Marketing e Branding Territorial

Sendo o marketing territorial utilizado ao serviço da concepção, gestão e promoção dos lugares, com o objectivo de aumentar a atractividade junto de públicos internos e externos, as estratégias utilizadas pelos lugares para posicionar e comunicar os seus atributos podem apresentar-se como um instrumento precioso ao serviço da estratégia territorial.

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Anúncios

Marca: O Conceito STRATEGOS e o Princípio de GAUSE da Exclusão Competitiva

 

a marca “existe num espaço psicológico, na mente do consumidor (…). A publicidade é o meio que nos permite ter acesso à mente do consumidor”.

Randazzo, 1996: 27

Sobre marca, posicionamento estratégico e publicidade, um excelente artigo por Fred Tavares (já de 22/08/2007), que relido adquire cada vez mais significado, é o “Marca: O Conceito STRATEGOS e o Princípio de GAUSE da Exclusão Competitiva” , no site Portal do Marketing.  

 

Science of Time – Science of Cool

Science of Time é a face visivel de uma organização mundial de estudo de tendencias de mentalidade e consumo, logo tendencias de marketing. Organiza-se como uma rede colaborativa de investigadores e profissionais desta área e resulta num acumular de conhecimento incomparável, e numa permanente atenção ao que se passa em todo o mundo.

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Consistência na imagem e publicidade

imagesNão é raro encontrar marcas que, ao longo do tempo, constroem uma imagem, ou uma linha de comunicação com o seu mercado.

Porém surpreende sempre quando, mais do que observar cada peça de publicidade ou de comunicação de marca, per si, observamos a consistência com que em alguns casos isso é feito ao longo do tempo e sempre dentro de uma mesma linha.

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Plus de 500 publicités de Street Marketing extraordinaires

publicité marranteO site é francês e extraordinário em vários aspectos.  O seu tema é a comunicação, o marketing , a publicidade.

Mas o artigo que chamou mais a atenção foi “Plus de 500 publicités de Street Marketing extraordinaires ! – Partie 1 et 2” (“Mais de 500 publicidades de Street Marketing ! – Parte 1 e 2”).

Vai desde o já quase banal marketing de guerrilha, ambient media, publicidade mais convencional, mas mesmo assim muito criativa, até verdadeiras provocações e ideias de ruptura. Encontra-se um pouco de tudo, mas sempre de excelente qualidade, em qualquer caso.

Percorra e delicie-se. Analise e se entender, procure as referências, as marcas, as agências e os criativos. Muita coisa está bem descrito por essa internet fora. Apenas é necessário um pouco de persistência.

 

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Você Necessita de Impressão de Grande Formato?

Como diferenciar a sua empresa gráfica de grande formato de todas as outras ofertas existentes no mercado?

A gráfica PacBlue, de Vancover, Canadá, especializada em impressões de grande formato, ao enviar a todas as agências de publicidade cartões comerciais… de grande formato!

A ideia foi criada pela encontrou a solução, ao recorrer à Hot Tomali Communications, e a intenção foi demonstrar a especialazação e especialidade  aos seus mais directos clientes potenciais. E resultou!

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Decoração de Veículos – Legislativas 2009 – PS

PS GRandis 1Já o tinhamos feito para o congresso do PS em Espinho, e para as Eleições Europeias.

De novo a Dreamfeel foi escolhida para efectuar a decoração dos veiculos do Partido Socialista na campanha para as eleições legislativas, tendo efectuado trabalhos de design gráfico, adaptação de grafismos aos veículos e coordenado os trabalhos de impressão e montagem das películas decorativas.

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9 Tips For Brand Building With Web Design

 

webdesigndepotNum artigo intitulado 9 Tips For Brand Building With Web Design Dmitry Fadeyev descreve 9 dos principais aspectos para o design de uma marca na Web.

Publicado pelo Webdesign depot, um dos mais respeitados blogs/web magazines do género, o artigo não é exaustivo, mas contém as mais importantes dicas sobre o assunto, vindas de um verdadeiro especialista.

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Marketing de Proximidade: como usar o bluetooth?

Tipificar as campanhas que os novos meios proporcionam, é algo inatingivel ainda, pelas próprias caracteristicas dos media: sendo meios emergentes, novos portanto, ainda são terreno fertil para a criatividade. E o futuro ainda nos reserverá novas utilizações que vão sendo imaginadas passo a passo. 

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Marketing interactivo: O Street Chat

Proporcionar uma experiência divertida, ao mesmo tempo que cria fortes laços com a marca, é o objectivo do street chat e do chatwall que, usando meios como o telemóvel, permite que, em espaços públicos, mensagens SMS sejam projectadas em grandes ecrãs ou em outros meios de visionamento pelo público dos textos enviados pelo utilizador.

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Special Guerrilla / Outdoor Marketing

 

Guerrilha 

Definição – é uma forma de combate ou tipo de guerra, não convencional no qual a principal estratégia é a ocultação e extrema mobilidade dos combatentes (guerrilheiros), que com reduzido número de efectivos e quantidade de meios, produzem grande quantidade de pequenos danos no inimigo, com um elevado e permanente efeito de surpresa e de desgaste, com escolha cuidadosa de alvos inesperados mas de elevada visibilidade (ainda que muitas vezes de reduzido interesse real) e a instauração da necessidade de permanente atitude defensiva no inimigo.

