You are currently browsing the category archive for the ‘Industrias Criativas’ category.

O pensamento criativo caracteriza-se por chegar a resultados inteiramente novos, não convencionais, para uma dada questão ou problema. Mas o processo começa antes. De facto muito antes!

O processo começa na capacidade de olhar para a questão ou problema de forma completamente desligada das abordagens previsiveis, vendo apenas o problema e não as soluções convencionais. E, depois, de ser capaz de o entender de forma completamente desligada de visões do senso comum ou de preconceitos. E finalmente de usar todos os conhecimentos e capacidade intelectual para encontrar uma solução… mesmo que essa solução pareça estranha, pouco usual, ou impossivel.

Leia o resto deste artigo »

A inteligência

Os dicionários definem inteligência, numa primeira acepção, como a faculdade que o indivíduo possui de conhecer e apreender.

Mas o diccionário Houaiss vai ainda mais longe e define inteligência como “o conjunto de funções psíquicas e psicofisiológicas que contribuem para o conhecimento, para a compreensão da natureza das coisas e de significado dos fatos” e adiciona que inteligência é a “capacidade de resolver problemas”.

Leia o resto deste artigo »

A imprensa tem-se-lhe referido como Realidade Virtual. Não é! De facto é realidade aumentada (RA). Certo é que a proposta de conceito da Google, não sendo revolucionária é uma primeira proposta inteiramente realizável já hoje, no curto prazo, com a tecnolologia disponivel. Pode por isso transformar-se rápidamente em produto. E aí é que está a grande novidade dos chamados “Google Glasses” (óculos Google).
Leia o resto deste artigo »

[criatividade+-+hemisférios.gif]O artigo tem um nome que diria ingénuo e quase ridículo, mas o conteúdo é soberbo! “De onde vem a criatividade?” ou, diria…  o que é, e como funciona a criatividade?

O artigo é de Sérgio Navega, conferencista brasileiro. O interessante é que de uma forma ligeira e até pouco cientifica os pontos chave sobre a criatividade são tocados um por um.

Leia o resto deste artigo »

O processo criativo, desenvolvido de uma forma profissional é, na sua essência, um processo que exige em simultâneo uma excelente capacidade de compreensão dos problemas e das soluções convencionais para eles, e a capacidade de os olhar como se de um problema inteiramente novo se tratasse, libertando-se dos processos de solução conhecidos e convencionais, e trilhando de forma autónoma novos caminhos de solução, sem no entanto esquecer o saber acumulado nas anteriores tentativas de solução.

Leia o resto deste artigo »

PCEO Main FormsIniciar, desenvolver ou concluir um projecto de uma aplicação Web, pode ser uma dor de cabeça quando não se seguem os passos necessários.

A metodologia escolhida, essa, já pode ser variável. Mas uma coisa é fundamental para garantir o exito e manter sob controlo um projecto: a disponibilidade de uma boa metodologia estruturada de abordagem do projecto (e o uso das respectivas ferramentas).

Leia o resto deste artigo »

Physical Computing não é própriamente uma disciplina, nem da informática, nem da electrónica  nem sequer da engenharia. De facto não é mais que um punhado de conhecimentos de electrónica, sensores, actuadores, microprocessadores e programação que permitem criar pequenos sistemas, de fácil produção, que interagem com o mundo de formas mais sofisticadas que um simples teclado, usando principios da robótica, automação, etc.

Leia o resto deste artigo »

img_actividades1Um museu não precisa de chato. Realmente não. Alguns são. outros não, de todo.

O Museu da Ciencia, de Coimbra, está no segundo grupo.

Tire algum tempo, e veja a colecção online em Museu da Ciencia – Colecção Online. Se o que viu lhe interessa, se faz parte do seu imaginário, então este artigo é para si.

Leia o resto deste artigo »

O Porto transforma-se num lugar do futuro

Festival sobre media digitais e culturas locais, Future Places decorre entre terça-feira e sábado, espalhado por várias partes da cidade.

Qual o impacto que os media digitais exercem sobre as culturas locais? É nesta questão que se centra o festival Future Places, cuja segunda edição decorre de terça-feira a sábado.

Leia o resto deste artigo »

“Fundo Capital Criativo” é o instrumento financeiro de apoio às Indústrias Culturais e Criativas cuja constituição foi aprovada pelo Ministério da Economia e da Inovação e pelo Ministério da Cultura no passado dia 1 de Outubro de 2009.

Leia o resto deste artigo »

The word Dasein was used by several philosophers before Heidegger, with the meaning of “existence” or “presence”. It is derived from da-sein, which literally means being-there/here, though Heidegger was adamant that this was an inappropriate translation of Dasein. In German, Dasein is the German vernacular term for existence.

For Heidegger, however, it must not be mistaken for a subject, that is something definable in terms of consciousness or a self. Heidegger was adamant about this distinction, which carried on Nietzsche’s critique of the subject. Dasein, as a human being that is constituted by its temporality, illuminates and interprets the meaning of Being in Time. Heidegger chose this term as a synonym for “human entity” in order to emphasize the critical importance “being” has for our understanding and interpretation of the world.

Leia o resto deste artigo »

A Coca-Cola não gostou de um vibrador!!!

…e com isso interferiu na Experimenta Design 2009, fazendo retirar uma obra da designer Catarina Pestana.

Leia o resto deste artigo »

thinkpublicThinkpublic é uma agencia inglesa, baseada em Londres, focada em usar o design para melhorar a experiência de serviços, no sector público. 

Para o alcançar trabalham com os fornecedores de serviços e com o seu público,  para compreenderem como os seus serviços e e experiências podem ser melhoradas. Os seus métodos incluem a pesquisa antropológica social, o design, a produção de filmes e a realização de workshops. 

Leia o resto deste artigo »

DesignwiseDESIGNWISE é uma marca que edita objectos e produtos originais criados por designers portugueses. A colecção da designwise não é especializada, nem dedicada a categorias específicas de objectos. Os seus produtos percorrem várias escalas e universos: de materiais, de usos, de preço.” assim se define esta marca de objectos de design.

E acrescenta “O que une estes objectos aparentemente tão diversos é o facto de contarem uma história, muitas vezes com um humor inesperado. Tais histórias tanto podem ser imaginadas pelo designer, como re-inventadas pelo próprio utilizador quando transporta o objecto para o seu universo pessoal.”

Leia o resto deste artigo »

Encontram-se pérolas na internet. E esta é uma.

O artigo chama-se “Redes sociais e empreendedorismo em pequenas empresas de base tecnológica no Brasil” e as suas autoras são Tatiana Quintanilha e Mariza Almeida, a primeira Mestranda em International Business, na Friedrich-Alexander-Universität (Alemanha) e a segunda da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, do Centro Universitário Augusto Motta (Brasil)

O estudo é uma análise de casos reais e de várias implicações das relações observadas, constituindo portanto um conjunto de casos de estudo, abordados de forma empirica, como dizem as autoras. O estudo é profundo. As conclusões são interessantes. Vale a pena ler

Referências
Redes sociais e empreendedorismo em pequenas empresas de base tecnológica no Brasil
Efedeportes – Revista Digital – Buenos Aires

Yanko Design é uma web magazine dedicada ao melhor design internacional, cobrindo conceitos, design industrial, tecnologia, design de interiores, arquitectura, exposições e moda. O seus temas vão do inovador ao classico, do novo ao redescoberto. É uma web magazine acerca do melhor.

