montras interactivas ou em quiosques interactivos, normais ou especialmente concebidos para os suportar, permite uma extraordinária interacção natural e intuitiva entre o utilizador e o conteúdo. Uma aplicação que ficou famosa é a do livro do futuro, em que o quiosque tem a forma de um pedestal com um livro, que mais não é que um ecrã TFT, com sensores, que permitem ao utilizador passar a mão sobre o ecrã como se estivesse a folhear naturalmente um livro de papel.

Criar um catálogo de produtos para leitura online, tornar este catálogo interactivo, de modo que cada produto ganha animação, ou apresentar um video para cada produto presente no catálogo, ligar os produtos a um carrinho de compras e automáticamente tranferir o utilizador para a loja online, de modo a que feche a encomenda e efectue o pagamento online, é uma brincadeira de crianças.

Mas imaginem agora uma biografia de um actor de cinema, feita neste formato! Mantem o formato de livro, agradável de manipular, mas rápidamente se podem incluir clips e cenas de cinema, retirados da filmografia, entrevistas e depoimentos em video, clips de som, musica de fundo, entrevistas de rádio, albuns de fotgrafias manipuláveis na página do livro, etc. Ou uma história do Jazz ou do Rock, feita de clips de som. Ou um manual escolar feito de esquemas animados, videos, e experiencias interactivas. Tudo isto está incluido no formato DreamBook/FluidBook que a Dreamfeel apresenta.

E já pensou quanto poderá poupar na publicação dos manuais técnicos de software, de máquinas, de componentes mecânicos electricos e electrónicos, na publicação dos documentos de congressos, conferências e feiras, na publicação de colecções de livros, reedição de revistas e jornais

A beleza da solução é que se o leitor quiser ainda assim manter guardado no seu próprio sistema uma versão do livro, pode, do mesmo modo, fazer o download do ficheiro PDF, exactamente igual à versão online, excepto nas funcionalidades não são suportadas pelo formato PDF. Outro aspecto interessante, é que dada a versatilidade do formato, se pode construir um site integralmente baseado num livro digital interactivo. É uma solução rápida e de baixo custo, principalmente quando já se dispõe de um documento em papel ou formato PDF (catálogo, brochura corporativa, company profile, etc.)

Relatório de Sustentabilidade TMN

Note-se também que dado o formato ser digital, de leitura muito mais cómoda, ser uma solução inovadora e de prestígio, e o seu custo de produção ser baixo, muitas empresas optam por ele para a distribuição online de documentos de publicação obrigatória (relatórios de contas, relatórios de gestão, actas, etc). É o caso da TMN, que publicou o seu Relatório de Sustentabilidade 2008 neste formato.

Algumas publicações periódicas estão também a adoptar o formato, prestando assim um serviço de leitura online, em tudo semelhante ao de leitura da versão em papel, e já não com a necessidade de manter duas versões distintas da mesma publicação (em papel e online).

Esta é uma solução de futuro, que transforma a leitura de documento online, numa tarefa agradável e com a sensação de ser um livro real.

Para mais informação,  por favor contacte a Dreamfeel Lda

A Geolocalização – Nova tendencia do Marketing de Proximidade

Wired magazine geolocalizaçãoHá dias percorria várias das e-mags que visito regularmente e a minha atenção prendeu-se num artigo de Mathew Honan, na WIRED News, sobre a revolução da geolocalização.

Nesse artigo, intitulado “I Am Here: One Man’s xperiment With the Location-Aware Lifestyle”, descrevendo a sua experiência com a aplicação WhosHere (para iPhone) que basicamente permite conhecer quem está à nossa volta, num dado local (e vice-versa, claro), usando a mesma aplicação e uma vez identificadas essas pessoas, percorrer o seu “profile”  e, se se pretender, iniciar a interacção, possivelmente um chat, com alguma dessas pessoas.

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Digital Signage no Retalho e Distribuição

A Digital Signage no retalho e na distribuição é uma poderosa ferramenta que permite a comunicação dirigida a um target específico, a mensagem adaptada a uma estratégia de comunicação, a adaptação ao momento e objectivo imediato. Vejam o video

 

Digital Signage e linguagem de comunicação

Ao contrário do que se pode pensar, a linguagem a usar nos meios de Digital Signage, apesar de comungar muitos dos princípios da linguagem televisiva e de outros meios, é de facto radicalmente diferente daquela usada na televisão.