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Tesco desliga a ficha da rede de Digital Signage

Para quem segue a industria da Digital Signage houve no inicio deste mês uma notícia, afinal já há muito esperada, mas de qualquer modo surpreendente para quem não acompanhou: A cadeia inglesa Tesco desligou definitivamente aquela que foi durante anos a rede de Digital Signage mais citada, mais referida e mais usada como exemplo das boas e das más práticas.

A justificação foi que, integrada numa politica de actuação “verde” que vem desenvolvendo, não se justificava juntar mais umas toneladas  de carbono à atmosfera, apenas para ter uma rede de publicidade a funcionar nas suas lojas (cerca de 100 grandes superficies, numa rede de quase 2000 lojas) espalhadas pelo Reino Unido.

Na prática todos sabemos que a rede Tesco, tendo sido uma das primeiras redes de Digital Signage a ser implementada, flagship da industria, sempre enfermou de graves problemas. Relembremos brevemente a sua história:

Desde o inicio a aposta da Tesco foi em modernizar as suas lojas, em muitos casos recuperadas de velhas lojas de bairro, noutras bastante anónimas grandes construções novas de periferia ou de suburbio, estratégicamente colocadas para capitalizar na facilidade de estacionamento e nos trajecto de circulação lar/emprego, e injectar vida nova que lhes desse uma identidade marcada, que apenas a decoração tradicional dificilmente dava. Para isto usou uma estratégia de um crescimento rápido de uma rede de Digital Signage (a primeira desta dimensão no UK), colocando plasmas a um ritmo acelerado, e concebendo um modelo em que a conteúdos ludicos e informativos, se misturavam em partes iguais publicidade interna e externa. A exploração da  rede (da publicidade, de facto) foi de inicio entregue à JCDecaux (que apenas no UK e nos EUA opera redes de Digital Signage) e a operação manteve-se controlada internamente, com o apoio daquela empresa. Mais de 100 das suas grandes superfícies receberam a rede de plasmas.

Rápidamente se verificaram opiniões e se constataram factos que aparentemente são contraditórios: primeiro a rede dificilmente captou um nivel estável de anunciantes externos, quer pelas resistências existentes nas agencias de meios, a contratar um meio que era totalmente inovador e desconhecido (e lembremo-nos que já se passaram largos anos), quer pela dificuldade em convencer os anunciantes da eficácia do meio. No entanto a Tesco anunciava a sua própria publicidade com sendo um exito sem comparação possivel.

Por outro lado aquela que foi a rede de ensaio da industria enfermou de vários problemas na localização dos displays dentro das lojas: demasiado altos, nuns casos, relegados para cantos reconditos noutros, colocados sem cuidado de protecção de reflexos, ignorando que a melhor zona de colocação de Digital Signage são sempre os locais de passagem e de espera, e não aqueles em que as pessoas estão ocupadas, os layouts mostraram que houve pouca e pouco coerente definição de principios para os layouts de colocação de plasmas nas lojas, e que erros básicos cometidos e identificados logo no inicio se repetiram estupidamente em lojas que iam sendo fornecidas com novas instalações. Esta sempre foi a parte incompreensivel desta história de sucessos e de insucessos.

Ao longo dos anos algumas redefinições foram feitas e alguns layouts alterados e uniformizados, melhorados e tornados mais eficazes… ou não! Apontava-se como erro, a pobre localização dos plasmas de 42″, colocados em demasiado grande quantidade por loja (cerca de 40, quando num hipermercado, o normal é um especialista colocar de 12 a 20). O guia de conteúdos da JCDecaux preconizava uma programação de clips de no máximo 10 segundos em sucessão e com som… a sensação era quase de enjoo, ao fim de algum tempo de permanencia na loja, com 40 plasmas debitando cada um o seu conteúdo de 10 segundos, em rápida sucessão, e com uma cacofonia de sons vinda de todos os lados, todos emitindo flashadas de luz, e produzindo rápidos e coloridos. Mas apesar de todos os especilistas apontarem isto como um erro, nunca foi corrigido.

Foi noticia uma remodelação, dita total que no final, pouco mais que afectou que 10 das 100 grandes lojas, e mesmo nessas não reposicinou mais 20% dos plasmas… um insucesso, por falta de vontade.

Depois a rede teve altos e baixos, ao sabor da gestão e do marketing da cadeia: desde alterações radicais de programação, a períodos de verdadeiro abandono (chegou a haver queixas de clientes que diziam que haviam promoções ou informações desactualizadas mais de 2 meses!), alternando com períodos de verdadeiro brilho na programação, que em certo momento chegou a atrair gente só para ver um clip de musica que não passava em mais nenhum lugar…

Finalmente e com a falta de publicidade a JCDecaux acabou por ser substituida no ano passado por uma empresa do grupo Tesco, a Dunnhumby Retail Media, que ressuscitou a rede, com radicais alterações, nomeadamente reconhecendo finalmente que o som de loja não podia ser afectado pelo som da Digital Signage (erro há muito apontado à rede), reposicionando grande parte dos displays em lojas em que estavam miserávelmente posicionados, e recuperando admirávelmente a qualidade da programação.

