As estatisticas americanas do “Bureau of Labor Statistics” do US Department of Labor costumam ser um bom indicador da evolução das profissões. Claro que é necessário entender as diferenças quer no próprio mercado, quer na evolução da economia, quer ainda nos valores de ganhos e remunerações indicados

Além de tudo o valor considerado nos EUA para valor de remuneração anual, é o valor bruto total pago pela empresa, enquanto que por cá o valor de que falamos é, geralmente, o valor liquido recebido. Na prática, o nosso valor liquido aproxima-se de cerca de dois terços a metade do valor bruto pago pela empresa (descontos para segurança social do empregador e do trabalhador, retenção de IRS, etc.), pelo que todos os números de remunerações deverão ser afectados desse factor (divididos por dois) para melhor aproximação. Lembremo-nos ainda que em Portugal a remuneração é feita por 14 meses, pelo que o melhor é proceder à conversão lembrando que nós recebemos 14 meses (usar pois o nosso valor mensal vezes 14/12, ou multiplicar por 14 o valor mensal para obter o anual)

Quanto à evolução da profissão, notemos a estabilidade da projecção do numero de designers para 2016, com um aumento de 10% relativamente a 2006, o que é substancialmente inferior a outras profissões da àrea de serviços nos EUA. Na Europa as previsões também apontam uma estabilização, que em Portugal poderá não ser verdade em alguns campos, como o de design industrial, até pela baixa percentagem de empresas com designers neste campo, e pela previsão de uma muito progressiva incorporação da especialidade na estrutura empresarial portuguesa nos proximos anos.

Note-se também que o panorama relativamente à existencia de cerca de 25% a trabalhar em regime de freelancer ou em regime de emprego fixo mais freelancer é também próximo do que se verifica em Portugal (pelo menos pelos dados disponíveis).

Mas vejam os numeros americanos em:
http://www.bls.gov/oco/ocos090.htm