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O conceito dos dispositivos multitouch foi criado há já alguns anos. Quando falamos da sua origem, certamente que muitos pensam na apresentação que a Microsoft fez há dois anos atrás…
A apresentação do Microsoft Surface pode ser vista aqui: Microsoft Surface e este é o site oficial
Mas a origem do conceito, a tecnologia e o desenvolvimento de software nada tem a ver com a Microsoft. Um dos gurus do conceito, e que mais profundamente trabalhou nele foi Jeff Han, da NYU (New York University) e o grupo de investigação académica Multi-Touch Interaction Research.
Veja a biografia de Jeff Han na Wikipedia, ou aqui TED Ideas Worth Spreading. Hoje Jeff Han dirige uma empresa que explora este conceito, a Perceptive Pixel.
Uma vez que muitas das investigações iniciais de Jeff Han foram sendo tornadas públicas, muita gente se interessou pelo projecto e formaram-se comunidades que foram desenvolvendo o multitouch em ambiente de open source e aplicações sob licenças do tipo GNU licence.
Mas os conceitos iniciais de interfaces multitouch já vinham sendo desenvolvidos há mais tempo, nomeadamente pelas tentativas de implementação de sistemas touchscreen, em várias empresas, e teorizados gente como Bill Buxton, expecialista de interfaces homem-máquina da Universidade de Toronto, que trabalhou, entre outras, na Silicon Graphics, empresa especializada em estações gráficas, entretanto incorporada pela Autodesk (produtora do Autocad e do Studio Max 3D). Bill Buxton, como um dos principais tecnólogos nesta àrea, criou e incorporou vários grupos de pesquisa e desenvolvimento de interfaces homem-máquina, nomeadamente no tecnologia multitouch, e foi desenvolvendo os seus trabalhos teóricos nas várias instituições onde trabalhou, constituindo estes o mais importante corpo teórico e técnico para esta disciplina. (Mais sobre Bill Buxton, brevemente…)
Estes projectos, nomeadamente os de Jeff Han) amadurecidos ao longo do tempo deram inclusivamente origem a comunidades de desenvolvimento, organizações e empresas bem sucedidas, que ainda hoje trabalham numa base de open source (por exemplo o NUI group, a Natural User Interface ou o caso da agencia Natural Interaction, que colaborou com o NUI group) .
Hoje muitas empresas desenvolvem aplicações e equipamentos multitouch, seja em ambiente experimental, seja em projectos comerciais.
O mais interessante é uma enorme corrente de DIY (Do It Yourself), que gerou várias comunidades interessantissimas de investigação e desenvolvimento. Uma deslas está reunida em volta do NUI Group, mas outras comunidades organizadas existem, umas com outras sem fins lucrativos, como a MTC-MultiTouchConsole ou a Ideum que é um misto de empresa comercial e grupo de investigadores.
por ultimo convém seguir os desenvolvimentos do Windows 7.0 uma vez que inclui suporte para multitouch, de origem, se bem que se preveja que seja apenas para dispositivos sleccionados, nomeadamente para SmartPhones e PDA´s, pelo menos numa fase inicial.
Para projectos DIY veja:
http://www.engadget.com/2007/06/29/diy-multitouch-table-explained-step-by-step/
http://hackaday.com/2008/05/20/multitouch-project-roundup/
instructables com o search “multitouch”
Outras referências:
NUI group
NUI Group Forum
Wiki do Nui Group
TED Ideas Worth Spreading
Multi-Touch Interaction Research
Microsoft Surface presentation demo
Microsoft Surface – oficial Site
A imaginação é o limite. A tecnologia multi-touch, baseada em FTIR (Frustated Total Internal Reflection – mais sobre o assunto brevemente!), tal como a conhecemos e projectamos na Dreamfeel, tem multiplas aplicações.
Já aqui ficaram alguns exemplos de aplicações em Museus. Mas fora das salas de exposições, em aplicações ludicas e comerciais podem conceber-se também instalações espectaculares. Entre os parceiros da Dreamfeel, e outras empresas presentes no mercado com aplicações semelhantes, a criatividade impera! Senão vejamos alguns exemplos:
A utilização que uma instalação com tecnologia multitouch pode ter inclui tudo o que se possa conceber como aplicação interactiva, e vai desde o meramente ludico e experimental, até às aplicações de marketing e publicidade, incluindo a animação de eventos. Na Dreamfeel procuramos ser criativos e novas aplicações deste tipo vão surgindo misturando ideias que nos surgem no mercado a cada passo, com outras que já foram experimentadas em algum lugar… e provaram ser espantosas…
A reacção das pessoas é sempre fantástica: o publico reage com curiosidade e torna-se participativo. As mesas multitouch tornam-se o centro de convivio em eventos, e as aplicações de marketing, com forte componente de branding, sucedem-se numa aparencia de jogos e aplicações ludicas.
Como interface o multitouch é um sucesso: intuitivo, fácil de usar e participativo.
E as aplicações mais sérias também se sucedem: por exemplo a composição de anuncios de jornal pelo próprio publico, que chega com uma foto, que pousa na mesa; ou um telemóvel em que está armazenada essa foto; escolhe um layout, entre vários que lhe aparecem; a foto como por magia é digitalizada e incluida no anuncio; escrevendo com o dedo na mesa, a pessoa cria um titulo e um texto para o anuncio. Quando tudo está completo, arrasta o anuncio para a zona de publicação… o que acontece a seguir só depende da imaginação: o anuncio pode aparecer nos paineis de digital signage do local; ou pode ser enviado digital e directamente para publicação no jornal local, ou pode sair em cartazes na impressora da grafica digital onde está isntalada esta mesa…
E se tivermos vocação musical, também existe uma mesa apropriada:
Contacte-nos em Dreamfeel.
As projecções em vidro touch sensitive (usando peliculas apropriadas, para permitir a projecção e interacção por touch) permitem uma espectacularidade inalcansável por outros processos de apresentação de multimedia. A Dreamfeel desenvolve aplicações interactivas (em Flash) para este tipo de equipamentos, que também comercializa e instala. Além do uso em museus, muitas outras utilizações podem ser imaginadas.
Uma das utilização mais obvias para as projecções interactivas em vidro é montra interactiva, que permite colocar publicidade, comunicação corporativa ou aplicações de e-comerce diretamente no vidro da montra, proporcionando assim um atendimento a clientes 24 horas / dia. A montra tranforma-se em mais um funcionário, potenciando vendas, e com a possibilidade de mostrar desde os dados técnicos de automóveis, imoveis para venda e arrendamento, destinos turisticos e viagens, catálogo de produtos, até mapas e roteiros, simulações de crédito ou aplicações para planear trajectos em transporte publicos. Transacções online são também possiveis, até com identificação do utilizador registado (biometria).
Tanto as projecções interactivas em vidro, como as tecnologias multi-touch, aplicadas por exemplo, em mesas, designadas de mesas multi-touch, cujo tampo constitui um elemento de imagem e de interacção permitem aplicações de grande efeito cénico e elevada funcionalidade para consulta, com interfaces inovadores e simples, que permitem a manipulação intuitiva por qualquer pessoa.
Nos museus a interactividade destes dispositivos permite substituir com vantagem os velhos terminais multimedia, que já pouca atracção exercem sobre o visitante, aliando funcionalidade a espectacularidade.
Os sistemas de projecção interactiva em vidro e os sistemas multi-touch, são pois aliados no marketing, na publicidade, na venda mas também no entretenimento e na cultura. Consulte a Dreamfeeel.
Referências
Museologia Porto
Mt2 Multitouch Museum Implementation
Dreamfeel







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