O certo é que publicidade externa não apareceu em grande quantidade… mas a Tesco anunciou repetidamente, como já o tinha feito no passado, que todos os indicadores apontavam para que este era o melhor investimento em publicidade e comunicação com o público, inqueritos apontaram um aumento apreciável no reconhecimento pelo público da aposta na qualidade , por parte do grupo (campanha lançada apenas nesta rede), uma percepção de atenção ao cliente e alguns indicadores reconfirmaram a capacidade da rede em redireccionar vendas e influenciar o público.

Agora, a decisão de desligar esta rede. Analistas dizem que a Tesco é demasiado centrada nas acções que produzem lucro, e nunca internamente foi realmente compreendida a aposta neste meio, uma vez que não produzia qualquer tipo de lucro imediato. Por outro lado sempre houve dentro da Tesco teses contraditórias, reveladas por exemplo na forma como o resultado deste investimento foi apresentado em certos relatórios de contas, como sendo uma aposta parda a que se dedicavam um mero parágrafo no conjunto de vários capitulos dedicados ao marketing, branding e comunicação, contra a forma como o departamento de marketing sempre ressaltou o exito retumbante, muito além das espectativas iniciais , dos resultados obtidos com a rede.

Aparentemente, e uma vez que o modelo da rede era o de ela produzir receitas pela venda de publicidade, foi um negócio como qualquer outro, que foi abandonado porque não produzia lucro (e é um tipo de decisão em que a Tesco sempre se mostrou bastante radical), e isto contra a avaliação de outros factores, como por exemplo o instrumento eficaz de direcção de vendas que a rede constituia reconhecidamente. Mas venceu a tese economicista e que defendia que o negócio só se justificava se produzisse receitas efectivas na venda de publicidade. 

Em conclusão, este acontecimento, ao mesmo tempo que prova que uma rede implementada com problemas conhecidos não tem tendência a produzir os efeitos esperados, prova também que seja qual for a abordagem, o meodelo de exploração em que se esperam lucros de publicidade de uma rede deste tipo, está falido! Tal como sempre defendi! É que o negócio em que a Tesco é efectivamente eficaz é a vender bens alimentares, de higiene e utilidades domésticas, não é a vender publicidade!!! 

Quem espere obter lucro com uma rede de Digital Signage, vendendo publicidade, convença-se que para isso é preciso ser de facto especialista de publicidade… do mesmo modo que se algum publicitário decidir abrir um minimercado…convença.se que vai ter muito que aprender!

Moral da história

O que faliu não foi a rede da Tesco, foi o modelo de negócio que obstinadamente quiseram implementar e manter, mesmo quando já tinha sido repetidamente verificado que era insustentável: a rede não gerava receitas por venda de publicidade, gerava-as era pela imagem corporativa, pelo efeito de branding, e pelo direccionamento de vendas… e, especulo, bastou um director financeiro perguntar de novo “se isto não gera receita, não será de abandonar?” para mais uma vez ninguém ter paciencia para defender que esse não era o critério de avaliação a aplicar. É que a polémica já era longa, e vinha de há muito tempo… e a rede tinha graves problemas de layout que nunca ninguém enfrentou, e agora seria tarde demais.

 

Referência

http://www.brandrepublic.com/News/886386/Tesco-finally-pulls-plug-in-store-TV-network/
http://digitalsignagenews.blogspot.com/2009/03/morning-press-digital-signage-news-for.html
http://www.wirespring.com/dynamic_digital_signage_and_interactive_kiosks_journal/articles/Tesco_s_digital_signage_advertising_network_may_be_struggling-258.html
http://www.canadianbusiness.com/technology/trends/article.jsp?content=20060522_77701_77701

Smashing Magazine

smashing-magA Smashing Magazine é, desde que apareceu em Stembro de 2006, uma referência online para o Web Design, apresentando artigos e recursos de inestimável valor sobre  esta àrea.

A explorar especialmente a àrea Inspiration e Showcases onde se podem encontrar reunidos num só lugar dezenas de exemplos, portfolios, artigos, designs, numa verdadeira montra do state of the art.

http://www.smashingmagazine.com/

Quando os logos são parecidos

Num excelente post no site  logodesignlove-250px-copy, com o titulo “When logos look alike”, Mike Davidson faz uma comparação de 22 logos que apresentam semelhanças espantosas. Não se trata de plágio… trata-se mesmo de coincidência.

Nos nossos dias, a quantidade de grafismos corporativos que circulam, a semelhança das referências e influências dos designers, e ao fim e ao cabo a própria educação estética comum, que funciona como um backgroud para a criatividade, resultam na necessidade de realmente ser muito criativo, para evitar colagens a grafismos já existentes. E mesmo assim…

A velha frase pessimista de que “já tudo foi feito” não é justificação para nada fazer: criar é um acto tantas vezes solitário e individual, que sempre haverá algo de novo a criar. Simplesmente as regras do mercado, a educação, o acompanhamento das correntes, encaminham as estéticas e influenciam decisivamente as opções. Mas acima de tudo, e é um ponto raramente focado, as ferramentas disponiveis (software), com as suas limitações e facilidades particulares, são tantas vezes a fonte de se tomarem caminhos convergentes.