 

Leia o resto deste artigo »

EXD09Está a decorrer em Lisboa a ExperimentaDesign2009 (EXD/09) com um programa rico e variado que vai de conferências e workshops a exposições, concursos internacionais e eventos variados.

A ExperimentaDesign Lisboa/Amsterdam é uma bienal cultural dedicada ao design, arquitectura e criatividade contemporânea e marca registada da Experimenta, uma associação portuguesa sem fins lucrativos.

 

 

 

 

 

Leia o resto deste artigo »

Tudo começou com uma pequena conferência em 1984 em Long Beach, na Califórnia, juntando pessoas de três mundos: a tecnologia, o entertenimento, e o design, sob o tema “Ideas worth spreading” (Ideias que vale a pena divulgar). Soberbo! E pegou…

Leia o resto deste artigo »

 

 It’s part of Ars Electronica’s nature to constantly seek out what’s new. In going about this, however, attention is never on art, on technology or on society singly while excluding the other two. Instead, the focus is always on complex changes and interrelationships at the nexus of all three.

 

Ars Electronica é um conceito, e uma organização, sob a égide da qual se exibem exposições em todo o mundo, se mantém um museu e um arquivo online de arte electronica, se desenvolvem trabalhos pioneiros de investigação e desenvolvimento, num centro/laboratório  dedicado à arte electronica e a sua interacção com a sociedade, se fazem conferências e seminários para e com o público e, por fim,  anualmente se institui um prémio, com várias categorias no universo do trinómio arte/tecnologia e media/sociedade.

Leia o resto deste artigo »

Dois blogs e dois sites fantásticos sobre moda real: a moda das ruas. Paris, Londres, Estocolmo, Milão Florença, Nova York…

Grunge para uns, street fashion para outros, people’s style para os mais individualistas… o certo é que as imagens são fantásticas, e aqui é que se identificam as tendâncias. A moda não é o que se desenha, é o que se veste. E isto é a prova disso. Acresce uma lista de sites sobre street style…

 

142042_waywt022109-2

13ygmeu

Leia o resto deste artigo »

O projecto de construção do novo museu dos coches está em andamento.

Este novo equipamento valorizará e dignificará uma colecção única no mundo (única realmente em muitos aspectos) e que hoje está mal alojada, por falta de espaço, ainda que dividida entre o belissimo edificio do antigo picadeiro real do palácio de Belém (que afinal nunca funcionou como picadeiro…) e anexos do palácio real de Vila Viçosa.

A criação de condições dignas para acolher os milhares de visitantes maioritáriamente estrangeiros, que o visitam anualmente (é possivelmente o museu português com maior número de visitantes ano, de forma consistente) é outro factor importante, e que permitirá dignificar uma colecção com importância mundial.

Leia o resto deste artigo »

Um site internet que visito com frequência, e um local que  bem conheço, é o Museu do Design em Londres (London Design Museum) . E vale a pena, quer a visita ao site, quer a visita ao museu.

Vem isto a proposito de ter hoje, de novo, olhado cuidadosamente para este site. Não vou comentar os textos e noticias que lá encontrei, nem tão pouco as exposições importantes que por lá passam, e muito menos o excelente design do site, que em nada se pode comparar com a pobreza dos sites dos museus portugueses. Não vou falar da riqueza de conteúdos no site, da sua irrepreensivel organização, ou da riqueza de informação disponivel e ligada (links externos e internos).

O site é impressionante a todos os niveis, é certo, quer para o publico em geral, em que simplicidade e funcionalidade, mas também a riqueza de conteúdos, salta à vista, quer para um especialista, em que a eficácia das soluções encontradas, a linguagem grafica e conceptual e o design, de funcionalidades até certo ponto dificeis de integrar, não passa despercebido; e os conteúdos são ricos, completos, cuidadosamente construidos segundo paradigmas de informação e comunicação digital, e seguindo muitas das mais modernas tecnicas e recomendações de especialistas de comunicação digital. Mas nem sequer é caso único nos museus ingleses; muito pelo contrário.

E aconselho especialmente um “work in progress”, no seio do site: a Design Library, onde artigos de extrema relevância falam sobre designers de relevância extrema. Relevante!

Mas um facto, em particular, chamou-me a atenção: directamente no menu há uma ligação para PodCasts.

Ora que importância tem isto? Nenhuma dirão alguns… muita digo eu. Basta entrarmos e ouvirmos algum dos podcasts e imediatamente tomamos consciência que aquilo não é um apêndice menor do site, lá posto para captar miudos: é, de facto, algo construido com cuidado e com objectivos, mas principalmente com uma grande propriedade na utilização dos meios. É provávelmente uma das grandes, entre tantas outras grandes apostas.

Comunicar com o público não é apenas saber que mensagem se quer passar: é principalmente saber escolher os meios para a passar! Não há mensagem, por mais valiosa que seja, que tenha qualquer efeito quando passada pelos meios errados, ou usando os meios de forma inadequada, e muito mais, inconsequente. Pois então aqui está um bom exemplo: um podcast atinge um target específico; um target de quem tem menos de 35 anos e não dispensa o seu portátil de bolso, não ouve musica a não ser no mp3 ou mp4, e está pouco disponivel para aturar sites feios, mal estruturados, textos enfadonhos, cores desajustadas e desapropriadas, grafismos obtusos e batidos, e modelos que já são antiquados no print, quanto mais no digital…

E a questão não é se há podcasts ou não: é todo o conceito, toda a atitude, todo o profissionalismo!… Grafico, programático e de conteúdos…não importa.

Não gosto de ser derrotista. Não sou um feroz crítico negativista. Não gosto de menorizar os esforços de quem faz o que pode… mas compare-se:

Museu Nacional de Arte Contemporânea (Museu do Chiado)
Museu Nacional de Arte Antiga
Museu Nacional Soares dos Reis
Museu Grão Vasco  Não tem site.
Museu José Malhoa

Julgo que nem é necessário comentar. Para bom entendedor, os exemplos bastam.

Gostei especialmente deste:  Museu da Musica

mm

 

Ah…e reparem na adequação e no bom senso: o importante é a determinação do concelho de ministros… o site do museu que se #%$£ !!!

As questões de definição e enquadramento das Industrias criativas e culturais, num excelente artigo de Dora Santos Silva, no blog Culturoscópio, inititulado Indústrias Criativas em John Hartley e em Stuart Cunningham, onde são focadas as visões de duas referências mundiais das industrias criativas: Stuart Cunningham e John Hartley    

Stuart Cunningham é Professor de Media e Comunicação, na Queensland University of Technology, na Austrália, e é Director do ARC Centre of Excellence for Creative Industries and Innovation. É ainda Presidente do Council of Humanities, Arts and Social Sciences (CHASS) e participa como membro em diversos organismos das artes e industrias criativas.  As suas contribuições para o estudo do media, comunicação e cultura,  salientando a sua importância para as práticas industriais e politicas da administração pública.  Os seus livros incluem Featuring Australia (1991),  e Framing Culture (1992). Com Toby Miller, escreveu Contemporary Australian Television (1993). Escreveu ainda estudos de ambito global sobre a cultura televisiva com John Sinclair and Elizabeth Jacka: New Patterns in Global Television (1996), Australian Television and International Mediascapes (1996), e Floating Lives: The Media and Asian Diasporas (2001). Escreveu com Graeme Turner, The Australian TV Book (2001) e The Media and Communications in Australia (2006). Como co-autor é ainda responsável por inumeros relatórios, mais de 60 capitulos em livros e mais de 80 artigos em jornais e revistas. A sua ultima publicação inclui  What price a creative economy? (2006) e uma colecção de ensaios (a publicar) In the Vernacular: A Generation of Australian Culture and Controversy (2008). Ver mais na Wikipedia sobre Stuart Cunningham.