Profissionais e especialistas podem dominar esta linguagem com eficácia, existindo já um bom conjunto de princípios estabelecidos, baseados numa imensa base de experimentação e estudos, nomeadamente da área da psicologia de comunicação, que nos guiam e nos permitem usar estes meios com elevada eficácia. Porém deve-se ter sempre presente que estes meios têm características próprias.

Basta pensar que em presença de um ecrã de Digital Signage o espectador não está confortavelmente sentado na sua sala, nem predisposto a passar um bom bocado frente aos ecrãs, e muito menos numa atitude de total passividade, pronto a ser manipulado emocionalmente, ou capaz de absorver grande quantidade de detalhes ou informação. Televisão no ponto de venda não é televisão generalista.

De facto na Digital Signage temos um espectador que passa e circula livremente, raramente se detendo frente ao ecrã; geralmente motivado para a compra, focado noutras actividades; que está num local com múltiplas solicitações e com múltiplos elementos de distracção e dispersão; quase nunca em situação de conforto. Neste caso temos com outros elementos presentes uma disputa activa pela atenção do público, a qual está pronta a ser provocada e estimulada pelo meio que melhor o possa fazer; e isto muda todos os parâmetros de linguagem, impondo nomeadamente técnicas bem definidas de captação de atenção, a passagem rápida e repetida da mensagem, uma vez que o espectador raramente permanece; a necessidade de repetidamente captar a atenção de novo público, e a necessidade imperativa de integrar, com objectividade, o canal, no ambiente em que se situa. E esse é outro elemento fundamental da linguagem a usar nos conteúdos de Digital Signage: a perfeita adaptação a cada local, a cada ambiente, e a cada contexto, podendo ela própria ser elemento de criação desse ambiente e contexto.

Tudo isto só é possível pelo uso da linguagem específica apropriada.

Publicidade Dinâmica – Anunciantes, a que dar atenção?

Quando me perguntam qual deve ser a principal preocupação de um anunciante em meios de Digital Signage, a resposta é clara: Usar a linguagem apropriada, através de conteúdos de comunicação concebidos e realizados especificamente para Digital Signage, e com isto aproveitar todas as potencialidades destes meios.

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Publicidade Dinâmica ou Meios estáticos?

Os meios de Digital Signage apresentam um conjunto tão vasto e decisivo de vantagens, perante os outros meios, que até espanta que em Portugal, ao contrário de muitos outros mercados desenvolvidos, a sua penetração tenha sido tão lenta e hesitante, até ao momento, e as resistências, felizmente já desvanecidas ao longo dos últimos anos, tão acentuadas, principalmente por parte dos operadores do sector, e refiro-me por exemplo, aos responsáveis de marca, de marketing e de produto, ou às agências de comunicação, de meios e de publicidade.

Sobre as vantagens, desde logo se pode dizer que os meios de Publicidade Dinâmica ou Digital Signage estão presentes directamente no ponto de venda, onde grande parte das decisões de compra são tomadas, ao contrário dos meios televisivos, a rádio, a publicidade na imprensa ou em outdoor. Essa vantagem é a óbvia e já bem conhecida.

Outras vantagens têm sido menos exploradas e são talvez menos conhecidas.
Desde logo a atracção e impacto que a imagem em movimento, a luz, e o tipo de mensagem veiculada, exerce sobre a atenção do consumidor; isto é ainda mais potenciado pela familiaridade do público com linguagens mais televisivas e cinematográficas, bem como com as linguagens e estéticas da Web, factor decisivo para a comunicação com as gerações mais novas.

Outro factor decisivo é o dinamismo de gestão de comunicação e canal, que os meios digitais permitem; a capacidade de alterar a comunicação, em função das necessidades do anunciante e da audiência presente, é outro factor de peso; tudo isto marca a diferença relativamente a todos os outros meios, incluindo os estáticos e os mais ou menos dinâmicos.