Quando há uns anos atrás o Corel Draw se impôs, era praticamente impossivel não detectar um logo desenhado com base nessa ferramenta: as curvas de Bezier, os dégrades, enfim… uma infinidade de detalhes que constituiam mais valias do software, ferramentas fundamentais, mas que conduziram a um abuso de efeitos “directos” que permitiam com facilidade a identificação. E depois… as limitações. No caso eram as dificuldades com as transparências, com as linhas finas, as limitações com os typeface disponiveis, com a coloração e os efeitos de cor na tipografia. Tudo contribuia para uma quase imediata identificação.

Hoje a variedade de software disponivel é maior…mas não muito maior. Designer que se preza usa pelo menos duas ou três  peças de software mainstream, com caracteristicas bem marcadas, ferramentas poderosas, mas mesmo assim limitadoras. O resultado é fatal…

Também as estéticas e principios gráficos, predominantes no mercado, limitam e encaminham. A criatividade não é totalmente livre: está condicionada por aquilo que é a moda, a preferência do publico, a teoria, as directivas de qualidade grafica, a prática comum, etc.

No final, só admira: como é possivel que não ocorra muito mais vezes? Apenas pela qualidade dos profissionais, pela informação que circula, pelo acesso que hoje é possivel ter, em qualquer parte do mundo, ao que se vai fazendo noutros lugares. Uma base de conhecimento comum que permite distinguir o trigo do joio, eliminar criações que possam ser colagens a grafismos existentes e, enfim à posteriori, avaliar o trabalho desenvolvido e evitar amargos de boca…

Afinal quem não se lembra de alguns casos portugueses…

 

 

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“The top 10 digital signage trends for 2009″

 

O site Digital Signage Today publicou em 6 de Janeiro passado o artigo “The top 10 digital signage trends for 2009″ onde Keith Kelsen reune, ponto por ponto, as 10 tendencias e preocupações da industria da Digital Signage relativamente ao desenvolvimento destes meios digitais no ano que agora se inicia.

  • Trend #1: Content is the next main talking point for the industry
  • Trend #2: Traditional broadcasters are getting into the digital signage marketplace
  • Trend #3: Agencies are awaking to the power of digital signage
  • Trend #4: Brands are shifting money to this market from traditional TV
  • Trend #5: Cross-platform and interaction with cell phones is critical
  • Trend #6: Interactivity and measurement
  • Trend #7: Data-driven content or ad search for DOOH
  • Trend #8: Cost of LCD and players is entering next phase of cost down
  • Trend #9: Consolidation and failures will continue
  • Trend #10: Growth for the industry is moderate, but positive

A estas tendências, Jorge Oliveira faz um interessante comentário no blog http://blog.activemedia.pt/2009/01/19/top-10-digital-signage-trends-2009/, onde diz, nomeadamente: “Ponto a ponto, Keith Kelsen fala das 10 tendências para o mercado do digital signage ou dos canais multimédia ou corporate tv ou… ponto a ponto fiz a minha leitura.” Também eu fiz a minha leitura e, em muitos pontos estamos completamente de acordo; Noutros discordamos radicalmente, quase sempre apenas por uma diferente visão do universo a que se aplica a análise. Para quem não me conhece, a minha visão da digital signage é muito mais uma visão de marketing interactivo, adaptável, one-to-one, do que uma visão de canal de difusão televisiva. E isso afecta a maneira como vejo as coisas.

Nenhuma das minhas análises aqui colocadas é novidade, e nenhuma das tendências apresentadas pela Digital Signage Today traz qualquer novidade ao que tenho dito durante o ultimo ano. Veja-se o dossie da Briefing de Dezembro de 2008, sobre Digital Signage, em que as minhas afirmações em entrevista são transcritas, as quais, no geral, vão ainda mais longe do que as tendencias assumidas por Keith Kelsen na Digital Signage Today já em Janeiro deste ano, apesar de baterem certo ponto por ponto. Ficheiro: Entrevista de João Ledo Fonseca no jornal BRIEFING Dezembro de 2008

Trend #1: Content is the next main talking point for the industry

Este é de facto uma das principais tendências, agora que, finalmente, as empresas, instituições, os operadores e as agencias de publicidade e meios FINALMENTE entenderam que este é, como todos os outros, um meio com linguagem específica e que só com esta consciencia é possivel tirar todo o partido do potencial que tem. De nada serve esgrimir argumentos como métrica de audiências, brand recall, capacidade de comunicação one-to-one, capacidade de influenciar a escolha de marca directamente no ponto de venda, quando no final se usam conteudos produzidos para outro meio, completamente desadaptados, ou produções de baixo custo, seguindo principios dubios ou nenhuns principios. A digital signage é um meio já maduro, mas com uma linguagem própria, específica e já bem estabelecida. NÃo é televisão! Não é publicidade estática! Há quem pense que a questão é apenas uma questão de “qualidade dos conteúdos”! Mas não é! É uma questão de ESPECIFICIDADE do meio, de psicologia de comunicação… o espectador não está própriamente sentado na sua sala, com o copo de whisky na mão, pronto a “ver” os conteudos… está, isso sim, a mover-se, a comprar, a tratar dos seus assuntos, concentrado noutras mensagens, motivado por outras actividades, estimulado por outros meios; passa pelo ecrã e segue a sua vida, e a janela de oportunidade de comunicação reduz-se a uns meros 3 ou 4 segundos… ainda pouca gente percebeu que TUDO tem que ser diferente na linguagem da digital signage.