John Hartley é Professor na Queensland University of Technology, na Austrália, Professor adjunto da Australian National University e director de investigação do CCI (Art Centre of Excellence for Creative Industries and Inovation). É ainda lider do Citizen Consumer Program e membro do  ARC Federation Fellow, e responsável pelo Uses of Multimedia project no CCI. Pensador e escritor sobre assuntos de criatividade, comunicação e inovação, tem mais de 18 livros publicados sobre o assunto e campos relacionados, incluindo Television Truths (2008), tv50 exhibition catalogue (2006) Creative Industries (ed., 2005), A Short History of Cultural Studies (2003), The Indigenous Public Sphere (with A. McKee, 2000), Uses of Television (1999) and Popular Reality (1996). É ainda Editor do International Journal of Cultural Studies. É uma das referências mundiais sobre industrias criativas e culturais.  

Vale a pena pesquisar um pouco as publicações do CCI em http://cci.edu.au/publications/, até porque focam inumeros assuntos relacionados com criatividade, industrias criativas e culturais, comunicação, media, e aspectos de relacionamento da cultura, comunicação e criatividade com a economia e sociedade.

Referências
Industrias Criativas em John Hartley e em Stuart Cunningham
culturascopio.wordpress.com

Stuart Cunningham, no CCI
John Hartley, no CCI

Três conceitos que nem sempre parecem ter parentesco… pelo menos no nosso país.

O certo é que, por muito que se tente agitar bandeiras individuais, e mesmo que se consiga, os três conceitos acabam por se enredar, por colar, e por se virarem contra quem tenta agitar cada um por si. Inovar não funciona se se reduz a reconduzir o obvio, a repor o requentado ou a lançar o tecnológico, sem que com isso se produza uma nova realidade, o novo e o não existente. É que nesse caso não se inova mais do que o decorador de interiores que pensa que é um criador ao colocar uma reprodução rasca  das Três Graças sobre uma parede mostarda, com uma moldura em aço inox… só porque o original está numa parede branca. E já nem me refiro refiro à moldura!…

Dificil não é provar que assim é…dificil é entender, realmente entender, interiorizar realmente, mesmo que se defenda, que o conceito de inovar é incompativel com reconduzir o já feito. E esse tem sido o problema em Portugal.

Quando olhamos o panorama em Portugal, vemos um tecido empresarial, um conjunto de organismos e a a própria administração pública inovando, porque colocam as Três Graças em paredes amarelo mostarda… com caixilhos de aço inox…escovado… e quando nos apontam a excepção…enfim…só nos confirmam a regra.

Eu prefiro paredes brancas, e sobre elas instalar uma original pintura das TRÊS GRAÇAS, sem moldura… Ou paredes mostarda… mas sem GRAÇAS… sem moldura… ou outra coisa qualquer; que venha quem possa inventar outras soluções…

Inovar é, isso sim, patrocinar actos criativos, transformar em consequentes, actos criativos e, em concretizações, actos de design. E para isso é necessário entender quer a criatividade, na sua essencia, quer o design, no seu conceito mais intrinseco, mais do que querer inovação. Tipos de fato cinzento a assinar inovação… enfim…cheira-me a paredes amarelo mostarda. Já se tivessem fatos mostarda… E de facto quando a criatividade empregue, se reduz ao “Oh pá, escreve lá uma sinfonia para a inauguração!” que tenho aqui no orçamento uma verba para musica, e o design se passa no ambito do  “decora-me lá este àtrio com design”, que quero receber aqui ministros, está tudo dito! A inovação fica por isso mesmo: uma sinfonia nova, e um àtrio com design. Já de inovação, tem a mesma do orçamento que lhe deu origem: nenhuma; está orçamentado!

Inovar é criar novo! Inovar é partir de zero e chegar a 99%. Inovar é, com o novo, fazer mais… se calhar, também, fazer design, que se produza. Quando alguém é criativo, claramente produz algo que não se enquadra e não se referencia no que existe. Quando se define inovação, espartilhada em quadros do conhecido (vejam-se os programas públicos de financiamento e estimulo à inovação, para as empresas), o que estamos a patrocinar são paredes amarelo mostarda. E um Botticcelli em cima… emoldurado em aço escovado… E se vamos inovar…”Eh pá, põe aço anodizado, em vez de escovado”… OK…

Já quando se espera da criatividade, que em nada se enquadre, e do design que se defina na própria criatividade, inovação surge por si própria, e fora dos referenciais do conhecido. Estimular a inovação é pois uma opção que em nada se pode referenciar ao existente, mas apenas ao não existente, pela própria definição de inovar, ou seja, criar novo. E se é novo, e não existe, o quadro de avaliação da concessão de estimulos não pode ser referenciado ao que existe, mas tão só ao que não existe, ou seja a um universo de possiblidades não definivel! E note-se que um aparente parodoxo se resolve tão só com a consciencia de que nem tudo tem que vir nas regras, mas sim que muitas regras podem definir apenas o que não é acitável. E fica o pardoxo resolvido… e sem equivoco.

Na prática a diferença é a mesma que entre uma caderno de encargos para fornecimentos público num país anglo saxonico, sociedades em que a criatividade  tem autonomia a recebe desinteressado e sincero mecenato, apenas pelo que é como inovação, e um caderno de encargos português: no primeiro define-se o problema  a resolver, e espera-se a proposta de uma solução criativa; enquanto no segundo se define a priori a solução pretendida, sem qualquer preocupação com problema e sem esperar efectivamente uma solução…inovadora, mas tão só a mesma solução que nunca resolveu o problema, e tornou necessário criar um caderno de encargos, num novo fornecimento. 

E, portanto, quando se pretende inovar, definindo à priori a inovação, talvez se inove… mas sem resolver o problema…isto é, sem inovar.

Há pouco mais de um ano atrás, vi uma das mais maravilhosas peças de multimedia interactiva que tive até hoje oportunidade de observar. Não era baseada em tecnologias inovadoras; não era uma peça carissima, não eram conteudos do outro mundo. Não estava num museu.

Entrei no atrio de uma fábrica, e nele existia uma peça industrial (uma máquina, uma mera frezadora de pantografo) abatida do activo, mas recuperada como peça decorativa.

Ao seu lado um painel de plasma de grande dimensão, passava um video sobre os tempos gloriosos de funcionamento daquela frezadora, na fábrica que se encontrava ao nosso lado, e que podiamos ver através de uma janela enorme.

Som ambiente, quase imperceptivel, passava a banda sonora do video: os ruidos fabris, e do funcionamento da frezadora.  

