Um museu é um espaço vivo, em que o visitante interage com as peças expostas, com o conhecimento, com a criação, com a história, com os exemplos vivos da temática tratada! Será? Infelizmente a resposta é não!!!

Mas a tecnologia dá-nos possibilidade de mudar tudo isso.

Tradicionalmente os museus encerram os livros em vitrinas, longe da manipulação do visitante. A este é oferecida uma visão estática de uma pagina em que o livro se encontra aberto. Que interesse tem essa apresentação? Nenhuma…ou quase nenhuma. Um livro é algo manipulável, explorável. E se é certo que não se pode permitir aos visitantes a manipulação das peças originais, porque não permitir-lhes mesmo assim explorá-las?

É isso que a tecnologia dos livros digitais, de que a Dreamfeel Lda dispõe, e que estamos a desenvolver, permite: livros vivos expostos em museus, que o visitante pode manipular, explorar…ainda que num ecrã video.

O conceito não é de todo novo, mas tem sido pouco explorado. Já vimos o seu uso na web, em catálogos de produtos, em relatório e mesmo na publicação de revistas e jornais. Já vimos a sua presença em lojas, como efeito de marketing que efectivamente capta o interesse dos possiveis clientes.

No entanto, o uso desta tecnologia nos museus pode ir muito mais longe que a simples apresentação de um livro ou catálogo. Porque não disponibilizar ao visitante todo o acervo bibliográfico, consultável, explorável, manipulável?… Porque não permitir-lhe explorar metainformação sobre o próprio texto, sobre as ilustrações, sobre o livro original, o autor, os seus proprietários, as suas cópias e edições ou sobre a temática tratada no próprio livro? Se o livro se refere a um acontecimento, um tema complexo, porque não fornecer ferramentas de interpretação, informação adicional, e permitir ao visitante que a explore e manipule? O livro original é em Latim? Quantas pessoas lêm hoje latim? Porque não disponibilizar também todo o texto nas linguas nativas dos visitantes?

Para quem é da àrea da museologia põe-se sempre uma pergunta: o que dá ao visitante um livro, por muito interessante que ele seja, aberto dentro de uma vitrine? E o que dá um sistema multimedia que, ao lado do próprio ooriginal, permite a sua exploração exaustiva. Cada um que dê a sua própria resposta…

A concepção de tal peça multimédia é simples, mas um bom resultado depende da criatividade que nela se pode colocar. Passámos já a fase da experimentação, e na Dreamfeel Lda queremos propor novas utilizações para estas tecnnologias tão simples e tão mal usadas entre nós…

E no entanto já há alguns bons exemplos. Não nos esqueçamos por exemplo, entre alguns outros, do Museu Municipal de Penafiel (ver o post Museu Municipal de Penafiel), o Centro de Ciencia Viva de Porto Moniz, ou outros casos em que lentamente as tecnologias digitais e o multimedia vão entrando como apoio expositivo nos museus (Museu do Chiado, Museu Soares dos Reis no Porto, etc.)

Deixo alguns videos de instalações que estão feitas por esse mundo fora, e podemos reproduzir, incorporando agora novos conceitos, um mais profundo trabalho multimedia, mais metainformação, e mais interactividade.

Numa outra vertente, especialmente interessante é a capacidade de introduzir realidade aumentada (AR e uso de de VRML) em livros reais, com modelos 3D reais ou simulados, videos ou outros conteúdos animados, que aparecem como por magia sobre certas “tags” existentes nos livros impressos. Mas isto pode ser feito de várias maneiras e, usando criatividade, podemos recriar ambientes, surpreender o visitante, mas essencialmente: dar-lhe ferramentas que lhe permitam entender o que de outro modo estaria escondido numa exposição estática. É nisto que o multimedia pode de facto marcar a diferença quando, bem usado, enriquece e estende a abrangência da informação passada num museu.  Fica aqui um exemplo:

 

Para saber mais, consulte-nos: geral@dreamfeel.pt
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