Muitos anos de experiência em digital signage e um acumular gigantesco de situações estudadas, levam-me a afirmar: esta é efectivamente uma das grandes tendências; finalmente começa-se a perceber que não é só mesmo uma questão de “qualidade”, mas sim uma questão de construção e linguagem dos conteúdos. Ainda bem… sempre disse isso.

E principalmente, devemos lembrar-nos que quem mais tem errado nisto é quem pensa que pode transplantar um conteudo produzido para televisão, para um meio como este, completamente diferente!!!

“As a new medium, digital signage needs to define its own creative approach to content.”

E o principal desafio é para quem produz conteúdos mas principalmente quem produz a publicidade. É radicalmente diferente a linguagem a usar num canal de televisão, visionado no conforto e tranquilidade da nossa sala, da linguagem a usar num ecrã que se vai ver durante 3 segundo entre a prateleira de feijão em lata e a do oleo alimentar, ou durante 10 segundos enquanto percorremos as montras de um centro comercial, entre distrações e solicitações visuais diversas e atraentes. E quem não entender isto vai falhar o alvo por completo…

O conjunto de principios que regem a linguagem a aplicar na Digital Signage constitui hoje um corpo de conhecimento valiosissimo, mas infelizmente ainda não genéricamente aplicado… só entre os profissionais que desde cedo têm ensaiado e experimentado, estudado e destilado os principios da psicologia da comunicação, estes principios se estabeleceram. E é falhar completamente pensar que saber produzir para a televisão ou para a Web é suficiente para produzir para Digital Signage…infelizmente é o erro mais comum, mesmo de quem pensa que está a acertar no alvo!!!

Trend #2: Traditional broadcasters are getting into the digital signage marketplace

Em Portugal alguns dos operadores já o tentaram, alguns rentabilizaram conteúdos que detinham, cedendo-os, vendendo-os peça a peça, ou usando-os em redes de digital signage, outros lançaram-se na exploração das redes.  E isto já há alguns anos. Internacionalmente não é o caso e as poucas experiências que foram feitas resultaram em sucessos muito relativos ou em insucessos rotundos (como aliás em Portugal), mas cada vez o interesse é maior, uma vez que as redes são cada vez em maior numero, maiores e mais omnipresentes, e o interesse económico na sua exploração é cada vez maior. É que,  e aqui uma vez mais, as linhas da comunicação na digital signage são absoluta e radicalmente diferentes daquelas nos meios de difusão. Quem não perceber isto uma vez mais vai falhar. Quem o entender tem uma porta aberta para o sucesso.  

Infelizmente (ver “as minhas tendencias”) o mercado já está a deixar a Digital Signage para trás (e nós em Portugal somos pioneiros) e está a passar para conceitos muito mais evoluidos de Dynamic Signage, Interactive Signage, Interactive Marketing e One-to-One-Signage, em modelos muito variados e diversos, que incorporam uma quantidade de pequenos desenvolvimentos e tecnologias mas que afastam cada vez mais a Digital Signage de qualquer paradigma de difusão. Aparentemente os operadores da difusão tradicional vão ter completa incapacidade de o entender e seguir, até porque a “nova Digital Signage” se baseia numa lógica completamente diferente da lógica de difusão de massa, e muito mais na do marketing One-To-One ou marketing de proximidade. Mas também em conceitos mais modernos como Urban Computing, Pervasive Computing e outros ainda menos concetâneos com os paradigmas actuais. 

Trend #3: Agencies are awaking to the power of digital signage

“In-store media is the new frontier for agencies looking to expand product presence and increase sales at the shelf. The good news is that the media is measurable with real sales-lift as proof.”

Finalmente as agências começam a interessar-se pelo meio, numa época em que os orçamentos começam a ter que ser esmagados, e aqui a digital signage bate tudo e todos, incluindo mesmo os meios mais pobres como a publicidade estática, e os anunciantes exigem mais e mais eficazes meios de comunicar. Os novos desenvolvimentos tecnológicos aportarão enormes mais valias e os conceitos de interactividade, personalização e one-to-one farão o resto da revolução. Na Dreamfeel desenvolvemos sistemas interactivos e que personalizam a informação há já algum tempo. Notamos que o factor “Wow!” é decisivo mas, numa exploração mais profunda das potencialidades, repentinamente é como tirar o tapete debaixo dos pés dos criativos da publicidade: as potencialidades são tantas e tão gigantescas que de certo modo se perdem as referências da prática de muitos anos… e portanto vai ser necessário reaprender a profissão.