A certa altura, subtil e lentamente, o tal documentário video, em imagem real, cheio de detalhes e pormenores, tranformava-se numa animação 3D colorida e claramente técnica, que, peça por peça nos mostrava o funcionamento da máquina e a articulação entre todas as partes. Ao mesmo tempo cada peça, na propria máquina (pelo menos algumas delas) iam sendo movimentadas, e discretamente iluminada, de forma a referenciar o observador.

E, como me disse o “inventor”, se tivesse alguem que lhe programasse isso, gostava de poder deixar manipular a animação 3D, para o visitante poder avançar e recuar, repetir partes tantas vezes quantas necessitasse para entender completamente o funcionamento de cada parte. Pessoalmente eu repetiria o funcionamento do pantógrafo, já que é uma peça que sempre me fascinou e fez parte do meu “imaginário mecânico” ( as outras são as juntas homocinéticas, as de cardan, e as transmissões “sem fim”… enfim, pancas!)

Esta peça maravilhosa, foi obra de um amador, engenheiro, é certo, director industrial a caminho da reforma, professor pardal como lhe chamam os funcionários, que apenas recorreu ao seu proprio gabinete de desenho industrial para a produção da animação 3D. Todo o resto foi trabalho de amador. De amador dedicado, que tinha um plano e um conceito, um objectivo claro um conhecimento profundo, e que, quase sem meios, produziu uma das mais didáticas instalações que eu já vi até à data!

Infelizmente, por razões de necessidade de espaço, a peça já teve que ser desmantelada. Mas permanece a engenhosidade de quem a concebeu, a eficácia daquela representação, o didatismo daquela realização.

E se os meios não eram os ideiais, o resultado foi sensacional e, para mim que me interesso por qualquer mecanismo que esteja num raio de 1000 metros, foi uma experiência iluminadora!

Moral da história: com pouco se faz muito, quando os conceitos e a concepção têm substância.

E esta substância, quase naif, neste caso, pode ser completamente diferente em ambiente museológico: bem fundamentada, com todo o background de estudo, com todo o conjunto de conhecimentos, recomendações e experiências a sustentar opçoes, com todo o corpo de saber acumulado que, felizmente, não faltam nesta àrea de actividade. E qualquer especialista se sentiria no sétimo céu perante a perspectiva de um projecto desta natureza…ou de muitos similares. E nem seria preciso recorrer a sucata, como neste caso, porque provávelmente a maquetagem e o fac simille seriam mais apropriados.

Eis como entendo o multimédia em espaço museológico: utilizado para transmitir o que de outro modo não seria possivel; para completar os gaps, em certos casos; de forma adequada e apropriada; activa e interactiva; e envolvolvendo o visitante na descoberta, sem falsos espectáculos, sem fogo de artificio. Mas com uma utilidade profunda, baseada num objectivo bem definido de transmissão de conhecimento, de captação de interesse.

No site do seu conceito Smart Grid a GE tem um exemplo extraordinário de um pequeno efeito de realidade aumentada, baseado numa tecnologia open source já bem explorada, mas que é de um efeito impressionante. Apreciem o video e deliciem-se:

http://ge.ecomagination.com/smartgrid/ar/movie.html

ge-grid

A parte interessante é que, este efeito que poderia parecer uma curiosidade (sem duvida), mas inutil e gratuito, ganha todo o significado quando enquadrado no site geral do conceito que se pretende mostrar, todo ele uma montra de design multimedia, mas também de conceitos profundos que omultimedia apenas explica. Não deixem de o entender:

http://ge.ecomagination.com/smartgrid/?c_id=googbrandgenerics#/landing_page

 

Quando há uns tempos atrás tomei contacto com alguns projectos museológicos ou de desenvolvimento de conceitos e conteudos multimedia com aplicação museológica, e esgravatei os conceitos e teorias subjacentes, fui ficando surpreendido com a profundidade do que estava a ser feito.

Não tenho qualquer pretensão a especialista em muito destes campos. Acho que poucos podemos ter em Portugal. Deixo aqui alguns projectos, para quem quiser explorar com mais profundidade alguns dos conceitos.

Interactive Multimedia Group
Louvre DNP – Museum Lab
Natural Interactions e IO Agency

People naturally communicate through gestures, expressions, movements. Research work in Natural Interaction is to invent and create systems that understand these actions and engage people in a dialogue, while allowing them to interact naturally with each other and the environment. People don’t need to wear any device or learn any instruction, interaction is intuitive. Natural Interfaces follow new paradigms in order to respect human perception. Interaction with such systems is easy and seductive for everyone.  

Bill Buxton

 Bill Buxton is a relentless advocate for innovation, design, and – especially – the appropriate consideration of human values, capacity, and culture in the conception, implementation, and use of new products and technologies.

LM3Labs
Museum Interactive Multimedia

Um repositório de documentação com alguns trabalhos muito interessantes.

Interactive Multimedia Technology

Um blog dedicado a interactive multimedia.
This blog focuses on how interactive technology can support collaboration, communication, and engaged learning. It also touches on ways technology can support intervention & prevention efforts in health, mental health, and related fields. You’ll find information about interactive touch screen applications, HCI, universal usability and accessibility, Universal Design for Learning, serious games, and innovations. Enter a term or phrase in the search box to find something that interests you!

 

Uma série de artigos:
New-media num museu? – Parte I
New-media num museu? – Parte II
New-media num museu? – Parte III
New-media num museu? – Parte IV

Para quem nasceu com internet em casa, quem usa um portátil diáriamente, com net de banda larga, tem o google permanentemente acessivel, cria albuns de fotografias e de recordações no Facebook, e no Flicker, regista notas em blogs, quem usa um iPhone, passa o dia georeferenciado, ouve musica num mp4, e já quase não sabe o que é um CD, chegar a um museu, tal como os temos em Portugal, entra em estado de choque imediato: é quase  como entrar repentinamente num mundo surrealista e confuso, de ausencia total de informação, e de referências, de comunicação e de processos conhecidos.

Num mundo de meta informação, tudo contém ligações e referências para algo, que o contextualiza e completa. A meta-informação está acessivel e contida em cada objecto. Para uma mente “google” é impensável um local onde existe uma peça, sobre a qual não se pode clicar numa ligação ou ir à caixa de pesquisa e, daí, entender para que serve, de onde vem e o que significa, e depois explorar as ligações e ir parar a outras peças, fisicas ou virtuais, ideias e conceitos, relacionados ou já apontando novas direcções. Para que queremos os museus?

Infelizmente pode já ser tarde, pois que afastámos definitivamente as gerações emergentes, destes locais no sense à luz do seu proprio raciocinio. E aquilo que são processos de exploração, que se criam na infância e na adolescência, é já incompativel com o que nos esquecemos de colocar nos museus. Podemos agora lá colocar multimedia, meta informação, interacção e exploração, meios digitais e conteudos complementares ricos. A incompatibilidade já foi criada, e “geração google” já não será recuperada, pois não será entre dois empregos que se reformulam processos de raciocinio e de entendimento do conhecimento. Para estas gerações o esforço é inutil. Pensemos então nas proximas, já que estamos a perder as actuais.