Uma objecção tradicional no passado, foi a incapacidade de criar uma métrica de audiência nestes meios. Este argumento sempre foi uma falácia, no sentido de que nunca ninguém o usou em relação, por exemplo, à publicidade estática, colocado no mesmo local, com maiores custos de manutenção a longo prazo, e só justificável pela incapacidade de aceitar e entender que um canal de Digital Signage não é de modo nenhum uma extensão do canal de televisão de sinal aberto, muito pelo contrário, é um meio autónomo e com características próprias. E apesar de tudo, a industria reagiu e, hoje, pode-se com relativa facilidade, ao contrário do que acontecia no passado, conhecer métricas exactas e detalhadas ao segundo, em quantidade, sexo, idade e número efectivo de contactos e audiência real nestes meios, por simples analise em tempo real da imagem das faces que efectivamente têm um olhar fixado num ecrã em cada instante. Nenhum outro meio possibilita levar a métrica tão longe e tal nível de detalhe.

Não é ainda de desprezar que a mesma tecnologia que permite obter métricas detalhadas, permite também adaptar os conteúdos em tempo real, com modificação instantânea da mensagem, e sua personalização e adaptação à audiência presente, permitindo por exemplo o seu ajuste por sexo ou escalão etário. No limite, há meios que permitem a segmentação por perfil pessoal de comprador, através de tecnologias como a identificação de cartões de fidelização por RFId ou por biometria: a comunicação one-to-one levada ao seu limite. Nenhum outro meio permite tal segmentação em tempo real!

Mas também o baixo custo da publicidade dinâmica, baseada em meios digitais, é uma vantagem objectiva, relativamente aos outros meios, sejam eles estáticos ou dinâmicos, sejam nos pontos de venda ou em outros locais. O investimento inicial em Digital Signage, como aliás em qualquer meio digital, ligeiramente mais elevado do que noutros meios, tem como contrapartida a redução drástica do custo de comunicação com o mercado, no médio e longo prazo, proporcionando adicionalmente todas as outras imensas vantagens destes meios.

Dynamic Signage e meios tradicionais, cruzamento possivel?

Os meios digitais, de um modo global, usam, ou podem usar, um e um só conjunto coerente de tecnologias. Separar a web de uma montra digital interactiva não faz sentido; separar os meios digitais no ponto de venda, da comunicação digital sobre um canal de Digital Signage no espaço público, não faz sentido; não aproveitar as sinergias de comunicação na televisão e no site internet, também não faz sentido; e isto é já claro para todos. Também não faz sentido considerar que os meios digitais dispensarão todos os outros meios mais tradicionais: eles não são substitutos, mas sim complementos potenciados (como em qualquer outro caso) pelo cruzamento de meios.

Digital Signage - pode cruzar-se com outros meios?

Digital Signage – pode cruzar-se com outros meios? Um ecran de um canal produzido pela Dreamfeel. Além do canal foi produzido um stand de feira, uma brochura e alguns banners. Todos os meios contribuiram para uma presença brilhante no evento.

Uma mensagem ouvida na rádio, ou televisão, pode ser reforçada e direccionada no ponto de venda por uma campanha em Digital Signage; os meios estáticos de publicidade complementam, de uma forma permanentemente presente, a mensagem dinâmica, mas volátil, dos ecrãs de Digital Signage; uma campanha espalha-se por muppies e outdoors estáticos, que distribuem conteúdos digitais por bluetooth, ou proporcionam na via pública, onde estão instalados, uma zona de acesso WiFi gratuita, com publicidade às lojas que os circundam, onde as mensagens e o Cross Selling é realizado por Digital Signage; a mensagem emocional do anúncio televisivo é secundada e transformada em mensagem tecnicamente detalhada no expositor interactivo da loja de desporto, segundo o perfil de cliente, presente no cartão de fidelização. Enfim, nada é improvável, e muito pouco é irrealizável.

A capacidade de cruzamento de meios estáticos e dinâmicos, digitais e tradicionais, de um modo geral, só depende da vontade e criatividade de quem concebe e realiza as campanhas. Na Dreamfeel achamos que a comunicação não se pode fazer apenas com base em abordagens tradicionais, mas sim na aplicação da criatividade a todos os meios existentes e ás potencialidades das plataformas tecnológicas disponíveis e emergentes. E a mudança geracional já está a impor esta mudança.