O argumento falacioso usado até ao momento de que o meio não era mensurável cai por terra: desde sempre foi mensurável e agora ainda mais, com o uso de produtos e tecnologias que permitem uma métrica exacta ecrã por ecrã, segundo a segundo… na realidade nenhum outro meio é tão mensurável como a digital signage!!! Mas esta sempre foi uma boa justificação para os comodistas que preferiram manter-se nos meios tradicionais, que conheciam e dominavam, e eximir-se a oferecer aos seus anunciantes estes novos e muito mais eficazes meios.

No entanto o papel das agências de publicidade e comunicação fundamental, e terá o papel decisivo na forma como o negócio se desenvolverá, mesmo sob o ponto de vista tecnológico, uma vez que o financiamento da incorporação de todos estes conceitos só pode vir de redes de difusão que se paguem a si próprias, que fiquem populadas de publicidade e que aproveitem os potencias tecnicos do meio. É preciso que colaborem, que acompanhem, que proponham, que arrisquem e que entendam o novo meio.

Trend #4: Brands are shifting money to this market from traditional TV

“For brands to survive and retain customers, they must spend money at the point of sale, or risk losing customers to generic brands. Once lost, a customer is tough to win back — and expensive.”

A saturação dos meios e o duvidoso retorno efectivo das campanhas tradicionais quando comparados com meios alternativos, levam a que esta seja uma tendência sem duvida forte dos proximos tempos. A eficaz comunicação de marca passa tantas vezes por surpreender, inovar, ser fresco e criativo e as possibilidades que os meios alternativos trazem são tão vastas e tão desafiantes que é quase tautológico afirmar esta como uma tendência. No entanto a barreira das agências tem que ser vencida e se todos os casos em que a marca recorre directamente a quem instala e gere estes meios têm sido sucessos sistemáticos (veja-se em portugal os casos Vodafone, Optimus e TMN, BP ou REPSOL), a digital signage como meio em que se compra tempo ou espaço, pura e simplesmente não existe ou tem importância marginal em Portugal, porque as agencias de meio insistiram até agora em ignorar o meio.

E o potencial aumenta tremendamente quando se pensa no cruzamento de meios. Um cenário tipico (seguido e já largamente experimentado por marcas internacionais) usa a digital signage no ponto de venda, como o complemento central e fundamental, das campanhas desenvolvidas nos outros meios. Nestes casos as campanhas são pensadas de raiz para se espalharem e desenvolverem pelos varios meios, e não apenas transplantadas de uns para outros… para isto é necessário know-how, que felizmente temos desenvolvido ao longo dos anos.

A real mais valia dos meios interactivos, tecnológicos, e do mesmo modo da digital signage tradicional, está na capacidade de no ponto de venda acrescentar comunicação one-to-one aos meios mais tradicionais e permitir, no cruzamento de meios, obter efeitos surpreendentes no momento da decisão de compra. Esta mais valia já é reconhecida pelas marcas. Lidar co isto ainda não está nos horizontes de muitos dos players do mercado de meios.

Trend #5: Cross-platform and interaction with cell phones is critical

“Tracking these interactions to measure the success of a network will also play a part in the overall success of the campaign. Digital signage will take a front seat in this area, adding value to the entire digital communications grid.”

Para muitos, mesmo para alguns especialistas, esta interacção reduz-se ainda aos já usados SMS’s e à, só agora explorada, tecnologia, Bluetooth. Para outros reduz-se ainda ao download de aplicações para o telemóvel; alguns já o vêm como um potencial meio para mais tarde, já fora da loja, obter mais informação, ver as promoções, as agendas de eventos e etc, prolongam a experiência do utilizador para além do canal e do espaço físico da loja. No entanto, e para outros como nós próprios, as possibilidades são imensamente mais vastas, e esta será sem duvida a tendencia #1 nos próximos anos:  é preciso notar que os dispositivos móveis têm uma audiencia infinitamente maior que todos os outros meios somados, estão no bolso do consumidor, são usados a cada passo e em cada momento…  a campanha de Obama, e apenas de numa utilização muito incipiente, mas radicalmente inovadora, provou o seu potencial; e o mais que por aí vem!!!..

Na Dreamfeel, em alguns exercícios de criatividade de no campo do cruzamento de meios, incluindo dispositivos móveis,  baseados na nossa longa experiência com meios digitais e digital signage, chegámos rápidamente a largas dezenas de cenários de cruzamento dos meios moveis com o digital signage e com outros meios de publicidade, cenários esses completamente revolucionários, inimagináveis há algum tempo atrás, radicalmente inovadores, e a carteira de propostas possiveis cifra-se já em centenas  de ideias e possibilidades, das quais as mais básicas passam pelo simples difusão bluetooth de media, e as mais complexas por completas aplicações que, via internet, colocam  a loja  no bolso de todo o potencial comprador, passando por listas de compras e de desejos, pelo seguimento online de tendencias, preços, produtos e sua disponibilidade, ou pela interacção activa do publico com os paineis de publicidade num cenário de interactividade one-to-one.