Tive a sorte de poder trabalhar (ainda que indirectamente) com arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha , premio Pritzker em 2006, como consultor para o estudo previo do projecto expositivo do futuro Museu dos Coches em Lisboa.

Apesar de o conhecer, entre outras obras, como autor de uma das mais bem sucedidas experiencias museológicas recentes, ficaria surpreendido com a sua capacidade de entender como as tecnologias digitais podem contribuir, participar, potenciar e complementar um ambiente expositivo. Trata-se do Museu da Lingua Portuguesa em São Paulo, em que aliás  Portugal participou, não certamente com fornecimento de tecnologia expositiva!

Poderia (escrevi eu) ficar surpreendido (por oposição ao que cá se tem feito) com o quanto é obvio e natural, para este extraordinário arquitecto a interacção e integração total entre edificio, tecnologias, exposição, media, conceito expositivo, e museu como um todo funcional. Mas não fico, porque também para mim é obvio…  

Ao trabalhar diáriamente com conceitos criativos na àrea multimedia e interactiva, a quantidade de conceitos inovadores que todos os dias naturalmente me surgem e se poderia desenvolver para ambientes expositivos, é gigantesco. Houvesse quem aplicasse 1% deles e teriamos certamente alguns dos mais inovadores museus do mundo… e dos mais cheios de gente participativa. E não excluo a hipotese, de que certamente teriamos também nos museus um dos mais valiosos equipamentos e meios de promoção cultural da população Portuguesa.

O que me surpreende é a pobreza das soluções, do pouco que se tem timidamente tentado, baseado na espectacularidade, tanto como na inutilidade, gratuito e descontextualizado, servindo nenhum propósito que se detecte, ou apenas encher a parede ou a sala em que se instala, espelho perfeito da pobreza do resto do arraial museológico, e que depois aparece noticiado como se fossem grandes realizações tecnológicas… serão, mas à dimensão de quem as fez, sem qualquer intuito depreciativo, nesta afirmação. É que muito mais teria que ser feito para, no minimo, ser util, e não apenas espectacular, pois isso é fácil. Já a utilidade, a propriedade e a adequação é outra conversa. Exige estudo cuidadoso, inventividade, criatividade e conhecimentos multidisciplicnares. E meia duzia de aparelhos multimedia, comprados no supermercado das peças electrónicas, não fazem um salto tecnológico. Só fazem mais rico quem as fabricou, e quem pelo caminho lhes aumentou o preço… e o nome… até serem multimedia interactiva.

É que um mapa, quer esteja em papel, quer esteja num ecrã de plasma… continua a ser um mapa estático. Multimedia, é quando o mapa ganha cores, e sons, zoom, ligações a informação externa, e de cada ponto saltam icons e marcas, voam fotos e se espraiam videos e infografias. E interação é quando é o utilizador que comanda tudo isso, que encaminha, que interage e diz o que quer ver e o que não lhe interessa! Já sei…isso custa dinheiro! Principalmente quando não se sabe o que se quer, e se pede hollywood inteiro metido num cartão SD… depois queixem-se!  Pois digo que é mais barato fazer um mapa multimédia, do que um mapa em papel, para depois lhe tirar uma fotografia para o pôr em plasma (não se riam, que já vi esse processo de…”fabrico”!)… Outra conversa é o preço que o mercado pede. Mas isso é porque, por ignorância se deixa e permite!

E apesar de tudo, em alguns dos novos projectos, principalmente se construídos de raiz, a atitude tem sido a correcta e o multimedia e a interactividade, sob diversas formas (não obrigatoriamente digitais – veja-se o imaginarium), tem sido incluído, mas… nos outros, continua a ser “uma chatice”!

E o certo é que nunca ouvi dizer que atirando dinheiro para cima de um urso, ele passasse a ter carta de condução… também não basta colocar multimedia, é necessário saber para quê…e isso… cada um sabe do que é capaz, e a mais não o podemos obrigar.

E se um museu é já por si uma instituição cara, dificil de manter, dificil de justificar, pior se de repente se lhe põe multimedia, que não se entende bem para que serve. Pior ainda se isso não serve clara e esclarecidamente um propósito efectivo qualquer, seja de promoção cultural, de atracção do público a temas específicos, proporcionando o contacto com realidades e objectos que lhe não são acessiveis de outro modo, proporcionando as ferramentas necessárias para os interpretar e para os contextualizar, e as pistas necessárias para explorar e para lhes dar enquadramento cultural, histórico, tecnico, social, etc., e sem esquecer a função museológica de ao mesmo tempo os preservar para as gerações vindouras. E se no aspecto da conservação, me permito dar o beneficio da duvida…quanto à atracção do público, e ao interesse cultural, educativo e formativo, mas principalmente quanto às ferramentas de interpretação e contextualização não tenho dúvida nenhuma: um museu estático, expositivo apenas, atrai hoje tanto publico quanto um urubu coxo no meio do deserto… e dele se entende tanto quanto se entendia no momento em que se entrou na porta do museu; mas pior ainda que isto, é um urubu coxo, no deserto e carregado de multimedia!

Ao menos que se delicie os olhos, mas nem nisso os nossos museus (com as devidas excepções) são bons!…e no entanto os meios para fazer diferente são, infinitamente mais acessiveis financeira e tecnológicamente, eficazes e efectivos, reprodutivos e formativos, que qualquer investimento em novos edificios, e sem duvida nenhuma que em estádios, aeroportos, expo’s, TGV’s, reformas educativas, pontes, autoestradas e “novas oportunidades”… é que alguém está a falhar o alvo!

E esta alvo falha-se da mesma maneira que um vizinho meu que após concluir a sua nova vivenda, encomendou 12 metros de livros. Nem mais, nem menos. Ah…verdes e vermelhos e meia duzia deles castanhos e pretos, para condizer e fazer conjunto com os cortinados e sofás. Nos poucos casos em Portugal, corremos o risco de que alguém compre 12 metros de multimedia, apenas para actualizar o museu ali da esquina… felizmente podemos ter a sorte de que não venha a acontecer… até porque em Portugal será dificil de encontrar um museu ali naquela esquina. Mas com tudo isto despreza-se e ignora-se as verdadeiras recomendações internacionais e tudo o que o bom senso e a percepção das mudanças profundas na maneira como as novas gerações interpretam o mundo e a comunicação, aconselham.

Também confesso que não gostaria de ir a um museu ver um Rembrandt em desenhos animados. Está certo! Mas preferia mil vezes ver os tais desenhos animados se, ao olhar em volta, não me visse sozinho e isolado numa sala de museu rodeado de obras primas da pintura, de 200 anos de história artistica desaproveitada; e eventualmente terei sido um dos 10 ou 15 visitantes nessa tarde, num país de 10 milhões! Ah…havia jogo de futebol, e deviam lá estar os tais 25.000 adeptos, a encher os lugares construidos à custa do museu em que eu estou sozinho. Claro que se alguém metesse 25.000 no museu, se tinham construido tantos museus como estádios. Mas ia ser mau, porque 25.000 adeptos de futebol num museu, seria como um elefante em loja de porcelanas.

