A Wired Magazine (um magazine online, já com largos anos e um público fiel) sempre aborda de forma desassombrada temáticas interessantes do mundo digital (só possivel pela qualidade dos autores de que dispõe). Mas não só.

Num interessante artigo, de há já algum tempo, a temática do poder da publicidade e do marketing, da forma como a manipulação do espectador, do uso dos seus desejos mais profundos, dos seus medos e aspirações, põe na mão de quem publicita um meio com um poder imenso. Poder de vender mas também poder de mudar comportamentos, de alterar a sociedade, ou de intervir de forma suspeita ou insuspeita no funcionamento e na psicologia das pessoas, nas suas opções politivas, de estilo de vida, ou na forma como entendem o mundo e as acções de quem detem o poder.

A introdução de novos meios, novas tecnologias, com a possibilidade de cruzar em tempo real conhecimentos de base de dados, historial de actividades, tracking de actividades online, dados televisivos, vom as novas formas de televisão interactiva e digital, ou actividades individuais, traz novas dimensões ao problema. E pior é o cenário quando se lhe junta o uso da Neurociencia, e outros campos de abordagem cientifica da comunicação, aumentando potencialmente de forma exponencial a eficácia dos meios e das mensagens persuasoras.

A temática é interessante e séria, e deve ser objecto de reflexão de quem tem nas suas mãos esta ferramenta. Mas também de quem é, ao fim e ao cabo, o seu alvo e que só se deixa “manipular” se realmente a isso estiver disposto… mas para isso precisa de estar consciente dessa realidade.

Um artigo a ler com cuidado, na Wired magazine.

The new hidden persuaders, Wired Magazine