Trend #6: Interactivity and measurement

“The engagement of the consumer adds tactile to visual, and helps to create an emotional connection with the brand and product.”

Esta é uma àrea que se desenvolverá rápidamente, assim a criatividade de publicidade e de comunicação consiga seguir a velocidade da criatividade tecnológica. As lojas do futuro, as experiências das lojas Vodafone, TMN e Optimus, entre outras, são marcantes… mas os projectos e as propostas concretas que diáriamente saem da nossa imaginação e das nossas equipas criativas são tantos e tão diversos, tão variados e inovadores, que acredito que se possam contar por milhares os projectos que, apenas em Portugal, todos nós, os profissionais da digital signage e do marketing interactivo, possam estar a magicar.

É claro que ainda há no mercado quem insista em modelos ultrapassados de interactividade: os feiosos quiosques interactivos, os touch-screens com aplicações segundo um “modelo internet” de há 5 anos atrás… enfim. Hoje falamos de outra coisa: qualquer superficie pode ser interactiva, qualquer superficie pode conter uma projecção de imagem, o vidro das montras transforma-se em ecrã, em superficie  touch-sensitive, interfaces interactivos de identificação gestual permitem uma interacção natural, sensores de presença, de força, de temperatura, de acelaração ou de posicionamento espacial permitem multiplas interacções, RFID, WiFi, GPS e GPRS permitem geolocalização, mecatrónica permite interacção mecanica nos dois sentidos… um mundo de interactividade que qualquer marca pode aproveitar para se projectar de modo inesquecivel para o publico. 

Trend #7: Data-driven content or ad search for DOOH

“Just as with Internet search engines, metadata for content and screens will ultimately be matched for the right time, place, target and behavioral attitudes.”

Pois… temos tentado dizer que hoje a tecnologia já o sabe fazer… nós já sabemos… o one-to-one em toda a plenitude… assim haja vontade para investir. E o investimento nem sequer é principalmente financeiro, mas sim de aposta estratégica e operacional. Mais uma vez, se há coisa que a campanha de Obama nos EUA mostraram é que tudo isto é possivel de ser feito de forma fácil, rápida e eficaz…de que estamos à espera? Sem duvida que será uma tendencia…ou uma realidade, apenas acessivel a quem entende do que estamos a falar.

Trend #8: Cost of LCD and players is entering next phase of cost down

“Innovations on the media player side will also bring pricing down.”

A industria tem reagido bem ao aumento da demanda, quer com novos produtos (hardware e software), quer com a baixa de preço, quer ainda com a inclusão de funcionalidades. O cruzamento de produtos desenvolvidos para consumo (set top boxes, media centers, MP4’s, mediaplayers, car computers, servidores NAS, etc.) contendo funcionalidades interessantes, com os produtos desenvolvidos com especificações profissionais (media players, fanless computers, media servers) tem permitido chegar a baixos preços em produtos com interessantes performances profissionais.

No nosso conceito podemos rápidamente chegar a conceitos de digital signage do tipo “cartão de carregamento” como nos telemoveis: o cliente compra uma caixa (um player) contendo também uma licença, carrega a sua conta, via internet, edita o seu canal numa aplicação online, e tem digital signage no seu ponto de venda enquanto for recarregando a conta, terminando o serviço quando já não lhe interessar… falem comigo que tenho algumas ideias interessantes a apresentar neste campo!!! 

Trend #9: Consolidation and failures will continue

“Though we may see failures undermining the integrity of the industry, the pieces will be picked up and business models changed to improve the industry overall in 2009;(…).”

Há sempre quem tente fazer omoletas sem ovos… quem pense que isto é mais do mesmo… ou “try to unscramble, scrambled eggs”…

Trend #10: Growth for the industry is moderate, but positive

“Digital signage networks have the opportunity to reduce costs, save resources and communicate powerful messages.”

Já muitos perceberam que um canal de digital signage não é mais “um piloto” nem pode ser feito em modo experimental, sem métrica e sem condições de ensaio, sem abordagens profissionais e sem o aconselhamento de consultores competentes. Um projecto de digital signage é possivelmente um dos meios mais poderosos ao alcance das mãos dos profissionais de marketing. É uma caixa de pandora se mal controlado…é um el dorado se usado com competência e estratégia apropriada.

Nos EUA, a que se refere este estudo, cada ponto de venda dispõe já de inumeros plasmas e TFT´s, bem ou mal explorados, não está em questão, e o crescimento vais ser mais do lado da prestação de serviços profissionais, na adequação do existente e na implementação de novos conceitos, do que na implantação de projectos de raiz. Entre nós vai ser o contrário… muitos projectos de raiz ainda nascerão, muito haverá a criar.

Na Europa e culturalmente, somos mais criativos e menos complacentes com conceitos standard,  mais exigentes com os meios e os fins. Muito se fará ainda e muito espaço haverá para crescimento destes meios, quer em projectos standard e de massas, quer em projectos especiais, inovadores, rompendo com padrões, surpreendendo e criando eventos pelo simples facto de serem diferentes. As questões do baixo custo desta publicidade em Digital Signage e o imenso potencial de marketing das ferramentas interactivas e da Dynamic Signage prometem ainda ser um campo para se explorar largamente e por muitos anos. Na europa o crescimento do mercado será ainda grande, e o da industria também… assim nos consigamos livrar dos conceitos standard e de massas presentes no mercado americano.