E triste é querer saber mais sobre Rembrandt, e a única resposta que tenho é uma placa na parede, diria ranhosa, o que nem era o caso, com pouco mais que o nome, principalmente se, em casa, posso projectar o mesmo autoretrato na parede, junto com milhares de textos que me descrevem a obra, exploram e referenciam a época, textos criticos, textos biográficos, entrevistas que discutem as correntes de pintura, enfim…   a tudo o que me interessa saber para apreciar a obra. Bom.. resta-me sempre ir à livraria do museu… mas assim sai-me cara a visita, e nem todos levam livros para casa!

…pelo menos se não tiverem a medida certa!

Deixem lá, não faz mal, nem faz falta tirar a medida…tenho internet de banda larga. Da proxima não venho ao museu, fico em casa a consultar a wikipedia.

 

Uma série de artigos:
New-media num museu? – Parte I
New-media num museu? – Parte II
New-media num museu? – Parte III
New-media num museu? – Parte IV

Nesta série de artigos, e do lado das experiencias positivas em museologia, aplicando novas tecnologias, temos de relatar algumas conhecidas.

Uma experiencia continuada na aplicação de tecnologias a museus, é uma experiencia real e em curso, e que dá um background de tal modo vasto, de tal modo conclusivo, de tal modo rico, que na realidade só um verdadeiro especialista o pode entender. Acho que poucos em Portugal o entendem. Tirem as conclusões que quiserem, mas não digam aquilo que eu não disse!

Refiro-me a uma experiencia que já leva uns bons três anos e que dá pelo nome de  ”Museum Lab - Louvre DNP” e no site do próprio projecto, é descrito como:

“Born of the collaboration between Dai Nippon Printing (DNP) and the Musée du Louvre, the Louvre – DNP Museum Lab joint project seeks to explore new approaches to artworks, particularly through the use of multimedia tools. “

Este é um espaço expositivo (no Japão) em que as novas tecnologias digitais, especialmente as multimedia e interactivas (e note-se que não são a mesma coisa, nem umas implicam as outras), e que procura criar experiencias de visita imersivas e ricas através do recurso a meios digitais para a introdução de conteudos ricos, de ambientes estimulantes, multisensoriais e participativos. Não sei que mais poderiamos querer!  Acho que nada…

Museum Lab – Video <- Vejam este video! É imperdivel.

 

O objectivo do Museum Lab é meramente experimental, é certo, e é apenas de avaliar a potencialidade das tecnologias e lançar experiencias que, sabendo-se que serão de grande potencial, permitam avaliar o real impacto na forma como o público encara o museu, como participa, como interpreta. Afinar estratégias, valorizar tecnologias, selecionar ideias e modelos, é o principal objectivo. Por isso é um “Lab”. Mas em ambiente real de museu, por isso é Museum Lab.

É certo também que um ambiente de laboratório, declaradamente experimental, permite assumir maiores riscos, experimentar tecnologias menos consensuais, ensaiar protótipos e conceitos mais elaborados (mas provávelmente mais “dificeis”) e provávelmente menos ensaidos, fora do ambiente. Mas em contrapartida, o facto de ser um ambiente real de museu, permite uma total avaliação. E quantidade de tecnologias experiementadas, avaliadas, ensaiadas, fornece já um caixa de ferramentas de luxo, para qualquer museu que não se queira limitar a sistemas mutimedia mais ou menos consensuais e banais, sem real mais valia, a montagens interactivas mais ou menos main stream. e de pouco valor acrescentado. O valor de uma experiência como esta é enorme. Simplesmente está anos luz à frente do que alguma vez foi sequer sonhado para qualquer museu português… e esse e que é o busilis da questão.

Não me apetece dizer que em Portugal estamos na idade da pedra relativamente aos museus. Porque não estamos… já demos um ou dois passos em direcção ao futuro. Faltam agora apenas alguns milhões de outros passos, para nos pormos pelo menos a par da nossa época (mais uma vez, ressalvadas algumas honrosas excepções, principalmente na esfera privada). Ou falta alguma vontade politica… que dote de orçamentos aceitáveis as instituições existentes (e nada disto é assim tão caro, antes pelo contrário), para que, mais do que limpar o pó uma vez por semana, possamos investir na sua modernização ( não só em multimedia ou interactividade!).

Bem sei que um museu moderno rende poucos  votos… na melhor das hipoteses rende pouco mais que os votos dos tecnicos competentes que entendem, e há muito sabem, o que deveria ser feito. Mas há critérios de valor que ultrapassam largamente motivações eleitorais. E os meios são simples. É apenas necessário ter a percepção de como a sociedade mudou, de como a expectativa do publico é diferente, mas fundamentada.

E entender que as mais valias conseguidas ultrapassam, com muito menor custo todos os esforços de formação, de educação e de reconversão de uma sociedade, baseados em meio escolar ou de formação profissional (sem que os excluam, obviamente). É que a capacidade de interpretação, do conhecimento e do mundo que nos rodeia, é a base sine qua non da elevação do nivel cultural, da literacia numa sociedade, e principalmente numa sociedade que se confronta com as transformações com que se defronta a nossa,na actualidade.

E notemos que tenho visto abertura de concursos, em que o peso do multimedia é grande… mas inutil. Inutil porque desenquadrado, porque nada criativo, porque decalcado de outras situações (mas isso e outro assunto). É que a isso não chamo interactividade nem multimedia: chamo electrodomésticos HiTech…e até se pode comprar em 10 vezes sem juros (desde que se subscreva o cartão de fidelização).

E aquilo que um museu vivo, interactivo, motivador, rico em experiências e vivencias, em estimulos e em provocações, em informação e em pistas, fornece, é a capacidade de entender o que de outro modo seriam apenas refugos e restos de um passado.

“In the last fifty years the development world has made the shift from an industrial to an information society. This change, for all its benefits, has led to increasing crime, reduced fertility, unstable family structures, a slump in institutional trust, a drop in confidence and the triumph of individualism over community”. 1
The emergence of the media-market has given more information to more people with the effect of emerging isolation. Bill Gates has changed our world, financially, politically and socially. We are on our way from a society of ‘planners’ to a new ‘risk society’.2 .
Unable to rely on ‘lifelong patterns’, either in our jobs, our relationships ,our class position, or within our social group we have to find new strategies for our everyday life within our changing society. In this context also the work place has changed from being, from a place for production to a place for thinking. Thinking includes also promoting individual creativity which plays a growing importance in both our working and our social lives.
These conditions evoce more focussing on creative problem solving and decision making by developing skills to adapt new situations and structures. We move from an information age to a new ‘learning’ age. 3
“Built environment education is essentially about relationships between people and place. It includes consideration of the built heritage, architecture, planning, environmental design, landscape architecture, public art, building, construction and civil engineering.
It addresses issues of environmental liberacy and participation. It aims to help people understand how the environment has come to be the way it is, what it is not only to develop awareness and understanding of built form, but to involve people in debate about environmental issues and enable them to participate in the processes which shape their environment…Education for sustainable development is about the learning needed to maintain and improve our quality of life and the quality of life of generations to come.
It is about equipping individuals, communities, groups, business and government to live and act sustainably; as well as giving them an understanding of the environmental, social and economic issues involved. It is about preparing the world in which we will live in the next century, and making sure we are not found wanting.”4
___________________
1 Francis Fukuyama, The Great Disraption, p.8
2 Paul Bélanger: lecture held in the Gothenburg conference of the Socrates project MUSAEAM in 1999
3 Sylvia Lahav, The Learning Age” held in the Gothenburg conference of the Socrates project MUSAEAM 1999
4 Sara Selwood, Cultural Trands, Issue 32, 1998, p.87
 

Relembremos uma citação já usada em artigo anterior:

“The integration of sound and image data into museum collections databases offered a new opportunity for recording the depth of information about works in museum collections, and interpreting their significance. New interactive multimedia interpretive tools also provided ways of communicating the rich context and meaning embodied by museum artifacts.”

