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A recuperação do palacete setecentista dos Pereira do Lago para instalação do museu foi a última obra do arquitecto Fernando Távora, falecido em 2005, tendo sido concluído pelo seu filho, José Bernardo Távora.

A intervenção teve como objectivo a instalação de equipamentos de arquivo e museu, além da criação de um parque de estacionamento subterrâneo.

O museu apresenta três núcleos: arqueologia, etnografia e história da cidade e do concelho, organizadas em 5 salas temáticas (Identidade, Território, Arqueologia, Ofícios e a dala da Terra e da Água), complementados com uma área de exposições temporárias e uma sala multimédia; no entanto todas as salas do núcleo museológico dispõem de recursos e animações multimédia, com sistemas de vídeo e áudio, que permitem tornar as exposições mais acessíveis aos diferentes públicos e ajudam na interpretação das temáticas tratadas.

O trabalho de multimédia efectuado é não só bastante interessante (apesar de não recorrer a qualquer tipo de tecnologia demasiado inovadora) como em alguns casos se conseguem efeitos bastante interessantes com pouco recurso a conceitos de demasiada complexidade, permitindo a qualquer visitante, seja qual for o seu grau de familiarização com a tecnologia, o uso-fruto pleno dos recursos postos à sua disposição.

O museu conta ainda com um auditório com capacidade para 150 pessoas, uma loja e um bar/restaurante, situado sobre o jardim, criando um anfiteatro ao ar livre, capaz de albergar 200 pessoas.

O acervo que hoje integra é constituído pelas colecções de arqueologia, etnografia e história local, e começou a ser coligido nos finais de oitocentos por um particular. A sobrevivência deste espólio deve-se à acção de Abílio Miranda, que conseguiu junto dopoder local criar um museu público onde pudessem ser recolhidos e mostrados os objectos ligados ao património e à História do concelho que ao longo da vida foi recolhendo, continuando a enriquecer o acervo existente até ao seu desaparecimento, em 1962. Para além da acção do fundador foram igualmente determinantes para o Museu Municipal as investigações e escavações arqueológicas no Castro de Monte Mozinho, iniciadas de forma sistemática em 1974 por Carlos Alberto Ferreira de Almeida, cuja dinâmica contribuiu de forma decisiva para o enriquecimento da colecção de arqueologia, congregando simultaneamente em torno do Museu um grupo de jovens que viria a eleger o concelho de Penafiel como sua área de investigação. Deste núcleo viriam a destacar-se os trabalhos de Teresa Soeiro (nas áreas da arqueologia, da etnografia e da história contemporânea local), que ao longo dos últimos trinta e cinco anos têm vindo a enriquecer o acervo do Museu através da recolha sistemática de colecções representativas de actividades tradicionais em vias de desaparecimento ou já desaparecidas,  contribuindo igualmente para aprofundar o conhecimento histórico-arqueológico sobre o concelho Penafiel. 

[in dossie de imprensa do museu]

Referências
Página do Museu (site da Câmara Municipal de Penafiel)
Dossie de Imprensa