Ficheiro: Entrevista BRIEFING Dezembro de 2008 (João Ledo Fonseca fala sobre Digital Signage)
O post original: “The top 10 digital signage trends for 2009″

Criatividade, Tecnologia e ainda alguma inercia

Lojas, hoteis, restaurantes, feiras, exposições, àtrios, zonas de circulação, equipamentos desportivos, espaços públicos: porquê desperdiçar o enorme potencial que estes espaços têm para uma publicidade que se adapta àquilo que são os formatos de comunicação das novas gerações? Dinamismo, variedade, espectacularidade, adaptação ao momento, côr, luz e ambiente… tudo isso se consegue com criatividade e sistemas de digital signage cuidadosamente planeados para um objectivo específico.

Plasmas, TFT´s, as projecções em vidro, projecções interactivas e criativas no chão ou nas paredes, mobiliário que reage à interecção do público, mensagens especificamente dirigidas e seleccionadas, em função da audiência específica presente, por simples análise da imagem de quem olha um ecrã, ou por interacções mais elaboradas, nomeadamente pelo uso de cartões de fidelização, interacção com dispositivos móveis, RFID e outros meios… a palete é imensa para os criativos que cxconstituem a equipa da Dreamfeel. Qualquer dos milhares de montras, vidros, janelas, frontarias envidraçadas de edificios, que existem neste país poderiam ser aproveitados para a criação de eventos de comunicação, pois a tecnologia permite aproveitar qualquer superfície para nela se projectarem imagens em movimento … em permanência ou como um evento pontual.

Ao olharmos para o que está a ser feito noutros países e para a imensidão de ideias que fervilham na nossa equipa, espanta-nos o estado em que Portugal ainda está neste campo. E não é uma questão de orçamentos baixos, uma vez que os nossos estudos apontam que com orçamentos relativamente moderados se conseguem efeitos fantásticos, que ultrapassam largamente tudo o que se consegue com publicidade estática, a qual tem um custo muitas vezes superior a longo prazo. Com o digital e com imagens projectadas a passagem de uma campanha a outra faz-se instantâneamente, substituindo os conteudos no mesmo segundo, sem custos de deslocação, de substituição de meios, de reprodução fisica de suportes. De que estamos à espera? Possivelmente só alguma inercia de quem decide impede maior utilização destes meios. Na Deramfeel estamos apostados em desenvolver, criar e levar às empresas as melhores propostas,  de entre todas as ideias criativas capazes de marcar a diferença e projectar marcas, produtos e vebdas para o grande publico. 

Dynamic Signage e meios tradicionais, cruzamento possivel?

Os meios digitais, de um modo global, usam, ou podem usar, um e um só conjunto coerente de tecnologias. Separar a web de uma montra digital interactiva não faz sentido; separar os meios digitais no ponto de venda, da comunicação digital sobre um canal de Digital Signage no espaço público, não faz sentido; não aproveitar as sinergias de comunicação na televisão e no site internet, também não faz sentido; e isto é já claro para todos. Também não faz sentido considerar que os meios digitais dispensarão todos os outros meios mais tradicionais: eles não são substitutos, mas sim complementos potenciados (como em qualquer outro caso) pelo cruzamento de meios.

Digital Signage - pode cruzar-se com outros meios?

Digital Signage – pode cruzar-se com outros meios? Um ecran de um canal produzido pela Dreamfeel. Além do canal foi produzido um stand de feira, uma brochura e alguns banners. Todos os meios contribuiram para uma presença brilhante no evento.

Uma mensagem ouvida na rádio, ou televisão, pode ser reforçada e direccionada no ponto de venda por uma campanha em Digital Signage; os meios estáticos de publicidade complementam, de uma forma permanentemente presente, a mensagem dinâmica, mas volátil, dos ecrãs de Digital Signage; uma campanha espalha-se por muppies e outdoors estáticos, que distribuem conteúdos digitais por bluetooth, ou proporcionam na via pública, onde estão instalados, uma zona de acesso WiFi gratuita, com publicidade às lojas que os circundam, onde as mensagens e o Cross Selling é realizado por Digital Signage; a mensagem emocional do anúncio televisivo é secundada e transformada em mensagem tecnicamente detalhada no expositor interactivo da loja de desporto, segundo o perfil de cliente, presente no cartão de fidelização. Enfim, nada é improvável, e muito pouco é irrealizável.

A capacidade de cruzamento de meios estáticos e dinâmicos, digitais e tradicionais, de um modo geral, só depende da vontade e criatividade de quem concebe e realiza as campanhas. Na Dreamfeel achamos que a comunicação não se pode fazer apenas com base em abordagens tradicionais, mas sim na aplicação da criatividade a todos os meios existentes e ás potencialidades das plataformas tecnológicas disponíveis e emergentes. E a mudança geracional já está a impor esta mudança.