Não podemos concordar mais!!!…com as devidas correcções, referentes a novas possibilidades que nem os maiores gurus da tecnologia terão previsto, pelo menos da maneira exacta que aconteceram e que, mais do que contrariar algo, apenas estenderam as possibilidades e a pertinência do caminho indicado.

 

Uma série de artigos:
New-media num museu? – Parte I
New-media num museu? – Parte II
New-media num museu? – Parte III
New-media num museu? – Parte IV

Fiquei espantado, há uns tempos atrás, quando ouvi da boca de um técnico de museologia uma afirmação do género: “Os museus não são uma feira! O multimedia digital não encaixa num museu!”

Que os museus não são uma feira, acho que estamos de acordo…quanto ao resto, talvez venha a ser uma desagradável surpresa para esse técnico. No minimo anda desatento… mas temo que já há muito tenha perdido o comboio!

Num documento do International Council of Museums (ICOM), datado de September 1996 (há já 13 anos, portanto!!!), e intitulado Introduction to Multimedia in Museums podia ler-se:

“The integration of sound and image data into museum collections databases offered a new opportunity for recording the depth of information about works in museum collections, and interpreting their significance. New interactive multimedia interpretive tools also provided ways of communicating the rich context and meaning embodied by museum artifacts.”

É que hoje em dia, isto nem se põe em questão… mas vale a pena recordar o que ainda na pré história do multimedia se dizia. E, nos desenvolvimentos da tecnologia, nada nos fundamentos destas afirmações o contrariam…

“Multimedia is an opportunity for museums. It offers a paradigm for capturing and preserving the multi-faceted information embodied in the objects of our culture. It also offers new capabilities for structuring and communicating knowledge of our collections.
By surrounding objects with a gloss that includes description, representation, interpretation, derivation and appreciation, we can document and communicate the cultural significance of artifacts. Meaning is preserved as well as physical form.”

É certo que podemos percorrer a maioria dos museus em Portugal, e parece que vivemos ainda no século XIX. Problemas de orçamento? Sem duvida, em todos os casos. Em Portugal gosta-se mais de construir de novo, sem raiz e sem referência, quando toca a investir… ou então em manter tudo como está, estático e estagnado, com reduzidos orçamentos, e com a manutenção básica assegurada…mas pouco mais.

Mas o facto é que a tecnologia não parou, os paradigmas de comunicação também não…e muito menos ficaram à espera dos museus. Se a tendência arrasadora de transferência para os meios digitais do interesse das novas gerações, arredaram para um plano obscuro o material impresso, livros, revistas, imprensa em geral, como veiculos de estudo e referencia (não conheço ninguém teenager que pegue numa enciclopédia impressa, já que a versão digital ou a propria internet faz o serviço mais depressa, num ambiente mais familiar, com mas potencialidade de aproveitamento, de citação e de manipulação, de relacionamento de informação e referência rápida a outras fontes), a forma e conteudo de um museu tradicional é algo que não encaixa na mentalidade de geek… e geeks somos todos hoje em dia.

O argumento de custo não tem fundamento. Ainda há meses a Dreamfeel propunha a um organismo responsável, a criação de Video Guias para um museu, baseados nos comuns iPods. Os nossos filhos passeiam-se com eles nas escolas, e no entanto a resposta foi, de modo um pouco mais elaborado: isso é muito caro! Acredito, sinceramente. Fica bem mais barato ter o museu vazio. Cada um tem os museus que merece. Acho, na qualidade de cidadão português (não como técnico, claro, que aí diria de modo bem mais elaborado, mas com consequencias bem mais gravosas), e não tenho problema em dizê-lo, é que há gente que não está nos lugares certos; por nada deste mundo!

E não ponho em causa competências. Ponho em causa atitudes. É que uma coisa é afirmar que não há orçamento, e aí só fica em causa quem é responsável pelas decisões que atribuem orçamentos de miséria a museus. Outra completamente diferente é afirmar que é caro! Ok. Fica então para outra oportunidade, em que a cultura, o conhecimento, mereçam mais, e os responsáveis saibam que um iPod não é caro, em lugar nenhum do mundo, para a função que poderiam exercer num museu. Mas claro que acaba por se compreender que as referências, destas pessoas, são o próprio ambiente em que se movimentam. E acabo por reconhecer que é assim menor a culpa.

Expositores estáticos, quadros pendurados nas paredes, peças metidos em redomas, e pó… pode ter funcionado no século passado. Neste século queremos mais! E não admitimos menos. Aliás, de pouco serve ter menos… é que ninguém já entende museus estáticos, cristalizados em objectos expostos, mas mortos, por muito que se tente pôr-lhes um cenário. Já não é assim que comunicamos! Já não é assim que entendemos e interagimos com o mundo. E isto porque as nossas referências, as referências da nossa sociedade, são o próprio ambiente em que nos movimentamos, com as suas vantagens e desvantagens, mas essencialmente com as suas regras intrinsecas. 

O valor cultural de um objecto exposto, com uma legenda de 2 ou três linhas, não encaixa numa mentalidade de “um click para ter à disposição tudo o que se escreveu sobre o assunto”! Não é viável que uma “mentalidade google” chegue a um museu e não tenha ao lado de cada peça um caixa de pesquisa google… não faz sentido! Não funciona! Não serve! Esse museu perdeu o futuro. Já perdeu o presente e ainda não entendeu isso… perdeu as gerações emergentes, essas… as da PlayStation, da Wii, da internet móvel, do Magalhães, do MP4, dos iPods, dos SmartPhones, do iPhones, do GPS, da televisão HD. E vai perdê-las para sempre, que estas coisas não se recuperam entre um emprego e outro: criam-se durante a educação, e na formação de uma personalidade em transição pela infância e adolescência, em direcção a adulto.

 

Em museus criados por parametros modernos,

“The applications are often the most popular, visitors use them for a long time, enjoy the novelty of the technology, and have a memorable experience. The use and presence of the computers affects the way they behave in the museum, often encouraging them to stay longer and pay closer attention to the objects and exhibition themes. In some cases, the program raises new issues and encourages visitors to challenge, their perceptions.”  

E no desenvolvimento:

The question we have to face in this context is the mission of every museum. Is it enough to convey knowledge, or should we invest more in the visitor dynamic with all the entails in terms of impact in museum organisation? A museum is not a school. It leaves ample rooms for fantasy and the individual approach.

On the other hand: the museum can and should address all aspects of social life: it holds the keys to a better understanding of society and its evolution. Acquisition without regard for the visitor’s perspective makes no sense.“The educational role of museums is at the core of their service to the public. This assertion must be clearly stated in every museum’s mission and central to every museums’s activities.”

E é nisto que não se compreendem museus estáticos, meros repositórios, por muitos banners e paineis estáticos que incluam. Certo que não se alcançam estes objectivos apenas com o uso de multimédia, mas sendo esta uma das ferramentas disponiveis, e sendo a linguagem que melhor alcança a maioria da população não nos parece legitimo insistir em ignorar a sua importância. No mesmo texto é citada uma afirmação lapidar:

It is not acceptable for museums to justify their existence to a significant degree in terms of their educational value to society, and yet to be unable to specify what that value is in concrete and practical terms and unable to say whether what they do meets generally accepted definitions of quality. Most museum directors, if asked to demonstrate that the museum benefits society, would be unable to do so. No museum should be funded at a time when money is so scarce, unless it is prepared to declare that the main purpose is public education, and to demonstrate that it is working to achieve this. We cannot afford to support bad museums.
David Anderson

Calha aqui mais uma citação:

… museum-education is not any more an ‘add-on’; it becomes an increasing core function integral to all museums activities.
Otherwise the fulfilment of the museum’s mission cannot be afford which could raise the crucial question why museums in general should be obtained. And this possibly leads in the final consequence to its disappearance.
David Anderson

Não seria tão radical…mas que estamos lá perto, não duvido. E repensar os museus, passa certamente por uma reflexão, que nem precisa de ser muito profunda. Basta que seja atenta e referenciada. Referenciada a quê? À sociedade, que é, em ultima análise, a quem um museu tem que servir. A presente e a futura… que a passada já…passou.

 

Uma série de artigos:
New-media num museu? – Parte I
New-media num museu? – Parte II
New-media num museu? – Parte III
New-media num museu? – Parte IV

No decurso dos Encontros Para a Competitividade - Indústrias Criativas, que decorrem em Serralves, e no ambito restrito do grupo de trabalho “Empreendedorismo  Criativo”, onde estavam presentes empresas de variados sectores da industria criativa, com especial relevo para algumas tradicionalmente presentes no tecido empresarial do norte de portugal (nomeadamente, Joalharia, Textil e Design de Moda), entre outras, e em que nomeadamente se integra a Dreamfeel, foram sendo identificadas várias dificuldades encontradas pelos empresários do sector.

Sendo que muitas das dificuldades não são especificas do sector das industrias criativas, em muitos casos elas são agravadas pela especificidade do mesmo e do seu funcionamento.

É pela percepção destas dificuldades, potenciando a sua resolução, mas promovendo e criando também um clima de networking, de formação permanente dos quadros, de alargamento de horizontes, nomeadamente por participação conjunta em eventos, por representação conjunta do sector, por promoção da colaboração e partenariado entre empresas, e no sentido de promover a reflexão sobre os caminhos a percorrer para ultrapassar as limitações, nomedamente as decorrentes da pequena dimensão e isolamento, que João Ledo Fonseca da Dreamfeel Lda propõs, no ambito deste grupo, a criação de um Clube de Empreendedores das Empresas Criativas.

…João Ledo Fonseca da Dreamfeel Lda propôs, no ambito deste grupo, a criação de um Clube de Empreendedores das Empresas Criativas.

Entre as dificuldades sentidas foram identificadas algumas como a dificuldade de financiamento, de acesso a informação, ou de acesso a mercados.

De outro âmbito, até decorrente da natureza e motivação dos principais  intervenientes na industria criativa (que são os proprios criativos), ficou também patente a dificuldade existente em entender e lidar com os aspectos mais ligados à gestão da empresa (como um negócio) e de projectar e transformar as mais valias geradas pela criação (de todas as naturezas, mas até artistica) em vendas, em acesso aos mercados e em gerar sustentabilidade e capacidade de investimento.

Lidar com aspectos de gestão, de consolidação e crescimento do negócio, aparece como uma dificuldade emergente de várias empresas deste sector. Como causas apontaram-se os fracos componentes de gestão na formação de criativos, mas também uma inexistente percepção, em muitos casos, das necessidade de complementar as competencias criativas com competências de gestão, internas ou externas às empresas, com know how especializado de gestão. Notou-se também alguma ausência de uso de tecnologias, hoje consideradas indispensáveis, e facilitadoras de negócio, como o uso da internet, o networking de empresas e pessoas, o reconhecimento das redes sociais e o partenariado como forma de potenciar a capacidade empresarial e de acesso a mercados, tecnologias e desenvolvimento do negócio.

Em muitos casos a pequenissima dimensão das empresas é também um factor limitativo, no sentido de que não permite a coexistência interna das variadas competências que concorrem, e são necessárias, ao funcionamento com exito de uma empresa, como negócio, e limitam a capacidade de manter informação e acção especializada nos vários aspectos necessários (nomeadamente no ambito de gestão financeira, de marketing, de R&D, etc.), e inviabilizam o estabelecimento de práticas essenciais ao bom funcionamento e posicionamento perante a envolvente, pela ocupação e dedicação integral ou quase integral das pessoas aos aspectos de criação, que são a sua maior motivação.

Entrada da Fundação de Serralves

Um Clube de Empreendedores poderia promover o diálogo, a cooperação, o networking, a formação, a consultoria, a identificação de boas práticas, de soluções, de desafios e tendencias, mas poderia ser também um agregador de vontades que permitisse obter massa critica para o lançamento de acções para que individualmente os empreendedores não possuem capacidade e dimensão: criação de imagem comum, projecção nos mercados, nomeadamente no mercado global, estabelecimento de parcerias comerciais, de marketing, de R&D,  de branding, enfim, uma infinidade de acções que só com alguma dimensão das organizações se pode obter.

Um Clube desta natureza poderia inclusivamente ser o motor, do lado dos empresários, da criação de condições para a mais rápida concretização do cluster de industrias criativas que é afinal a motivação destes encontros. 

O desafio está lançado, no ambito restrito deste grupo de trabalho, e será lançado para todos os participantes nos restantes grupos de trabalho destes encontros, na continuação das sessões. Vamos agora ver como reagem todos os participantes, mas com a esperança de que uma ideia desta natureza terá, sem sombra de duvida, uma adesão quase unânime.

Recursos:
Industrias Criativas em Serralves

logo_sombra_pqA Dreamfeel participa no Primeiro Encontro para a Competitividade, que decorre hoje e amanhã,  dias 19 e 20, em Serralves, dedicado às indústrias criativas, promovido pelo IAPMEI numa parceria com a Fundação de Serralves e o GPEARI – Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e relações Internacionais do Ministério da Cultura. 

Tendo como objectivo facilitar o debate de uma estratégias de desenvolvimento para o sector, através da análise de formas de cooperação e da indução de dinâmicas de inovação que representem oportunidades de crescimento para as empresas, a iniciativa integra-se no ciclo de Encontros que o IAPMEI tem vindo a desenvolver no âmbito da assistência empresarial.

  Leia o resto deste artigo »

Add to Technorati Favorites
Twingly BlogRank

PageRank

PageRank

FastCompany

ted.com

www.designboom.com

http://www.dexigner.com

http://www.core77.com

www.designweek.co.uk

www.abduzeedo.com

http://mashable.com/

http://designmind.frogdesign.com/

http://bldgblog.blogspot.com/

Blog Stats

  • 105,194 hits

Dreamfeel

Maio 2012
D S T Q Q S S
« Abr    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  
Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.